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“Quem Foi Quem na Toponímia de Faro”

 

Câmara Municipal de FaroMARIA ALEXANDRINA PIRES CHAVES BERGER, Pintora e Professora, nasceu em Faro, a 03-01-1892, e faleceu em Carcavelos (Cascais), a 27-02-1979. Fez os Estudos Secundários na Escola Industrial Pedro Nunes, em Faro, onde terminou o Curso, aos 16 anos de idade, com 19 valores. Por manifestar grande habilidade para o Desenho, parecendo às tias que a criaram, ser de mais futuro o Curso de Professora do Ensino Primário, conseguiram-lhe uma autorização especial para entrar na Escola do Magistério Primário com apenas 13 anos de idade.

Vem para Lisboa, onde recebe lições do Mestre Conceição Silva e frequenta as aulas nocturnas da Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA), para se habilitar ao exame de admissão ao Curso Especial de Pintura. Terminou-o em 1922, com 15 valores. Foi a primeira Pintora algarvia diplomada por uma Escola Superior de Belas Artes.

Matriculou-se no Curso da Escola Normal para o Ensino de Desenho das Escolas Técnicas. Em 1924 concorreu a uma vaga no Instituto de Odivelas, destinado a filhas de militares, ficando classificada em 1º lugar. Quatro anos depois foi transferida para a Escola Industrial Machado de Castro, preenchendo a vaga do aguarelista Roque Gameiro. Na Escola Machado de Castro, além de leccionar, foi Directora de Oficinas, Bibliotecária e Professora Metodóloga de Desenho Geral e fez parte de Júris de vários concursos.

Mudou-se para a recém-criada Escola Industrial Feminina Josefa de Óbidos, de onde se aposentou, por motivos de saúde, em 1952. A sua primeira exposição teve lugar nas salas do Museu Marítimo de Faro.

Em 1919 e 1922 expõe na SNBA, onde foi notícia na imprensa de então, nomeadamente, A Manhã, O Século e Diário de Lisboa. No Porto, expõe no Salão Silva Porto e no Ateneu Comercial. Participou na Exposição Feminina de Artes Plásticas (1942) e recebe a 3ª medalha da SNBA e a 2ª medalha do Salão Estoril pela sua participação na exposição O Algarve e os Algarvios, no Salão da Primavera (1946). Teve os 1º e 2º prémios de Província da Beira Alta.

Participou numa exposição colectiva, no Museu de Lagos, com pintores como, Virgínia de Passos e Falcão Trigoso.

Em 1956 recebe o diploma da Casa do Algarve pela exposição Paisagem Portuguesa e da Galiza, realizada no SNI. Em 1968 foi premiada no Brasil e recebeu o diploma da Academia Brasileira.

Maria Alexandrina pintou ao longo da sua vida de artista mais de 500 quadros, sempre realizados a partir da observação directa, sendo sua predilecção pintar ao ar livre. Encontra-se representada em muitos museus nacionais.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Faro (Rua Maria Alexandrina Pires Chaves Berger).

Fonte: “Quem Foi Quem? 200 Algarvios do Século XX”, (de Glória Maria Marreiros, Edições Colibri, 1ª Edição, Dezembro de 2000, Pág. 79 e 80)

Fonte: “Dicionário de Mulheres Célebres”, (de Américo Lopes de Oliveira, Lello & Irmão Editores, Edição de 1981, Pág. 139).

Fonte: “MDM – Movimento Democrático de Mulheres – Nomes de Mulheres na Toponímia de Faro – Ruas com História” (08 de Março de 2003).

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Recordamos hoje, o Professor Almerindo Lessa, no dia em que passa mais um aniversário do seu nascimento.Em 1969 o Professor Almerindo Lessa foi um dos membros fundadores da Associação Internacional de Antropologia, de Paris, e do Centro Internacional de Gerontologia Social da mesma cidade, do qual foi eleito Vice-Presidente em 1974.

 

Almerindo LessaALMERINDO de Vasconcelos LESSA, Médico, Professor e Escritor, nasceu no Porto, a 31-07-1909, e faleceu em Lisboa, a 11-04-1995. Era filho de Augusto Lessa e de Maria Adelaide de Vasconcelos. Casou com Maria Emília de Carvalho Lessa, de quem teve três filhos.

