Os C.T.T., com este ou com outros nomes que foram tendo ao longo dos anos, tiveram, para o seu prestígio e engrandecimento, a contribuição de muitas pessoas. São essas pessoas que, dentro da medida do possível, pretendo dar a conhecer.

cavalo-dos-ctt-antigoMIGUEL Vaz Duarte BACELAR, Major de Engenharia; Administrador-Geral dos Correios e Telégrafos, exerceu o cargo de 10 de Maio de 1930 a 25 de Agosto de 1933.

Sob a sua administração inaugura-se o Serviço de Ambulâncias Postais na linha férrea do Vale do Vouga e a nova Central Telegráfica de Lisboa.

Cria-se um lugar de Secretário do Administrador-Geral (Decreto de 15 de Maio de 1930).

Estabelece-se em que casos devem ser anuladas as nomeações e promoções dos funcionários que não tomarem posse (Decreto de 10 de Julho de 1930).

Exige-se para o lugar de manipulador-auxiliar a habilitação mínima do 3º ano dos Liceus, ou equivalente (Decreto de 13 de Dezembro de 1930).

Os Serviços Semafóricos e respectivas Estações passam para o Ministério da Marinha (Decreto de 19 de Janeiro de 1931).

Reunem-se num só Diploma todas as disposições relativas à aquisição, reparação e venda de material (Decreto de 09 de Junho de 1931).

Regulamenta-se provisoriamente a execução do Serviço Postal Aéreo (Decreto de 30 de Dezembro de 1931).

Legisla-se sobre o uso das máquinas de franquear correspondência postal (Decreto de 18 de Abril de 1932).

Cria-se a Direcção dos Serviços Rádio-Eléctricos e legisla-se sobre os Serviços de Rádio-Comunicações e Rádio-Difusão (Decreto de 29 de Junho de 1933).

Aprova-se o regulamento para o serviço de anúncios nas Estações Telégrafo-Postais, nos invólucros de correspondência (Decreto de 22 de Julho de 1933).

Aprova-se o Regulamento para o serviço de anúncios nas Estações Telégrafo-Postais, nos invólucros de correspondências (Decreto de 22 de Julho de 1933).

A rede telefónica nacional, seguindo a sua senda de progresso, atinge no princípio do ano de 1932 uma exyensão aproximada de 9.000 quilómetros de circuitos, ligando entre si cerca de 245 localidades.

Em Setembro de 1932 teve a presidência da Delegação Portuguesa ao Congresso Telegráfico e Rádio-Telegráfico de Madrid, onde se formou a União Internacional das Telecomunicações, que subsutuiu a União Telegráfica.

Miguel Bacelar, foi agraciado, por proposta do Ministro da Guerra, com a o Grau de Cavaleiro da Ordem Militar de Cristo, a 22 de Junhho de 1925, e com o Grau de Comendador da Ordem Militar de Cristo, por proposta do Ministro do Interior, a 31 de Maio de 1944.

Fonte: “Dos Correios-Mores do Reino aos Administradores Gerais dos Correios e Telégrafos”, (De Godofredo Ferreira, 2ª Edição, revista e aumentada, Lisboa, 1963)

Fonte: “Velhos Papéis do Correio”, (de Godofredo Ferreira, Editado pelos CTT, Edição de 1949)

A popular Actríz Luísa Barbosa, se fosse viva, faria hoje 94 anos de idade.

 

Luísa BarbosaLUÍSA BARBOSA, Actriz, nasceu em Ferreira do Alentejo, a 16-05-1923, e faleceu em Setúbal, a 21-08-2003. Luísa Barbosa residia na Estrada Baixa de Palmela, em Palmela. Estreou-se no teatro na companhia independente Centelhas de Viseu, já extinta. Foi aí, numa das representações do grupo, pouco depois do 25 de Abril, que o seu talento foi reconhecido por Carlos César, que a desafiou a integrar o elenco fixo da companhia que tinha fundado e que dirigia: o Teatro de Animação de Setúbal.

No Teatro, trabalhou em várias peças, mas, podemos destacar o seu papel na peça «Dona Xepa», com a qual percorreu o País, tendo mesmo representado para o, então Presidente da República Mário Soares, numa das suas Presidências Abertas, em que contracenou com o Actor Duarte Vítor, actual director do TAS.

