“RUAS QUE JÁ TIVERAM OUTROS NOMES”

Sabia que a actual Rua dos Correeiros, em Lisboa, na Freguesia de Santa Maria Maior (ex-Freguesia de São Nicolau) já se denominou por Rua dos Galinheiros?

 

Câmara Municipal de LisboaA Rua dos Correiros que actualmente liga a Rua da Conceição à Praça da Figueira, nasceu com a Portaria pombalina de 05 de Novembro de 1760, que atribuiu denominações toponímicas às Artérias da Baixa Lisboeta, entre a Praça do Comércio e, o então designado Rossio, na sequência da recpnstrução da zona após o terramoto de 1755 e, também, detrrminou que “nella terão arruamento os Officios de Corrieiro, de Seleiro, e de Torneiro”.

Este Decreto Régio de 1760, foi o primeiro Diploma que tratou exclusivamente de matéria Toponímica e a nomenclatura Toponímica atribuída corresponde também à fixação de Artes e Ofícios pelos Arruamentos, como, por exemplo: “Rua Nova d’El-Rey” (actual Rua do Comércio); Rua Augusta; Rua Áurea; “Rua Bella da Rainha” (actual Rua da Prata); “Rua Nova da Princesa” (actual rua dos Fanqueiros); Rua dos Douradores; Rua dos Correiros; Rua dos Sapateiros; Rua de São Julião; Rua da Conceição; Rua de São Nicolau; Rua da Vitória; Rua da Assunção e Rua de Santa Justa.

De acordo com o livro “Roteiro Geral da Posta Interna, Editado pela Administração dos Correios, Telégrafos e Telefones, 1ª Edição de 1947, nº 1214, esta Artéria pertencia ao Giro nº 58 do Livro I.

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

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“Vínculados aos C.T.T.”

 

CTTHILDEBERTO José Barbosa SANTOS, natural de Santa Cruz da Graciosa, nasceu a 01-10-1927 e faleceu a 22-08-1994. Era filho de Brivaldo Santos e de Maria Ester Barbosa.

Desde cedo Hildelberto Santos foi um jovem curioso, criativo, empreendedor e com interesse pela tecnologia. Após o ensino básico e por algum desencanto com o ensino oficial, o pai emprega-o numa oficina de barbeiro mas o seu enorme interesse numa formação mais técnica leva-o, por iniciativa própria e com o forte apoio da mãe, a dirigir-se á Terceira onde se candidata á formação em Radiotelegrafista na Base das Lajes. Aí conclui com sucesso o curso e inicia esta atividade. A telegrafia, que empregava a transmissão de sinais Morse era o único e principal suporte ás comunicações para fora das Ilhas e meio de comunicação comumente usado em todo o Mundo, na altura.

Na Graciosa, um técnico do Continente colocado na Estação Radielétrica de Santa Cruz, começa a ministrar um curso Técnico de telegrafia para prover mais técnicos da área. O jovem Hildelberto Santos retorna á Graciosa para participar no curso e, depois de prestar exame na Terceira, fica apurado e é colocado na estação Radielétrica dos CTT de Angra Heroísmo, ficando a viver nessa cidade cerca de 3 anos.

Hildelberto Santos, Bertinho como a sua avó materna o chamava, apaixona-se pela jovem Lúcia Maria Teixeira Ribeiro Santos e casam-se em 1953. Pouco tempo depois o casal está a viver na Terceira e em 1954 numa vinda á Graciosa nasce a sua filha Maria de Fátima Ribeiro Santos. De volta ao serviço na Terceira e cerca de dois anos depois nasce o segundo filho, no antigo Hospital de Angra do Heroísmo, que tomou o nome de Vítor Jorge Ribeiro Santos.

Entretanto pela evolução nas Telecomunicações e porque Hildelberto Santos tem vontade de voltar à Graciosa, vai dois anos em formação para S. Miguel. Aqui, em Maio de 1959, no hospital de S. José em Ponta Delgada nasce o terceiro filho Hildeberto José Ribeiro Santos.

