“Pequena História do primeiro Bilhete Postal em Portugal”

 

Cavalo dos CTT (antigo)O 1º Bilhete Postal começou a circular em Portugal a 1 de Janeiro de 1878. A ideia deste tipo de correspondência, foi lançada por Henrique Stephan, Director Geral dos Correios da Alemanha, em 1865, numa Conferência de Administrações de Correios, realizada em Carlsruhe (Alta Silésia – Áustria).

A ideia era vcriar um sistema de correspondência abreviada, mais económica do que a carta. Embora a sugestão, nada contudo se resolveu em definitivo naquela Assembleia.

Quatro anos mais tarde, um jornal de Viena ocupou-se insistentemente da proposta apresentada na reunuão de Carlsruhe, e por tal forma interessou o público que o Director Geral dos Correios Austríacos, Barão de Moly, vencendo algumas resistências, pôs em circulação o primeiro Bilhete Postal, no seu País, em 01 de Dezembro de 1869. Logo no primeiro mês venderam-se 1.400.000 Bilhetes Postais.

Portugal adoptou o novo tipo de correspondência pelo Decreto de 31 de Outubnro de 1877, sibscrito pelo então Ministro das Obras Públicas, Comércio e Indústria, João Gualberto de Barros e Cunha.

Os Bilhetes Postais Portugueses eram de duas taxas: de 15 réis, os destinados a circular no Continente; Ilhas Adjacentes e Espanha; e de 25 réis, os destinados às comunicações com as nossas Colónias e com o estrangeiro.

Fonte: “Velhos Papéis do Correio”, (de Godofredo Ferreira, Edição dos C.T.T., Editado em Março de 1949, Pág. 41 a 47)

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“Quem Foi Quem na Toponímia da Batalha”

Câmara Municipal de BatalhaADELINO Lopes da Cunha MENDES, Jornalista e Escritor, nasceu na Freguesia do Reguengo do Fetal (Batalha), a 28-10-1878 e faleceu em Lisboa, a 26-08-1963. Era filho de João José Gomes Mendes e de Maria Vitória Lopes da Cunha.

Depois de ter feito os Estudos Secundários em Leiria, iniciou a sua carreira de Jornalista em O Século, do qual veio a tornar-se Redactor principal, a partir de 1925.

Publicou numerosos artigos e reportagens em jornais diários (Novidades, República, A Capital, Jornal de Notícias, O Século, etc), tendo participado com convicção e vigor em várias campanhas, destacando-se entre elas a Crise do Douro (1909), o Terramoto de Benavente (1910), a Revolução do 5 de Outubro (1910) e o Advento da República em Espanha.

Ocupou os cargos de Redactor do Diário do Senado e de Arquivista Judicial da Boa Hora. Foi correspondente de guerra em França, em 1917. Foi correspondente de guerra em França, em 1917.

Obras principais: Campanha Dum Repórter, (1908); Terras Malditas, (reportagens sobre o Douro, 1909); O Algarve e Setúbal, (1916); Cartas de Guerra, (Janeiro a Abril de 1917); Ares de Espanha. Política, Figuras e Paisagens, (1930); A Esplêndida Viagem, (crónicas, 1945); «Um panteísta – Afonso Lopes Vieira», (In Memoriam 1878-1946, 1947).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Batalha; Cascais (Freguesia do Estoril).

Fonte: “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 16, Pág. 868)

Fonte: “Parlamentares e Ministros da 1ª Republica, (1910-1926”, (Coordenação de A. H. Oliveira Marques, Edições Afrontamento, Colecção Parlamento, Pág. 301).

Fonte: “Dicionário dos Autores do Distrito de Leiria”, (Coordenação de Acácio de Sousa, Ana Bela Vinagre e Cristina Nobre; Actualização ao Século XX; Edições Magno, Leiria, 2004, Pág. 668, 669 e 670)

Recordamos hoje o Arquitecto Ventura Terra, autor da primeira Creche de Lisboa, dos Liceus Camões, Maria Amália Vaz de Carvalho, todos em Lisboa, e de muitas outras obras emblemáticas, algumas delas galardoadas com o Prémio Valmor.

 

Ventura TerraMiguel VENTURA TERRA, Arquitecto, nasceu na Freguesia de  Seixas (Caminha), a 14-07-1866, e faleceu em Lisboa, a 30-04-1919. Estudou na Academia de Belas-Artes do Porto, partiu como bolseiro para Paris, em 1886, onde estudou com Jules André e Victor Laloux, e se Diplomou Arquitecto de primeira classe pelo Governo Francês.

De regresso a Portugal em 1896, após estudos em Paris, Miguel Ventura Terra foi nomeado Arquitecto de 3.ª Classe da Direção de Edifícios Públicos e Faróis e venceu o concurso de reconstrução da Câmara dos Deputados após o incêndio de 1895, o espaço que hoje identificamos como Assembleia da República, na Rua de São Bento. O hemiciclo de Ventura Terra foi inaugurado em 1903.

Em 1900, idealizou o pedestal para o monumento ao Marechal Saldanha do Escultor Tomás Costa, na Praça Duque de Saldanha , assim como projetou dois pavilhões da representação portuguesa na Exposição de Paris de 1900. No ano seguinte, graças à iniciativa do Coronel Rodrigo António Aboim Ascensão da Associação de Proteção à Primeira Infância (APPI) foi o autor da primeira Creche lisboeta, que incluiu a construção de uma Vacaria, no Largo Museu de Artilharia nº 2. Data também de 1901 um edifício de habitação no nº 5 da Praça Marquês de Pombal.

