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Berta Cardoso, uma das maiores Fadistas do seu tempo, que também foi Enfermeira, na Toponímia de Lisboa e de Odivelas, no dia em que passam 104 anos sobre o seu nascimento.

Berta CardosoBERTA dos Santos CARDOSO, Fadista e Actriz, nasceu na Freguesia do Sacramento (Lisboa), 21-10-1913, e faleceu no Barreiro, a 12-07-1997. Era filha de Américo Melande Cardoso e de Rosalina Jorge dos Santos.

Paralelamente à sua carreira artística, estudou Enfermagem e especializou-se em Obstetrícia (1943), exercendo durante alguns anos (1943-1955).

Com apenas 9 anos, e em virtude de ficar orfã de pai, a sua educação passou a estar a cargo de uma instituição oficial, ditando-se assim um afastamento da mãe e dos irmãos, até à data em que Berta Cardoso consegue a sua independência económica e volta a ter junto de si a sua mãe.

Por influência de um dos seus irmãos, Américo dos Santos, que era Violista amador, estreia-se no Salão Artístico de Fados, no Parque Mayer, com apenas 16 anos (1927). O êxito da sua actuação fez com que ficasse logo a trabalhar nessa casa.

Aprendeu a cantar o Fado com um seu irmão e tinha apenas 16 anos de idade quando Armandinho, ouvindo-a interpretar o Fado Sem Pernas no Salão Artístico de Fados, a convidou para integrar o elenco da casa. Pouco tempo depois a Companhia de Maria das Neves contratava-a para ir ao Brasil, onde actuou no Teatro Carlos Gomes do Rio de Janeiro. Anos mais tarde (1939) voltaria ainda àquele País, dessa vez com a Companhia de José Loureiro de que Beatriz Costa era a primeira figura. Em 1931 cantou na revista Viva o Jazz!, convidada pelo empresário Lopo Lauer (Empresa Pascoal Segreto), e em 1933 foi em digressão artística a Angola, Moçambique e Rodésia, com Madalena de Melo, João Mata, Armandinho  e Martinho d’Assunção (com quem foi casada vários anos).

Aquando da reposição da opereta História do Fado, na récita em que foi homenageado o cantor Alberto Costa obteve um dos maiores sucessos da sua carreira, e o mesmo sucedeu na opereta A Rosa Cantadeira substituindo Hermínia Silva. Mas não seriam essas as suas únicas intervenções no teatro, pois apareceu ainda como atracção de várias revistas, entre elas Cartaz de Lisboa (1937) e Lisboa é Coisa Boa (1951).

Algumas das suas interpretações foram gravadas em Espanha (com Ercília Costa), outras na Casa Valentim de Carvalho (com Maria Alice) e posteriormente gravou para outras etiquetas discos com números como o Fado da Loucura, Vim Para o Fado e Fiquei e Saudade Vai-te Embora (composições de Júlio de Sousa) e A Minha Casinha é Pobre, Porque Vens Tarde?, Eu Quero Amar Perdidamente (de Florbela Espanca), etc. Cantadeira a quem chamaram a «Voz de Oiro do Fado», Berta Cardoso cantou em espectáculos por todo o País, sempre com o maior êxito, em teatros, em festas de beneficência e de sociedade. Actuou em restaurantes típicos, entre os quais o Retiro da Severa, Solar da Alegria, Café Mondego, Café Luso e na Viela, onde permaneceu durante 19 anos.

Possuindo uma bela voz de soprano, que com o tempo se tornou de contralto, Berta Cardoso ficou particularmente ligada ao fado Cruz de Guerra (letra de Armando Neves e música de Miguel Ramos), que interpretou com inexcedível expressão.

Berta Cardoso, fez também as suas aparições na televisão, destacando-se a sua presença, em 1969, no programa Zip, Zip e a transmissão da sua festa no programa Bodas de Ouro de uma Fadista.

Fez ainda uma aparição no cinema, de atuações suas com Alfredo Marceneiro, para o filme Feitiço do Império, de António Lopes Ribeiro, que estreou em 1940.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa, (Freguesia de Santa Clara, ex-Freguesia da Ameixoeira, Edital de 27-04-2007, ex-Rua 3 do Bairro das Galinheiras), Odivelas (Freguesia da Ramada).

Fonte: “Lisboa, o Fado e os Fadistas”, (de Eduardo Sucena, Veja, 2ª Edição, revista e ampliada)

Fonte: “Museu do Fado”

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 1º Volume, A-C, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, Pág. 241 e 242)

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

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Sabe quem foi Actor Vale?

 

Actor ValeJosé António do Vale, que ficou na Toponímnia de Lisboa, apenas como ACTOR VALE, natural de Lisboa, nasceu a 20-10-1845 e faleceu a 20-02-1912. Foi um dos mais aplaudidos Actores portugueses. Nasceu na Rua do Benformoso e estreou-se no Teatro da Rua dos Condes com 16 anos, a fazer o papel de uma criança na peça Casamento em Miniatura.

