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Manuel Afonso Paço

Numa altura em que se comemora 0 1º Centenário da Primeira Grande Guerra (1914-1918), vou deixar aqui algumas notas biográficas, dos que, estiveram na guerra, em Angola, Flandres ou Moçambique e que fazem parte da Toponímia. Para começar, Afonso do Paço.

Manuel AFONSO DO PAÇO, Militar e Arqueólogo, nasceu na Freguesia do Outeiro (Viana do Castelo), em 30-11-1895,  e faleceu em Lisboa, em 29-10-1968. Tirou o Curso dos Liceus em Viana do Castelo e em Braga de 1908 a 1915. Cursou Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa entre 1915 e 1917.

Assentou praça em 1917, tendo seguido para França incorporado no Corpo Expedicioário Português (C.E.P.) como Oficial Miliano de Infantaria. Tomou parte na Batalha de La Lys em 09 de Abril de 1918, pertencendo já então ao quarto Grupo de Metralhadoras Pesadas. Aprisionado pelos alemães foi libertado em 28 de Dezembro de 1918. Regressou a Portugal a 16 de Janeiro de 1919.

De 1919 a 1921 serviu como Oficial na Guarda Nacional Republicana tendo sido Ajudante-de-Campo do Coronel Francisco António Baptista e do General Ernesto Vieira da Rocha.

Transitou em 1924 para a Administração Militar, Em 1925 já se encontrava como Professor provisório no Colégio Militar, passando depois a desempenhar as funções de Tesoureiro da Inspecção do Serviço Telegráfico Militar. A partir de 1925 exerceu o cargo de Chefe da Contabilidade do Batalhão de Telegrafistas (Graça, Lisboa). Reformou-se com o posto de Tenente-Coronel.

Possuía diversos louvores e da sua valorosa acção em campanha na Flandres e dos seus méritos falam eloquentemente as seguintes condecorações: Cruz de Guerra de 2ª Classe; duas “Fourragères” da Cruz de Guerra; Medalhas de Prata de Bons Serviços com Palma e de Comportamento Exemplar; Medalha Comemorativa da Expedição a França (C.E.P.); e Medalha da Vitória. Era Cavaleiro da Ordem Militar de São Bento de Avis.

Com o Padre Eugénio Jalhay realizou várias escavações arqueológicas em Vila Nova de São Pedro (Azambuja) e em Sanfins (Paços de Ferreira). Deu, além disso, valioso contributo na exploração arqueológica de diversos outros povoados, na descrição e classificação de numerosas peças e conjuntos arqueológicos, no levantamento de várias cartas arqueológicas concelhias e no inventário das estações paleolíticas e epipaleolíticas portuguesas.

Dos seus cargos académicos e científicos citam-se os seguintes: Acadmeia Portuguesa de História; Associação dos Arqueólogos Portugueses, de que foi Vice-Presidente; Instituto de Coimbra; Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia; Sociedade Martins Sarmento; Real Academia Galega; Sociedade Espanhola de Antropologia, Etnografia e Pré-História; Société Pré-Historique Française; Société d’Etnographia de Paris; Institut International de Paris; Prehistoric Society e Instituto Arqueológico Alemão.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Sobreda); Cascais (Freguesias de Cacais e Estoril); Lisboa (Freguesia de Santo Condestável); Paços de Ferreira (Freguesias de Paços de Ferreira e Sanfins de Ferreira); Setúbal; Viana do Castelo (Cidade de Viana do Castelo e Freguesia do Outeiro).

Fonte: “Quem É Quem Portugueses Célebres, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 399).

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Henrique Lopes de Mendonça: Autor da letra do hino nacional

Cruz Quebrada 022

Henrique Lopes de Mendonça, natural de Lisboa (02-02-1856 – 24-08-1931). Autor da letra do Hino Nacional. Era sobrinho do célebre folhetinista António Lopes de Mendonça. Abraçou a carreira da Marinha, vindo a ser reformado, em 25-05-1912, no posto de Capitão-de-Mar-e-Guerra. A sua vida de Oficial da Armada não impediu a sua intensa produção literária, que lhe mereceu ser Presidente da Academia das Ciências de Lisboa.