Em 1902 foi o ano de concretizar o Palacete de Henrique José Monteiro Mendonça, nos nºs 18-28 da Rua Marquês de Fronteira, galardoado com o Prémio Valmor 1909; a Casa do Jacinto Cândido, na Rua da Arriaga e a casa de Guilherme Pereira de Carvalho na Avenida da Liberdade (ambas já demolidas); o prédio do Comendador Emílio Liguori naRua Duque de Palmela nº 37 ( que viria a ser a sede do jornal Expresso) e ainda, a casa de José Joaquim Miguéis, na Avenida António Augusto de Aguiar nº 134 (demolida em 1997).

Ainda com projecto de 1902 foi edificado o conjunto de três prédios erguidos pelo republicano Joaquim dos Santos Lima, na Avenida Elias Garcia nº 62 (então Avenida José Luciano) com a Avenida da República nº 46 e, ainda a Sinagoga de Lisboa também designada como “Shaaré Tikvá ou Portas da Esperança, na Rua Alexandre Herculano, artéria onde Ventura Terra traçou também o seu próprio edifício residencial no nº 57, exemplo significativo da aplicação da Arte Nova em Portugal que foi o 2º Prémio Valmor a ser atribuído, no ano de 1903, como recorda uma placa na fachada para além de outra placa que informa que «Esta casa foi legada às Escolas de Belas Artes de Lisboa e Porto pelo distinto Arquitecto Miguel Ventura Terra, que nela faleceu em 30 de Abril de 1919, destinando o seu rendimento líquido para pensões a estudantes pobres das Escolas que mostrem decidida vocação para as belas artes». Ainda neste arruamento somou Ventura Terra em 1911 o edifício do nº 25 que também foi Prémio Valmor nesse ano.

Ventura Terra defendia a autonomia disciplinar da Arquitetura e em 1903, com Adães Bermudes, Aragão Machado, Rosendo Carvalho e António Dias da Silva forma a Sociedade dos Arquitectos Portugueses, com sede na Rua Vítor Cordon nº 14 – 1º, e da qual foi o primeiro Presidente. Hoje encontramos como sua herdeira associativa a Ordem dos Arquitectos, na Travessa do Carvalho nº 23, no antigo edifício dos Banhos de São Paulo.

Em 1904, Miguel Ventura Terra foi o delegado de Portugal ao VI Congresso Internacional dos Arquitectos na Cidade de Madrid e traçou a Casa da Condessa de Taboeira na Rua Arriaga nº9, bem como a casa de Júlio Gualberto da Costa Neves na Rua Rosa Araújo nº 37.

Em 1905 projetou o Banco Lisboa & Açores para a Rua Áurea nº 82 -92, e traçou o Palacete Valmor, por encomenda da Viscondessa de Valmor, D. Josefina Clarisse de Oliveira, no nº 38 da Avenida da República (então Avenida Ressano Garcia), com esquina para o nº 22  da Avenida Visconde Valmor (então Rua Visconde Valmor), construído por Joaquim Francisco Tojal (o mesmo da Vila Berta) e que foi o Prémio Valmor de 1906.

Seguiram-se os seus Liceus: o Camões (1907) na Praça José Fontana, o Pedro Nunes (1908) na Avenida Álvares Cabral, e o Maria Amália Vaz de Carvalho (1913) na Rua Rodrigo da Fonseca, obra que por falta de verba demorou 18 anos a acabar e por isso foi terminada pelo Arquitecto António do Couto.

Em 1907 traçou a casa de João Silvestre de Almeida, com vitrais Arte Nova e pintura de mural de Veloso Salgado, na Rua Mouzinho da Silveira nº 12 , onde hoje encontramos o Banco Privado Português, assim como foi o autor da Casa do Dr. Alfredo Bensaúde, no cruzamento da Rua de São Caetano com a Rua do Arco do Chafariz das Terras, na Lapa, conhecido como Edifício Sandoz. Em 1908, idealizou a Maternidade Alfredo da Costa, na Rua Viriato. Também neste ano e bem próximo, na Avenida Fontes Pereira de Melo ficou concluído o Palacete para José Joaquim da Silva Graça, Director do jornal “O Século, que foi vendido em 1930 para se tornar no Hotel Aviz, o qual funcionará até 1961 e será demolido no ano seguinte. Ainda em 1908, Miguel Ventura Terra participou no traçado de alguns detalhes do Palácio Marquês de Vale Flôr , na Rua Jau, quando o Arquitecto José Cristiano de Paula Ferreira da Costa retomou  este projecto por falecimento de Nicola Bigaglia, sendo este edifício classificado como monumento nacional deste 1997.

