“Mu(danças) das Placas Toponímicas”

Arroios 2349Sabia que a Praça das Novas Nações já, antes. Foi designada por Praça das Colónias e, mais tarde, por Praça das do Ultramar?

Por Edital de 19 de Junho de 1933, foi-lhe atribuída a designação de Praça das Colónias, para, um mês depois, em Julho do mesmo ano, passar a designar-se por Praça do Ultramar, designação que manteve até 1975, altura em que através do Edital de 17 de Fevereiro de 1975, passou a designar-se por Praça das Novas Nações.

Nesta Praça, existe uma Escola que, durante muitos anos, foi conhecida por Escola Primária nº 26, que agora é conhecida por Escola Sampaio Garrido, um português “Justo entre as Nações”.

“Os Centenários”

 

José Monteiro Poças, Jornalista e co-fundador do jornal Record, se fosse vivo, faria hoje 100 anos de idade.

 

José Monteiro PoçasJOSÉ MONTEIRO POÇAS, Jornalista, natural de Leiria, nasceu a 21-06-1917 e faleceu a 06-10-1990. Era filho de Veríssimo Carreira Poças (24/09/1885-31/10/1953), e de Augusta Monteiro Poças (02/10/1889-31/08/1976). Era irmão de António Monteiro Poças, e de Regima da Conceição Monteiro Poças (25/07/1927).

Desde muito novo ligado à imprensa desportiva colaborou, nessa área, no jornal Região de Leiria.

Foi Jornalista da Revista Stadium e do jornal A Bola. Foi também Jornalista fundador do jornal Record. Foi o primeiro Director da revista e depois jornal Equipa, no início de 1975 até ao nº 118 (03 de Maio de 1978).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Leiria (Largo António e José Monteiro Poças).

Fonte: “Alda Sales Machado Gonçalves – Toponímia de Leiria”

O Diplomata e Escritor António Feijó, faleceu faz hoje 100 anos

 

 

António FeijóANTÓNIO Joaquim de Castro FEIJÓ, Diplomata e Escritornasceu em Ponte de Lima, a 01-06-1859, e faleceu em Upsala (Suécia), a 20-06-1917. Formou-se em Direito em Coimbra, tendo exercido a Advocacia por um breve período de tempo e seguindo depois a carreira Diplomática.

Foi Cônsul no Brasil (1886) e, até à data da sua morte, Ministro de Portugal na Suécia , onde veio também a casar.  Com uma jovem suéca, Mercedes Lewin, cuja morte prematura influenciaria uma certa temática fúnebre e patente na sua obra.

Poeta ligado ao parnasianismo, é considerado o representante português, por excelência, deste movimento estético. Destacou-se pela sua destreza formal, recorrendo aos mais variados tipos de verso, e por um certo exotismo, patente, por exemplo, na adaptação de poemas chineses em Cancioneiro Chinês (1890).  Os seus temas estão frequentemente ligados a um certo desencanto, a um sentimento de decadência e mágoa (também devido ao afastamento de Portugal), e ainda de pessimismo. Ao tema recorrente da morte associa um ideal de beleza fria e mórbida. O seu estilo contido e requintado, reflectindo, apesar da sua temática obsessiva, um distanciamento aristocrático, coloca-o num lugar singular da poesia do seu tempo.

Estreou-se com »Transfigurações« (1882), publicando ainda »Líricas e Opulentas« (1884), »À Janela do Ocidente« (1885), , »Ilha dos Amores« (1897), e »Bailatas« (1907). Postumamente, foram editados »Sol de Inverno« (1922), »Novas Bailatas« (1926), »Sol de Inverno Seguido de Vinte Poesias Inéditas« (1981). Saíram, em 1940, as »Poesias Completas de António Feijó«.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Amadora; Lisboa; Matosinhos (Freguesia do Lavra); Odivelas (Freguesias de Famões e Odivelas); Ponte de Lima; Seixal (Freguesias da Amora e Corroios); Sesimbra; Sintra (Freguesias de Algueirão-Mem Martins, Massamá e Rio de Mouro); Viana do Castelo; Vila Franca de Xira (Freguesia da Póvoa de Santa Iria).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. II, Publicações Europa América, Organizado pelo Instituto Português do Livro e da Leitura, Coordeando por Eugénio Lisboa, 1990, Pág. 421)

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 11, Pág. 29 e 30)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 205 e 206).