O seu interesse pela história é notório no conjunto da sua produção literária, tanto nos dramas históricos de cunho neoromântico como nas escrupulosas evocações  de alguns dos seus romances, centrados em figuras exemplares da história pátria, nos quais põe um cuidado minucioso na reconstituição de usos, costumes, linguagem, armas e topografia.

Republicano convicto, Lopes de Mendonça mostra-se também sensível às figuras populares, que sabe movimentar no seu ambiente próprio, como a Alfama lisboeta do Século XVI. Interessado na renovação da dramaturgia nacional, as suas peças teatrais dividem-se pelos dois géneros mais cultivados nesse final do Século XIX: o drama histórico em verso (O duque de Viseu, A Morta, Afonso de Albuquerque) e o drama naturalista de costumes (Amor Louco, Nó Cego, O Azebre), em que critica moderadamente a sociedade hipócrita e convencional da época.

Colaborou na tentativa de criação de uma ópera nacional, com os libretos das óperas A Serrana (musicada por Alfredo Keil), O Tição Negro, sobre temas vicentinos, e O Espadachim do Outeiro (estas últimas musicadas por Augusto Machado). Com D. João da Câmara e outros escreveu as farsas Zé Palonso, e O Burro em Pancas e a peça fantástica A Aranha.

Foi colaborador de numerosos jornais e revistas, reuniu em vários volumes os folhetins saídos em O Comércio do Porto, sob a epígrafe Cenas da Vida Heróica, e publicou várias obras sobre figuras importantes da nossa história, como Camões e Afonso de Albuquerque.

O seu interesse pelos acontecimentos da história contemporânea levou-o a reagir violentamente contra o ultimato inglês com várias conferências e um “a-propósito patriótico”, As Cores da Bandeira, cuja marcha final, musicada por Alfredo Keil, viria a ser adoptada como Hino Nacional, após a implantação da República.

Com o advento da República em 5 de outubro de 1910 a Portuguesa irrompe de novo na população, decretando-se mesmo logo em Novembro o seu respeito e homenagem pelos militares sempre que entoado. Mas só na sessão de 19 de junho de 1911 da Assembleia Constituinte é que se proclamou a Portuguesa como Hino nacional. A versão oficial só foi aprovada, porém, em 4 de Setembro de 1957, por iniciativa do Ministro da Presidência Marcello Caetano. Frederico de Freitas, Compositor, Maestro e Musicólogo português compôs então uma versão sinfónica do Hino e depois uma versão marcial, pelo então Major Lourenço Alves Ribeiro.

Convém recordar que na sua versão original de 1890, de desdém aos ingleses devido ao vergonhoso Ultimato, na letra, ao contrário do atual “contra os canhões marchar, marchar” se cantava “contra os bretões, marchar, marchar”…

Especialista da História Naval, publicou: “Estudos sobre navios portugueses nos séculos XV e XVI”, em 1872.

Obras principais: A Noiva, (1884); O Duque de Viseu, (1886); Os Piratas do Norte, (versos, 1890); A Morta, (1890); As Cores da Bandeira, (1891); Estudos sobre os Navios Portugueses nos Séculos XV e XVI, (1892); Os Órfãos de Calecut (romance histórico-marítimo, 1894); Paraíso Conquistado, (1895); Afonso de Albuquerque, (1898); O Padre Fernão de Oliveira e a Sua Obra Náutica, (1898); Amor Louco, (1899); O Alfenim, (1902); O Tição Negro, (1902); Nó Cego, (1905); O Azebre, (1909); Auto das Tágides, (1911); A Herança, (1913); O Crime de Arrocnhes, (1924); Cenas da Vida Heróica (Sangue Português; Gente Namorada; Lanças na África; Capa e Espada; Fumos da Índia; Santos de Casa; Almas Penadas; Argueiros e Cavaleiros).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada; Amadora; Lisboa; Montijo; Oeiras (Freguesia de Cruz Quebrada/Dafundo); Porto; Seixal (Freguesia da Aldeia de Paio Pires); Setúbal; Trofa; Vila Franca de Xira.