A estreia profissional aconteceu por volta de 1863, segundo uns no Teatro das Variedades na comédia Um Pároco Virtuoso, segundo outros no Teatro Ginásio na peça Nem todo o mato é orégãos. Neste Teatro terá os seus grandes Mestres e conhecerá o amor da sua vida, a Actriz Lucinda Simões, paixão contrariada pelo pai dela o que impulsionará Vale a ir desenvolver uma carreira no Brasil em 1870, como Actor, Ensaiador e Empresário, durante cerca de 10 anos.

Regressa ao Ginásio por treze anos e ficam famosas as suas actuações em Sua Excelência  (1884), na farsa O Vale em Lisboa (1880), As Médicas e O Comissário de Polícia (ambas em 1890), O Burro do Senhor Alcaide (1891), todas escritas por Gervásio Lobato. Passou depois ao Teatro da Rua dos Condes, às revistas de Schwalbach e a empresário.

Assim, preenchidos que estão os requisitos e demais formalidades previstos no Decreto-Lei n.º 387/90, de 10 de Dezembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 314/97, de 15 de Novembro, determino: A Escola Básica do 1.º Ciclo de Lisboa n.º 142, São João, passa a denominar-se Escola Básica do 1.º Ciclo Actor Vale, Lisboa.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Sobreda), Lisboa (Freguesia de São João, Edital de 12-03-1932, Rua Actor Vale, ex-Rua 4 do Bairro dos Aliados).

Fonte: “O Grande Livro dos Portugueses”, (Círculo de Leitores, 1990, Pág. 499)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 517).

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

Maria de Lourdes de Sá Teixeira, a primeira Aviadora Portuguesa, aqui lembrada no dia em passam 110 anos do seu nascimento.

 

Maria de Lourdes Sá TeixeiraMARIA DE LOURDES DE SÁ TEIXEIRA, Aviadora, natural de Lisboa, nasceu a 19-10-1907 e faleceu a 19-09-1984. Aviadora portuguesa. Foi a primeira Aviadora que prestou provas na Escola da Aviação na Granja do Marquês, em Sintra, em 1929. Tinha extraordinárias qualidades. Mais tarde, abandonou a aviação.

Maria de Lourdes frequenta o curso de aviação ao abrigo do Decreto-Lei nº 81.414, art. 2º, nº 4, de setembro de 1925, ingressando como aluna civil na Escola Militar de Aviação. O seu instrutor de voo era o então Capitão Craveiro Lopes. O interesse e a determinação de Maria de Lourdes, fez com que o seu instrutor se dedicasse à sua causa com todo o seu empenho e saber.

Após um período de formação, prestou as provas finais aos comandos de um avião biplano Caudron G.3(5), na presença do seu pai, do piloto civil Carlos Bleck, então delegado do Aero-Club de Portugal (fundado em dezembro de 1909, dois anos antes o nascimento de Maria de Lourdes Sá Teixeira), do Governador Civil de Lisboa e de vários oficiais de aeronáutica militar

Desde cedo cresceu em si a ambição de voar. Teve de vencer primeiro a resistência no seio da própria família e posteriormente as da sociedade da época. Após muita luta e persistência conseguiu finalmente ser admitida como aluna civil na Escola de Aviação Militar em 1925. Em 1928, com 21 anos de idade torna-se na primeira mulher aviadora portuguesa. Maria de Lourdes faleceu em 1984 com a certeza de ter realizado o seu sonho e tendo dado um passo significativo para a promoção da igualdade entre homens e mulheres.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia dos Olivais).

Fonte: “Dicionário de Mulheres Célebres”, (de Américo Lopes de Oliveira, Lello & Irmão Editores, Edição de 1981, Pág. 1277)

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa”

Marques da Silva, o autor da Estação de Comboios de S. Bento e da Casa de Serralves, entre muitas outras, aqui lembrado no dia em que passam 148 anos do seu nascimento

 

Marques da SilvaJosé MARQUES DA SILVA, Arquitecto, natural da Freguesia de Paranhos (Porto), nasceu a 18-10-1869 e faleceu a 06-06-1947. Era o primeiro dos 10 filhos do Marmorista Bernardo Marques da Silva e Maria Rosa Marques. Foi através da profissão do pai que entra em contacto com a Arte.

Neto de lavrador e filho de operário marmorista, primeiro, e industrial de obras de mármore, mais tarde. Frequentou a Escola da Ordem da Trindade e trabalhou nas horas de folga na oficina de seu pai, instalado junto aquela escola.

Feitos os exames do 1º e 2º grau ingressou no Liceu onde fez com êxito o 2º ano do respectivo Curso Geral, passando, depois, a frequentar a antigaAcademia Portuense de Belas-Artes, tirou o Curso de Arquitectura Civil; o 3º ano de Escultura e o Curso de Desenho Histórico.