No início de Junho de 1959, após a conclusão com sucesso das suas formações em Ponta Delgada, Hildelberto Santos é definitivamente colocado na Graciosa para ocupar a função de Chefe da Estação Radioelétrica dos CTT de Santa Cruz da Graciosa, como técnico de telecomunicações, á altura ainda funcionário público do estado. Nesse tempo começam a ser instalados na Graciosa os primeiros equipamentos com comunicações de voz, designados de TSF e em 29 de Dezembro de 1961 nasce na Graciosa o seu quarto e ultimo filho, Rui Francisco Ribeiro Santos. Entretanto em 1969 a Empresa CTT, Correios e telecomunicações de Portugal passa a empresa pública, e durante a década de 70 o cargo ocupado por Hildelberto Santos passa á designação de Núcleo de Telecomunicações da Graciosa, Hildelberto Santos mantem o cargo de Chefia deste departamento até à sua reforma em 1986.

Com a família a crescer, e num tempo muito difícil no pais, o seu lado empreendedor leva-o a pensar numa forma de aumentar os seus rendimentos, não só para melhorar o nível de vida familiar, mas também para proporcionar um melhor futuro aos filhos. Esta motivação leva-o a uma experiência, que é comum a muitos Portugueses na época, a experiência da emigração.

Em 1965 ruma ao Canada, experimenta vários empregos de modo a maximizar os seus rendimentos e por fim faz uma intensa campanha na apanha de tabaco. Consegue amealhar algum dinheiro e em 1966 volta á sua terra natal e á sua função nos CTT. Investe as suas poupanças e inicia um estabelecimento comercial em nome de sua mulher Lúcia Santos a que dá o nome de Stand Radel. Como o próprio nome sugere as primeiras e principais atividades deste estabelecimento são a venda de material eléctrico, e a sua reparação de rádios e outros equipamentos.

Fruto de muitas horas de trabalho e de muita dedicação do casal e com a ajuda dos filhos, que desde bastante cedo Hildelberto Santos fez questão que participassem neste esforço coletivo, com um sentido de pertença e de lhes transmitir os desígnios da responsabilidade, da partilha e de que nada se consegue sem esforço, o estabelecimento comercial foi crescendo e consolidando a sua presença no mercado local tornando-se um estabelecimento de referência.

Hildelberto Santos era uma pessoa muito organizada que planeava o seu trabalho e tinha desde sempre um registo escrito desse planeamento, diário, semanal e mensal. Apesar de não ter vivido na era dos computadores mantinha uma base de dados escrita de todas as viaturas da Ilha de modo a manter um stock básico e organizado de peças para melhor servir os seus clientes, tinha também um forte sentido de pesquisa por novos produtos e soluções de modo a manter vivo e dinâmico o seu negócio.

Hildelberto Santos foi desde sempre uma pessoa solidaria, atenta e ativa na sociedade em que vivia, e manteve desde cedo uma participação cívica a vários níveis. Foi membro da Santa Casa da Misericórdia, numa altura em que a Santa Casa mantinha quase exclusivamente a importante função de gerir e manter o Hospital da ilha e o lar de idosos. Isso obrigava a bastante trabalho dos irmãos daquela instituição. Nos finais dos anos 60 os irmãos da Santa Casa faziam um peditório anual por toda a ilha, com o fim de ajudar a suportar as despesas de alimentação e manutenção do hospital e a Hildelberto Santos cabia a Freguesia da Luz onde, no seu carro, recolhia os donativos que eram doados generosamente por todos. Fez também parte de alguns movimentos solidários ligados á Igreja, foi sócio de todos os clubes de Santa Cruz, e irmão de quase todos os impérios da Ilha e pertenceu várias vezes à direção do Santa Cruz Sport Club, numa altura que o clube fez importantes e vultuosas obras para as quais contribuiu monetariamente, com outros sócios.

Ainda na vertente da sua participação na sociedade onde vivia Hildelberto Santos teve participação ativa na vida política da sua terra, foi vice-presidente da Camara Municipal nos anos que medeiam entre 1973 e 1974, fez parte de várias listas eleitorais pós 25 de Abril de 1974 tendo sido uma vez cabeça de lista à Câmara de Santa Cruz e Vereador em dois mandatos.