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. II, Organizado pelo Instituto Português do Livro e da Leirura, Coordenação de Eugénio Lisboa, Publicações Europa América, Edição de 1990, Pág. 390 e 391)

Fonte: “A Marinha de Guerra Portuguesa e a Maçonaria”, (de António Ventura, Edições Nova Vega, 1ª Edição 2013, Pág. 135 e 136)

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 15, Pág. 444)

Rocha da Silva, Médico e Fundador do INEM

Numa altura em que o INEM está na moda, mas por más razões, deixo aqui uma pequena biografia de um dos fundadores e impulsionadores do INEM, que, se estivesse vivo, sentir-se-ía envergonhado.

Francisco Filipe Rocha da Silva, nasceu em Faro, em 28-02-191, e faleceu em Óbidos, em 14-08-2000. Formou-se em MedicinINEMa em 1942, especializando-se em Cardiologia. Foi médico do Exército e mais tarde da Guarda Nacional Republicana. Por onde passou deixou obra feita. No Hospital Militar Principal criou o primeiro Serviço de Cardiologia em Portugal. Foi co-fundador da Sociedade Portuguesa de Cardiologia. No Hospital de Santa Maria montou o Serviço de Urgência e um laboratório de cateterismo. Na GNR chefiou o Serviço Médico, convertendo-o depois num pequeno hospital. Em 1974 foi convidado a dinamizar o Serviço Nacional de Ambulâncias (SNA). Fez aprovar a lei orgânica e implementou, a nível nacional, o Socorro de Urgência Pré-Hospitalar assente em três vertentes: Alerta, Socorro e Transporte, criando uma rede de telecomunicações, uma rede de Postos de Ambulâncias e uma estrutura de formação em socorrismo. Em 1980 criou o Gabinete de Emergência Médica (GEM). Em 1982 criou o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), com o objectivo de dar resposta ao Sistema Integrado de Emergência Médica. Paralelamente implementou novas formas de actuação, nomeadamente o Sub-Sistema de Transporte de Recém-nascidos de Alto Risco; Centro de Informação Anti-Venenos (CIAV); Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU); Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER); Ambulância Medicalizada; Viatura Médica de Intervenção em Catástrofe (VMIC); Transporte Aéreo de Emergência; e Apoio Médico a Altas Individualidades. Rocha da Silva aposentou-se aos 72 anos, sendo condecorado pelo Presidente da República com a Comenda da Ordem de Cristo.

Em 2009, foi criado pelo INEM um Prémio Rocha da Silva, para estímulo ao estudo e à investigação na área da Emergência Médica. Rocha da Silva era natural de Faro e faleceu em Óbidos onde viveu, com a família, os últimos anos de vida.

Fonte: “Site da Câmara Municipal de Óbidos”

Passos Manuel, chamava-se, afinal, Manuel da Silva Passos

Lisboa 0007Manuel da Silva Passos, Político e Advogado, de seu nome completo, nasceu na Freguesia de Guifões (Matosinhos), em 05-01-1801, e faleceu em Santarém, em 16-01-1862. Era filho de Manuel da Silva Passos, lavrador e proprietário abastado com interesses na Real Companhia de Vinhos do Alto Douro e em casas comerciais do Porto, e de Antónia Maria da Silva Passos, e irmão do, também, Deputado, José da Silva Passos.

Porquê Passos Manuel?, desconheço a razão oficial, ou mesmo se houve alguma razão oficial, para a troca dos nomes. A versão popular é, mais ou menos, a seguinte; sendo o seu irmão José da Silva Passos também Deputado e, passando o tempo sempre a aopiar o irmão, isto é tinha pouca visibilidade, mas muito trabalho, Passos, o Manuel, foi um grande tribuno, quando falava o Parlamento era sempre muito aplaudido e escutado atentamente, no Norte, no grande Porto, sempre que ele arrasava, diziam ontem falou o Passos, e perguntavam, uma vez que havia dois, qual Passso?, resposta, o Manuel e daí ficou o Passos Manuel.