Estreou-se em televisão na primeira telenovela portuguesa, «Vila Faia» (1982), dirigida por Nicolau Breyner. Além de «Vila Faia», participou nas telenovelas «Chuva na Areia» e «Palavras Cruzadas». Trabalhou em várias séries de comédia, como «Eu Show Nico», também com Nicolau Breyner, «Gente Fina é Outra Coisa», em que contracenou com Amélia Rey Colaço, Mariana Rey Monteiro, Simone de Oliveira e Nicolau Breyner, «O Meu, o Teu e o Nosso», «Queridas e Maduras», e, mais recentemente, «As Lições do Tonecas», com o actor Luís Aleluia.

Participou também em espectáculos de revista, como «Há mas São Verdes». A sua passagem pelo cinema iniciou-se em 1986 com «O Vestido Cor-de-Fogo», tendo participado depois em filmes mais recentes, como «Jaime» (1999), de António Pedro Vasconcelos, «Zona J» (1998), de Leonel Vieira, e «Camarate» (2000), de Luís Filipe Rocha.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Sobreda de Caparica).

Fonte: “Jornal Correio da Manhã”

Fonte: “Jornal Público”

O Professor e Pedagogo, António Gomes Ferreira, se fosse vivo, faria hoje 100 anos de vida.

 

ANTÓNIO GOMES FERREIRA, Professor e Pedagogo, nasceu em Ovar, a 15-05-1917, e faleceu em Lisboa, a 21-03-1972. Frequentou o Liceu de Aveiro, tendo concluído o curso em 1937. Matriculou-se, de seguida, na Faculdade de Letras de Coimbra e, após a realização do estágio e aprovação no exame de Estado, iniciou funções docentes no Liceu de Aveiro, em 1945-1946. Desde cedo, produziu estudos e textos sobre o ensino do Português, publicados nas revistas Biblos e na Labor. A partir de Julho de 1946 passou a leccionar no Liceu de Beja e, no início da década de cinquenta, aceitou o cargo de Leitor de Português na Universidade de Zurique. Data deste período a sua colaboração mais intensa com a revista Labor, assinando artigos sobre o Ensino Liceal, as classes nouvelles, a metodologia e a experimentação pedagógica.

De regresso a Portugal, voltou a Beja, antes de ser nomeado Professor Metodólogo no Liceu Pedro Nunes em Lisboa. António Gomes Ferreira contribuiu para a formação de várias gerações de Professores Liceais, para além de ter escrito importantes textos sobre questões de metodologia e experimentação.

Em 1969, em colaboração com Francisco Dias Agudo e Alfredo Betâmio de Almeida, depois com Jaime Leote e Jaime da Silva Mota, coordenou o trabalho na mais importante revista pedagógica da época, Palestra. António Gomes Ferreira foi também Reitor do Liceu Dom João de Castro.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Ovar.

Fonte: “Dicionário de Educadores Portugueses”, (Direcção de António Nóvoa, Edições Asa, 1ª Edição, Outubro de 2003, Pág. 539 e 540)

Barbosa Collen, Jornalista e Político, faleceu faz hoje 100 anos.

 

Barbosa CollenJosé Augusto BARBOSA COLLEN, Jornalisra, Escritor e Político, nasceu em Almeida, em 1849, e faleceu em Lisboa, a 15-05-1917. Iniciou-se, muito jovem,  na vida jornalística em Lisboa, adqurindo notoriedade na redacção do Correio da Noite, um dos principais títulos do Partido Progressista.

Acompanhou depois Emídio Navarro na funação do jornal Novidades, nos meados da década de 1880, criando em Portugal o tipo do repórter noticioso moderno, trabalho que acumulou com o de Secretário Ministerial de Navarro, quando este sobraçou a pasta das Obras Públicas, entre 1886 e 1889, no executivo progressista de José Luciano de Castro.

O sucesso político e comercial do Novidades valeu-lhe ser contratado, a 15 de Janeiro de 1890, para redactor do Diário das Câmaras, logo passando a desempenhar as funções de Chefe de Redacção dos serviços parlamentares. Nos últimos anos do Século XIX, passou a escrever crónicas para o Brasil Portugal.