Em 1969 o Professor Almerindo Lessa foi um dos membros fundadores da Associação Internacional de Antropologia, de Paris, e do Centro Internacional de Gerontologia Social da mesma cidade, do qual foi eleito Vice-Presidente em 1974.

Hematologista, Antropólogo e Professor Universitário. Terminou o curso de Medicina na Universidade do Porto em 1933, quando já era ali Assistente das cadeiras de Histologia e Embriologia desde o ano anterior. Interno dos Hospitais de Lisboa (1937), fez dois estágios em França, o primeiro dos quais no Hospital Tenon, de Paris, após o que organizou nos Hospitais Civis Portugueses o Serviço de Transfusão de Sangue (1940).

Foi também da sua responsabilidade a organização dos Serviços de Sangue nas então colónias portuguesas de Cabo Verde, Angola, Moçambique e Índia.

Como bolseiro do Instituto para a Alta Cultura, fez visitas de estudo a alguns países sul-americanos, incluindo o Brasil, bem como a Espanha, a França e à Suíça. Em 1957, doutorou-se em Medicina pela Universidade de Toulouse.

A partir de 1958, foi Professor convidado das Universidades brasileiras do Rio de Janeiro, Baía, São Paulo, Brasília e Campinas, tendo voltado a reger um curso nesta última em 1984. Professor de Medicina Social e Saúde Pública (1965) e de Antropologia Tropical (1967) na Universidade Técnica de Lisboa, passou em 1970 a reger a cadeira de Higiene Tradicional na Universidade de Lisboa. Em 1974 foi leccionar Ecologia Humana na Universidade de Évora, cadeira que também mais tarde regeria na Universidade Livre de Lisboa, e, em 1975, 1977 e 1980, foi Professor convidado do Colégio de França.

Em 1977, presidiu à Comissão instaladora da Universidade Internacional de Macau, Universidade de que foi Reitor entre 1980 e 1982, e em 1984 foi membro da Comissão Instaladora da Universidade Internacional de Lisboa. Conselheiro de Ecologia Humana da Organização Mundial de Saúde (OMG), teve uma importante participação em dezenas de organizações nacionais e internacionais, parte destas no âmbito da ONU, ligadas à biopolítica, à gerontologia e à geriatria ou à ecologia humana, organizações de que, em muitos casos, foi membro fundador e dirigente; associações nacionais e internacionais sediadas em França, Brasil, Luxemburgo, Bélgica, Itália, Suíça e Portugal.

Participou na Conferência Mundial da ONU sobre envelhecimento (Viena, 1982) e em reuniões sobre o mesmo tema realizadas posteriormente por instituições dependentes ou assessoras daquela organização mundial (Évora, Viena, Barcelona, Paris, Palma de Maiorca e Dakar). Entre 1979 e 1984, participou em missões científicas no Brasil, na China e no Senegal. Para além da sua colaboração nas revistas e actas das organizações científicas a que pertencia, foi Director da Revista Universitária de Medicina do Porto, Germen, secretário da redacção de A Medicina Contemporânea, Director e fundador da revista Hema, Director do jornal Semana Médica, Director português da Revista Médica de Paris Schemas, e colaborador, entre outras, da Revista Exus, de Madrid, e da Revista brasileira São Paulo Médico. A numerosíssima bibliografia de que é autor reparte-se entre as suas especialidades médicas – Hematologia, Ecologia Humana e Gerontologia – , a Higiene Social, a Antropologia Cultural e uma grande paixão pelo aprofundamento das relações luso-brasileiras.