Eleito Deputado para as seguintes Legislaturas: 1834-1836, pelo Douro; 1837-1838, pelo Porto; 1838-1840, pelo Porto; 1842-1845, por Nova Goa; 1846, pelo Alentejo; 1851-1852, por Santarém; 1853-1856, por Santarém; 1857-1858, por Santarém; 1858-1859, por Santarém. Eleito Senador na 2ª Legislatura de 1840-1842. Nomeado Par do Reino em 17-05-1861. Foi sócio correspondente da Academia Real das Ciências. Não aceitou condecorações nem mercês.

A sua vida privada e pública foi até finais dos anos de 1830 inseparável do seu irmão mais novo, José da Silva Passos, com quem manteve relações de intensa afectividade e durante muitos anos de inabalável cumplicidade política.

Em Outubro de 1817, Manuel e José matricularam-se em Cânomes e Leis na Universidade de Coimbra, tendo concluído o segundo destes Cursos. Ali  publicaram e redigiram em 1823 quatro números de um jornalinho intitulado O Amigo do Povo, uma folha atulhada de citações latinas em que se exaltava o legado «democrático» da Revolução Francesa e se dava o seu legado sanguinário como um mero cidente histórico evitável.

Eles, Passos, e sobretudo ele, Manuel, sem dúvida o evitariam. Manuel daria a Portugal uma revolução sem excessos e sem «persigangas», moderada e razoável. Manuel era «amigo do povo» mas, ao contrário do «bárbaro» Marat, não era inimigo de ninguém.

Depois de feita pelos «radicais», assumiu a chefia da Revolução de 09 de Setembro de 1836 e apresentou-a como uma revolução amante da ordem monárquica e generosa para com os seus inimigos. Os revolucionários que a tinham feito nunca puderam compreender este seu contraditório desígnio e nunca lhe perdoaram: acusarma-no de traidor. Passos taxou-os de «irracionais»queixou-se da ingratidão humana e procutou consolo para os desenganos do mundo nas doçuras da vida familiar e campestre. Em 2812-1838 casou com Gervásia de Sousa Falcão, «senhora de porte gentil e grave» e rica herdeira, de quem veio a ter duas filhas. Em 1840 em instalou-se em Constância) (próximo de Tomar, depois em Alpiarça, no meio das suas novas propriedades, e finalmente nas Portas do Sol em Santarém, na casa nobre do prazo de Alcáçova, adquirido em 1841.

A moderação alienara-lhe o apoio dos «radicais» sem trazer a confiança da direita. A rejeição de uma proposta do Governo (sessão de 10-05-1837), tornou patente o seu isolamento e conduziu à sua demissão do Governo (pastas do Reino e Fazenda, e interinamente da Justiça) em 01-07-1837. Naquela data desapareceu o chefe de partido, e nesta terminou, em rigor e na prática, a meteórica carreira política de Manuel da Silva Passos. Começara esta em Coimbra, estimulada pelos acontecimentos revolucionários de 1820, coincidentes com a sua iniciação maçónica, em loja desconhecida, sob o nome simbólico de Howard; seria mais tarde Grão-Mestre da Maçonaria do Norte entre 1834 e 1852. Em 1822, encontramo-lo também canonicamente filiado na Sociedade Patriótica Promotora das Letras e Indústria Nacional do Porto. Depois da Vila-Francada (Junho de 1823), os irmãos Passos são conjuntamente expulsos pela Junta Exprobatória da Universidade de Coimbra, em seguida desistem do exercício da Advocacia no Porto «por falta de clientes» e acabam estabelecidos, sob o absolutismo benevolente de D. João VI, como «Advogados numerários da Corte e da Casa do Povo».

Data destes anos a sua amizade com o Coronel Pizarro e o General Saldanha, aos quais se materiam ligados durante a emigração liberal (1828-1832).

Passos Manuel (sempre inseparável do irmão José) tomou parte no levantamento de 1828 contra D. Miguel e integrou o Exército Liberal que se refugiou na Galiza e embarcou na Corunha para Plymouth. Daqui passou à Bélgica (30-01-1829) e depois a França, tendo vivido o resto do exílio em Eaubonne, próximo de Paris (França), onde frequentou o Café de La Paix, se banhou no entusiasmo da Revolução de Julho de 1830 e começou o seu curriculum de futuro chefe da «oposição constitucional» aos governos cartistas de 1834-1836.