“Estrangeiros na Toponímia Portuguesa”

 

Assis Chateaubriand, um Brasileiro na Toponímia de Oeiras.

 

Oeiras 1598Francisco de ASSIS CHATEAUBRIAND Bandeira de Melo, Jornalista e Diplomata, nasceu em Umbuzeiro, Paraíba (Brasil), a 05-10-1892, e faleceu em São Paulo (Brasil), a 05-04-1968. Era filho de Maria Carmém Guedes Gondim Bandeira de Melo, e de Francisco Chateaubriand Bandeira de Melo. Seu avô paterno, José Bandeira de Melo, era admirador de François-René de Chateaubriand, poeta e pensador francês, e acrescentou Chateaubriand ao sobrenome dos filhos.

Estudou Direito no Recife em 1908 e 1913 e, nessa Cidade, foi Chefe de Redacção, em 1912, do Diário de Pernambuco.

Após concurso, em 1915, ensinou Filosofia do Direito e Direito Romano na Faculdade de Direito do Recife (1916-1917). Em 1917 fixou-se no Rio de Janeiro como Advogado, passando a Chefe de Redacção do Jornal do Brasil, em 1919, e a Correspondente de La Nación, de Buenos Aires (Argentina).

Em 1920, viajou pela Europa, abandonando o Jornalismo em 1921, para se consagrar à Advocacia.

Em 1924, adquiriu o jornal, fundando a empresa Diários Associados, através da qual veio a empreender vitoriosas campanhas ditadas por alto espírito cívico e humanitário.

A ele se deve a organziação do magnífico Museu de Arte, em São Paulo. Foi também nomeado Senador (1951-1957), da Academia Brasileira de Letras (desde 1954) e Embaixador em Londres (1957-1961).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Oeiras.

Fonte: “VELBC- Verbo Enciclopédia Luso- Brasileira de Cultura” (Volume 13 Pág. 255)

“Gravadores de Selos Postais Portugueses”

cavalo-dos-ctt-antigoJosé ARMANDO PEDROSO Gomes da Silva, Gravador, nasceu em Lisboa, a 08-01-1867, e faleceu na Avenida Duque de Loulé, nº 81, também em Lisboa, a 22-09-1944. Era filho de Carlos Pedroso Gomes da Silva e de Matilde Rosa da Piedade Pedroso Gomes da Silva.

Depois de ter frequentado a Academia de Belas Artes, onde foi discípulo, na Aula de Gravura em Madeira, de seu tio João Pedroso, partiu para Paris, apenas com 18 anos de idade,e ali recebeu lições do célebre Laplante, também Gravador em Madeira.

Colaborou depois com o famoso Gustavo Doré na ilustração das edições monumentais dos livros Gil Blas de Santilhana; D. Quixote de la Mancha e outros. Entretanto, entregava-se ao estudo da Gravura em talhe-doce.

De regresso a Portugal, desenvolveu aqui uma prodigiosa actividade, quer como Ilustrador de diferentes revistas e especialmente do Ocidente, onde publicou magníficas gravuras em madeira; quer regendo,  rurante sete anos, uma das Aulas nocturnas da Academia de Belas Artes; quer ainda na execução de inúmeros desenhos e gravuras para títulos de Estado e diversos valores fiduciários.

A sua actividade tornou-se, porém, mais notável no exercício das suas funções artísticas no Banco de Portugal, onde veio a atingir o lugar de Director Técnico dos Serviços de Estamparia. Quando do processo da célebre burla do Angola e Metrópole, Armando Pedroso foi a Londres na qualidade de perito do mesmo Bnaco.

Ao longo da sua carreira profissional, fez várias viagens de estudo a França e a Inglaterra.