Hildelberto Santos exerceu desde finais dos anos 60 até cerca do início da década de 80 o cargo de gerente da Companhia Baleeira de S. Roque da Ilha do Pico, á qual pertenciam as lanchas baleeiras, ou gasolinas como também se chamavam na altura, José Alexandre e Rosa Maria além de vários botes. Mantinha um profundo gosto pelas atividades de recreio marítimo que, com os filhos partilhou desde muito cedo e no tempo estival, chegava a ser quase diária a ida á pesca submarina ou à pesca de linha.

Nos seus tempos livres, e como atividades lúdicas, além de gostar muito de estar em família, do mar e da pesca, adorava ouvir música, e tinha pena de não ter aprendido a tocar um instrumento, piano ou outro qualquer. Apreciava desde música clássica aos clássicos da música nacional e internacional, como a música francesa italiana. As orquestras como as de Gleen Miller ou John Filip de Sousa estavam entre as suas preferidas, e muitas outras músicas e autores. Este gosto deve ter-lhe sido transmitido pela mãe que tocava piano. Também apreciava bastante cinema e gostava muito de viajar, tendo conhecido vários países na europa, América e África.

Hildelberto Santos era um fervoroso amante da família como polo principal das suas atenções. Era um pai dedicado, presente e pacificador, e, como crente e adepto destes valores, fez questão de os transmitir e consolidar de forma bastante vincada aos filhos. Tinha um grande prazer em juntar muitas vezes, na sua casa de verão do Carapacho, a família e amigos para longos agradáveis convívios.

Fonte: “Jornal da Ilha Graciosa”

“Edith Cavell, uma Enfermeira vítima dos horrores da 1ª Guerra Mundial”

 

Edith CavellEDITH Louisa CAVELL, Enfermeira, nasceu em Swardeston-Norfolk (Inglaterra) a 04-12-1865, e faleceu fuzilada pelos alemães, na Bélgica, a 13-10-1915. Era filha do Reverendo Frederico Cavell, e de Louisa Sophia Cavell. Edith Cavell, heroína inglesa que ajudou cerca de 200 Soldados aliados a fujirem da Bélgica (ocupada pelos alemães) durante o início da primeira Guerra Mundial.

Enfermeira Inglesa, exerceu a profissão num Hospital de Londres, onde ingressou em 1895 e, em 1900, fundou um curso na Bélgica.

Em 1906 foi nomeada Enfermeira-Chefe do Instituto Médico Berkendael, em Bruxelas, transformado em Hospital da Cruz Vermelha aquando da Guerra de 1914-1918.

Ocupada a Bélgica, continuou a trabalhar nesse mesmo Hospital e, de parceria com o príncipe Reginaldo de Croy, escondeu e deu a fuga a mais de duzentos soldados ingleses, franceses e belgas, através da Holanda. Mas, descoberta a maquinação, Edith foi presa pelos alemães em 05 Agosto de 1915 e condenada à morte por fuzilamento em 13 Outubro de 1915, apesar de todas diligências diplomáticas realizadas, no sentido de lhe salvarem a vida.

Segundo seu próprio testemunho, ela teria favorecido a fuga a mais de duzentos ingleses, franceses e belgas.

O seu corpo foi transladado para Inglaterra em 1919. Um monumento foi erigido em sua memória junto a Trafalgar Square em Londres, no Jasper Nacional Park no Canadá situa-se o Monte Edith Cavell. Na Catedral da Noruega está assinalada a sua memória.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Amadora; Lisboa (Delibertação da Câmara Municipal de Lisboa, de 14 de Novembro de 1944, Freguesia de São Jorge de Arroios).

Fonte: “Dicionário de Mulheres Célebres”, (De Américo Lopes de Oliveira, Lello & Irmão Editores, Porto, 1981, Pág. 234”.