Saiu a terreiro para defender o General Saldanha, acusado de conluiu com a traição da Belfastada, e escreveu outros opúsculos sobre a situação da causa liberal portuguesa e os meios de a fazer triunfar, aconselhando D. Pedro IV a separar-se dos «amigos» que ele investira na regência da Terceira e depois dominariam o Governo até 1836.

Confirmando todavia a sua propensão conciliatória, já precocemente manifestada nos escritos de Coimbra. Passos Manuel declarou-se desde logo um firme adepto de uma furura «fusão» entre moderados e «radicais». Arredado, como partidário do General Saldanha, do desembarque liberal no Mindelo, chegou ao Porto em 09-08-1832, onde Sá da Bandeira o integrou como Oficial no Batalhão (de Voluntários) de Leça estacionado na Foz do Douro.

A par das actividades militares, para que não possuía vocação (nunca foi «amigo de guerra»), participou intensamente na intriga política que fervilhou no Porto durante o Cerco.

Em 1846 foi eleito pelo Alentejo mas, em sinal de protesto contra as violências eleitorais perpetradas pelo cabralismo, recusou o lugar de Deputado. Em Março de 1846 rebenta a «Maria da Fonte», e em 20 de Maio o Duque de Palmela substitui Costa Cabral à frente de um novo governo. A 21, constitui-se em Santarém a Junta de Província da Estremadura que, presidida por Passos Manuel, negociou rapidamente com o governo a rendição das forças populares sob a sua autoridade (05 de Junho), ainda antes de este cumprir as condições acordadas: a «purgação do Exército» e o armamento das Guardas Nacionais.

Figura proeminente do Governo Setembrista (1836-1842), sobraçou as pastas do Reino, da Fazenda e da Justiça, realizando obra notável no sector da Educação, a sua Reforma do Ensino, criou Liceus, Conservatórias, Escolas Politécnicas e Academias, das Finanças e da Administração (publicou novo Código Administrativo).

Durante a Guerra da Patuleia (1846-1847) apoiou seu irmão José  e foi Governador de Santarém. Com a Regeneração (1851) voltou ao Parlamento. Foi das figuras mais proeminentes da política liberal no segundo quartel do Séc. XIX. Publicou obras jurídicas e políticas.

Se a reforma do Ensino Primário não deixou marcas muito profundas, o mesmo não se poderá dizer da reforma do Ensimo Secundário, pois o nome de Passos Manuel fica ligado à criação dos Liceus em Portugal. No caso do Ensino Superior, para além de mudanças na Universidade de Coimbra e da reforma das Escolas Médico-Cirúrgicas de Lisboa e do Porto (1836), é importante destacar a criação da Escola Politécnica de Lisboa e da Academia Politécnica do Porto (1837). Chame-se a atenção de dois Conservatórios de Artes e Ofícios (Lisboa, em 1836, e Porto, em 1837), bem como do Conservatório Geral de Arte Dramática, em 1836, segundo plano desenhado por Almeida Garrett, e da Academia de Belas-Artes, em 1836.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica); Aveiro; Ílhavo (Freguesia da Gafanha da Nazaré); Lisboa (Freguesia de Arroios, ex-Freguesia de São Jorge de Arroios, Edital de 04-03-1884); Matosinhos (Cidade de Matosinhos e Freguesia de Guifões); Montijo; Porto; Santarém; Seixal (Freguesia de Fernão Ferro); Sintra (Freguesia de Massamá); Valpaços; Vila Franca de Xira (Freguesia de Alhandra); Vila Nova de Cerveira; Vila Nova de Famalicão (Freguesia de Calendário).