Para além da Arquitectura Ventura Terra era um republicano pelo que no período de 1908 a 1913 foi também Vereador na Câmara Municipal de Lisboa, na 1ª Vereação Republicana de Lisboa, presidida por Anselmo Bramcaamp Freire. Elaborou planos na área do urbanismo, como os que concebeu para o Parque Eduardo VII e para a zona ribeirinha da capital (1908) e em 13 de Outubro de 1910 propôs a atribuição do topónimo Esplanada dos Heróis da Revolução, em terrenos do Parque Eduardo VII «que seja dado o nome de Esplanada dos Heróis da Revolução ao espaço que no meu projecto de Parque Eduardo VII fica compreendido entre o limite norte da Praça do Marquês de Pombal, as ruas Fontes Pereira de Melo e António Joaquim Aguiar e o Palácio de exposições e festas onde começa o parque propriamente dito– proposta aprovada mas que não chegou a ser concretizada. Em 9 de Março de 1911 propôs ainda a atribuição dos nomes deEugénio dos Santos, Nuno Santos e Silva Porto a ruas importantes de Lisboa. Ainda nesta área refira-se que Miguel Ventura Terra era amigo do Escultor António Teixeira Lopes, e solicitou-lhe a execução de um busto em mármore do 1º Presidente Republicano da Câmara de Lisboa, Anselmo Braamcamp Freire, pago pelos 11 Vereadores.

Em 1912-1913, num traçado representativo da Arte do Ferro projeta o seu Teatro Politeama, na então designada Rua Eugénio dos Santos (hoje,Rua das Portas de Santo Antão). Ainda em 1913, Ventura Terra recebeu uma Menção Honrosa do Prémio Valmor para o Palacete que idealizou para o nº 3 da Avenida António Augusto Aguiar, onde é hoje a sede da Ordem dos Engenheiros, cabendo a parte de cantaria ao Arquitecto Pardal Monteiro, que trabalhou no Atelier de Miguel Ventura Terra quando ainda frequentava a ESBAL e o entendeu sempre como mestre de referência.

Recebeu 4 Prémios Valmor: edifícios da Rua Alexandre Herculano nº 57 (1903) e nº 25 (1911), palacete Valmor na Avenida da República (1906), palacete Mendonça nos nºs 18/28 da Rua Marquês de Fronteira (1909) e, Menção para o palacete do nº 3 da Avenida António Augusto Aguiar (1913).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Caminha (Freguesia de Seixas), Lisboa (Freguesia do Lumiar, Edital de 31-03-1932), Póvoa de Varzim, Viana do Castelo.

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 34, Pág. 595)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 511 e 512).

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

“Quem Foi Quem na Toponímia do Barreiro”

Câmara Municipal de BarreiroFRANCISCO HORTA RAPOSO, Associativista e Desportista, nasceu na Freguesia de Santa Vitória (Beja), a 03-10-1910, e faleceu no Barreiro, a 05-08-1997. Era filho de José Horta Raposo e de Maria Camacho.  Com oito meses já vivia no Barreiro. De profissão tornar-se-ia Despachante da Alfândega na Capital, por fim com Escritório próprio.

Com 15 anos de idade fez-se sócio do Luso Futebol Clube, os azuis do Barreiro. Este clube, tornara-se rival do Futebol Clube Barreirense, os rubro-brancos locais. O rapaz começou a jogar no Luso como infantil do desporto-rei. Chegou a envergar a camisola do Leões Foot-Ball Club Barreirense. (Uma das valentes agremiações populares. Esta sediada na Rua Marquês de Pombal.

Também praticou oficialmente o desporto-rei pela Associação Académica do Barreiro, então na Rua Aguiar. Mas regressou ao Luso, seu clube de eleição, onde se tornaria elemento admirado e respeitado.

Foi dirigente das Associações de Basquete do Barreiro e de Setúbal. Pertenceu à Direcção do Clube 22 de Novembro e às Bibliotecas do Luso e dos Penicheiros.

A sua brilhante obra na imprensa foi “O LUSO – BOLETIM” (mensal, bimensal, por fim trimestral), que dirigiu de 1947 até 1986. Lá deram à pena, com muito valor, José Silva Carvalho e Guita Júnior

Já de idade avançada, Horta Raposo dedicou-se primordialmente à escrita e à cultura. Foi um obreiro das Comissões Culturais do Luso Futebol Clube, onde se organizavam aulas de várias disciplinas. Assinou numerosos textos nas páginas culturais de João Liberal (jornal do Barreiro, da década de 90). Também publicou crónicas em “Um Olhar sobre o Barreiro”, de Augusto Valegas.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Barreiro (Freguesia do Lavradio – Rua Francisco Horta Raposo).

Fonte: “Vinculados ao Barreiro”

Faleceu ontem, a Actriz Laura Soveral, que se distinguiu, na Rádio, nos Palcos, na Televisão e no Cinema.

 

Laura SoveralMaria LAURA de SOVERAL Rodrigues, Actriz, nasceu em Benguela (Angola), a 23-03-1933, e faleceu em Lisboa, a 12-07-2018. Era filha de Ernestina Lança do Soveral Rodrigues. Foi casada, em segundas núpcias, com José Maria de Barros Alves Caetano, filho do Professor Marcelo Caetano.

Ainda criança, fez Teatro Infantil Radiofónico no Rádio Clube de Benguela. Tirou o curso de Educadora de Infância, profissão que exerceu, antes de se tornar Actriz.

Em 1962, veio para Portugal, inscrevendo-se na Faculdade de Letras, onde cursou Filologia Germânica. Começou a interessar-se por Teatro no Grupo Cénico. Estreou-se em 1963, na televisão, numa peça sobre Fernando Pessoa, O Homem Multiplicado, de Herlânder Peyroteo. Em 1964, ingressou no Grupo Fernando Pessoa, dirigido por João d’Ávila. Foi no Teatro Nacional de Luanda que pisou o palco pela primeira vez.