“É P’ra Manhã”

António Variações, recordado no dia em que, se fosse vivo, faria 73 anos de idade

 

António VariaçõesANTÓNIO VARIAÇÕES é o nome artístico de António Joaquim Rodrigues Ribeiro, nasceu no Lugar do Pilar, a Freguesia de Fiscal (Amares), A 03-12-1944, e faleceu em Lisboa, A 13-06-1984. Era o quinto dos dez filhos de Deolinda de Jesus e de Jaime Ribeiro, António faz os seus estudos na Escola local, ajudando no resto do tempo os pais no campo. Mas a paixão pela música demonstrada desde tenra idade fá-lo-á esquecer muitas vezes os trabalhos da lavoura em favor das romarias e folclore locais.

Aos 11 anos, terminada a instrução primária, experimenta o primeiro ofício em Caldelas. ” Ia fazer quinquilharias, mas passado pouco tempo desistiu.

Mal completa 12 anos abandona a terra natal rumo a Lisboa. Vem para ser marçano, mas acabará por trabalhar num escritório. A tropa fá-la em Angola, mas sem antes pedir à mãe que lhe acenda uma vela a Santo António para protecção. Regressa são e salvo. Mas logo volta a partir, desta feita para Londres, onde permanece um ano a lavar pratos num colégio.

Profundo admirador de Amália Rodrigues, tentou por diversas vezes a carreira artística, sem qualquer resultado nem interesse por parte das editoras. Tal facto levou-o a emigrar, deambulando entre a França, a Holanda, os Estados Unidos e a Inglaterra, onde cantou na rua, em bares, praças e outros locais públicos. Em Inglaterra, aprendeu o ofício de barbeiro e foi nessa actividade que se estabeleceu no seu regresso a Lisboa, abrindo um pequeno estabelecimento na Rua da Fé. Tornou-se uma figura típica de Lisboa, sendo conhecido pela sua aparência extravagante marcada pelas roupas bizarras e coloridas e a barba longa e estilizada.

Em 1982, saiu o seu primeiro single, como António Variações, com «Povo que lavas no Rio» e «Estou Além». E em pouco mais de um ano, transformou-se num caso de popularidade na música portuguesa com uma inovadora exuberância em palco.

Em 1983, foi editado o seu primeiro álbum intitulado Anjo da Guarda, com êxitos como «É P’ra Amanhã…» ou «O Corpo É que Paga», num estilo que ele próprio definiu como estando «entre Braga e Nova Iorque», ao reunir folclore, rock, pop, blues e fado.

Em 1984 gravou o seu segundo e último álbum –Dar e Receber, no qual se revelou como sucesso a «Canção do Engate». A sua música manteve-se até hoje com recriações por vários grupos e, 20 anos após a sua morte foi mesmo lançado o projecto Humanos, construído a partir de inéditos seus.

A sua carreira, embora curta, foi pontuada por vários sucessos comerciais, dos quais se destacam canções como »A Canção do Engate, O Corpo é Que Paga, e É Para Amanhã«.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Amares (Freguesias de Ferreiros e Fiscal); Cascais (Freguesia de São Domingos de Rana); Lisboa (Freguesia do Parque das Nações, Edital de 24-09-1998, ex-Rua B do Bairro do Oriente).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 518).

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

“Sabe quem foi Manuel Ramos Fernandes Cabete?”

Poucos serão os Portugueses que sabem quem foi Manuel Ramos FERNANDES CABETE, Fernandes Cabete não foi, apenas, um distinto Militar e Republicano, um intelectual autodidata, foi o grande companheiro de Adelaide Cabete, a quem ele sempre incentivou e apoiou para que Adelaide Cabete pudesse estudar.

 

Fernandes Cabete foi, no campo da emancipação da mulher, um dos maiores defensores dos seus direitos, um Homem muito à frente no seu tempo.

 

 

Manuel Ramos FERNANDES CABETE, Militar, natural da Freguesia de Alhadas (Figueira da Foz), nasceu a 02-12-1849 e faleceu a 11-01-1916. Era filho de Manuel Cabete e de Maria Gonçalves. Foi casado com Adelaide Cabete, Médica e Humanista, grande defensora dos Direitos das Mulheres.

Fernandes Cabete, Sargento do Exército, republicano e intelectual autodidata, explicador de Latim e Grego. Preocupado com o futuro da sua jovem e inteligente esposa, decidiu que, a melhor maneira de lho assegurar, seria torná-la economicamente independente.