Obras princpais: Antropologia Cultura – Os Poetas dos Campos Santos; Subsídios para a Nossa Antologia Poética Popular, (1941): Fialho de Almeida: Ensaio Sobre a Saúde e o Amor em Portugal, (1947); A História e os Homens da Primeira República Democrática do Oriente, (1974); A Aventura Cultura e Política de uam Voz Poética Africana, (1980); Portugal e a China; Uma Expeiência de Contactos, (1981); Estudos Brasileiros – Directrizes da Cultura Brasileira, (1959); Meridianos Brasileiros, (1960); Higiene Social e Bioantropologia – Ensaio de Psycologia Sexual; El Amor, (1933); A Educação da Mulher, (1934); Educação Sexual da Mocidade, (1934); Livro de Higiene, (1937); Livro de Puericultura, (1938); Ensaio Sobre a Metodologia da Higiene, (1939); Política Sexual, (1941); Dadores de Sangue, (1944); Grupos Sanguíneos e Estados Mórbidos, (1947); Sero-Antropologia de Cabo Verde, (1957); A Serologia e o Estudo das Populações, (1959); Antropo-Biologia e Antropo-Sociologia de Macau, (1970); Idade, Condições de Vida e Trabalho, (1971); Política Global do Homem, (1980); Universidade Internacional de Macau: Exposição de Motivos e Programas, (1980); Expansão Bio-Social do Homem Português: Uma Linha Vertebral e Dois Exemplos de Ocupação por «Enxertia de Homem». Antropologia Genética de Cabo Verde e de Macau, (1980). O Professor Almerindo Lessa foi agraciado com as seguintes condecorações: Ordem do Cruzeiro do Sul, Brasil, 1946; Ordem da Legião de Honra, França, 1952; Ordem da Saúde Pública, França, 1959; Medalha de Ouro dos Hospitais, Lisboa, 1960; Ordem do Infante D. Henrique, Lisboa, 1962; Ordem do Leão, Senegal, 1980; Ordem Luís de Camões, do Instituto Histórico Brasileiro, Rio de Janeiro, 1982; Ordem de Santiago de Espada, Portugal, 1990; Prémio Instituto Português do Oriente, 1991.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia da Ajuda, Edital de 19-04-2004).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. IV, Organizado pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas; Coordenação de Ilídio Rocha, Publicado por Publicações Europa América, Edição de Março de 1998, Pág. 389, 390, 391 e 392)

Fonte: “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 14, Pág. 983)

“Quem Foi Quem na Toponímia de Fafe”

 

Câmara Municipal de FafeARTUR PINTO BASTOS, Jornalista e Republicano, natural de Fafe, nasceu a 19-07-1871 e faleceu a 28-05-1951. Era filho de Josdé Pinto e de Maria de Bastos. O pai partiu para o Brasil quando, ele, era ainda pequeno, pelo que foram criados pela mãe.

A sua escrita vigorosa e criativa, a sua capacidade para retrtatar os acontecimentos, as virtualidades de um trabalhador incansável fizeram de Artur Pinto Bastos um cronista privilegiado da primeira metade do Sécuo XX, sendo aos seus textos que vão beber, indubitavelmente, as fontes da história local daqauele período.

Muito novo ainda, Artur Pinto Bastos começou a trabalhar em Artes Gráficas, em que se tornaria um pareciado Mestre. Durante algum tempo, dirigiu as oficinas de “O Cabeceirense”, enveredando pouco depois pela carreira jornalística.

Com apenas 23 anos de idade, em Março de 1895, por morte do seu amigo e confrade João Crisóstomo, Pinto Bastos, assumiu a direcção do semanário O Desforço, fundado em 1892, mantendo-se naquelas funções até à sua morte.

Republicano “avant-la-lettre”, o jornal foi perseguido pelos monárquicos e posteriormente pela ditadura salazarista. Em 1909, Pinto Bastos fundou uma publicação anual que ainda se encontra em vigor, com enorme interesse: o Almanaque de Fafe. Pinto Bastos foi um indefectível democrata e republicano, foi combatente da Revolta de 31 de Janeiro de 1891 e saudou calorosamente a instauração da República, em 05 de Outubro de 1910.

Artur Pinto Bastos, teve a hipótese de ocupar lugares de relevo, que nunca aceitou. Poderia ter sido Deputado; não quis. Chegou a ser nomeado Administrador Substituto do Concelho mas recusou.