Fonte: “Dicionário Biográfico Parlamentar, 1834-1910”, (Vol III, de N-Z), Coordenação de Maria Filomena Mónica, Colecção Parlamento,
(Pág. 184, 185, 186 e 187)

Fonte: “Dicionário de Educadores Portugueses, Direcção de António Nóvoa, Edições Asa, 1ª Edição, Ano de 2003, Pág. 1055 e 1056”

25 DE ABRIL DE 1974 (PRAÇA)

Algés 001Data que ficou conhecida pela Revolução dos Cravos que, em 25 de Abril de 1974, derrubou o regime fascista, pondo fim a mais de 40 anos de ditadura e abrindo caminho para a democracia em Portugal. O governo de Marcelo Caetano estava desgastado por uma crescente contestação social de política ao regime e à guerra colonial. Os militares, na sua maioria capitães (oficiais de patentes intermédias), estavam descontentes com a situação gerada pelas prolongadas guerras coloniais. Iniciam reuniões conspiratórias que desembocam no (MFA) Movimento das Forças Armadas. Na madrugada de 25 de Abril de 1974, a operação »Fim-regime«, tomou conta dos pontos estratégicos da cidade de Lisboa, aeroporto, rádio e televisão. Uma parte das forças revoltosas lideradas pelo capitão Salgueiro Maia cercaram e tomaram o quartel do Carmo, onde se refugiara o chefe do governo Marcelo Caetano e alguns ministros. Rapidamente o golpe de estado foi aclamado nas ruas pela população, cansada da guerra e da ditadura,  transformando-se o movimento numa imensa explosão social e numa revolução pacífica, que ficou conhecida no estrangeiro como Revolução dos Cravos, que levou ao derrube do regime autoritário. Após o golpe inicia-se a libertação dos presos políticos, o regresso de inúmeros exilados políticos e, procura-se iniciar o programa do MFA, o mote dos três D (democratizar, descolonizar e desenvolver). Portugal entra num período de enorme luta social e política.

Depois do 25 de Novembro de 1975 acabam-se os ciclos dos governos provisórios entra-se pouco a pouco na vida da normalização democrática, apesar dos problemas sociais e económicos que caracterizavam a nossa sociedade.