Depois da morte de Emídio Navarro, em 1905, a família do estadista, à qual Barbosa Collen estava ligado, pelo casamento de uma sua filha com Armando Navarro, convidou-o a dirigir novamente o Novidades, associando-o à empresa.

O tom polemista e agressivo da sua prosa levou-o a bater-se pelo menos quatro vezes em duelo.

Escreveu ainda, como Redactor, para o jornal O Progresso. Como Escritor, distinguiu-se na área da investigação histórica, encarregando-se da continuação da História de Portugal de Pinheiro Chagas, escrevendo biografias de figuras de destaque e prefaciando livros de jovens escritores e m início de carreira.

Entre 1890 e 1916, foi ainda Director da Companhia Anglo-Portuguesa dos Telefones.

Barbosa Collen foi Deputado uma única vez, na Legislatura de 1887-1889, eleito pelo Partido Progressista no círculo uninominal de Figueira de Castelo Rodrigo, sendo eleito para a Comissão Parlamentar de Obras Públicas.

Publicou: Entre Duas Revoluções 1848-1881, (1901- 1902); e os três volumes da História de Portugal escrita por Pinheiro Chagas.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Cascais (Freguesia do Estoril); Lisboa (Freguesia de São João de Deus, Edital de 18-07-1933, era a antiga Rua 2 do Bairro Social do Arco do Cego); Mealhada (Freguesia do Luso).

Fonte: “Dicionário Biográfico Parlamentar, 1834-1910”, (Vol I, de A-C), Coordenação de Maria Filomena Mónica, Colecção Parlamento, (Pág. 812 e 813)”.

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 157).

“Pierre Curie, o Cientista, esquecido da Toponímia Portuguesa”

 

Pierre CuriePIERRE CURIE, Cientista, natural de Paris (França), nasceu a 15-05-1859 e faleceu a 19-04-1906. Laureado com o Prémio Nobel da Física de 1903, prémio que partilhou com sua mulher, Marie Curie, e com Henri Becquerel. Licenciado em Física pela Faculdade de Ciências da Sorbonne, em 1878, manteve-se ligado a essa instituição, inicialmente como demonstrador no Laboratório de Física. Em 1882, tornou-se supervisor de todo o trabalho prático nas Escolas de Insdústria Química e de Física. Doutorou-se em Ciências em 1895 e passou a leccionar Física.

Em 1900 tornou-se Professor na Faculdade de Ciências e, em 1904, passou a Professor titular.

Pierre Curie descobriu a poezoeletricidade (fenómeno descoberto em colaboração com seu irmão Jacques Curie) e estudou as simetrias em Física. Em 1895, Pierre Curie descobriu a inda que as substâncias magnéticas, abaixo de uma certa temperatura (conhecida como “ponto Curie), perdiam ol ferromagnetismo que se transformava em paramagnetismo.

Em 1895, Pierre Curie descobriu que, abaixo de certa temperatura ( a qual e, actualmente designada de ponto Curie), o ferromagnetismo se transforma em paramagnetismo.

Nesse mesmo ano casou com Marie Curie e a partir dessa data, todas as pesquisas passaram a ser feitas em conjunto, designadamente a que abriu caminho à descoberta do polónio e do rádio.

Em connunto com a sua mulher, Marir, descobriu o fenímeno da radioatividade, a partir de novos elementos que emitiam espontaneamente radiações. Desde então, continuaram a trabalhar juntos e, em 1898, conseguiram isolar um novo elemento, o polónio (nome do país de origem de Marir). Meses mais tarde, descobriram o rádio (Ra). Em 1903 Becquerel, Marie e Pierre receberam, em conjunto, o Prémio Nobel da Física, pelos seus estudos sobre a radioatividade.

Fonte: “Grande Enciclopédia do Conhecimento”, (Volume 5, Pág. 729)

“Um Estrangeiro na Toponímia Portuguesa”

 

No dia em que passa mais um aniversário sobre o nascimento de Paul Choffat, aqui ficam alguns dados biográficos.