Simpatizante do velho Partido Republicano Português, na altura apelidado de Partido Democrático, foi eleito Vereador efectivo da Câmara de Fafe, em 1913. Foi nesse cargo que propos a compra de um barco para o lago do Jardim do Calvário e teve a ousadia de plantar árvores de fruto nos jardins públicos.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Fafe (Rua Artur Pinto Bastos)

Recordamos hoje, no dia em que faria 70 anos de idade, António Augusto Ferreira dos Santos, Arquitecto e Cartoonista, mais conhecido por “F’Santos”

 

António Ferreira dos SantosANTÓNIO Augusto FERREIRA DOS SANTOS (F’Santos), Arquitecto e Cartoonista, nasceu na Vila de Cucujães (Oliveira de Azeméis), a 30-08-1948, e faleceu no Porto, a 24-02-2016. Licenciou-se em Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes do Porto e exerceu actividade como Arquitecto Urbanista na Câmara Municipal do Porto.

Desde sempre se dedicou ao desenho de humor e seus primeiros trabalhos publicados na imprensa surgem em 1971 em “A Voz Portucalense”.

Em 1988 começou uma colaboração regular no semanário “O Regional” de S. João da Madeira que se prolongou por décadas. Tem também trabalhos publicados na revista “A Razão” e nos jornais “O Jogo”, “O Público”, “Diário de Notícias”, “Jornal de Notícias”, “Comércio do Porto”, “O Inimigo”, “Terras da Beiras”, “Trevim – Supl. Bronkit”.

Realizou Exposições individuais, no âmbito do Desenho e da Pintura no Porto, Ovar, São João da Madeira, Rio Tinto, Matosinhos, Coimbra e Lisboa.

Participou em diversos Salões Internacionais de Humor no estrangeiro (Croácia, Rússia, Eslováquia, Espanha, França, Itália, Reino Unido, Turquia e Japão, onde foi galardoado em 1998 com um 3º Prémio no “V Certame Internacional de Tenerife – Canárias Espanha”), assim como em Portugal (Vila Real, Porto de Mós, Oeiras, Porto, Idanha-a-Nova, Coimbra, Penela e Espinho) tendo sido premiados em 1989 no Salão Nacional de Caricatura – Porto de Mós com o Troféu Humor e o Ambiente; em 1996 com o Prémio Nacional BD de Imprensa, no X Salão Nacional de Caricatura – Salão nacional de Imprensa – Oeiras e em 2000 com uma Menção Honrosa no I Salão de Humor de Aveiro. No âmbito da V Mostra de Humor Gráfico de Alcalá de Henares foi distinguido com o título de Professor Honorífico del Humor da Universidade de Alcalá de Henares – Madrid em 1998.

Participou em centenas de Festas da Caricatura organizadas pela Humorgrafe e não só, por todo o país e em Espanha (Ourense, Madrid…) assim como realizava caricaturas para Livros de Curso e em eventos de empresas de caricaturas ao vivo.

Fonte: “Humorgrafenews”

“Quem Foi Quem na Toponímia de Évora”

 

Câmara Municipal de ÉvoraCÂNDIDA Aurélia de Jesus CUNHA Baptista, Pintora, nasceu em Évora, a 04-08-1927, e faleceu na Freguesia de Agualva (Sintra), onde vivia, a 22-09-2002. Desde muito jovem radicou-se no concelho de Sintra. Estudou em Lisboa, onde cursou a Escola Técnica e, posteriormente, estudou Pintura na Escola de Belas Artes e no Círculo Artístico de Mário Augusto. Teve, ainda, como mestres Leonor Luquero, em Madrid. Teve aulas de Escultura com o Mestre Martins Correia. Dedicou-se também à Cerâmica, Gravura a “ponta seca” e à Ilustração. Cândida Cunha expôs pela primeira vez num salão da Sociedade Nacional de Belas Artes, em 1954, ao longo da sua vida artística, realizou mais de uma centena de exposições individuais e participou em mais de uma centena de colectivas, quer em Portugal, quer além fronteiras. Foram-lhe atribuídos muitos prémios e condecorações. Eleita Académica de Mérito da Academia Internacional de “Pontzen”, com sede em Itália. Recebeu o 1º Prémio – Galeão de Ouro – na 7ª Bienal da Academia e no ano seguinte obtve o 2º Prémio – Galeão de Arte.