Não foi grande, infelizmente, a actividade filatélica do notável Gravador Armando Pedroso; e pena é, porque muito teria ganho o selo postal português com mais larga colaboração do consagrado artista neste ramo de actividade.

Gravou o cunho em aço do selo da emissão de 1915-1925 com a legenda Para os Pobres, cujo desenho original foi do Professor Pedro Guedes; e colaborou com seu afilhado Renato de Araújo, na gravura, em talhe-doce, de três dos quatro cunhos de que se compunha a explêndida emissão Comemorativa dos Centenários da Fundação da Restauração de Portugal (1940). Esses três cunhos são os dos selos das taxas de: $10 e $80 (Exposição do Mundo Português, 1940); $25 e 1$00 (Era das Descobertas); e $40 e 1$75 (Afonso Henriques).

Fonte: “Velhos Papéis do Correio”, (de Godofredo Ferreira, Editado pelos CTT, Edição de 1949)

A Actriz Ema Paul, se fosse viva, faria hoje 85 anos de idade.

 

Ema PaulEMA PAUL é o nome artístico de Ema Purificação Dias do Canto e Castro, nasceu na Freguesia de Olho Marinho (Óbidos), a 18-06-1932, e faleceu na Casa do Artista, em Lisboa, a 18-05-2006. Actriz, sócia nº 2433, desde 15-05-1974, com a Carteira Profissional nº 87/01/0348, de 20-05-1987. Era filha de Arnaldo Simões Dias e de Maria da purificação Dias, iniciou a sua actividade artística no Teatro Apolo, em 1955, na peça Irmã de São Sulpício.

Entre 1956-57, integrou os elencos do Teatro Variedades, Teatro da Trindade, Teatro Nacional e Teatro Avenida. Em 1957, começou a trabalhar em teatro televisivo, na RTP.

Integrou o elenco da Companhia Rafael de Oliveira, em 1975, na digressão de A Traição do Padre Martinho. Após a dissolução da companhia participou com seu marido, o Actor Canto e Castro, no projecto da Cooperativa de Comediantes Rafael de Oliveira, em 1976.

Foi actriz de Teatro, mas a sua carreira esteve mais ligada à Ex-Emissora Nacional, onde fez teatro radiofónico. A partir de 1953/1954, Ema Paul dedicou-se quase excusivamente à escrita para teatro radiofónico. Ema Paul era casa do o actor Henrique Canto e Castro falecido em Fevereiro de 2005. Vivia em Almada realizando-se o funeral para o Cemitério de Vale Flores, no Feijó.

Fonte: “Universidade de Lisboa – Faculdade de Letras Estudos de Teatro”, (Percursos Itinerantes. A Companhia de Rafael de Oliveira, Artistas Associados, Por José Guilherme Mora Filipe; Dissertação de Mestrado, orientada pela Professora Doutora Maria Helena Serôdio, 2007)

“Um Italiano na Toponímia de: Lisboa”

ALDO MORO, um político italiano vítima do terrorismo das Brigadas Vermelhas

 

 

Lumiar 2388ALDO MORO, Político, nasceu em Maglie (Itália), a 23-09-1916, e faleceu em Roma (Itália), a 09-05-1978. Formado em Direito, foi Professor na Universidade de Bari. Integrou a Assembleia Constituinte no pós 2ª Guerra Mundial e foi eleito Deputado nas Legislaturas seguintes.

O seu primeiro cargo governativo foi o de Subsecrtetário dos Negócios Estrangeiros (de Dezembro de 1947 a Maio de 1948). Posteriormente, foi Ministro da Justiça (1955-1957) e da Educação (1957-1959).

Quando uma crise interna ameaçava dividir a Democracia Cristã, Aldo Moro surgiu como figura central da corrente centrista, assumindo o cargo de Secretário-Geral do partido. Favorável a uma coligação com os socialistas, ajudou a derrubar o Governo de Fernando Tramboni, um conservador democrata-cristão, em 1960.

