“LISBOA E OS SEUS JARDINS”

Sabe onde fica o Jardim do Arco Cego?

 

 

Jardim do Arco CegoO Jardim do Arco Cego, localizado no espaço compreendido entre as Avenidas Duque de Ávila, Defensores de Chaves, João Crisóstomo e Rua Dona Filipa de Vilhena, na Freguesia das Avenidas Novas, foi implementado no espaço, onde antes, tinha existido a Estação dos Eléctricos da Carris e, mais tarde, o Terminal Rodoviário que, entretanto foi transferido para a Praça Marechal Humberto Delgado, em Sete Rios.

Cassiano Branco, Arquitecto Modernista Português, autor de obras como: o Edén Teatro (Lisboa); o Hotel Vitória (Lisboa), o Portugal dos Pequeninos (Coimbra), ou o Coliseu do Porto), entre muitas outras. Deixamos aqui esta homenagem no dia em passam 120 anos sobre o seu nascimento.

 

 

Cassiano BrancoCASSIANO Viriato BRANCO, Arquitecto, natural de Lisboa, nasceu a 13-08-1897 e faleceu a 24-04-1970. Era filho de Maria de Assumpção Viriato e de Cassiano José Branco, um pequeno industrial de Alcácer do Sal. Frequentou a Escola Primária que existia entre a Calçada da Glória e as Escadinhs do Duque, onde conheceu um futuro Engenheiro e colaborador de muitas obras, Ávila Amaral. Estudou na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (ESBAL), onde se diplomou em 1932.

Arquitecto importante no contexto do modernismo elaborou numerosos projectos para edifícios de habitação em Lisboa. Insurgiu-se contra a arquitectura tradicionalista do Estado Novo, se bem que ele próprio, em determinadas circunstâncias, tenha projectado de acordo com o estilo oficial (português suave ou Dom João V) tal como aconteceu no projecto do arranha-céus da Praça de Londres. Contudo, neste edifício, as varandas são demasiado largas e protuberantes e as chaminés desproporcionadas em relação à escala do edifício, o que denota um tom subversivo e uma sátira à arquitectura do Estado Novo.

Contam-se entre os seus projectos: “Café Cristal” (Lisboa, 1940-1941), “Ourivesaria Sarmento” (Lisboa, 1951), “Café Londres” (Lisboa, 1951), “Éden Teatro” (Lisboa, hoje alterado para edifício de escritórios), “Hotel Vitória” (Lisboa, 1934), “Portugal dos Pequeninos” (Coimbra, 1937-1944), “Hotel do Luso” (1938), “Coliseu do Porto” (1939), com Júlio José de Brito e Mário Augusto Ferreira de Abreu, “acessos à secção colonial da Exposição do Mundo Português” (Lisboa, 1940), “Cinema Império” (Lisboa, 1948), transformado durante a construção e hoje completamente alterado, “Proposta para uma ponte sobre o Tejo” (1958), “Plano e urbanização para a Costa da Caparica” (1930), “Plano de urbanização da Cidade do Filme” (Cascais 1930), e “Plano de urbanização da Cidadela de Cascais” (1933).

Em 1958, apoiou a candidatura do General Humberto Delgado à Presidência da República, tendo então sido detido pela PIDE.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de Marvila, Edital de 10-08-1978); Maia; Porto; Sesimbra (Freguesia da Quinta do Conde).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 102).

“LISBOA E OS SEUS JARDINS”

Sabe onde fica o Jardim Amélia Carvalheira?

 

Jardim Amélia CavalheiraEste pequeno Jardim de residência, também conhecido como Jardim da Avenida Marquês de Tomar, por se encontrar nesta mesma Avenida, junto à Igreja de Nossa Senhora de Fátima, na Freguesia das Avenidas Novas (ex-Freguesia de Nossa Senhora de Fátima).

O nome da Escultora Amélia Carvalheira foi atribuído através do Edital de 23-09-2004.