No concurso da Associação Internacional de La Gabbia, em Nápoles, foi-lhe atribuída a Grade Medalha Nisida de Ouro – 1º Prémio do Concurso. Foi Dama de Mérito da Ordem Militar do Santíssimo Salvador e Santa Brígida da Suécia. Condecorada com a Ordem de Cavalaria Pascoale Azzurro e, ainda, com a Medalha de Honra de Mérito do Instituto Brasileiro de Antropologia da Amazónia. Em Portugal, foi distinguida com inúmeros prémios: menções honrosas, medalhas de prata e de ouro e Primeiros Prémios, em diversos salões colectivos. Cândida Cunha está representada no Museu da Câmara Municipal de Sintra, Museu da Figueira da Foz, Museu de Ovar, Museu Anjos Teixeira, Museu de Vila Franca de Xira, Voz do Operário, Governo Civil de Évora, Museu do Centro Infantil Helen Keler, Museu da Catedral de Cádiz, Santa Casa da Misericórdia de Sintra, Junta de Freguesia de Agualva, entre outros, bem como em Galerias e Colecções em Portugal e no estrangeiro. O nome de Cândida Cunha é citado em Dicionários em Portugal, Inglaterra e Itália e, ainda, em Antologias “Ponten” e no “Horizzonti di Gloria” com pintura e poesia.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Évora (Rua Cândida Cunha).

Fonte. Galeria Matos Ferreira (NET)

Florinda Santos, Pianista e Professora de Música, foi uma figura de relevo no mundo da Música que, ao iniciar um Concerto, dizia a frase “fechem por favor os olhos, que hoje vamos ler com os ouvidos”.

 

Florinda SantosFLORINDA SANTOS, Pianista e Professora, nasceu em Lisboa, a 29-08-1908, e faleceu em São João da Madeira, a 04-02-2005. Florinda Santos, foi uma figura de relevo no mundo da Música. Em sua homenagem a Academia de Música de São João da Madeira patrocina, desde 1994,  o “Concurso de Piano Florinda Santos”.

Começa a tocar piano de ouvido aos seis  de idade e vence o primeiro Prémio no Conservatório de Música de Lisboa. Frequentou o Conservatório Nacional de Música, onde obteve o “Prémio Beethoven”.

Foi galardoada aos 20 anos com o Primeiro Prémio de Piano do Conservatório e o Prémio Beethoven de Lisboa, e nomeada aos 22 anos, após prestação de provas públicas, Professora de Piano do mesmo Conservatório, tendo tido posteriormente ocasião de se aperfeiçoar com Alfred Cortot e Emil Von Sauer, sucessivamente em Paris e em Viena.

Florinda Santos foi casada com o Diplomata João de Lucena, da família Côrte-Real, passando grande parte da sua vida no estrangeiro. Estudou, depois, em Paris e Bruxelas. Em 1930, foi nomeada Professora de Piano do Conservatório.

Realizou numerosos reciatais, neles apresentando obras de Beethoven, Bach, Chopin, etc. Fez-se, também, ouvir em Barcelona. Em 1965, em Espanha, interpreta as 32 sonatas de Beethoven, num acontecimento considerado “histórico”. Começa a gravar bastante tarde, aos 89 anos, deixando apenas três discos editados, com obras de Schumann, Frederico de Freitas, Beethoven e Chopin, este último gravado aos 92 anos. As gravações de Florinda Santos eram executadas como concertos, não havendo lugar à repetição de takes em estúdio. Gravou ainda as “suites” francesas e as invenções a duas vozes de Bach.

Das suas múltiplas actividades, destacaram-se o curso de interpretação, com a execução da série completa das Sonatas de Beethoven, efectuado em Pontevedra (Espanha), e posteriormente apresentado no Conservatório Nacional de Lisboa, no 150º aniversário da morte do compositor bem como as emissões integrais, na Emissora Nacional, da Ibérica de Albéniz e das Sonatas de Schubert.

Inclui-se nas suas diversas gravações em CD, música de Frederico de Freitas e R. Schumann, Sonatas de L. V. Beethoven e Mazurkas de F. Chopin. Ainda por editar, as Suites Francesas e Invenções a 2 vozes de J. S. Bach. Foi membro do Júri do Concurso Internacional de Música do Porto, em 1985.

Florinda Santos é a autora da frase “fechem por favor os olhos, que hoje vamos ler com os ouvidos”. Viveu os últimos anos da sua vida em S. João da Madeira, tornando-se a madrinha da Academia de Música local.