Fernandes Cabete foi, não só o marido estremoso da Presidente do Conselho Nacional das Mulheres, mas, e ainda durante a vida inteira, um dos maiores defensores da causa da emancipação da Mulher e um apóstolo fervoroso da sua instrução.

Fonte: “Almanaque Republicano”

“RUAS QUE JÁ TIVERAM OUTROS NOMES”

Sabia que a actual Rua das Portas de Santo Antão já se desingou por Rua de Santo Antão; Rua Eugénio dos Santos e, finalmente, Rua das Portas de Santo Antão.

 

Câmara Municipal de LisboaPelo Edital do Governo Civil de Lisboa de 01-09-1859 a Rua das Portas de Santo Aantão e a Rua da Anunciada passaram a constituir um único arruamento sob a denominação de Rua de Santo Antão.

Após a implantação da República, a partir de uma proposta do Vereador Miguel Ventura Terra, de 09-03-1911, a Artéria passou a denominar-se por Rua Eugénio dos Santos, por Edital Municipal de 07-08-1911, homenageando o Arquitecto Eugénio dos Santos, pelo seu papel fundamental na reconstrução da Baixa Lisboeta, após o terramoto de 1755.

Passados quase 45 anos, o Edital Municipal de 28-05-1956, reverteu a denominação para Rua das Portas de Santo Antão, ao memso tempo que colocava o nome de Eugénio dos Santos na 1ª Transversal do Parque Eduardo VII, que liga a Avenida António Augusto de Aguiar à Avenida Sidónio Pais.

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

Raul Indipwo, o popular Cantor de “Ouro Negro”, aqui recordado no dia em que, se fosse vivo, faria 84 anos de idade.

 

Oeiras 0001RAUL INDIPWO era o nome artístico de Raul José Aires Corte Peres Cruz, Cantor, Compositor e Pintor, nasceu em Angola, a 30-11-1933, e faleceu no Hospital Nossa Senhora do Rosário (Barreiro), a 04-06-2006. Raul Indipwo, nome porque era mais conhecido, integrou, com Milo Macmahon (também já falecido), o Duo Ouro Negro, que surgiu em 1959. Raul e Milo conheciam-se desde a infânia, em Benguela, e quando se reencontraram, já no início da idade adulta, iniciaram um projecto centrado no folclore angolano de várias étnias  e idiomas.

O Duo Ouro Negro, ao longo de três décadss, desenvolveu uma carreira internacional no âmbito da indústria da música (edição discográfica, rádio, televisão, espectáculos), marcada por uma assinalável popularidade.

No seu repertório abordou uma diversidade de linguagens musicais, resultadi do cosmopolitismo dos seus elementos, da sua criatividade musical e da sua integração numa indústria fonográfica em expansão e autorizando a síntese de domínios musicais até então mantidos em separado.

Raul Indipwo e Milo Mac Mahon formaram a sua sensibilidade musical num meio propenso ao contacto com multiplas culturas expressivas, música ligeira, fado, música popular brasileira, ouvidas em fonogramas e, sobrfetudo, nas emissões da Emissora Nacional e da Rádio Clube de Angola.

A carreira do Ouro Negro teve, não só uma expressão nacional, também expressão internacional, actuaram em vários países, como: Suíça, França, Finlândia, Suécia, Dinamarca, Espanha, etc. Raul Indipwo, além de músico desatcou-se também na pintura, tendo feito várias exposições.

O nome «Ouro Negro» foi cruiado pela Locutora da Rádio Clube de Angola, Maria Lucília Pitagrós Dias, pouco tempo antes do seu primeiro concerto em Luanda, no Cinema Restauração, em 1957.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Cascais (Freguesia de Alcabideche – Avenida Raul Indipwo); Oeiras (Rua Raul Indipwo).

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 2º Volume, C-L, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Fevereiro de 2010, Pág. 387, 388, 389 e 390)

Egas Moniz, o primeiro Prémio Nobel Português, recordado no dia em que passa mais um aniversário sobre o seu nascimento.