De regresso a Portugal, frequentou um Curso de Actores, no Conservatório, orientado por Henriette Morineau. Paralelamente à sua carreira de Actriz, foi Locutora na Emissora Nacional, de 1966 a 1970, e trabalhou em Televisão (participando em séries como a Viúva do Enforcado e Angústia para o Jantar e na telenovela Chuva na Areia).

Em 1975, partiu para o Brasil, tendo participado nas Telenovelas Casarão (1976) e Duas Vidas (1978). Regressa a Portugal em 1977.

Nos palcos, trabalhou com companhias como o Teatro da Cornucópia, o Teatro Experimental de Cascais, o Novo Grupo/Teatro Aberto e A Barraca, e participou em encenações como “O avarento”, “A Casa de Bernarda Alba”, “O processo de Kafka”, “D. Quixote” e “Primavera Negra”.

Dedicou-se igualmente ao cinema, destacando-se na sua filmografia: Alta Velocidade (1967, de António de Macedo); A Estrada da Vida (1968, de Henrique Campos); Uma Abelha na Chuva (1968-1971, de Fernando Lopes); Uma Visita (episódio da série de TV, Os Putos, de Herlânder Peyroteo, 1978); Oxalá (1977-1980, de António Pedro Vasconcelos); A Maior Distância, (1980, de Herlânder Peyroteo); Francisca (1980, de Manoel de Oliveira); Um Táxi na Cidade (1980, sérir de TV, de Adriano Nazareth Júnior); Relação Fiel e Verdadeira (1986, de Margarida Gil); Matar Saudades (1986-1987, de Fernando Lopes); Soleil de Beton (1987, de Alfredo Tropa, episódio da série de TV O’ Roick); O Judeu (1987, de Tom Job Azulay); A Sétima Letra (1987, de Simão Reis); Longe (1988, de Cristina Hauser); A Divina Comédia (1991), Vale Abraão (1993), Aqui na Terra (1994), Três Irmãos (1994) e Ao Sul (1995).

Nos últimos anos, Laura Soveral entrou em “Tabu”, filme de Miguel Gomes, “O Cônsul de Bordéus”, de Francisco Manso e João Corrêa, “Cadências Obstinadas”, de Fanny Ardant, “Os Maias”, de João Botelho.

Gravou ainda dois discos (9 poetas portugueses, 9 poetas brasileiros, e uma abelha na chuva). Os seus últimos trabalhos em teatro incluem A Segunda Vida de Francisco de Assis (1985), Primavera Negra (1993), Pastéis de Nata para a Avó (1994) e O Homem Elefante (1995).

A Academia Portuguesa de Cinema distinguiu-a em 2013, com o Prémio de Carreira e, em 2017, com o Prémio Bárbara Virgínia, de homenagem a mulheres do cinema português. Até hoje, foi a única artista distinguida com os dois prémios. “ Um extraordinário exemplo de determinação e profissionalismo para gerações futuras”, considerou na altura a Academia.

Fonte: “Dicionário do Cinema Português” (1962-1988), de Jorge Leitão Ramos, Editorial Caminho, 1989, (Pág. 376 e 377).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 501).

Fonte: “Jornal Expresso”

Faleceu ontem (12-07-2018), José Augusto Rocha, conhecido por ter sido um dos Advogados que, no fascismo, defendeu os presos políticos.

José Augusto RochaJOSÉ AUGUSTO ROCHA, Advogado, nasceu em Viseu, a 25-10-1938, e faleceu no Hospital dos SAMS, em Lisboa, a 12-07-2018. Licenciou-se em Direito na Faculdade de Direito de Coimbra, onde viveu a Crise Académica de 1962. O Senado da Universidade expulsou-o por ter organziado um encontro de Estudantes contra as ordens do Ministro da Educação

Enquanto estudante universitário, foi Director da Associação Académica de Coimbra, em 1962. Neste mesmo ano, na sequência da crise académica, foi expulso de todas as escolas nacionais, durante dois anos, por decisão do Senado da Universidade, sob a acusação de ter realizado o 1.º Encontro Nacional de Estudantes, proibido pelo Ministro da Educação Nacional. Foi igualmente julgado no Tribunal Criminal de Coimbra, acusado de crime de desobediência ao Ministro da Educação, e chegou a estar preso no Forte de Caxias.

Quatro meses depois de ser libertado da prisão que lhe foi aplicada por causa da sua atividade na Crise Académica de 1962, embarcou a 25 de Novembro de 1963, no “cargueiro «Ana Mafalda», (adaptado à pressa para transportar outra e nova carga – homens soldados – rumo à guerra colonial da Guiné”.

Foi o tempo da Guerra Colonial e de José Augusto Rocha ser o tenente miliciano, incorporado no Regimento de Lanceiros 2, mal saiu da cadeia de Caxias.

Nos anos sessenta, a ordem de incorporação e a ida para a guerra colonial estava indisfarçavelmente ligada à repressão política e à PIDE. Esta articulação era particularmente visível em relação ao movimento estudantil e em especial aos seus dirigentes. As medidas de repressão do aparelho do Estado, ao nível das forças armadas, eram várias e diversificadas e iam desde a incorporação em estabelecimentos militares disciplinares de correcção, como o de Penamacor, onde foi internado, por exemplo, o Hélder Costa e o João Morais, até incorporações antecipadas e transferências arbitrárias de quartéis, de acordo com estritas ordens da polícia política”

Inscreveu-se na Ordem dos Advogados em 1968 e, 40 anos depois, foi nomeado presidente da Comissão dos Direitos Humanos desta Ordem.