Fonte: “Dicionário de Mulheres Célebres”, (Américo Lopes de Oliveira, Lello & Irmão, Editores)

Fonte: “Dicionário Histórico e Biográfico de Artistas e Técnicos Portugueses”, (de Arsénio Sampaio de Andrade, 1ª Edição, Lisboa, 1959, Pág. 199)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 471).

Fonte: “Concurso de Piano Florinda Santos”

“Quem Foi Quem na Toponímia de Estremoz”

 

Câmara Municipal de EstremozJosé GOMES DE RESENDE JÚNIOR, Médico e Militar, nasceu em Estremoz, a 27-10-1871, e faleceu em Lisboa, em 1904. Depois de ter feito o Curso Preparatório no Liceu, matriculou-se em 1885 na Escola Politécnica, onde tirou os preparatórios, e em 1887 na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, onde defendeu tese em 1893, com: Algumas Palavras sobre a Ressecção da Uretra no Homem.

Exerceu clínica por pouco tempo em Estremoz, mas, propenso à investigação científica, tornou-se dedicado colaborador de Câmara Pestana, no Instituto Bacteriológico e no Porto, em 1899, no estudo da peste bubónica que assolava esta cidade, de que apresentou um Relatório de colaboração com Aníbal Bettencourt, Morais Sarmento e Carlos França.

Em 1901 e 1902 esteve em África, em missão de estudo da doença do sono, sobre a qual escreveu diversos artigos nas “Revistas de Medicina Contemporânea e de Medicina Militar. Esteve também em Berlim em messão de estudo e colaborou em revistas cinetíficas da Alemanha e da Inglaterra. Foi também Médico Militar e, como tal, ascendeu até ao posto de Capitão e exerceu diversas comissões de serviço e o cargo de Director do Laboratório de Bacteriológico do Exército.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Estremoz (Cidade de Estremoz e Freguesia de São Bento do Ameixial – Rua Gomes de Resende Júnior).

Fonte: “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira”

Recordamos hoje Vaz Preto, uma família de peso político e económico de Castelo Branco.

 

Vaz PretoManuel VAZ PRETO Geraldes, Político, natural de Castelo Branco, nasceu a 28-08-1828 e faleceu a 14-08-1902. Era filho de Joana Carlota Geraldes de Bourbom e de João José Vaz Preto Geraldes, irmão de João José Vaz Preto Geraldes e de Fernando Afonso Vaz Preto Geraldes. Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, Capitão-Mor de Castelo Branco, Eleitor-Mor, General, Patrono da Beira Baixa e Marechal, Político, fundador do Partido Constituinte, em 1884 e do Porto Franco, em 1888.

Deputado da Nação, Senador e Par do Reino.

Frequentou a Universidade de Coimbra onde cursou Direito, após os períodos revolucionários de 1846 a 1851, realizando um curso brilhante.

No campo político militou no Partido Regenerador, do qual se separou mais tarde para criar uma nova e pequena formação partidária – o “Porto Franco”, do qual faziam parte Pinheiro Chagas, António José Boavida, Conde de Graciosa e Adriano Sampaio. Integrou-se depois no Partido Constituinte, de que era Chefe o Conselheiro José Dias Ferreira. Foi por diversas vezes convidado para a presidência miniterial, recusando sempre a honra que lhe ofereciam.

Vaz Preto foi uma das figuras mais importantes da Beira Baixa, nomeadamente nos Concelhos de Castelo Branco e Idanha-a-Nova, exercendo por várias vezes, no primeiro, o cargo de Conselheiro Municipal. Graças à sua influência política, a linha de Caminho-de-Ferro da Beira Baixa foi concluída e inaugurada a 06 de Setembro de 1891.

Foi eleito Deputado, pelo círculo eleitoral de Idanha-a-Nova, para a Legislatura de 1861-1864. Pertenceu à Comissão de Exame das Consultas Gerais em 1861. As suas intervenções no Parlamento visavam, com regularidade, questões relacionadas com o seu círculo eleitoral e pela região de onde era oriundo.