Depois de formado na Academia Portuense de Belas-Artes, estagiou em Paris. De 1907 a 1939 ensinou na Escola de Belas-Artes do Porto, que dirigiua partir de 1913.

Marques da Silva foi o mais notável Arquitecto Português do seu tempo, tendo recebido várias condecorações internacionais, nomeadamente a Medalha de Prata da Exposição Universal de Paris de 1900 e a Medalha de Ouro da Exposição do Rio de Janeiro de 1908. As suas obras, num estilo marcadamente académico de influêncvia francesa, fazem parte integrante da imagem da Cidade do Porto.

Foi premiado nas exposições de Paris (1900) e do Rio de Janeiro (1908). Colaborou com Ventura Terra na adaptação do Mosteiro de São Bento, em Lisboa, a Palácio da Assembleia Nacional (hoje Assembleia da República), e com Alves de Sousa executou, no Porto, o Monumento da Guerra Peninsular. Construiu, entre outras obras, a sede da Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães, a estação ferroviária de São Bento e o Teatro de São João, no Porto.

Marques da Silva como Arquitecto construiu obras no Porto; Matosinhos; Vila nova de Gaia; Guimarães; Barcelos e Braga.

Contribuiu para a modernização da sua cidade natal, nomeadamente da Avenida dos Aliados.

Destacam-se os edifícios de escritórios da Rua das Carmelitas (1905); o Teatro Naacional de S. João (1909); os antigos Armazéns Nascimento (1914 – posteriormente, Galerias Palladium, actualmente, C& A e Fnac); o Liceu Rodrigues de Freitas (1918); o Liceu Alexandre Herculano (1912, projecto, 1919); a Companhia de Seguros A Nacional (1919); a Estação de S. Bento (1915); e o Monumento à Guerra Penínsular (1808-1814, situado na praça conhecida por Rorunda da Boavista. A sua última obra foi a Casa de Serralves (1925-1940).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesias de Arroios e Penha de França), Oeiras (Freguesia de Paço de Arcos); Porto.

Fonte: “Universidade do Porto – Repositório Temático”

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 486).

Vamos recordar aqui, no dia em que, se fosse vivo, faria 88 anos de idade. Mário Wilson não foi só um grande Desportista, foi, acima de tudo, um grande ser hamano.

Mário WilsonMÁRIO WILSON, Desporista, nasceu em Lourenço Marques (Moçambique), a 17-10-1929, e faleceu em Lisboa, a 03-10-2016. Era filho de pai americano e mãe moçambicana. Mário Wilson nasceu para o futebol de pé descalço nas ruas da colonial Lourenço Marques (actual Maputo). Os seus dotes trouxeram-no para Lisboa, primeiro para o Sporting, mas foi na Académica que viveu os melhores anos da sua carreira e ali seria imortalizado com o epíteto de “Velho Capitão”.

Durou cerca de um mês a viagem que trouxe Mário Wilson de Moçambique para Lisboa. A bordo do Mouzinho de Albuquerque, o jovem de 19 anos, deixava para trás o Desportivo de Lourenço Marques, filial do Benfica, para alinhar ao serviço dos “leões”. Um passo de gigante para o neto do comerciante Henry Wilson, que um dia também cruzou o oceano para encontrar no Catembe o amor da sua vida, no rosto da filha de um dos primeiros régulos (chefes tribais) da região.

Não se vai demorar muito tempo com o “leão” ao peito. Apenas duas épocas. Mas deixa a sua marca. Será o melhor marcador da equipa na temporada de estreia (1949-50) e o segundo goleador do campeonato; ajudará à conquista do campeonato no ano seguinte. No Sporting será também adaptado a defesa central, posição onde se irá fixar e que iria solidificar na Académica numa longa relação de 12 anos como Jogador.

Pendurou as chuteiras para assumir o papel de Treinador, orientando o Benfica, o seu outro grande amor, a par da “Briosa”, e da Selecção Macional, mas conheceu muitos outros bancos técnicos.

Encerra a carreira nos relvados na temporada de 1962-63, permanecendo ligado à Académica, como técnico-adjunto, nomeadamente de José Maria Pedroto, com quem tem uma relação conflituosa, substituindo-o no cargo de treinador principal em 1964. Vai viver momentos de glória à frente da “Briosa”, com quem se sagra vice-campeão nacional na época de 1966-67, algo inédito na história do clube.

O Benfica, o outro grande amor confesso de Mário Wilson, surge no percurso do técnico em 1975, aos 46 anos. Ao serviço das “águias” será o primeiro Treinador português a ser Campeão, logo na época de estreia. Irá regressar inúmeras vezes ao banco “encarnado”, como “bombeiro de serviço”, conquistando a Taça de Portugal em 1979-1980 e 1995-1996.

Foi, ainda selecionador nacional, entre 1979 e 1980, numa longa carreira de Treinador que o fez passar por Belenenses, Tirsense, V. Guimarães, Boavista, Estoril, Cova da Piedade, Louletano, Torreense, Olhanense, Águeda, FAR Rabat (Marrocos) e Alverca, onde abandonou o Futebol, em 1999.