Amigo do seu amigo, solidário com todos os que lutavam pela liberdade, foi um dos advogados que defenderam presos políticos durante o Estado Novo: Victor Ramalho, Francisco Canais Rocha, João Pulido Valente, Diana Andringa e Fernando Rosas, Maria José Morgado, José Mário Costa, Paula Rocha, Isabel Patrocínio Saldanha Sanches, José Maria Martins Soares, Amadeu Lopes Sabino, Sebastião Lima Rego e Paula Metelo, entre outros antifascistas.

Em Dezembro de 2017, foi condecorado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade pela sua dedicação às causas da liberdade, da Justiça e da defesa dos direitos fundamentais, sob proposta do Presidente da Assembleia da República.

Em janeiro de 2014, foi um dos 150 Advogados que defenderam presos políticos no Tribunal Plenário, homenageados na Assembleia da República, numa sessão organizada pelo Movimento Cívico Não Apaguem a Memória e pela Ordem dos Advogados, que contou com a participação empenhada do ex-Presidente da República. Jorge Sampaio.

Fonte: “Jornal Expresso”

Fonte: “Esquerda.net”

“Quem Foi Quem na Toponímia de Barcelos”

 

Câmara Municipal de BarcelosMARIA JOSÉ MARQUES DA SILVA Martins, Arquitecta, natural do Porto, nasceu em 1915 e faleceu em 1994. Era filha do Arquitecto José Marques da Silva e de Maria Júlia Lopes Martins e irmã de Maria Amélia Lopes Martins. Concluiu o Curso de Arquitectura na Escola de Belas Artes do Porto e em 1943 defendeu o seu Concurso para Obtenção do Diploma de Arquitecto (CODA), tendo sido a primeira Arquitecta a diplomar-se na Escola Portuense. Iniciou a actividade profissional no Atelier de seu pai, o Arquitecto José Marques da Silva, e, depois da sua morte, sucedeu-lhe na direcção de algumas obras (como, por exemplo, a Igreja de S. Torcato, junto a Guimarães).

A produção saída deste Gabinete conjunto traduziu-se em projectos de planeamento urbano, que reflectem a moda das cidades jardim, mas também as condicionantes do mercado e do tempo político: trabalhos de consultadoria, projectos, equipamentos, edifícios mistos, habitações (rurais e urbanas), peças de mobiliário, continuação e conclusão de obras iniciadas por Marques da Silva.

Desde os aos 40 que este duo de Arquitectos foi autor de inúmeros edifícios, nomeadamente para a Cidade do Porto. Para esta Cidade riscaram a sede da Cooperativa dos Pedreiros (1934-1939) e a “Torre Miradouro” (1963-1969), na Rua da Alegria e ainda o Prédio de Rendimento “Trabalho e Reforma” (1949-1953), na Rua Nossa Senhora de Fátima; projectaram o Palácio do Comércio (1944-1946), no quarteirão das Ruas Sá da Bandeira, Fernandes Tomás, Bolhão e Firmeza; e o da Igreja de Nossa Senhora da Conceição e seu remate, na Praça Marquês de Pombal.

Depois da morte do Mestre Marques da Silva, em 1947, Maria José e o marido, o Arquitecto David Moreira da Silva, finalizaram vários dos seus projectos, como, por exemplo, o novo edifício da Sociedade Martins Sarmento, o Mercado Municipal, o Santuário da Penha e a Igreja de S, Torcato, em Guimarães, e o prédio da Rua Barjona de Freitas, em Barcelos.

Nas décadas de 70 r 80, o casal afastou-se das lides do urbanismo e dedicou-se essencialmente à produção agrícola em Barcelos. No entanto, ainda nessa época, Maria José Marques da Silva desempenhou cargos de chefia na Associação dos Arquitectos Portugueses, tendo presidido à Secção Regional do Norte da Associação dos Arquitectos e organizado o 40º Congresso desta organziação, realizado no Palácio da Bolsa, em 1986.

Nos seus últimos anos de vida procurou degnificar a vida e obra de seu pai instituindo um legado testamentário para a Universidade do Porto, para que se criasse o Instituto José Marques da Silva.

Actualmente, a Fundação Institutot Arquitecto Marques da Silva dedica-se à promoção, estudo e divulgação do património artístico e arquitectónico de José Marques da Silva e do acervo de Maria José Marques da Silva e de David Moreira da Silva, assim como à incorporação de outros acervos de Arquitectura e Urbanismo

O seu nome faz parte da Toponímia de: Barcelos (Freguesia de Rio Covo – Rua Arquitecta Maria José Marques da Silva).

Fonte: “Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto”.

Fonte: “Universidade do Porto – Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto”

Recordamos hoje, o Jurisconsulto Mouzinho da Silveira, fundador do Supremo Tribunal de Justiça, no dia em que passa mais um aniversário sobre o seu nascimento.