Tomou assento na Câmara dos Pares a 23 de Abril de 1864, tendo pertencido a várias Comissões: Agricultura, Fazenda, Legislação, Obras Públicas, Especial para dar parecer sobre o projecto de reformas políticas, Especial para dar parecer sobre o projecto de lei das incompatibilidades Políticas, Negócios Estrangeiros e Internacionais, Administração Pública, Petições e Administrativa.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Castelo Branco, Idanha-a-Nova e Penamacor.

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 12, Pág. 336)

Fonte: “Dicionário Biográfico Parlamentar, 1834-1910”, (Vol II, de D-M), Coordenação de Maria Filomena Mónica, Colecção Parlamento, Pág. 319, 320 e 321”

Fonte: “Câmara Municipal de Castelo Branco”

“Quem Foi Quem na Toponímia de Estarreja”

 

Câmara Municipal de EstarrejaMARIA DO CARMO VALENTE ALMEIDA, Professora, nasceu na Freguesia de Pardilhó (Estarreja), a 03-02-1882, e faleceu em Santo Amaro (Estarreja), a 08-05-1941. Filha de José Maria Valente Ferrer e de Maria de Jesus Ferrer.

Maria do Carmo Valente de Almeida fez o Curso dos Liceus em Aveiro e habilitou-se para o Magistério Primário, nesta cidade, em 1901.

Exerceu o professorado em Aveiro, Avança e Requeixo. Em 1911, foi nomeada para a Escola de Santo Amaro (Estarreja), criada nesse ano, onde permaneceu até 1939. Foram 28 anos de dedicação inexcedível à causa da Instrução e Educação de gerações sucessivas. A população de Santo Amaro recorda a generosidade da professora, que acolhia todos os que ali procuravam instruir-se.

O percurso pessoal e profissional de Maria do Carmo Valente de Almeida ilustra o de tantas outras Professoras do Ensino Primário, no Portugal da primeira metade do Século XX, que, no meio de enormes dificuldades, foram encontrando um sentido educativo e social para se investirem na educação de todas as crianças.

O sentido de compromisso com a educação de todas as crianças e a vontade de “levar cada um o mais longe possível” na sua caminhada escolar marcam estas vidas de Professoras. É justa a memória que delas se guarda em muitas vilas e aldeias.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Estarreja (Beco, Rua e Travessa Professora Maria do Carmo Valente Almeida).

Fonte: “Dicionário de Educadores Portugueses”, (Direcção de António Nóvoa, Edições Asa, 1ª Edição, Outubro de 2003, Pág. 74).

Recordamos hoje, o Político Manuel da Silva, que foi homenageado, com a atribuição do seu nome, a uma Artéria da Cidade de Lisboa.

 

Manuel da SilvaMANUEL Luís DA SILVA Júnior, Político, nasceu em Constançia, a 27-08-1908, e faleceu em Lisboa, a 07-08-1996. Veio para Lisboa em 1919, frequentou a Escola Afonso Domingues (1932), e ligou-se à Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas e ao Bloco Académico Antifascista.

Em 1934 aderiu ao PCP e no ano seguinte colaborou com o Socorro Vermelho Internacional. Foi preso, pela primeira vez, a 24 de Fevereiro de 1933, quando distribuía panfletos. De novo preso a 29 de Junho de 1936, foi deportado para Angra do Heroísmo, regressando ao Continente a 17 de Outubro.

Julgado pelo Tribunal Militar Especial (01-06-1938),  é condenado a dois anos de prisão. Libertado a 09 de Junho de 1938, continuou a sua actividade política e exerceu a profissão de motorista de táxi.

Passou à clandestinidade em 1945, assim se mantendo até Abril de 1974. Foi preso em 1961, em Lisboa, mas conseguiu fugir. Esteve no Algarve e foi delegado ao IV Congresso do PCP (1946), trabalhou em tipografias clandestinas, nomeadamente na feitura de O Camponês, foi responsável por organizações nas Beiras e no Ribatejo, e a partir de 1968 pelo aparelho de passagem nas fronteiras no Norte.

Encontrava-se no Porto quando ocorreu o 25 de Abril de 1974. Agracidado com a Ordem de Lenine e, em 1983, com a Ordem da Liberdade.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia do Lumiar – Rua Manuel da Silva).

Fonte: “Memórias da Resistência, Literatura Autobiográfica da Resistência ao Estado Novo, de António Ventura”.