Foi íntimo de Agostinho Neto, Marcelino dos Santos, Daniel Chipenda e apoiante de primeira hora dos movimentos independentistas africanos.

Em Coimbra, irá igualmente despertar para a política, inspirado pelo ambiente subversivo contra o regime ditatorial que se respira na cidade estudantil. Partilhará a mesma República com Almeida Santos, o já falecido ex-Presidente da Assembleia da República, mas também priva com grandes figuras dos movimentos independentistas das antigas colónias africanas portuguesas, como já havia acontecido na capital, onde aprofundou uma íntima amizade com Agostinho Neto, com quem partilhou casa.

Fonte: “Jornal Público”

Fonte: “Jornal de Notícias”

O mesmo Topónimo, Carlos Ramos, que homenageia duas personalidades distintas, um Arquitecto e um Músico.

O Topónimo CARLOS RAMOS, está plasmado na Toponímia Nacional um pouco por todo o lado, nomeadamente nos Municípios de Almada; Lisboa; Maia; Odivelas e Porto.

Ora este Topónimo (Carlos Ramos) pretemde homenagear, no caso dos Municípios de Almada; Lisboa; Maia e Porto, o Arquitecto e Professor, CARLOS João Chambers RAMOS, já no Município de Odivelas, a homenagem vai para o Fadista e Guitarrista, CARLOS Augusto da Silva Ramos.

 

 

 

CARLOS João Chambers RAMOS, Arquitecto e Professor, nasceu no Porto, a 15-01-1897, e faleceu em Lisboa, a 01-07-1969. Concluído o curso na Escola de Belas-Artes de Lisboa em 1920, dedicou-se ao Ensino Liceal até 1929.

Pedagogo, deixou o seu nome ligado à Escola do Porto, onde foi Professor de Arquitectura na Escola de Belas-Artes do Porto, cuja direcção assumiu em 1952, anos em que inicia uma inovadora reestruturação pegagógica contribuindo para o prestígio futuro da sua Escola.

Em 1959 ascendeu a Vice-Presidente da União Internacional de Arquitectos. Principais realizações: Agência Havas (Lisboa) e pavilhão de rádio do Instituto Português de Oncologia (Lisboa) e, em colaboração, o conjunto da Praça do Marquês de Pombal (Lisboa) e o Estádio do Sport Lisboa e Benfica (Lisboa).

Entre outros galardões, recebeu o Prémio Municipal de Arquitectura (Lisboa, 1946), o Prémio Nacional de Arte (1964) e o Prémio Diário de Notícias (Lisboa, 1964).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica); Lisboa (Freguesia de Santa Maria dos Olivais); Maia; Porto.

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 439).

 

CARLOS Augusto da Silva RAMOS, Fadista e Guitarrista, nasceu na Freguesia de Alcântara (Lisboa), nasceu a 10-10-1907 e faleceu a 09-11-1969. Foi na juventude assíduo frequentador das tabernas do seu bairro em que se cantava o fado e onde começou a tocar guitarra.

Tendo chegado a frequentar a Escola Politécnica, foi empregado de escritório e radiotelegrafista da Companhia Portuguesa Rádio Marconi, conservando sempre, porém, o seu gosto pelo fado e acompanhando como amador vários intérpretes da cantiga.

Por volta de 1930 começou também a cantar (no estilo de João Maria dos Anjos) acompanhando-se à guitarra, e com a sua voz velada e sentimental tornar-se-ia dentro de poucos anos um ídolo dos apreciadores daquele estilo, interpretando fados que serão sempre lembrados com saudade.

Em 1939 teve ocasião de acompanhar Ercília Costa numa digressão pelos Estados Unidos da América sob os auspícios do então Embaixador português em Washington, Doutor João Bianchi, primeira de uma série de deslocações que havia de fazer ao estrangeiro.

Em 1944, por instigação de Filipe Pinto, ingressou no profissionalismo artístico, estreando-se no Café Luso com um dos fados que lhe havia de dar mais nome – Senhora do Monte, letra de Gabriel de Oliveira e música (e criação) de Alfredo Marceneiro.

Actuou na Tipóia e na Tágide (na fase em que ali se apresentaram Edith Piaf e George Umer), participou nos filmes Aldeia da Roupa Branca (1939), Lavadeiras de Portugal (1956) e Fado Corrido (1964), e foi (tal como Domingos Costa e Victor Ramos) um dos guitarristas mais solicitados pelo teatro de revista.