 

Maria AMÉLIA CARVALHEIRA da Silva, Escultora, nasceu em Gondarém (Vila Nova de Cerveira), a 05-09-1904, e faleceu em Lisboa, a 31-12-1998. Filha de José António Silva e de Perpétua Maria de Jesus Costa Carvalheira.

Até 1950 assinou as suas obras com o pseudónimo Quinha. Com a estátua São João de Deus recebeu, em 1949, o Prémio Manuel Pereira.

Fez exposições individuais em 1949 e 1985. Participou na I Bienal de São Paulo, na exposição comemorativa de São Francisco Xavier realizada em Goa, em 1952, e noutras que tiveram lugar no Brasil e em Moçambique. Dedicada sobretudo à escultura religiosa, são plenas de singeleza e graças as suas interpretações de Nossa Senhora de Fátima, como a que se encontra no Seminário da Torre, em Soutelo (Vila Verde).

É no entanto em Fátima que o seu trabalho e o seu talento atingem uma maior notoriedade e visibilidade, sobretudo nas seis estátuas na Colunata de Fátima, sendo elas “Santa Teresa de Ávila”, “São João da Cruz”, “São Simão Stock”, “Santo Afonso Maria de Legória”, “Santo Inácio de Loyola” e “São Francisco de Sales”, em mármore e com cerca de dois metros e meio de altura, além de diversas outras na Capela do Verbo Divino e nos Valinhos, em Fátima, e da estátua do beato Nunes na fachada da Igreja de Santo Condestável, em Lisboa.

Em Linhó (Sintra), na Casa das Irmãs Doroteias podemos encontrar um “São José e o Menino” em mármore, com metro e meio de altura, existem trabalhos seus noutros locais, como: Pinheiro da Cruz, na Colónia Penal, em Coimbra, em Faro, no Porto, etc. Na via pública de Gondarém, terra que a viu nascer, podemos observar um “Cruzeiro” e uma “Nossa Senhora das Três Ave-Marias”, ambas em bronze e um baixo-relevo denominado “Os Emigrantes”. Ainda em Gondarém, mas na capela, um “Presépio” miniatura e uma “Via-Sacra”. A marcar a sua residência ficou um “São José”, em pedra.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de ex-Nossa Senhora de Fátima, actual Freguesia das Avenidas Novas, Edital de 23-09-2004), Vila Nova de Cerveira (Freguesia de Gondarém).

Fonte: “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 28, Pág. 827)

Fonte: “Quem É Quem”, (Portugueses Célebres, Círculo de Leitores, 2008, Pág. 129 e 130).

Miguel Torga, o grande Escritor Português, se fosse vivo, faria hoje 110 anos de idade. A melhor homenagem que se pode prestar é ler ou reler as suas obras.

 

 

Miguel TorgaMIGUEL TORGA (Pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha), Médico e Escritor, nasceu na Freguesia de São Martinho de Antas (Sabrosa), a  12-08-1907,e faleceu em Coimbra, a 17-01-1995. Era filho de Francisco Correia Rocha e de Maria da Conceição de Barros. Poeta, ensaísta, dramaturgo, romancista e contista. Cultivou a escrita autobiográfica num extenso Diário (escrito entre 1932 e 1994) e nos seis Dias de A Criação do Mundo (publicados em 1937, 1938, 1939, 1974 e 1981).

Após uma fugaz passagem pelo Seminário de Lamego emigrou para o Brasil, em 1920. Tendo regressado a Portugal em 1925, em 1933 concluiu o curso na Faculdade de Medicina de Coimbra. Cursa em 1938, com 31 anos, a especialidade de Otorrinolaringologista, com Ferreira da Costa.

Estabelecido em Leiria, publica a denúncia dos horrores presenciados na Europa das Ditaduras em O Quarto Dia. O volume é logo apreendido (1939) e o autor detido pela PIDE, sob uma vaga acusação de comunismo que incluía a suspeita de recepção de dinheiro de Moscovo para a compra de instrumental cirúrgico. Transferido para o Limoeiro e para o Aljube de Lisboa e libertado, sem julgamento, poucos meses depois, publicou o célebre Bichos (1940), livro que integra contos parcelarmente concebidos na cadeia.