 

egas MonizAntónio Caetano de Abreu Freire EGAS MONIZ, Médico, Professor e Político, nasceu na Freguesia de Avanca (Estarreja), a 29-11-1874, e faleceu em Lisboa. a 13-12-1955. Era filho de Maria do Rosário de Almeida e Sousa Abreu e de Fernando de Pina Resende Abreu, era originário de família com «prosápias de fidalguia» que pretendia descender do aio de Afonso Henriques, Egas Moniz. Os antepassados mais recentes andaram envolvidos nas lutas liberais. O avô paterno, António Pinho de Resende, estanciou no exército miguelista onde chegou ao posto de Tenente-Coronel, e o avô materno, Rafael de Almeida e Sousa, destacou-se nas campanhas da Beira Alta.

Fez a Instrução Primária em Pardilhó (Estarreja), cursou os Estudos Liceais no Colégio de S. Fiel dos Jesuítas, em Castelo Branco, e os últimos anos no Liceu de Viseu.

Ingressou na Universidade de Coimbra em 1891, primeiro na Faculdade de Filosofia e depois, em 1894, na Faculdade de Matemática e na de Medicina.

Cursou Medicina na Universidade de Coimbra, onde se doutorou em 1899, passando a integrar o quadro docente da Faculdade de Medicina, como Professor substituto, em 1902. Em 1911, foi transferido para a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, onde para além de regente da cadeira de Neurologia, veio a tornar-se Director da instituição, em 1929.

Egas Moniz foi um radical até ao fim da Monarquia. Foi Deputado entre 1903 e 1917, e representante diplomático de Portugal em Madrid. Foi Ministro dos Negócios Estrangeiros em 1918, após a I Guerra Mundial, tendo chefiado a Delegação Portuguesa na Conferência de Paz de Paris. No Hospital de Santa Marta desenvolveu estudos e investigações nas áreas da neurologia e cirurgia dos centros nervosos (angiografia cerebral) e do tratamento cirúrgico de determinadas psicoses (leucotomia).

Professor Catedrático, político e investigador científico, notabilizou-se internacionalmente ao conquistar, em 1949, o Prémio Nobel da Medicina e Fisiologia, em conjunto com o suíço Walter Rudolf Hess, pela descoberta da leucotomia pré-frontal no tratamento de certas doenças mentais, quatro anos após a Faculdade de Medicina de Oslo o ter premiado pelos seus trabalhos na área da angiografia cerebral (1945).

Pertenceu à Maçonaria, tendo sido iniciado em 1910 na Loja Simparia e União, com o nome simbólico de Egas Moniz.

Deixou uma vasta obra escrita, juntando mais de 300 trabalhos científicos e estudos sobre destacadas figuras das letras e das artes plásticas.