Por volta de 1960 abriu e manteve até à sua morte o restaurante típico A Toca, onde teve a colaboração do Guitarrista Jaime Santos e do Violista Alberto Correia, este substituído (após o seu trágico fim) por Alfredo Costa. Contando com a amizade de gente endinheirada como o Conde da Covilhã e os Maltas (de Montemor-o-Novo), Carlos Ramos fez do seu restaurante um local selecto, frequentado pela alta roda lisboeta, onde actuaram grandes nomes do fado como Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro e Maria Teresa de Noronha, além de outros apreciados artistas, entre os quais Fernanda Maria, Natércia da Conceição e Maria do Espírito Santo. Não Venhas Tarde, Aquela Feia, Mas Sou Fadista, Eu Já Sabia, etc., são alguns dos fados que o celebrizaram.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Odivelas (Freguesia da Ramada).

Fonte: “Infopédia – Dicionários Porto Editora”

Sabe quem foi José Maria Nicolau?”

 

José Maria Nicolau foi, na época, juntamente com Alfredo Trindade, um dos maiores Ciclistas Portugueses.

 

José Maria NicolauJOSÉ MARIA NICOLAU, Ciclista, nasceu no Cartaxo, a 15-10-1908, e faleceu na Freguesia de Cabrela (Vendas Novas), a 25-08-1969. José Maria Nicolau e Alfredo Trindade foram na sua época os maiores Ciclistas portugueses e rivalizavam entre si, embora indissociáveis, já que era quase impossível possível falar de um sem evocar o outro, antecipando a rivalidade Benfica-Sporting no futebol.

José Maria Nicolau, foi um Ciclista do Sport Lisboa e Benfica, que fez a sua estreia a 01 de Setembro de 1929, na prova dos 64 Km Lisboa- Cartaxo onde alcançou o 5º lugar, e que depois se tornou um dos expoentes máximos do Ciclismo português, contribuindo muito para a divulgação da modalidade e do Clube em todo o País, somando 3 vitórias em 1930, bem como na 2ª (1931) e na 5ª Volta a Portugal (1934), para além de ter sido Campeão de Portugal em 1932 e Campeão Nacional de Estrada nos anos de 1931,1932 e 1933, entre outras conquistas.

Ciclista, manteve-se em actividade de 1928 a 1939, tendo entrado para o Sport Lisboa e Benfica em 1929. Alcançou a sua primeira grande vitória na Taça Olímpica a 20-07-1930.

Nas épocas de 1931e 1932, em 19 provas disputadas venceu 17 e ficou em 2º lugar nas duas restantes. Em 1931 venceu a II Volta a Portugal e em 1932 ficou em 2º lugar, travando com Alfredo Trindade um despique que tornou os dois ciclistas extraordinariamente populares. Venceu de novo a Volta a Portugal em 1934 e, no mesmo ano, o Porto-Lisboa, que voltaria a vencer em 1935. Em 18 de Julho de 1931 recebeu a “Águia de Prata”.

Em termos de galardões José Maria Nicolau recebeu a Águia de Prata em 18 de Julho de 1931 e mais tarde, em Janeiro de 1935, o Sport Lisboa e Benfica organizou uma festa de homenagem aos ciclistas, tendo sido então mostrado um retrato a óleo de José Maria Nicolau, em dimensões naturais, da autoria de António Duarte e que hoje podemos encontrar no Museu Benfica – Cosme Damião. Também na terra natal do ciclista foi fundado em 2003 o Clube de Ciclismo José Maria Nicolau.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Cartaxo; Lisboa (Freguesia de São Domingos de Benfica, Edital de 04-02-1993); Seixal (Freguesia de Fernão Ferro).

Fonte: “Câmara Municipal do Cartaxo”

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 384).

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

“Carlos Paredes, o mesmo nome na Toponímia, para homenagear duas personalidades diferentes”

O Topónimo Carlos Paredes, está plasmado na Toponímia Nacional um pouco por todo o lado, nomeadamente nos Municípios de Almada; Amadora; Lisboa; Loures; Oeiras; Palmela; Seixal; Sintra; Sobral de Monte Agraço; Vendas Novas; Vila Franca de Xira.

Para os menos atentos às questões Toponímicas, poderá parecer que o que se pretende com a atribuição deste nome foi homenagear o Guitarrista CARLOS PAREDES e, de facto, assim foi, com uma pequena diferença, no caso do Município da Amadora, o homenageado é: o Comerciante e grande Republicano, CARLOS Eugénio da Cunha PAREDES

 

 

Amadora 2392CARLOS Eugénio da Cunha PAREDES, Comerciante e grande Republicano, natural da Amadora, nascido em 1872. Foi uma das pessoas de maior respeitabilidade e conhecimento da Amadora, foi um dos vanguardistas na luta pelo progresso daquela terra.

Por ocasião do primeiro acto eleitoral da I República, em Maio de 1911, tinha a idade de 39 anos, era casado e exercia a profissão de Comerciante. Já em 1925, era assinalado nos cadernos eleitorais como empregado público. Naquelas mesmas eleições, foi um dos escrutinadores da Assembleia Eleitoral da Amadora.

Foi Presidente da 3ª Comissão Executiva da República, carque ocupou de 17 de Novembro de 1915 a 02 de Janeiro de 1918. Em 1922, nas eleições de Janeiro, tornou a fazer parte da constituição da Mesa da Assembleia Eleitoral da Amadora.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Amadora.