 

Mouzinho da SilveiraJosé Xavier MOUZINHO DA SILVEIRA, Jurisconsulto e Político, nasceu em Castelo de Vide, a 12-07-1780, e faleceu em Lisboa, a 04-04-1849. Mouzinho da Silveira, o Jurisconsulto que fundou o Supremo Tribunal de Justiça. Descendendo de antigas famílias da nobreza e fidalguia da Vila e da região, embora por linhas secundárias, era filho de Francisco Xavier de Gomide, Médico do Hospital Militar da praça localizada na Vila, falecido em 1799, e de Domingas da Conceição Mouzinho da Silveira, e o primogénito dos seis filhos conhecidos, nestes se incluindo as irmãs solteiras e o irmão Padre com quem passou parte dos últimos anos da sua vida.

Depois de estudar as primeiras letras na sua «pátria», foi em 1796 para Coimbra, onde obteve em 1801 o grau de Bacharel em Leis e no ano seguinte a Formatura.

Regressou depois a Castelo de Vide para aí exercer pela primeira vez funçõe sde Advogado, tratando de vários assuntos respeitantes ao património familiar, nestes se incluindo o despejo de um lavrador da herdade da Silveira (Crato).

Requereu em 1802 e obteve anos mais tarde a habilitação na leitura de Bacharéis do Desembargo doPaço.

Em 1804 veio para Lisboa onde, sob o patrocínio do seu conterrâneo Desembargador Sameiro, se dedicou à Advocacia nos Tribunais da Corte. Aqui frequentou os círculos de discussão, aprofundou as leituras e obras proibidas e, mais tarde, foi iniciado na Maçonaria, demonstrando de início inequívoca simpatia pela ocupação francesa verificada em Outubro de 1807.

Depois de uma nomeação sem efeito, foi por fim provido em Janeiro de 1809 no ofício de Juiz de Fora da Vila de Marvão, na qual possuía bens e veio a adquirir outros, e onde participou na organização da defesa contra os franceses.

Em 1813 foi nomeado Juiz de Fora em setúbal, funções que acumulou deste 1814 com as de Juiz do Tombo dos Bens da Casa Real. Foi ainda Auditor dos Conselhos de Guerra em Setúbal e Alcácer do Sal, como antes já fora em Elvas.

Nomeado Provedor de Portalegre em 1817, Mouzinho da Silveira tinha antes casado com Teresa Guilhermina, filha de um simples dono de escaler, de quem lhe nasceu um único filho.

Na sequência do pronunciamento de Agosto de 1820 e do início da primeira experiência liberal, Mouzinho da Silveira foi nomeado Administrador-Geral das Alfândegas em Abril de 1821, tendo participado em diversas iniciativas constitucionais e nas actividades da Sociedade Patriótica Lisbonense.

Foi eleito Deputado pela Província do Alentejo. Ainda nesse ano seria eleito para a Comissão Parlamentar de Verificação de Poderes, para a da Fazenda, da Câmara dos Deputados, e para a Mista das Duas Câmaras para a Lei sobre o empréstimo de dois mil contos. Nos dois anos seguintes foi sucessivemente eleito para a Comissão da Fazenda e para a de Verificação de Poderes.

Eleito Deputado substituto pelo Alentejo nas primeiras eleições posteriores ao triunfo fo liberalismo, em 1834, ainda em Dezembro desse ano foi nomeado para a Comissão encarregada de examinar o projecto sobre a nova moeda.

Entretanto, realizaram-se novas eleições a 31 de Julho de 1836, nas quais foi eleito Deputado pelo Alentejo, mas não chegou a tomar posse em resultado da Revolução de Setembro de 1836, que repôs em vigor a Constituição de 1822, a qual se recusou a votar, demitindo-se do cargo de Director das Alfândegas de Lisboa. Novamente eleito pelo Alentejo no quadro das eleições realizadas de acordo com a nova Constituição de 1838, tomou posse a 22 de Fevereiro de 1839. Nesta sua terceira experiência parlamentar, as suas intervenções foram menos numerosas. Falou largamente em defesa do seu Decreto de 13 de Agosto, ou seja, da lei dos forais de 1832, e, pontualmente, sobre outras matérias, como as côngruas dos Párocos e os seus direitos alfandegários.

Em 1842, perdeu a eleição a Deputado pelo Alentejo por apenas dois votos. Retirou-se então quase completamente da vida pública, embora tenha manifestado a sua simpatia pelos “Patuleias” nos confrontos civis de 1846-1847.

Refugiado a maior parte do tempo na sua terra natal e na administração dos seus bens, assumiu em bo amedida a atitude que mais tarde seria retomada pelo seu mais devoto cultor, Alexandre Herculano.

Foi, também, interino da Justiça, onde procedeu a reformas notáveis, como a abolição dos dízimos e dos direitos reais, a separação da função judicial da função administrativa, a criação do Supremo Tribunal de Justiça e a supressão da hereditariedade dos cargos públicos e de muitos outros privilégios. A sua obra, ainda hoje, pode ser considerada a base jurídica do Portugal contemporâneo.

Mouzinho da Silveira está homenageado na Sala dos Passos Perdidos da Assembleia da República numa pintura a óleo de Columbano, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa numa pintura a óleo de José Rodrigues (1866) e também o Museu Grão Vasco possui um retrato de Mouzinho da autoria de Columbano.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Alcobaça (Freguesia de Alfeizerão);Almada (Cidade de Almada e Freguesia de Charneca de Caparica);  Arouca; Cascais (Freguesia de São Domingos de Rana); Castelo de Vide; Grândola; Guarda; Lisboa (Freguesia de Santo António, ex-Freguesia do Coração de Jesus, por Deliberação Camarária de 06-05-1882); Maia; Oeiras (Freguesia de Queijas); Ponte de Sôr; Porto; Seixal (Freguesia de Fernão Ferro); Sesimbra; Valongo (Freguesia de Campo e de Valongo); Vila Nova de Famalicão; Vila Nova de Foz Côa.