Como obras principais salientam-se: »Diagnostic des Tumeurs Cérébrales et Épreuve de L’Encéphalographie Artérielle« (1931), »L’Angiographie Cérébrale. Ses Applications et Résultats en Anatomie, Physiologie et Clinique« (1934), »La Leucotomie Pré-Frontale, Tratement Chirurgical de Certaines Psychoses« (1936), »Ao Mestre José Malhoa« (1928) e »Júlio Dinis e a sua Obra« (1928). Foi o 45º Presidente da Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Águeda; Albergaria-a-velha; Albufeira (Freguesia de Paderne); Alcácer do Sal; Alcanena (Freguesia de Vila Moreira); Alcochete (Freguesia de São Francisco); Aljustrel (Freguesia de São João de Negrilhos); Almada (Cidade de Almada e Freguesia da Charneca de Caparica e Sobreda); Almeirim (Almeirim e Freguesia de Benfica do Ribatejo); Alvito (Freguesia de Vila Nova da Baronia); Amadora; Anadia (Freguesia de Vilarinho do Bairro); Arouca; Arronches; Aveiro, Azambuja; Barcelos; Barreiro; Beja; Benavente (Freguesia de Samora Correia); Braga; Bragança; Caldas da Rainha; Cartaxo (Freguesia de Vila Chã de Ourique); Cascais (Freguesias de Cascais, Estoril, Parede e São Domingos de Rana); Castelo Branco; Castelo de Paiva; Coimbra; Cuba; Estarreja (Freguesias de Avanca, Estarreja e Pardilhó); Estremoz; Évora; Fafe (Freguesias de Fafe e Regadas); Faro; Ferreira do Alentejo (Vila de Ferreira e Freguesia de Figueira dos Cavaleiros); Ferreira do Zêzere; Gondomar (Gondomar e Freguesia de Jovim); Guimarães (Cidade de Guimarães e Freguesias de  Lordelo, Ronfe, Vila Nova de Sande e Serzedelo); Ílhavo (Freguesia de Gafanha da Nazaré); Lisboa; Loures (Freguesias de Bobadela, Bucelas, Camarate, Loures, Santa Iria da Azóia, São João da Talha, Unhos); Mafra (Freguesias de Ericeira e Mafra); Maia; Matosinhos (Freguesia de Senhora da Hora); Mirandela; Moita (Freguesias de Alhos Vedros e Moita); Moimenta da Beira; Montemor-o-Novo; Mortágua; Murtosa; Nelas (Freguesia de Santar); Odivelas (Freguesias de Odivelas, Pontinha e Póvoa de Santo Adrião); Oeiras; Oliveira de Azeméis (Freguesias de Vila de Cucujães e Ul); Ourém; Ourique; Ovar (Vila de Ovar e Freguesia de Válega); Paços de Ferreira (Freguesia de Sanfins de Ferreira); Palmela (Freguesia do Poceirão); Penafiel; Portimão; Porto; Santa Maria da Feira (Freguesias de Argoncilhe, Arrifana; Mozelos, Nogueira da Regedoura e Santa Maria da Feira); Santarém (Santarém e Freguesia de Amiais de Baixo); Santiago do Cacém (Freguesias de Alvalade e Santiago doCacém); Santo Tirso (Santo Tirso e Freguesias das Aves); São João da Madeira; Serpa (Freguesia de Pias); Seixal (Freguesias de Aldeia de Paio Pires, Amora e Seixal); Setúbal; Sintra (Cidade de Agualva-Cacém e Freguesias de Almargem do Bispo, Belas, Massamá e Terrugem); Tavira; Tomar; Torres Vedras; Trofa; Valongo (Freguesia de Ermesinde); Vila Franca de Xira (Freguesias de Forte da Casa, Póvoa de Santa Iria e Vialonga); Vila Nova de Famalicão (Famalicão e Freguesias de Joane e Oliveira); Vila Nova de Gaia; Vila Real de Santo António; Vila Verde; Viseu.

Fonte: “Médicos Nossos Conhecidos, de Ana Barradas e Manuela Soares, Editor: Mendifar, 2001, Pág. 67”

Fonte: “Dicionário Biográfico Parlamentar, 1834-1910”, (Vol II, de D-M), Coordenação de Maria Filomena Mónica, Colecção Parlamento, (Pág. 947 e 948)

Fonte: “Parlamentares e Ministros da 1ª Republica”, (1910-1926), (Coordenação de A. H. Oliveira Marques, Edições Afrontamento, Colecção Parlamento, Pág. 307 e 308).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 366 e 367).

“RUAS QUE JÁ TIVERAM OUTROS NOMES”

Câmara Municipal de Lisboa - CópiaSabia que a Rua Doutor Almeida Amaral, em Lisboa, pertencente às Freguesias de Arroios e Santo António, já se designou por Rua de Rilhafoles e por Rua da Alameda?

 

A actual Rua Doutor Almeida Amaral, foi designada por Rua de Rilhafoles, até 18-12-1893, altura em que, através de Edital Municipal, dessa mesma data, passou a designar-se por Rua da Alameda.

Através do Edital Municipal de 12-08-1982, passou a designar-se por Rua Doutor Almeida Amaral, em homenagem a este Médico, que foi um dos Directores do Hospital Miguel Bombarda, antes designado por Hospital de Rilhafoles.

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

 

 

Manuel ALMEIDA AMARAL, Médico, natural de Lisboa, nasceu a 12-03-1903 e faleceu a 15-05-1960. Formou-se na Faculdade de Medicina de Lisboa em 1926 com a tese de licenciatura “Tratamento Cirúrgico das Doenças Mentais”. Dedicou-se à psiquiatria, tendo sido Assistente da respectiva cadeira em 1927.