Fonte: “Eleições, Eleitores e Elites Políticas de Oeiras 1908-1926”, (por Ana Paula Teixeira Torres, 1ª Edição, 2015, Pág. 181)

 

 

CARLOS PAREDES, Guitarrista, nasceu em Coimbra, a 16-02-1925, e faleceu em Lisboa, a 23-07-2004. Seguindo a tradição da família, tornou-se executante de guitarra portuguesa, tendo começado a tocar aos quatro anos de idade, sob a orientação de seu pai, Artur Paredes, que o tornou seu acompanhante nos salões de Co «Coimbra e de Lisboa. Mudou-se para Lisboa aos oito anos, tendo feito os seus estudos nesta cidade. Frequentou o curso de Engenharia no Instituto Superior Técnico, do qual desistiu a favor da música. Paralelamente, ocupou um lugar de arquivador de radiografias no Hospital de São José, em Lisboa.

Em 1959, foi preso pela PIDE, esteve no Aljube e em Caxias pelas suas ligações ao Partido Comunista Português (PCP). Permaneceu preso durante um ano e meio e logo em seguida foi alvo de um processo disciplinar que o expulsou da função pública em Março de 1960.

Muto embora viesse mais tarde a trabalhar como Delegado de Propaganda Médica, este facto tê-o-á obrigado a intensificar a sua actividade profissional como Guitarrista. Ainda em 1960 escreveu a música de fundo para a curta-metragem de Cândido Costa Pinto, Rendas de Metais Preciosos.

Foi nessa ocasião que iniciou a sua colaboração com  o Villa Fernando Alvim, com quem gravou em 1962 o seu primeiro EP a solo e no mesmo ano compôs a banda sonora do filme Verdes Anos, de Paulo Rocha (que inauguraria em 1963 o chamado «Cinema Novo Português».

Nos anos 60, começou a tornar-se conhecido, sobretudo a partir da estreia do filme de Paulo Rocha, »Verdes Anos« (1962), para o qual escreveu a banda sonora. O cinema veio a tornar-se o primeiro veículo de reconhecimento geral do músico, tendo este trabalhado em produções cinematográficas como »As Pinturas do Meu Irmão Júlio« (1965), de Manoel de Oliveira, e »Mudar de Vida« (1966), de Paulo Rocha. Esteve igualmente ligado á renovação do teatro português, compondo para representações de peças como »O Render dos Heróis«, «A Casa de Bernarda Alba, e »O Avançado Morreu ao Amanhecer«. Entre 1967 e 1971, gravou dois dos seus discos mais importantes, »Guitarra Portuguesa e Movimento Perpétuo«. Entre estes discos editou »Porto Santo, Divertimento e Variações em Ré Menor«. Seguiu-se uma pausa prolongada na actividade discográfica, regressando, em 1983, com »Concerto em Frankfurt«, seguindo de »Invenções Livres« (1986), com António Vitorino de Almeida, »Espelho de Sons« (1987) e »Dialog« (1990), com Charlie Haden, combinando o contrabaixo com a guitarra portuguesa. Deu concertos por todo o mundo e conquistou diversos prémios. Algumas das suas obras foram coreografadas. Personalidade generosa, conhece-se-lhe o hábito de tocar gratuitamente ou por cachets pouco elevados. Deve-se-lhe a introdução de uma nova sonoridade na guitarra portuguesa e o aperfeiçoamento estrutural deste instrumento e ainda a criação da guitarra-baixo. Abandonou a carreira devido a problemas de saúde.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Sobreda); Lisboa (Freguesia do Lumiar, Edital de 06-10-2005); Loures (Freguesias de São João da Talha e Unhos); Oeiras (Freguesia de Paço de Arcos); Palmela (Freguesia de Pinhal Novo); Seixal (Freguesia de Arrentela); Sintra (Freguesias de Agualva, Algueirão-Mem Martins; Massmá, Queluz); Sobral de Monte Agraço); Vila Franca de Xira (Freguesia da Póvoa de Santa Iria).

Fonte: “Quem É Quem Portugueses Célebres, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 403).

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 3º Volume, L-P, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, Pág. 968, 969, 970 e 971)

Na passagem de mais um aniversário sobre o nascimento de Mirita Casimiro, deixamos aqui esta simbólica homenagem

 

Mirita CasimiroMIRITA CASIMIRO é o nome artístico de Maria Zulmira Casimiro de Almeida, Actriz e Cantora,  nasceu em Espinho, a 14-10-1914,onde a família se encontrava de férias, e faleceu em Cascais, a 25-03-1970. Filha do Cavaleiro Tauromáquico José Casimiro de Almeida, grande Cavaleiro Tauromáquico, natural de Viseu. Já o avô de Mirita Casimiro, Manoel Casimiro de Almeida fora um famoso cavaleiro tauromáquico de grande popularidade nos finais do século IXX, tendo actuado em homenagem ao Rei D. Afonso XII em Espanha.