Volvidos três anos, Aldo Moro foi convidado para formar Governo. O seu executivo integrava alguns socialistas, o que acontecia pela primeira vez nos últimos 16 anos. O “chumbo” do Orçamento determinou o fim da sua própria experiência como Primeiro-Ministro, mas logo foi convidado para formar novo Gabinete, que durou até Janeiro de 1966. Neste período chegou a acumular o cargo de Primeiro-ministro com o de Ministro dos Negócios Estrangeiros, na sequência de demissão de Amintore Fanfani.

Foi convidado de novo para Primeiro-Ministro, deixando o cargo depois de derrotado nas eeições Legislativas de 1968. Aldo Moro voltou ao Governo entre 1970 e 1972, então como Ministro dos Negócios Estrangeiros.

Em Novembro de 1974, assumiu a liderança, pela 4ª vez, do executivo italiano, agora até 07 de Janeiro de 1976. Foi novamente indicado para formar Governo, que chefiou num curto período, entre 12 de Fevereiro e 30 de Abril.

Em Outubro desse ano foi eleito Presidente da Democracia Cristã. Não voltou a ocupar outro cargo governamental.

Dirigia-se para o Parlamento quando foi alvo de uma emboscada efectuada pelo grupo terrorista Brigadas Vermelhas, na manhã do dia 16 de Março de 1978. Numa acção que durou escassos minutos, cinco mortos ficaram no local: o motorista, o guarda-costas pessoal e os três “carabinneri” da escolta e, Aldo Moro, o então Presidente da Democracia Cristã, foi raptado. Iniciava-se um cativeiro que durou 55 dias e acabou de forma trágica.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia do Lumiar).

Fonte: “Grande Enciclopédia do Conhecimento”, (Volume 11, Pág. 1854)

António de Lima Fragoso, um Compositor Português, que faleceu muito jovem quando havia ainda muito a esperar do seu talento.

 

No dia em que passa mais um aniversário sobre o nascimento de António de Lima Fragoso, deixamos aqui uma breve Biografia.

 

Lima FragosoAntónio de LIMA FRAGOSO, Compositor e Pianista, natural na Freguesia da Pocariça (Cantanhede), nasceu a 17-06-1897, e faleceu a 13-10-1918. Faleceu vítima de pneumónica apenas acabado o curso de Piano no Conservatório Nacional de Lisboa. Era uma das mais promissoras esperanças da música portuguesa.

As primeiras noções musicais foram-lhe transmitidas pelo seu tio, António dos Santos Tovin, Médico e Músico amador.

Depois da Instrução Primária foi viver para o Porto a fim de frequentar o Liceu, onde prosseguiu os estudos musicais, especialmente de Piano, com o Professor Ernesto Maia. Frequentou ainda o Curso Superior de Comércio, para satisfazer os desejos da família, mas acabou por abandoná-lo dois anos depois.

Fixou-se em Lisboa e inscreveu-se no Conservatório Nacional, onde estudou com Tomás Borba (Harmona), Luís de Freitas Branco (Acompanhamento e Leitura de Partituras) e Marcos Garin (Piano) (1914-1918.

Apresentou-se pela primeira vez em público na Acacemia de Amadores de Música a 16 de Maio de 1916, num concerto integralmente preenchido com obras suas.

Compôs, para piano: Três Peças do Século XVIII, Canção e Dança Portuguesa, Dança Popular, Suite, Sete Prelúdios, Sonata, Dois Nocturnos, etc. Outras composições: Trio (piano, violino e violoncelo), Suite Romântica (violino e piano), Toadas da Minha Terra (canto e piano) e Canções do Sol Poente (com poemas de António Correia de Oliveira.

A Par de influências do impressionismo francês, há na sua música forte personalidade poética de raiz nacional.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica); Cantanhede.

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 15, Pág. 101 e 102)

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX, II Volume C-L”, (Direcção de Salwa Castelo-Branco, Edição do Círculo de Leitores, Temas e Debates, 1ª Edição, Fevereiro de 2010, Pág. 517 e 518).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 230).