Discípulo do Professor J Sobra Cid, frequentou as mais importantes clínicas da especialidade em França, Espanha, Suíça, onde estudou a aplicação da ergoterapia nos hospitais de doenças mentais.

Médico da Armada, foi Chefe de Neuropsiquiatria do Hospital da Marinha em 1933 e instituiu a selecção psicotécnica na admissão dos futuros marinheiros. Director do Hospital Miguel Bombarda (hoje com o seu nome), onde imprimiu profundas transformações que muito melhoraram as condições de hospitalização e tratamento dos doentes alienados. Doutorou-se na Faculdade de Medicina de Lisboa em 1944. Foi Presidente da Sociedade Portuguesa de Neurologia e Psiquiatria.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesias de Arroios e de Santo António, ex-Freguesias de Coração de Jesus e da Pena, Edital de 12-08-1982, ex-Rua da Alameda)

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

Sebastião Pássaro, que se distinguiu como Árbitro de Futebol, foi, também, Jogador e Dirigente, aqui recordado no dia em, que se fosse vivo, faria 88 anos de idade.

 

Sebastião PássaroSEBASTIÃO Jacinto PÁSSARO, Desportista, nasceu na Freguesia de Boliqueime (Loulé), a 28-11-1929, e faleceu no Barreiro, a 19-04-2005. Prestigiado Árbitro, homenageado pela Câmara Municipal do Barreiro, com o Galardão “Barreiro Reconhecido”, na área do Associativismo.

Nos anos 40, seu pai Ferroviário de profissão, é promovido e transferido para o Barreiro. Com 16 anos de idade, segue as pegadas do progenitor e começa a trabalhar nas Oficinas Gerais da CP. O contacto com as gentes desta terra não o deixa indiferente. Naquele tempo era impossível dissociar o Barreiro do futebol.

Em 1947, inscreve-se como Jogador no Futebol Clube Barreirense, mas a profissão encarrega-se de o levar, um ano depois, para os escritórios da CP, em Lisboa, onde trabalhou durante 44 anos. Amante do desporto-rei, troca o Futebol pela Arbitragem e inicia a sua carreira, como candidato, na época de 1954/1955. Entre 1956 e 1962 é nomeado Árbitro da 2ª Categoria Regional, função que vem a ocupar até 1966.

Os dirigentes dos Árbitros não tardam em reconhecer o seu trabalho e em julgar as suas actuações na direcção dos jogos. Sebastião Pássaro vê-se transferido da Categoria Regional para a 2ª Nacional na época de 1966/1967. Nos quatros anos seguintes, a subida de escalão afigura-se difícil. A época é de “ouro” para a Arbitragem portuguesa que se encontra recheada de grandes valores. Nessa tabela está Sebastião Pássaro.

Foi promovido à 1ª Categoria Nacional na época de 71, até 1975, altura em que termina a sua actividade como Árbitro. Precisamente nesse ano, Sebastião Pássaro estava em observação para Árbitro Internacional, uma última etapa de consagração não cumprida devido ao limite de idade.

Considerado um dos bons exemplos da arbitragem nacional, ficou conhecido pela forma ponderada, séria e justa com que tomava decisões. A sua postura ficou marcada pelo respeito que dava e recebia dos jogadores. Sebastião Pássaro, abraça, com igual empenho, um conjunto alargado de competências. São exemplo as funções de Monitor das Escolas de Candidatos a Árbitros do Distrito de Setúbal; Comissão de Apoio Técnico do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol e membro do Júri de Exames de Promoção a Nível Regional e Nacional. Entre 1962 e 1974 integra a Comissão Organizadora dos Jogos Juvenis do Barreiro e, de 1975 até 1991, é responsável Técnico nos Cursos de Aperfeiçoamento e Actualização de Árbitros Regionais e Nacionais e de Delegados Técnicos Regionais e Nacionais, atribuição que o leva a deslocações contínuas dentro e fora do País.

Fonte: “Jornal Rostos”