Mirita e os seus irmãos gozavam de grande prestígio e popularidade pelas festas e récitas que organizavam para instituições humanitárias.

Em 1927 num sarau literário musical realizado pelas alunas do Grande Colégio Português (no já desaparecido Teatro Viriato em Viseu) a pequena Zulmira surpreende todos vestindo a pele dum travesti na comédia denominada Os Sustos da autoria de Rangel Lima.

Viveu até à maioridade em Viseu, tornando-se conhecida pelas suas interpretações de canções da música tradicional beirã, que apresentou na sua estreia em Teatro como «atracção» da revista Viva a Folia! (Teatro Municipal de Viseu, 1935). O sucesso alcançado valeu-lhe, na revista seguinte (Milho-Rei, texto de Rodrigo de Mello e Manuel Caiola, música de Fernandio Guimarães, Rafael Medina, Jaime Mendes e Frederico Valério), vários números declamados e cantados qyue foram reconhecidos pelo público e pela crítica.

A partir daí, o seu nome encabeçou, ao lado do Actor Vasco Santana, com quem entretanto se casou, o cartaz de várias Revistas (Olaré que Brinca, 1940; Alto lá com o Charuto”, 1945); operetas (O Colete Encarnado, 1940; A Invasão, 1945) e comédias musicais (João Ninguém, 1936, e Os Ardinas, 1937).

As canções Eu quero! Em João Ninguém; Lisboa, não sejas francesa, em A invasão e a Java de Paris, em Alto lá com o charuto, marcaram os principais momentos da sua carreira artística, que entrou em declínio após a dissolução do seu casamento.

Até 1954 interveio, espaçadamente, em várias revistas, partindo pouco tempo depois para o Brasil, de onde regressou em 1966 para uma breve incursão na cena declamada, integrando o elenco do Teatro Experimental de Cascais (A maluquinho de Arroios, de André Brun, e A Casa de Bernarda Alba, de Garcia Lorca, 1966; Mar, de Miguel Torga, e D. Quixote, de Yves Jamiaque, 1967; O Comissário de Polícia, de Gervásio Lobato, 1968).

Aproveitando a sua popularidade no Teatro, o Cinema utilizou-a como protagonista de Maria Papoila (1937), realização de Leitão de Barros, em que interpretou uma das suas canções predilectas do público (Adeus ó Serra, música de Raul Portela, Raul Ferrão e Fernando de Carvalho). Em 1968, um acidente de viação incapacitou-a para a cena.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Albufeira; Almada (Freguesia da Charneca de Caparica); Cascais (Freguesias de Cascais e São Domingos de Rana); Lisboa (Freguesia de Benfica, Edital nº 111/2016); Odivelas; Seixal (Freguesia de Fernão Ferro); Sintra (Freguesia de Algueirão-Mem Martins).

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 1º Volume, A-C, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, Pág. 265 e 266)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 135).

“Ramada Curto, o mesmo nome na Toponímia, em homenagem a duas personalidades diferentes”

O Topónimo Ramada Curto, está plasmado na Toponímia Nacional um pouco por todo o lado, nomeadamente nos Municípios de Almada; Cartaxo; Lisboa; Seixal; Sesimbra; Sintra; Vila Franca de Xira e Vila Nova de Gaia.

Para os menos atentos às questões Toponímicas, poderá parecer que o que se pretende com a atribuição deste nome foi homenagear o Advogado, Escritor e Político Amílcar da Silva RAMADA CURTO e, de facto, assim foi, com uma pequena diferença, no caso do Município de Sesimbra, o homenageado é: o Médico e Político, António Duarte RAMADA CURTO.

 

 

Amílcar da Silva RAMADA CURTO, Escritor, Advogado e Político português, natural de Lisboa, a 06-04-1886, e faleceu a 18-10-1961, que se distinguiu sobretudo no género dramático. Filho de João Rodrigues Ramada Curto e de Delfina Guiomar da Silva Ramada Curto.

Era proprietário de uma quinta no Cartaxo (Quinta do Refúgio) e dedicou-se a diversas actividades: advogado, político, jornalista, dramaturgo, entre outras.

Enquanto estudante destacou-se como um dos líderes da greve académica de 1907, tendo sido um dos estudantes punido com dois anos de expulsão da Universidade. Cursou Direito em Coimbra, entre 1905 e 1910, alcançando o Bacharelato. Proprietário de uma quinta no Cartaxo, repartiu-se entre a Advocacia, que sempre exerceu em Lisboa, e a actividade de Escritor, onde se distinguiu, sobretudo no âmbito das peças de teatro.

Como Advogado, distingiu-se pela sua participação nos julgamentos dos implicados no 19 de Outubro de 1921 e no caso «Angola e Metrópole».

Desempenhou ainda o cargo de Vogal do Conselho Superior de Finanças, órgão a que presidiu até 1926.