Fonte: “Dicionário Biográfico Parlamentar, 1834-1910”, (Vol III, de N-Z), Coordenação de Maria Filomena Mónica, Colecção Parlamento” (Pág. 745, 746, 747 e 748).

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

“OS CORREIOS NA TOPONÍMIA”

 

CTTOs Correios, com esta ou outra designação, foram criados a 06 de Novembro de 1520, D. Manuel I, que então ser encontrava em Évora, mandou passar carta de Correio-Mor do Reino a Luís Homem, cavaleiro da sua casa. Daí em diante só aos poucos Correios chefiados por Luís Homem era permitido levar, através do País, as cartas do Estado e dos particulares, mediante o pagamento ajustado para cada caso, segundo as distâncias a percorrer.

Apesar de serem a Empresa que mais precisa de uma boa Toponímia, para o bom desempenho dos seus serviços, os Correios pouco fizeram para que isso acontecesse, apesar de tudo, na Toponímia existem várias Artérias com designações alusivas aos Correios, senão vejamos, encontrei 43 designações relacionadas com Correios, assim distibuídas: Avenidas (3); Becos (2); Largos (7, embora 1 não seja designação oficial); Praça (1); Praceta (1); Ruas (20, uma designação não é oficial); Travessas (9).

Se a estas juntar-mos as designações que dizem respeito, directa ou indirectamente ao Correio, temos mais: 6 Rua da Mala Posta, e 1 Travessa da Mala Posta; 1 Praceta das Comunicações, 1 Rua da Telecom; 2 Ruas dos Telefones; 1 Rua do Telégrafo.

Assim sendo, temos 55 Artérias com designações vinculadas ao Correio.

 

 

Avenida dos Correios (Ovar – Freguesia de Esmoriz)

Avenida dos Correios (Vila Nova de Famalicão – Freguesia de Nine)

Avenida dos Correios (Vinhais – Freguesia de Rebordelo)

Beco dos Correios (Leiria – Freguesia da Caranguejeira)

Beco dos Correios (Vinhais)

Largo dos Correios (Beja)

Largo dos Correios (Bragança)

Largo dos Correios (Marco de Cnaveses – Freguesia de Ariz)

Largo dos Correios (Oeiras – Freguesia de Queijas)

Largo dos Correios (Sousel – Freguesia da Casa Branca) (é designação não oficial)

Largo dos Correios (Trofa – Freguesia de São Tomão do Coronado)

Largo dos Correios (Valença)

Praça dos Correios (Cantanhede)

Praceta dos Correios (Aveiro)

Rua dos Correios (Albergaria-a-velha)

Rua dos Correios (Alvaiázere – Freguesia de Pussos)

Rua dos Correios (Caminha – Freguesia de Dem)

Rua dos Correios (Carregal do Sal – Freguesia de Cabanas do Viriato)

Rua dos Correios (Coimbra – Freguesia de Souselas)

Rua dos Correios (Crato – Freguesia de Gáfete)

Rua dos Correios (Rua Trás dos Correios (Idanha-a-Nova)

Rua dos Correios (Mafra – Freguesia do Gradil)

Rua dos Correios (Marco de Cnaveses – Freguesia de Ariz)

Rua dos Correios (Montijo)

Rua dos Correios (Moura)

Rua dos Correios (Ovar – Freguesia de Arada)

Rua dos Correios (Paredes – Freguesia de Baltar)

Rua dos Correios (Paredes – Freguesia do Lordelo)

Rua dos Correios (Sabrosa) (designação não oficial)

Rua dos Correios (Sabugal)

Rua dos Correios (Santo Tirso – Freguesia de Aves)

Rua dos Correios (Torre de Moncorvo – Freguesia de Felgar)

Rua dos Correios (Vila Nova da Barquinha – Freguesia das Praia do Ribatejo)

Rua dos Correios (Vila Nova de Famalicão – Freguesia de Lousado)

Travessa dos Correios (Anadia)

Travessa dos CTT (Bragança)

Travessa dos Correios (Estarreja)

Travessa dos Correios (Guimarães – Freguesia do Lordelo)

Travessa dos Correios (Maia)

Travessa  dos Correios (Oleiros – Freguesia de Estreito)

Travessa dos Correios (Oliveira do Hospital – Freguesia de Nogueira do Cravo)

Travessa dos orreios (Sabugal)

Travessa dos Correios (Vila Nova de Foz Côa – Freguesia de Santa Comba)

Rua da Mala Posta (Alenquer – Freguesia da Ota)

Rua da Mala Posta (Caldas da Rainha – Freguesia de A-dos-Francos)

Rua da Mala Posta (Esposende)

Rua da Mala Posta (Leiria)

Rua da Mala Posta (Santa Maria da Feira – Freguesia de Pigeiros)

Rua da Mala Posta (Viana do Castelo – Freguesia de Punhe)

Travessa da Mala Posta (Leiria)

Praceta das Comunicações (Montijo)

Rua da Telecom (Santiago do Cacém)

Rua dos Telefones (Almada – Freguesia da Charneca de Caparica)

Rua dos Telefones (Montijo)

Rua do Telégrafo (Montijo)

“Quem Foi Quem na Toponímia de Baião”

 

Câmara Municipal de BaiãoArmando Pereira de Castro AGATÃO LANÇA, Militar e Político, nasceu na Freguesia de Viariz (Baião), a 19-08-1894, e faleceu na Freguesia de Santa Marinha do Zêzere (Baião), a 23-05-1965. Filho de Alberto Pereira Monteiro de Azevedo Castro e de Quitéria Azevedo Bastos.