Estabelece-se em Coimbra, onde se radicou como clínico. Os magistrais Contos da Montanha, que o autor deu a lume um ano antes da saída das narrativas que conformam Rua (1942), interpretados pelos órgãos de repressão cultural como denúncia local das penosas condições de vida do nordeste, foram igualmente apreendidos em Coimbra, o Médico tinha aberto o consultório que viria a ser centro de conspiração contra o regime no Largo da Portagem, por ordem do censor Salvação Barreto. O Escritor iludiu a proibição enviando um maço de provas tipográficas para o Rio de Janeiro, de modo que o livro regressou ao País e circulou clandestinamente até 1969. O Poema dramático Sinfonia (1947), publicado após os dramas naturalistas Terra Firme e Mar (1941) e a parábola dramática O Paraíso (1949), sofreu idêntica punição.

A esposa, a lusista belga Andrée Crabbé Rocha, com quem casara civilmente em 1940, foi expulsa, devido às suas atitudes democráticas, da Faculdade de Letras de Lisboa, onde era Assistente, em Junho de 1947. O Médico, por sua vez, era demitido, sem qualquer justificação, do Serviço de Saúde da Casa dos Pescadores da Figueira da Foz.

As dificuldades financeiras, contudo, não vergaram a exemplar combatividade do autor: entre 1943 e 1950, publicou várias colectâneas poéticas (Lamentação, 1943; Libertação, 1944, Odes, 1946, Nihil Sibi, 1948). Em 1950, foi levantada ao escritor a probição de saída do País, reiniciando assim as suas viagens a Espanha e a outros países da Europa, coroadas pelo regresso ao Brasil da sua meninice em 1954 (data da aparição da colectânea poética Penas do Purgatório).

Em 1960, foi proposto pela Universidade de Montpellier para Nobel da Literatura. Novamente candidato ao Nobel em 1978, foi objecto, nesta data, de uma homenagem nacional, comemoração do cinquentenário da sua estreia nas letras.

Colaborador da Presença, desligou-se deste movimento para com outros fundar as revistas “Sinal”, em 1930 e “Manisfesto”, em 1936-1938. Isolou-se depois de correntes  e de grupos para percorrer caminho autónomo.