 

Paul ChoffatLéon PAUL CHOFFAT, Engenheiro e Geólogo, nasceu em Porréntrury (Suíça), a 14-05-1849, e faleceu em Lisboa, a 06-06-1919. Estudou na sua terra natal e em 1868 empregou-se numa casa bancária em Besançon, onde permaneceu três anos, durante os quais estabeleceu relações com geólogos e naturalistas franceses manifestando uma natural tendência para os estudos geológicos. Mais tarde foi residir para Zurique onde se matriculou no Curso de Química e de Ciências Naturais da Universidade e da Escola Politécnica Federal. Aluno distinto, considerado pelos seus professores, foi nomeado professor agregado de Paleontologia Animal, em 1876. No Congresso International de Geologia realizado em Paris em 1878 encontrou-se com Carlos Ribeiro que o convidou a visitar o nosso País para estudar a estratigrafia e paleontologia dos terrenos Jurássicos, trabalhos que a Comissão já tinha iniciado e que tinham servido de base para a publicação da primeira carta geológica em 1876. Paul Choffat chegou a Portugal em Outubro de 1878, pensando demorar-se apenas três meses, acabou por se estabelecer definitivamente e durante quarenta anos deu à geologia portuguesa o melhor de si, não só como homem da ciência, como cidadão e como chefe de família um exemplo digno de respeito e gratidão. Em 1883 foi encarregue oficialmente do estudo de todos os terrenos mesozóicos, tarefa a que se dedicou abnegadamente, cabendo-lhe a honra de ter sido o criador do Lusitaniano, de ter definido o Batoniano, o Senoniano e de ter feito a separação entre o Triássico e o Liássico inferior. A publicação de cartas geológicas mereceu-lhe sempre uma particular atenção e, assim, em 1899, com a colaboração de Nery Delgado, contribuiu para a revisão da carta geológica do País que veio a substituir a que tinha sido publicada em 1876, na escala de 1:500.000. Paul Choffat possuía os seguintes títulos científicos: sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa, da Real Academia das Ciências de Madrid, da Sociedade Geológica de Londres, da Real Academia das Ciências e Artes de Barcelona, do Instituto de Coimbra, da Academia das Ciências e Belas Artes de Besançon, da Academia das Ciências de Portugal, da Real Sociedade Espanhola de Ciências Naturais de Madrid, da Sociedade de História Natural de Basileia, da Sociedade de Geografia de Genebra, da Sociedade de História Natural de Toulouse, da Sociedade de Agricultura, Ciências e Artes de Argen, membro da Associação dos Engenheiros Civis Portugueses, da Sociedade de Geografia de Lisboa, da Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais, da Sociedade Jurássica de Emulação de Porrentruy, da Sociedade de Emulação do Jura, Sócio honorário da Sociedade Belga de Geologia, Paleontologia e Hidrologia da Sociedade de Física e História Natural de Genebra, da Sociedade Helvética de Ciências Naturais, da Sociedade de Química e História Natural de Zurique, da Sociedade Russa de Minerologia e da Sociedade de Ciências de Lauzane. Paul Choffat foi condecorado em 1892 com o grau de Comendador da Ordem de Dona Isabel a Católica e, em 1896, com igual grau da Ordem de S. Tiago. Em 1892 a Universidade de Zurique concedeu-lhe o título de “Doctor Honoris Causa” e em 1900 foi-lhe conferido pela Sociedade Geológica de França, o prémio Viquesnel.

O nome de Paul Choffat faz parte da Toponímia de: Figueira da Foz (Freguesia de Buarcos); Lisboa; Sintra (Freguesia de Belas).

Fonte: “Instituto Geológico e Mineiro de Portugal”

Fonte: “Instituto Camões”

Ao passar na Rua do Carmo, em Lisboa, já muita gente terá reparado num “Calhambeque” transformado em Discoteca (à moda antiga; isto é: lugar onde se vendiam discos). Em jeito de homenagem, aqui ficam alguns dados biográficos do seu proprietário.

 

FadoMANUEL SIMÕES, Editor Discográfico, nasceu em Pedrógão Grande, a 09-05-1917, e faleceu em Lisboa, a 27-08-2008. O Editor Discográfico Manuel Simões, que lançou nomes do fado como Alfredo Marceneiro e Anita Guerreiro, morreu ontem, aos 91 anos, em Lisboa, anunciou a Associação Portuguesa dos Amigos do Fado.