“Gravadores de Selos Postais Portugueses”

cavalo-dos-ctt-antigoARNALDO Lourenço FRAGOSO, Gravador, nasceu em Lisboa, a 16-12-1885, e faleceu em Loures, em data desconhecida. Era filho de José Lourenço e de Margarida da Conceição Fragoso. Tinha apenas catorze anos de idade quando, em 27 de Julho de 1899, deu entrada na Oficina-Escola de Gravura da Casa da Moeda, onde, no decurso da sua aprendizagem, recebeu lições dos competentíssimos Artistas Venâncio Alves, José Sérgio e Domingos do Rego. Ao mesmo tempo frequentou a Escolla Industrial Príncipe Real (actual Escola Machado de Castro), cujo curso completou em 1905, com distinção, prémio em algumas cadeiras, e o elevado apreço dos seus Mestres nas disciplinas de Belas Artes: Roque Gameiro, Casanova e Cristofanetti.

Terminado o período de aprendizagem na oficina-Escola de Gravura, em que revelou excepcional aptidão, começou a direcção da Casa da Noeda a confirmar-lhe trabalhos de responsabilidade, até que, em 11 de Julho de 1914, o integrou no quadro como 2º Gravador.

Por força da Lei 1.452, de 1923, passou a ter a categoria de 1º Oficial; e em 10 de Outubro de 1931 assumiu a chefia da Oficina de Gravura e Galvanoplastia, lugar para que veio a ser nomeado definitvamente em Setembro de 1934. Quatro anos depois, a 25 de Setembro de 1938, aposentou-se com 37 anos de serviço público.

No decurso da sua carreira oficial inúmeros foram os trabalhos entregues à sua competência habilidade, tais como: moedas metálicas para as nossas Colónias e para a Metrópole, salientando-se entre estas últimas as elegantes mpedas de prata de 2$50; 5$00 e 10$00; cunho do selo fiscal, de 1914; desenho e gravura do papel selado e dos selos fiscais em curso; desenho e gravura dos selos da taxa militar; muitos selos de correio.

Notáveis também na sua execução, as muitas medalhas devidas aos seus buris, de destacamos as seguintes:

Medalha da Vitória, condecoração militar cunhada após a Guerra Mundial de 1914-1918;

Medalha De Comportamento Exemplar, 1910; de Bons Serviços Militares e de Campanhas Militares, 1916, 3 Medalhas diferentes;

Medalha do termo do lavramento da prata, oferecida ao Senhor Dr. Oliveira Salazar, 1933;

Medalha com a efígie do Senhor Presidente do Conselho 8Dr. Oliveira Salzar, 1933);

Medalha de Homenagem a Narciso Ferreira, de Riba d’Dave, 1880-1933;

Medalha da Polícia de Segurança Pública, 1926;

Medalha da X Conferência da União Internacional Contra a Tuberculose, 1936.

Arnaldo Fragoso foi o gravador que mais cunhos abriu para a impressão tipográfica de estampilhas postais portuguesas:

Desenhor e Gravura; selo de $15, representando a cela de Santo António, da emissão de 1931, comemorativa do 7º Centenário da morte do mesmo Santo;

Emissão de 1935, Infante D. Henrique, com duas taxas;

Emissão de 1931; Lusíadas, com 18 taxas, só gravura;

Emissão de 1931; comemorativa do 5º centenário da morte de D. Nuno Álvares Pereira, com 6 valores;

Emissão de 1934, com efígie do Senhor Presidente da República (General Carmona). Teve uma só taxa. Ainda desta vez Arnaldo Fragoso adiptou o processo de, pela fotografia original, fazer um desenho adequado à execução da gravura.

Emissão de 1934; comemorativa da 1ª Exposição Colonial Portuguesa, com três valores;

Emissão de 1935-1941; Tudo pela Nação, com cinco valores;

Emissão de 1937; comemorativa do 4º centenário da morte de Gil Vicente, com dois valores;

Emissão de 1940; Comemorativa do 1º Centenário do Selo Postal, com oito taxas;

Emissão de 1841, Costumes portugueses (1ª série). Dos dez selos diferentes de que se compunha esta emissão, Arnaldo Fragoso gravou três; os das taxas de $80 (Madeira); 1$00 (Viana do Castelo) e 1$75 (Ribatejo);