Poeta, estreou-se com “Ansiedade”, em 1928, “Rampa”, em 1930, e “Tributo”, em 1931. Impôs o seu nome a partir de “O Outro Livro de Job”, em 1936 e atingiria o seu apogeu em “Poemas Ibéricos”, em 1952, “Orfeu Rebelde”, em 1958, Ficcionista, estreou-se com “Pão Ázimo”, em 1931, e “A Terceira Voz”, em 1934. A sua colectânea “Bichos”, de 1940, constitui um marco miliário do conto em Portugal. Outros livros a mencionar: “Contos da Montanha”, em 1941, “Novos Contos da Montanha”, em 1944, o romance “Vindina”, em 1945, e “Pedras Lavradas”, de 1951. O teatro inspirou-lhe “Terra Firme”, em 1941, e “Mar” (as duas peças foram posteriormente refundidas), “Sinfonia”, em 1947, e “O Paraíso”, em 1949. Em 1937 iniciou a série “A Criação do Mundo”, que em 1981, com “O Sexto Dia da Em 1937 iniciou a série “A Criação do Mundo”, que em 1981, com “O Sexto Dia da Criação do Mundo”, atingia cinco volumes: ciclo cósmico de carácter autobiográfico.  Em 1937 iniciou a série “A Criação do Mundo”, que em 1981, com “O Sexto Dia da Criação do Mundo”, atingia cinco volumes: ciclo cósmico de carácter autobiográfico. Em 1941 deu a lume o primeiro volume do “Diário”, cuja série abrangia catorze volumes em 1987; é neste ciclo autobiográfico, expresso em prosa e verso, que a poesia de Torga atinge a sua plenitude. Filho de camponeses e ex-seminarista, afloram a sua obra as telúricas (refletidas até na escolha do pseudónimo) e os motivos de ordem bíblica que lhe povoam o imaginário. Entre outros galardões literários, conta o Prémio Montaigne da Fundação Alemã F.V.S., o Prémio Camões, com que foi distinguido em 1989, o Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores. Foi designado Personalidade do Ano de 1991 pela Associação de Imprensa Estrangeira em Portugal e é-lhe outorgado o Prémio de Literatura Écureuil, do Salão do Livro de Bordéus. Obras principais: Poesia: Ansiedade, (1928); Rampa, (1930); Tributo, (1931); Abismo, (1932); O Outro Livro de Job, (1936); Lamentação, (1943); Libertação, (1944); Odes, (1946); Nihil Sibi, (1948); Cântico do Homem, (1950); Alguns Poemas Ibéricos, (1952); Penas do Purgatório, (1954); Orfeu Rebelde, (1954); Câmara Ardente, (1962); Poemas Ibéricos, (1965); Antologia Poética, (organizada pelo autor, 1981). Teatro: Terra Firme e Mar, (1941, editadas conjuntamente e, mais tarde, separadamente, refundidas, respectivamente, em 1957 e 1958); Sinfonia, (1947); O Paraíso, (1949). Ficção e Crónica: Pão Ázimo, (1931); A Terceira Voz, (1934, é o primeiro livro em que o pseudónimo Miguel Torga substitui o nome próprio até então usado, Adolfo Rocha); Bichos, (contos, 1940); Contos da Montanha, (1941); Um Reino Maravilhoso: Trás-os-Montes, (1941); Rua, (1942); O Senhor Ventura, (novela, 1943); O Porto, (1944); Novos Contos da Montanha, (1944); Vindima, (romance, 1945); Portugal, (1950); Pedras Lavradas, (contos, 1951); Traço de União, (1955); Fogo Preso, (1976). Memorialismo: A Criação do Mundo: Os Dois Primeiros Dias, (1937); O Terceiro Dia, (1938); O Quarto Dia, (1939); O Quinto Dia, (1974); O Sexto Dia, (1981); Diário, (poesia e prosa, 16 volumes, 1941-1993).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Abrantes; Albufeira; Aljustrel; Almada (Freguesia da Costa de Caparica); Amadora; Amarante; Aveiro (Cidade de Aveiro e Freguesias de Eixo e São Jacinto); Avis (Freguesia de Benavila); Barreiro; Beja; Belmonte (Freguesia de Caria); Benavente (Freguesia de Samora Correia); Borba; Braga; Bragança; Cascais (Freguesias de Alcabideche, Cascais, Estoril, Parede e São Domingos de Rana); Castelo Branco; Castro Verde; Celorico da Beira; Chaves; Coimbra (Cidade de Coimbra e Freguesias de Ameal e Brasfemes); Coruche; Évora; Fafe (Cidade de Fafe e Freguesia de Regadas); Faro; Fronteira; Gondomar (Freguesias de Baguim do Monte, Gondomar, Rio Tinto e Valbom); Gouveia; Grândola; Guarda; Guimarães; Lagoa (Freguesia do Parchal); Lagos (Freguesia de Santa Maria); Leiria; Lisboa (Freguesia de Campolide); Loulé; Loures (Freguesias de Bobadela, Lousa, Santo António dos Cavaleiros, São João da Talha, São Julião do Tojal e Unhos); Lousã; Macedo de Cavaleiros; Maia; Mangualde (Freguesia de Mesquitela); Marvão (Freguesia de Beirã); Matosinhos; Mira; Miranda do Corvo (Freguesia de Vila Nova); Mirandela; Moimenta da Beira; Moita (Freguesias de Alhos Vedros, Moita e Vale da Amoreira); Montalegre; Montijo; Odivelas (Freguesias de Famões e Odivelas); Oeiras (Freguesia de Barcarena); Olhão; Ovar; Palmela (Freguesias de Palmela, Pinhal Novo e Quinta do Anjo); Peniche; Pinhel; Ponte de Sôr (Freguesias de Foros de Arrão e Ponte de Sôr); Portimão; Porto; Sabrosa (Freguesia de São Martinho de Antas); Salvaterra de Magos; Santa Maria da Feira (Freguesia de Fiães); Santarém; Santo Tirso (Freguesia de Aves); São João da Pesqueira; Seixal (Freguesias de Corroios e Seixal); Sesimbra; Setúbal; Sintra (Vila de Sintra, Cidade de Agualva-Cacém e Freguesias de Algueirão-Mem Martins, Queluz e Rio de Mouro); Torres Vedras; Trofa; Vagos; Valongo (Fregueisa de Ermesinde); Valpaços; Vendas Novas; Vila Franca de Xira (Freguesias de Alverca do Ribatejo, Póvoa de Santa Iria, Vialonga e Vila Franca de Xira); Vila Nova da Barquinha; Vila Nova de Famalicão; Vila Nova de Gaia (Cidade de Gaia e Freguesia de Arcozelo); Vila Pouca de Aguiar; Vila Real; Vila Verde (Freguesia de Barbudo); Viseu.