Manuel Simões fez a Instrução Primária, e em 1929, como muitos jovens da época, veio para Lisboa procurar melhores condições de vida. Encanta-se de imediato pelo bulício da cidade, a sua peculiar luz e o grande Tejo.

Manuel Simões trabalhou no Comércio, mas sentia vontade de saber mais, uma característica que o acompanhou toda a vida. Percebendo que tinha de ganhar mais competências, matriculou-se no curso noturno da Escola Ferreira Borges que funcionava então no Liceu Passos Manuel, nas Mercês. Neste percurso académico, António Carreira que foi seu Professor de Matemática, uma das suas disciplinas favoritas, exerceu uma enorme influência no jovem que, aos 17 anos, se tornou Empresário, apesar da firma ter ficado em nome do pai, pois à luz da legislação coeva era menor, e teve de esperar pela emancipação aos 18 anos.

Natural de Pedrógão Grande, Manuel Simões tornou-se Empresário em 1934, tendo inaugurado a sua própria fábrica de discos na década de 1950, em Vila Franca de Xira. Francisco José, Maria de Lourdes Resende, Tristão da Silva, Berta Cardoso, Casimiro Ramos, Maria José da Guia, maestro Belo Marques, Argentina Santos, Alfredo Marceneiro, Anita Guerreiro, Manuel Fernandes, José António, Maria Antonieta e Manuel de Almeida foram alguns dos artistas que editou.

A partir dos anos 60, Manuel Simões dedicou-se praticamente, em exclusivo, ao comércio a retalho de discos, na Discoteca do Carmo, em Lisboa, já desactivada. Era proprietário de uma loja de discos vocacionada para o fado, na Rua do Ouro, e do Calhambeque que se tornou ícone turístico na Rua do Carmo.

À gravação de discos, Manuel Simões regressou nos anos 90, designadamente com conjuntos de guitarras liderados por Arménio de Melo e Paulo Parreira.

Fonte: “Blog Fadocanto”

Fonte: “Jornal Blitz”

Fonte: “Fundação Manuel Simões”

Os C.T.T., com este ou com outros nomes que foram tendo ao longo dos anos, tiveram, para o seu prestígio e engrandecimento, a contribuição de muitas pessoas. São essas pessoas que, dentro da medida do possível, pretendo dar a conhecer.

cavalo-dos-ctt-antigoARTUR Arsénio de Oliveira MOREIRA, Tenente-Coronel de Engenharia; Administrador-Geral dos Correios e Telégrafos, exerceu o cargo de 22 de Junho de 1928 a 10 de Maio de 1930.

Artur Arsénio de Oliveira Moreira, nasceu em Lagos, em 1884, mas viveu em Monchique, onde foi proprietário e autarca, e onde faleceu em 1968.

Foi Capitão de Engenharia, em França, na 3ª Companhia de Sapadores e tomou parte na Batalha de La Lys. Comandou depois algumas Unidades Militares, nomeadamente o Regimento de Engenharia.

Durante a administração deste alto funcionário publicaram-se os diplomas seguintes:

Estabelecimento temporário do lugar de Administrador-Adjunto (decreto de 22 de Junho de 1928).

Condições para a admissão de Telefonistas (decreto de 22 de Dezembro de 1928). Alteração das bases que devem ser mantidas as relações entre as Administrações Postais da Metrópole e das Províncias Ultramarinas (decreto de 27 de Março de 1929).

Criação da categoria de funcionários denominada manipuladores auxiliares (decreto de 30 de Maio de 1929).

Alteração da constituição do Conselho Disciplinar (decreto de 04 de Julho de 1929).

Cessação das licenças para a emissão de selos comemorativos reputados prejudiciais aos interesses da Administração-Geral dos Correios e Telégrafos (decreto de 25 de Novembro de 1929).

Disposição sobre o monopólio dos serviços T.S.F. nas suas diferentes modalidades (decreto de 27 de Janeiro de 1930).

Constituição do Conselho de Rádio-Electricidade (decreto de 22 de Fevereiro de 1930).