Emissão de 1944; Comemorativa da 3ª Exposição Filatélica Portuguesa, com quatro taxas;

Emissão de 1936; Encomendas Postais, com oito taxas;

Emissão «Ceres» (fundo tracejado) para as nossas Colónias: Angola, 1932; Guiné, 1933; Cabo Verde, 1934; São Tomé e Príncipe, 1934;

Emissão de 1933; República (Padrões) para as Colónias da Índia, Macau e Timor;

Emissão de 1940; Companhia de Moçambique, comemorativa do 8º Centenário da Fundação da Nacionalidade. Com uma só taxa;

Emissão de 1949; Motivos indígenas da Colónia de Angola. Dos sete selos diferentes de que se compunha esta emissão, são de Arnaldo Fragoso os das taxas de $50 (vista da Cidade de Luanda) e 3$50 (Moçâmedes)

Emissão de 1948-1949; Motivos indígenas de Moçambique. Tem vinte taxas e dez desenhos fiferentes, dos quais três são assinados por Arnaldo Fragoso: $50 e $80 (Lourenço Marques, trecho da praça 7 de Março); 1$00 e 5$00 (Baixa Zambézia, colheita num palmar); 2$50 e 10$00 (Lourenço Marques, vista parcial).

Embora lutando, nalguns casos, com a impropriedade dos desenhos para a reprodução em gravura tipográfica, Arnaldo Fragoso realizou em todas as emissões acima apontadas um trabalho consciencioso e prefeito, marcando com inexcedível aprumo profissional um lugar de merecido destaque.

Antes de Arnaldo Fragoso encerrar a sua carreira oficial, quis o Governo dar público testemunho de apreço pela obra que o primoroso artista realizou na Casa da Moeda, e conferiu-lhe, em 14 de Novembro de 1936, o Grau de Oficial da Ordem do Mérito Agrícola e Industrial.

Fonte: “Velhos Papéis do Correio”, (de Godofredo Ferreira, Editado pelos CTT, Edição de 1949)

“Os Centenários”

 

O Médico Decq Mota, “pai dos pobres”, se fosse vivo faria hoje 100 anos de vida.

 

Decq MotaLuís Carlos DECQ MOTA, Médico e Político, nasceu em Ponta Delgada, a 16-06-1917, e faleceu na Horta (Açores), a 26-11-2011. Era filho de Alfredo de Sousa Mota, Comissário da Marinha Mercante, natural de Coimbra, e de Marie Josephine Decq Mota, Professora de Língua e Literatura Francesa, natural de Bruges (Bélgica).

Depois de concluir a Instrução Primária com distinção, matriculou-se no Liceu Antero de Quental de Ponta Delgada em 1928, terminando o Curso Complementar de Ciências em 1935.

Em 1936 matriculou-se na Universidade de Coimbra onde fez, primeiro na Faculdade de Ciências os Preparatórios Médicos e depois na Faculdade de Medicina, a Licenciatura em Medicina e Cirurgia, com a classificação de 15 valores.

Fez Cursos de Pós-Graduação de Medicina Sanitária, actual Saúde Pública, com a classificação de 16 valores, e também o Curso de Fisiologia Social na mesma Faculdade, tendo frequentado o Curso de Ciências Pedagógicas, que não chegou a concluir. Durante um ano foi Assistente Voluntário da cadeia de Clínica de Doenças Infecto-Contagiosas. Regressou aos Açores em 1944, tendo começado a exercer Clínica no Serviço de Medicina do Hospital da Misericórdia de Ponta Delgada.

Em Setembro de 1944 foi mobilizado e graduado no posto de Aspirante Médico, tendo sido colocado na Repartição do Serviço de Saúde do Comando Militar dos Açores, desempenhando as funções de Adjunto para a Higiene e Epidemiologia do Serviço de Saúde. Depois de graduado no posto de Alferes dirigiu o Centro de Infecto-contagiosas do Hospital Militar Temporário nº 1 e prestou serviço de Médico no Grupo de Artilharia de Guarnição e no Batalhão de Infantaria nº 18 de Ponta Delgada

Durante esse período foi contratado para Médico da Casa dos Pescadores de Ponta Delgada. Foi desmobilizado e passou à disponibilidade em Agosto de 1949, tendo durante o tempo em que prestou serviço militar, obtido diversos louvores, quer dos Comandantes quer dos Chefes do Serviço de Saúde, todos eles publicados na Ordem do Quartel General do Comando Militar dos Açores.