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. IV, Publicações Europa América)

Fonte: “Médicos Nossos Conhecidos, de Ana Barradas e Manuela Soares, Editor: Mendifar, 2001, Pág. 133 e 134”

Fonte: “Dicionário do 25 de Abril”; (Verde Fauna, Rubra Flor, de John Andrade, Editora Nova Arrancada, Sociedade Editora, S.A.. 1ª Edição, Setembro de 2002, Pág. 408).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 513).

Fonte: “Vultos na Toponímia de Lagos”, (de Silvestre Ferro, Edição da Câmara Municipal de Lagos, 2ª Edição, 2007, Pág. 431 e 432)

“LISBOA E OS SEUS JARDINS”

Sabe onde fica o Jardim Amália Rodrigues?

 

 

Jardim Amália RodriguesO Jardim Amália Rodrigues, inaugurado em 1996 com a designação de Alto do Parque, passou a ser designado, em 2000, por Jardim Amália Rodrigues, para homenagear a Fadista. Está localizado a Norte do Parque Eduardo VII, numa área central e das mais altas da Cidade de Lisboa, possuindo portanto magíficas vistas.

O seu relevo e desenho dão-lhe grande diversidade de ambientes. Possui um grande Anfiteatro virado para o vale da Avenida da Liberdade e um lago circular, junto do qual se localiza um bar com esplanada. No ponto mais alto do Jardim existe um Restaurante. Este Jardim faz arte do Corredor Verde, que une o Parque Eduardo VII a Monsanto.

No Jardim Amália Rodrigues destacam-se ainda duas esculturas: “Maternidade”, da autoria do Escultor Colombiano Fernando Botero, escolhida pelos lisboetas e turistas aquando de uma exposição de obras suas no Terreiro do Paço. E “O Segredo”, da autoria do Escultor Português António Lagoa Henriques.

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa”

Herlânder Peyroteo, um dos “Pioneiros” da Televisão em Portugal, se fosse vivo, faria hoje 88 anos de idade.

 

 

Herlânder PeyroteoHERLÂNDER de Seixas de Vasconcelos PEYROTEO, Realizador, nasceu em Moçâmedes (Angola), a 11-08-1929, e faleceu em Lisboa, a 18-04-2002. Realizador de Televisão português. Era sobrinho de Fernando Peyroteo, que fazia parte dos “Cinco Violinos”, e meio sobrinho da Actriz Berta de Bívar. Quando vivia na ex-Colónia portuguesa começou a dedicar-se ao Teatro Amador, o que se manteve na sua juventude, altura em que veio viver para Portugal.