A Administração dos Correios e Telégrafos perdeu por esta ocasião os Serviços de Fiscalização de Indústria Eléctricas, que criara e desenvolvera, durante quase 40 anos, e que constituiam uma das suas apreciáveis receitas; transferiu-os o decreto de 28 de Janeiro de 1930 para a Administração Geral dos Serviços Hidráulicos. Também se extinguiu a Secção de Engenharia Civil, pela passagem de todas as obras de construção civil da Administração-Geral dos Correios e Telégramos para a Direcção dos Edifícios e Monumentos Nacionais (decreto de 07 de Março de 1930).

O desenvolvimento da rede telefónica nacional mereceu especial atenção. Ainda nesta gerência se elebortou o Decreto, que veio a ser assinado em 06 de Junho de 1930, pelo qual o Governo foi autorizado a contrair um empréstimo de 24.000 contos na Caixa Geral de Depósitos; 20.000 para a ampliação e remodelação das redes telegráficas e telefónicas urbanas e inter-urbanas e 4.000 para a aquisição e instalação de estações rádio-eléctricas.

Publicou-se em Janeiro de 1930 um relatório da Administração nos 18 meses anteriores, que se torna digno de referência especial, não tanto pelo desenvolviemto dado à matéria, mas pela louvável intenção de estabelecer o princípio, aliás corrente em todas as Administrações estrangeiras, de se publicarem relatórios da vida técnica e económica da colectividade.

Fonte: “AHM – Arquivo Histórico Militar”

Fonte: “Dos Correios-Mores do Reino aos Administradores Gerais dos Correios e Telégrafos”, (De Godofredo Ferreira, 2ª Edição, revista e aumentada, Lisboa, 1963)

Fonte: “Velhos Papéis do Correio”, (de Godofredo Ferreira, Editado pelos CTT, Edição de 1949)

Mário Pereira, grande Actor Português, praticamente esquecido, se fosse vivo, faria hoje 83 anos de idade.

 

Mário PereiraMÁRIO PEREIRA, Actor, nasceu no Barreiro, a 12-05-1934, e faleceu em Lisboa, a 14-09-1996. Iniciou-se, no teatro, como amador, num grupo ligado à Mocidade Portuguesa. Cursou, depois, o Conservatório, onde se diplomou em Julho de 1954. A carreira profissional de Mário Pereira começa nesse mesmo ano sob o signo de espectáculos infantis, no Teatro Avenida, um tipo de teatro a que ele estará ligado com alguma constância (desde Nau Catrineta, de Alice Gomes, em 1954, passando pelo Teatro do Gerifalto, a cujo elenco pertenceu em 1957 e 1958, até O Chapéu Mágico, de Carlos Correia, que interpretou em 1982 na Sala Experimental do Teatro Nacional.

Em 1955 encontramo-lo, contudo, num tipo de teatro bem diverso (A Severa, de Júlio Dantas, com encenação de Santos Carvalho, no Teatro Monumental), indo depois para o Teatro Avenida onde fez, entre 1955 e 1959, um vasto conjunto de peças de que se destacam Joana D’Arc, de Jean Anouilh, A Desconhecida, de Pirandello, O Mentiroso, de Goldini, Seis Personagens em Busca de Autor, de Pirandello, O Gebo e a Sombra, de Raúl Brandão, Envelhecer, de Marcelino Mesquita, O Drama Que Ele Não Escreveu, de Rui Corrêa Leite, Fachada, de Laura Chaves. Em 1959 ingressa no Teatro Nacional Popular, de dirigido por Francisco Ribeiro, e faz, no Teatro da Trindade, Lucy Crown, de Irving Shaw, Doze Homens Fechados, de Reginald Rose, Leonor Teles, de António Lopes Ribeiro, e O Amor, o Dinheiro e a Morte, de Olavo d’Eça Leal.

De 1961 a 1967 está no Teatro da Trindade, na Companhia Nacional de Teatro dirigida por Couto Viana, onde interpreta, nomeadamente, O Príncipe Homburgo, de Heinrich Von Kleist, O Pai, de Strindberg, As Mamas de Tirésias, de Apollinaire, A Primeira Família, de Superville, A Rapariga do Bar, de Olga Alves Guerra, Nunca Se Sabe, de Bernard Shaw, O Mercador de Veneza, de Shakespeare, Auto da Visitação, de Gil Vicente, Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente, O Milagre da Rua, de Costa Ferreira, Escola de Má Língua, de Sheridan, A Rainha e os Revolucionários, de Ugo Betti, Todos Eram Meus Filhos, de Arthur Miller, A Barca Sem Pescador, de Casona, O Casamento, de Gogol, Traição Inverosímel, de Domingos Monteiro.