Iniciou a sua vida política ainda estudante, participando na greve académica de 1907, em virtude da qual foi expulso por dois anos. Sem cessar o trabalho conspirativo, fundou a Escola 31 de Janeiro,a Liga da Academia Republicana e o Centro Republicano de Coimbra. Foi ainda nesta Cidade, organizador do Comité Académico e Civil para a Revolução de 1910.

Membro do Partido Republicano Português, participou na revolução de 1910 e foi eleito Deputado em 1911. Foi membro do Partido Socialista Português, liderando a respectiva minoria na Câmara dos Deputado. Foi Ministro das Finanças e do Trabalho. Voltou a ser Deputado, por Lisboa, em 1919 e 1925.

Foi colaborador e Director de vários jornais, mantendo uma crónica semanal no Jornal Notícias do Porto. Para além de algumas obras em prosa e de estudos jurídicos, escreveu dezenas de peças de teatro, integrando-se numa linha naturalista de crítica social, destacando-se entre elas: O Estigma, (1905); Os Redentores da Ilíra, (1916); A Fera, (1923); O Diabo em Casa, (1931); A Cadeira da Verdade, (1932); Sol-Poente, (1934); O Perfume do Pecado, (1935); O Gonzaga, (1941); As Meninas da Fonte da Bica, (1948); A Voz da Cidade, (1953); Fogo de Vistas, (1856). Este Escritor possui ainda duas obras de crónica: O Diário de José Maria, (1941); O Preto no Branco, (1944).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica); Cartaxo (Freguesia de Vale da Pinta); Lisboa (Freguesia dos Olivais); Seixal (Freguesia da Amora e Corroios); Sintra (Freguesia de Queluz); Vila Franca de Xira (Freguesia da Póvoa de Santa Iria); Vila Nova de Gaia.

Fonte: “Parlamentares e Ministros da 1ª República (1910-1926)”; (Coordenação de A. H. Oliveira Marques, Edições Afrontamento, Colecção Parlamento, Pág. 192).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 183).

 

 

 

António Duarte RAMADA CURTO, Médico e Político, nasceu em Sesimbra, a 24-01-1848, e faleceu em Lisboa, a 25-06-1921. Filho de António Rodrigues Castro, Médico naquela localidade, e de Cláudia Maria Ramada Curto.

Depois dos estudos preparatórios matriculou-se na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, tendo prestado provas de exame final com defesa de tese em 30-07-1874. Desde 30-09-1870 que era aspirante a facultativo tendo assentado praça no Corpo de Marinheiros da Armada Real em 19-10-1870. Foi promovido, no ano da formatura a facultativo de 2ª classe do Quadro de Saúde de Angola, para onde partiu.

Em 1878 foi nomeado facultativo de 1ª classe e em 1880 chefe dos Serviços de Saúde da mesma província, onde se manteve até 1889, ano em que veio prestar serviço na Direcção-Geral do Ultramar. Ramada Curto foi, ainda Governador Geral de Angola, onde desenvolveu grandes melhoramentos no sentido do seu desenvolvimento, como a instalação do serviço internacional do telégrafo, a organização dos serviços ferroviários, o alargamento da rede dos caminhos-de-ferro, o incremento da instrução primariam, o saneamento da cidade de Luanda, e pelo reforço da ocupação militar do interior.

Foi o primeiro Director do Hospital Colonial, inaugurado em 1903, e da Escola de Medicina Tropical. Exerceu ainda o cargo de Director do Museu Colonial. Em 1908 participou na Conferência de Armas, em Bruxelas, como Delegado Plenipotenciário de Portugal.

Eleito Deputado por Angola na Legislatura de 1908-1910. Integrou a Comissão Parlamentar do Ultramar de que foi Presidente, havendo ainda sito autorizado a acumular o cargo que exercia no Ministério da Marinha e Ultramar com as funções legislativas.

Foi Director da Casa Pia, Provedor do Asilo da Ajuda, Director do Jardim Zoológico de 1903 a 1921 e Presidente da Direcção desde 1909, a ele se deve a expropriação da propriedade que pertencia ao Conde de Burnay. Era membro da Sociedade de Geografia de Lisboa.

Recusou a Comenda da Ordem de Cristo com que o governo o agraciara pelos serviços que, como Médico, prestara em Luanda.

Além de louvores e medalhas pelos serviços prestados no Ultramar, era Comendador da Ordem da Torre e Espada (1899) e da Ordem Imperial da Águia Vermelha, da Prússia (1900), Grande Oficial da Ordem Militar de São Bento de Avis (1900) e Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa (1906).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Sesimbra (Rua Conselheiro Ramada Curto).

Fonte: “Dicionário Biográfico Parlamentar, 1834-1910”, (Vol I, de A-C), Coordenação de Maria Filomena Mónica, Colecção Parlamento, Pág. 954 e 955”.

(Publicado a 13 de Outubro de 2017)