Acabou por se formar em Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, mas também frequentou o Conservatório Nacional.

Nos anos 50, fundou o Teatro Universitário de Lisboa juntamente com Fernando Amaro, o criador da Casa da Comédia, a quem tinha sido recomendado por Almada Negreiros.Mais tarde, viria a fundar, com o Produtor Cunha Telles, o Estúdio Universitário de Cinema Experimental.

Herlânder Peyroteo foi um dos fundadores da Radiotelevisão Portuguesa, depois de ter feito um estágio na BBC de Londres, de onde regressou já com um contrato provisório assinado com a estação pública de Portugal. Na Televisão portuguesa, que arrancou com as emissões em 1957, destacou-se como Realizador, tendo sido um dos mais conhecidos do País nesta área.

A sua especialidade era os teledramáticos, uma especie de Teatro Televisivo. Realizou perto de cem programas deste género, muitos deles em as “Noites de Teatro”, que eram gravadas em directo nos tempos iniciais da Televisão estatal.

Um dos melhores trabalhos de Herlânder Peyoteu, foi feito em 1961, quando realizou a peça teatral “Pedro o Cru”, de António Patrício. O seu trabalho foi bastante elogiado, especialmente a nível de planificação técnica e de direcção de pessoal, já que lidou com cerca de 150 figurantes e intérpretes num espaço relativamente pequeno.

Herlânder Peyroteo conquistou, em 1962, o Prémio da Imprensa pelo seu trabalho de realização na Televisão. Em 1970, fez mais um excelente trabalho televisivo com “A Castro”, que foi considerada a peça do ano na Televisão. Tratava-se de um teledramático com a participação do Actor Ruy de Carvalho. Neste ano, conquistou o Prémio Fernando Frazão.

Em 1977, foi nomeado responsável pelo sector de produção e realização do 1º Canal da RTP, mas a nomeação não foi aceite pelo Administrador Raul Junqueiro que alegou não ter tido conhecimento dessa decisão.

De qualquer forma, no ano seguinte, acabou por ficar a liderar o Departamento de Realização da RTP, isto no ano em que realizaou “Os Putos”, baseado na obra com o mesmo nome do Escritor Altino do Tojal. Foi considerado um dos melhores trabalhos de teleteatro da Televisão portuguesa.

Herlânder Peyroteo também realizou alguns filmes para Cinema, com destaque para “Um Campista em Apuros”, em 1967, com Florbela Queirós, Manuel Cavaco e Nicolau Breyner. A estreia tinha ocorrido em 1961 com “O Velho e a Moça”.

Herlânder Peyroteo, esteve na Rádio Televisão Portuguesa até 1997, data em que se reformou.

Fonte: “Infopédia – Dcionários Porto Editora”

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 418).

“LISBOA E OS SEUS JARDINS”

Sabe onde fica o Jardim do Torel?

 

Jardim do TorelO Jardim do Torel, fica na Rua Júlio de Andrade, na Freguesia de Santo António (ex-Freguesia de São José). Originário de uma quinta do início do Século XVIII, deve o seu nome ao Desembargador Cunha Thorel, o mais rico proprietário da zona.

Em Janeiro de 1928 o terreno do Palácio foi cedido à Câmara Munciipal de Lisboa que aí construiu o Jardim e o Miradouro, do qual se observa uma deslumbrante vista da parte Ocidental de Lisboa.

O espaço envolvente a este Jardim é rico em numerosos exemplares de moradias nobres dos Séculos XVIIIe XIX.

Em 2008 o Jardim do Torel foi alvo de uma intervenção de requalificação e restauro. A obra incluiu a instalação de um novo sistema de iluminação pública, composto port iluminação de presença e decorativa, possibilitando que de outros locais da Cidade, o Jardim do Torel seja mais um ponto de interesse panorâmico na noite de Lisboa.

Deste Miradouro disfruta-se de uma vista desafogada sobre o vale da Avenida da Liberdade e a colina de São Roque, onde se destaca o Jardim de São Pedro de Alcântara, os sucessivos patamares da Calçada de Santana e, de um modo geral, a zona Ocidental de Lisboa.