Em 1949 fixou residência na cidade da Horta onde passou a exercer clínica privada. Foi igualmente nesse ano colocado, por transferência, na Casa dos Pescadores da Horta, bem como assumiu as funções de Médico Civil da Estação Rádio Naval da Horta da Marinha de Guerra. Em 1950 iniciou o exercício de funções como Assistente de Cirurgia no Hospital da Misericórdia da Horta.

Em 1955/56 frequentou, no Instituto de Oncologia em Lisboa, um estágio de Anestesiologia após o que assumiu, no Hospital da Misericórdia da Horta, o cargo de Director de Serviço de Anestesia e Reanimação.

Nos anos sessenta e por concurso público foi nomeado Médico dos Serviços Clínicos da Previdência Social. Quando o Hospital da Santa Casa da Misericórdia da Horta passou, como Hospital Distrital, para o âmbito dos Hospitais Civis, foi Director do Serviço de Anestesia e Reanimação, Presidente da Comissão Instaladora e Director Clínico, cargo este que desempenhou até à sua passagem à reforma, em 1987.

No âmbito da actividade cívica e política foi membro da Comissão Executiva da Junta Geral do Distrito da Horta nos anos 60. A partir de 1976 e até 1998, ano em que resignou por razões de saúde, foi Vogal da Assembleia Municipal da Horta.

Fez parte do núcleo de cidadãos que implantou o Partido Socialista na Ilha do Faial após o 25 de Abril, tendo a partir de 1979 tomado a opção de apoiar e integrar as listas da CDU.

Filiou-se no PCP em 1981, tendo participado, com intensidade e durante muitos anos, nas actividades e ação política do PCP Açores e da CDU.

Teve, no plano social, um papel activo na sociedade faialense, integrando os corpos sociais de diversas colectividades. De entre outros, exerceu o cargo de Presidente da Direção do Fayal Sport Club no ano de 1953 e o cargo de Presidente da Direcção da Sociedade Amor da Pátria nos anos de 1956, 1957 e 1958. Nos finais dos anos sessenta foi-lhe atribuída a Medalha de Bons Serviços, pela Junta Central das Casas dos Pescadores.

Durante cerca de 30 anos foi Agente Consular e Vice-Cônsul da França, tendo cessado essas funções em 1987. Durante esse período foi condecorado com a “Ordre National du Mérite” no grau de Cavaleiro pelo General De Gaulle e no grau de Oficial por Giscard d’Eistang. Pelo Presidente da República Portuguesa, Dr. Mário Soares, foi-lhe atribuída em 1992, a Ordem de Mérito, Grau de Comendador, pelo papel desempenhado ao longo de toda a sua vida na assistência médica às populações das Ilhas açorianas. Pelo Chefe do Estado-Maior da Armada foi-lhe atribuída, em 1993, a Medalha da Cruz Naval de 2ª Classe, pelos serviços prestados à Marinha durante mais de 40 anos. Pelos Órgãos de Governo Próprio da Região Autónoma dos Açores foi-lhe atribuída, em 2007, a Insígnia Autonómica de Mérito, classe de Mérito Profissional.

Foi ainda alvo de homenagens, após 1997, da parte da Câmara Municipal da Horta, Assembleia Municipal da Horta, Assembleias de Freguesia das Angústias, Capelo e Feteira e também da parte de grupos de cidadãos da generalidade das freguesias do Faial. Foi também alvo de homenagens promovidas por coleCtividades, pela Organização Regional do PCP e pela CDU/Faial.

Fonte: “Junta de Freguesia da Feteira (Horta).

Fonte: “Partido Socialista – Açores (Grupo Parlamentar)