Fez os Preparatórios na Universidade de Coimbra e ingressou na Escola Naval, cujo Curso terminou em 1916, tendo participado na revolução de 14 de Maio de 1915 que depôs Pimenta de Castro.

Guarda-Marinha, em 03 de Maio de 1917, foi promovido a 2º Tenente, em 10-11-1919; e a 1º Tenente, em 10-05-1925.

Durante a Grande Guerra integrou guarnições de navios que transportaram forças do Corpo Expedicionário Português (C.E.P.).

Encontrava-Se em Lisboa quando eclodiu a revolta chefiada por Sidónio Pais, em 05 de Dezembro de 1917, que combateu, ao comando de uma força de Marinheiros no Rato, ficando gravemente ferido nos duros recontros então travados.

Durante o consulado sidonista esteve afastado do serviço, numa longa convalescença. À data da tentativa restauracionista da Monarquia do Norte, encontrava-se na sua terra natal, de onde partiu par Vila Real para se juntar às forças do General Ribeiro de Carvalho para combater os revoltosos.

Oficial às ordens do Ministro da Marinha em 1919, serviu nesse ano no cruzador São Gabriel.

Foi Deputado do Partido Republicano Português em 1921, 1922 e 1925 pelo círculo de Penafiel e Governador Civil de Lisboa entre 21 de Dezembro de 1921 e 09 de Fevereiro do ano seguinte. Recusou, mais que uma vez, convites para ser Ministro do Interior; E DA Marinha e Colónias. Foi Vice-Goverandor do Banco Nacional Ultramarino em 1925.

Destacado opositor do movimento militar de 28 de Maio de 1926, Agatão Lança esteve preso na Trafaria e no Forte de São Julião da Barra em Dezembro daquele ano; destacou-se como um dos chefes da revolta de 07 de Fevereiro de 1927, em Lisboa, durante a qual chefiou uma força de Marinheiros, Guardas Republicanos e Civis que partiu do Quartel dos Marinheiros em Alcântara, e tentou tomar o Quartel-General, protagonizando combates na zona do Rato.

Preso na Cadeia Nacional de Lisboa, foi deportado para Angola, embarcou no navio Lourenço Marques, ficou com residência fixa em Luanda depois de uma breve estada em São Tomé. Separado do srviço em 05 de Março de 1928, evadiu-se de Angola para o Congo Belga e desse território viajou para França conde colaborou com os exilados ali residentes na Liga da Defesa da República.

Foi demitido da Armada em 05 de Março de 1929. Deslocou-se várias vezes a Portugal clandestinamente e participou em diversas conspirações contra o Estado Novo.

O seu nome encontrava-se entre os excluídos pela aministia decretada em 05 de Dezembro de 1932. Regressou a Portugal em 1940, ao abrigo da amnistia de 01 de Junho, seria detido em Barca de Alva a 24 de Junho d libertado condicionalmente no dia seguinte, com residência fixa no Porto, onde se dedicou à administração dos seus negócios particulares.

Participou no Movimento de Unidade Nacional Antifascistas e no Movimento de Unidade Democrática. Voltou a ser preso em 21 de Setembro de 1945, e libertado a 23 de Outubro do mesmo ano.

Em 1950 participou na reorganização do Partido Republicano Português, fazendo parte da Junta Consultiva. Em 26 de Maio de 1951 foi reintegrado na Armada no posto de 1º Tenente.

Integrou em 1958 a comissão a favor da candidatura de Cunha Leal à Presidência da República.

Em 06 de Agosto de 1964 foi promovido a Capitão-de-Fragata. Até ao fim da vida, manteve-se fiel aos ideais republicanos e democráticos.

Era Oficial da Ordem da Torre e Espada, Cavaleiro da Ordem Militar de São Bento de Avis e Cavaleiro da Ordem de Cristo. Não

Obstante as diferenças políticas, manteve sempre relações de amizade com Américo Thomaz, que remontavam aos tempos da Escola Naval e ao período de serviço no cruzador Vasco da Gama.

Iniciado na Maçonaria, em 13 de Março de 1913, na Loja A Revolta, de Coimbra, com o nome simbólico de “Robespierre II”, atingiu o grau 20º em 07-03-1919. Mmebro honorário da Loja Cosmos, de Neu Bedford, Estados Unidos da América, em 1920.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Sobreda), Baião.

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 14, Pág. 646)

Fonte: “A Marinha de Guerra Portuguesa e a Maçonaria”, (de António Ventura, Edições Nova Vega, 1ª Edição 2013, Pág. 74 e 75).

Fonte: “Parlamentares e Ministros da 1ª República (1910-1926)”, (Coordenção de A. H. Oliveira Marques, Edições Afrontamento, Colecção Parlamento, Pág. 255 e 256).