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa”

“Reinaldo Ferreira, o famoso “Repóter X”, faz hoje 120 que nasceu”

 

 

Reinaldo FerreiraREINALDO FERREIRA, Jornalista, Escritor e Cineasta, natural de Lisboa, nasceu a 10-08-1897 e faleceu a 04-10-1935. Jornalista, novelista e realizador de cinema. Aos 17 anos de idade entrou para o jornal “A Capital”, onde criou a primeira secção de cinema da imprensa portuguesa. Atingiu tal êxito que rapidamente se dedicou à grande reportagem, tornando-se no famoso “Repórter X”. Expatriado, vive e trabalha em França, na Bélgica e em Espanha, aí continuou a sua actividade em vários jornais, dedicando-se também à realização de filmes. Simboliza o grande repórter pela ousadia dos seus trabalhos e pelo estilo, simultaneamente meticuloso e autobiográfico, crente de que o primeiro protagonista da notícia é sempre quem a escreve. No “X” toda a gente acreditava. Jornalista desde os 12 anos, fundou três jornais, cujos títulos eram variações do seu pseudónimo. A maior figura da imprensa nos anos 20, Reinaldo Ferreira chegou à glória com as investigações do Caso Angola e Metrópole ou com a viagem á “Rússia dos Sovietes”, trabalhando para a ABC. A sua versão do 28 de Maio condenou-o, no entanto, ao ostracismo. Fotógrafo experimentado, realizou três filmes, sendo dois destes clássicos do cinema português: “O Groom do Ritz e “O Táxi 1297”. Como escritor, o seu maior sucesso foi “O Homem que mudou de cor” (1935). Sobre o uso da morfina, prática corrente na sua vida, publicou um livro de memórias.

Outras obras: Homens do Dia e Mulheres da Noite, (1926); Cinco Mil Francos por Mês, (1926); Amor sem Amor, (novelas, 1929); Memórias Extraordinárias do Major Calafaia, (1945); Memórias de Um Ex-Morfinómano, (1956).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de São João de Brito, Edital de 13-12-1963, era um troço da Estrada da Portela); Seixal (Freguesia de Corroios).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. III, Publicações Europa América)

Fonte: “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 11, Pág. 179 e 180)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 217).

“LISBOA E OS SEUS JARDINS”

Sabe onde fica o Jardim Teófilo Braga?

 

Jardim Teófilo BragaO Jardim Teófilo Braga, mais conhecido por Jardim da Parada, também já se designou por Jardim de Campo de Ourique, fica entre as Ruas Almeida e Sousa, Infantaria 16, Tomás da Anunciação e 4 de Infantaria.

O Jardim Teófilo Braga, ficou conhecido por Jardim da Parada, por ser aí que se realizavam as Paradas do Quartel. A sua construção foi iniciada já depois do Bairro de Campo de Ourique se encontrar parcialmente urbanizado.

Em 1920 foi inaugurada a Estátua de Maria da Fonte, da uatoria do Escultor Costa Mota (Tio), aí colocada pela Câmara Municipal de Lisboa.

O Jardim dispõe de um património vegetal interessante, nomeadamente quatro árvores classificadas, dois metrosideros, uma sequoia e um cipreste-dos-pântanos, e de equipamento adequado ao seu estatuto de Jardim de Bairro. Tem Parque Infantil, Quiosque com Esplanada; Coreto e Instalações Sanitárias.

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa”

João Baptista Sassetti, fundador da conhecida Casa Sassetti, nasceu faz hoje 200 anos.

 

Casa SassettiJOÃO BAPTISTA SASSETTI, Editor e Músico, nasceu na Freguesia de São Martinho (Sintra), a 09-08-1817, e faleceu em Lisboa, a 03-10-1889. Era filho de Vítor Domingos Sassetti, nascido em Bussoleno (Itália) mas falecido em Sintra, e de Ana Violante Ribeiro, natural de São Martinho (Sintra).