Entre 1967 e 1969 integra o elenco do teatro Experimental de Cascais dirigido por Carlos Avilez: Fedra, de Racine, O Comissário de Polícia, de Gervásio Lobato, Bodas de Sangue, de Garcia Lorca, D. Quixote, de Yves Jamiaque, Maria Stuart, de Schiller. De 1969 a 1971 faz parte da Companhia dirigida por Igrejas Caeiro que inaugura o Teatro Maria Matos: Tombo no Inferno, de Aquilino Ribeiro, com encenação de Igrejas Caeiro, A Relíquia, de Eça de Queirós, O Inocente, de Calvo Sotelo.

Em 1977 faz uma digressão com o Teatro da Bugiganga com Flores de Papel, de Egon Wol e encenação de Artur Ramos, após o que ingressa na Companhia do Teatro Nacional D. Maria II, onde se manteve até 1989 e, interpretou, entre outras, as seguintes peças: Auto da Geração Humana, (atribuído a Gil Vicente), Felizmente Há Luar, As Alegres Comadres de Windsor, A Bisbilhoteira, As Três Irmãs, O Judeu, Rómulo, O Grande, O Chapéu Mágico, Pedro O Crú, A Carroça do Poder, Jardim de Outono, Mãe Coragem e os Seus Filhos, Romance de Lobos, etc.

No cinema entrou nos seguintes filmes: O Homem do Dia, A Luz Vem do Alto, Um Dia de Vida, O Crime da Aldeia Velha, O Trigo e o Joio, Gil Vicente e o seu Teatro, Sarilho de Fraldas, Uma Vontade Maior, Traição Inverosímel, Retalhos da Vida de Um Médico, A Noite e a Madrugada, Duarte & Ccompanhia e Crime à Portuguesa.

Em 1959 recebeu o Prémio de Melhor Actor de Cinema, pela sua interpretação  em A Luz Vem do Alto e, em 1963, o Prémio de Melhor Actor de Teatro pelas suas interpretações em o Príncipe de Hamburgo e a Rainha dos Revolucionários.

Máeio Pereira fundou e dirigiu sete Grupos de Teatro de Amadores em Fábricas e Escolas.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Amadora, Barreiro, Cascais (Freguesia de Alcabideche), Odivelas (Freguesia da Ramada), Seixal (Freguesia de Corroios), Vila Franca de Xira (Freguesia de Vialonga).

Fonte: “Dicionário do Cinema Português (1962-1988)”, de Jorge Leitão Ramos, Editora Caminho, 1989, Pág. 302 e 303).

Os C.T.T., com este ou com outros nomes que foram tendo ao longo dos anos, tiveram, para o seu prestígio e engrandecimento, a contribuição de muitas pessoas. São essas pessoas que, dentro da medida do possível, pretendo dar a conhecer.

cavalo-dos-ctt-antigoRicardo PEREIRA DIAS, Capitão de Engenharia, Administrador-Geral dos Correios e Telégrafos, exerceu o cargo de 26 de Outubro de 1927 a 19 de Junho de 1928.

Durante a sua curta gerência extingue-se o serviço de permutação de fundos por meio de ordens pstais (decreto de 23 de Março de 1928); e assinam-se os acordos entre a Administração-Geral dos Correios e Telégrafos de Portugal e a Companhia Telefónica Nacional de Espanha, para o estabelecimento das ligações entre os dois países (decreto de 18 de Abril de 1928).

Como consequência dos referidos acordos inaugurou-se, em 17 de Maio seguinte, a linha entre Lisboa e Madrid, assegurando-se, por esta forma, as comunicações telefónicas de Portugal não só com o país vizinho mas ainda com o resto da Europa, através da rede espanhola.

Fonte: “Dos Correios-Mores do Reino aos Administradores Gerais dos Correios e Telégrafos”, (De Godofredo Ferreira, 2ª Edição, revista e aumentada, Lisboa, 1963)

Fonte: “Velhos Papéis do Correio”, (de Godofredo Ferreira, Editado pelos CTT, Edição de 1949)