João Baptista Sassetti, foi o fundador da importante Casa Editora de Músicas com o seu apelido. Estudou Música no Seminário Patriarcal, e tornou-se excelente Pianista, tendo por Mestre Frei José Marques.

Activo e empreendedor, entendeu-se com um capitalista que lhe forneceu os meios de estabelecer uma Casa para venda de Pianos e Músicas.

Em princípios de Janeiro de 1848, estabeleceu, em Lisboa, uma Casa para Venda de Pianos e Música, tornando-se, mais tarde, numa das primeiras Casas Editoras de Música do País.

A Casa prosperou, e Sassetti foi progressivamente alargando o seu comércio, tornando-se também Editor. Estabeleceu uma oficina de gravura, pelo processo de calcografia, e fez publicar grande quantidade de obras em todos os géneros, especialmente para piano e para canto.

As edições impressas na Casa Sassetti são tão perfeitas e nítidas, absolutamente idênticas às melhores que no seu tempo vinham do estrangeiro. Graças a essa vantagem, e também à concorrência que faziam os Editores Figueiredo e Lence, cujas publicações eram litografadas, o comércio da Música entre nós viveu e prosperou quase independente da indústria estrangeira.

Sassetti ou Casa Sassetti era a designação pela qual era conhecida a empresa Sassetti & Cª (posteriormente Sassetti – Sociedade Portuguesa de Música e Som, SARL. Começou por estar sediada na Rua do Carmo, em Lisboa, onde permaneceu cerca de 100 anos.

Nos 50 anos do Século XX instalou-se na Avenida Visconde de Valmor e na Rua Nova do Almada, sucessivamente, tendo, nos anos 80, Lojas na Rua Castilho e no Centro Comercial das Amoreiras. Manteve a estrutura de empresa familiar até 1969-1970, altura em que integrou uma Sociedade Comercial.

Começou por ser uma Loja de Instrumentos Musicais (sobretudo pianos) nacionais e importados. Nos anos 50 do Século XIX, investiu na edição de música impressa, constituindo então a principal actividade e razão de reconhecimento social da Empresa.

Destacou-se pela vasta produção de partituras para piano e canto, de música erudita de Compositores Portugueses, de obras de carácter pedagógico e de música ligeira.

No início do Século XX era representante em Portugal da Editora italiana Ricordi, servindo de intermediário no aluguer de partituras de ópera para o Teatro Nacional de São Carlos, actividade que assegurava a viabilidade económica da Empresa.

Em meados do Século XX na Empresa funcionava uma escola denominada Viveiro Musical, cujo respons´+avel e Professor era Gonçalves Simões.

Em 1970  SST foi adquirida pela editora discográfica Guilda de Música, fundada em 1968, tendo como disco de estreia As Barcas Novas com música de Fernando Lopes raça sobre versos de Fiama Hasse Pais Brandão.

Em 1972, estas empresas juntaram-se às Organizações Zip-Zip, tendo-se fundido em Sociedade em Agosto de 1973, com a designação Sassetti – Sociedade Portuguesa d Música e Som, SARL.

Sob ESTa configuração a maior parte do investimento da empresa passou a centrar-se na edição e venda de fonogramas. Mantiveram-se, no entanto, as edições de livros de pedagogia musical.

Em Março de 1975, a Empresa passou a um regime de autogestão, tendo aprodução discográfica diminuido significativamente.

Em 1990, a direcção da SST foi retomada pelos proprietários e, em 1984, cedeu os direitos de parte do repertório editado à empresa editora Strauss.

Fonte: “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 27, Pág. 781)

Fonte: “Dicionário Biográfico de Músicos Portugueses, de Ernesto Vieira, Volume II, Lisboa, 1900, Pág. 283 e 284, Tipografia Mattos Moreira & Pinheiro”

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 4º Volume, P-Z, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, Pág. 1187, 1188 e 1189)