O nome de 25 de Abril (ou 25 de Abril de 1974), faz parte da Toponímia de: Abrantes (Cidade de Abrantes e Freguesias da Bemposta, São Miguel do Rio Torto e Tramagal); Águeda (Freguesias de Águeda, Lamas do Vouga e Trofa); Aguiar da Beira; Alandroal (Freguesias de Terena e São Brás dos Matos); Albergaria-a-Velha; Albufeira (Cidade de Albufeira e Freguesias de Ferreiras, Guia e Paderne); Alcácer do Sal (Vila de Alcácer e Fregueias da Comporta e Torrão); Alcanena (Vila de Alcanena e Freguesias de Espinheiro, Louriceira, Malhou e Vila Moreira); Alcobaça (Vila de Alcobaça e Freguesias deAlfeizerão, Coz, Maiorga e Pataias); Alcochete (Vila de Alcochete e Freguesias de Samouco e São Francisco); Alcoutim; Alenquer (Vila de Alenquer e Freguesias de Abrigada, Aldeia da Mercenana, Carnota; Carregado, Meca e Ota); Alfândega da Fé; Alijó (Freguesias de Alijó e Ameiro); Aljezur; Aljustrel (Vila de Aljustrel e Freguesias de Ervidel e São João de Negrilhos); Almada (Cidade de Almada e Freguesias de Caparica, Charneca de Caparica, Costa de Caparica, Sobreda e Trafaria); Almeida (Vila de Almeida e Freguesia de Vilar Formoso); Almeirim (Vila de Almeirim e Freguesias de Benfica do Ribatejo, Fazendas de Almeirim e Raposa); Almodôvar (Vila de Almodôvar e Freguesia de Aldeia dos Fernandes); Alpiarça; Alter do Chão; Alvito (Freguesia de Vila Nova da Baronia); Amadora; Amarante (Cidade de Amarante e Freguesias de Freixo de Baixo, Gatão e Vila Meã); Amares (Freguesias de Ferreiros e Lago); Anadia (Freguesias de Anadia e Amoreira do Gândara); Ansião (Vila de Ansião e Freguesia de Avelar); Arcos de Valdevez; Armamar; Arganil; Arouca; Arraiolos (Vila de Arraiolos e Freguesias de Igrejinha, Sabugueiro, São Pedro da Gafanhoeira e Vimeiro); Arronches (Vila de Arronches e Freguesias de Esperança e Mosteiros); Arruda dos Vinhos (Vila de Arruda e Freguesias de Arranhó, Cardosas e Santiago dos Velhos); Aveiro (Cidade de Aveiro e Freguesias de Cacia e São Jacinto); Avis (Freguesias de Benavila e Ervedal); Azambuja (Vila de Azambuja e Freguesias de Alcoentre, Aveiras de Baixo, Aveiras de Cima, Maçussa, Manique do Intendente, Vale Paraíso, Vila Nova da Rainha e Vila Nova de São Pedro); Baião (Vila de Baião e Freguesia de Loivos do Monte); Barcelos (Cidade de Barcelos e Freguesias de Aldreu, Alvelos, Alvito, Balugães, Bastuço, Cambeses, Carvalhal, Faria, Fragoso, Gilmonde, Lijó, Manhente, Mariz e Perelhal); Barrancos; Barreiro (Cidade do Barreiro e Freguesias de Coina, Lavradio, Palhais e Santo António da Charneca); Batalha; Beja (Cidade de Beja e Freguesias de Nossa Senhora das Neves e Salvada); Belmonte; Benavente (Vila de Benavente e Freguesias da Barrosa, Samora Correia e Santo Estevão); Bombarral (Vila de Bombarral e Freguesias da Roliça e Vale covo); Borba (Vila de Borba e Freguesia de Rio de Moinhos); Boticas (Freguesia de Bobadela); Braga (Cidade de Braga e Freguesias de Adaúfe, Arentim, Palmeira, Pedralva, Ruílhe, São Mamede Este, Merelim e Trandeiras); Cabeceiras de Basto); Cadaval (Vila do Cadaval e Freguesia da Vermelha); Caldas da Rainha (Cidade das Caldas e Freguesia de Salir do Porto); Caminha (Freguesias de Moldeo e Vila Praia de Âncora); Campo Maior; Cantanhede (Vila de Cantanhede e Freguesia de Ançã); Cartaxo (Vila do Cartaxo e Freguesias de Ereira, Valada, Vale da Pedra, vale da Pinta e Vila Chã de Ourique); Cascais (Freguesias de Alcabideche, Cascais e São Domingos de Rana); Castanheira de Pêra; Castelo Branco (Cidade de Castelo Branco e Freguesia de Alcains);; Castelo de Paiva; Castro Daire; Castro Marim (Vila de Castro Marim e Freguesias de Altura, Azinhal e Odeleite); Castro Verde (Vila de Castro Verde e Freguesias de Entradas, Santa Bárbara de Padrões e São Marcos da Ataboeira); Celorico da Beira; Chamusca (Vila da Chamusca e Freguesias da Carregueira e Parreira); Chaves (Cidade de Chaves e Freguesias de Arcossó, Eiras, Loivos e Oura); Cinfães (Freguesias de Cinfães e de Souselo); Coimbra (Cidade de Coimbra e Freguesias de Ameal, Brasfemes, Souselas, São Silvestre e Taveiro); Condeixa-a-Nova; Constância (Freguesia de Montalvo); Coruche (Vila de Coruche e Freguesias do Couço e São José da Lamarosa); Covilhã (Cidade da Covilhã e Freguesias de Ferro, Peso, Teixoso, Tortosendo, Unhais da Serra e Vilar Formoso); Crato (Vila do Crato e Freguesias de Flor da Rosa Gáfete e Monte da Pedra); Cuba (Freguesias de Vila Ruiva e Vila Alva); Elvas (Elvas e Freguesias de Santa Eulália e Vila Boim); Entroncamento; Espinho; Esposende (Freguesias de Arões, Esposende, Fafe, Mar, Palmeira de Faro, Fão e Gemeses);  Estarreja; Estremoz (Vila de Estremoz e Freguesias de São Lourenço de Mamporcão e Veiros); Évora (Cidade de Évora e Freguesias de Azaruja, Nossa Senhora de Guadalupe, Nossa Senhora de Machede, Nossa Senhora da Tourega, Nossa Senhora Graça do Divor, São Manços, São Sebastião da Giesteira e Torre de Coelheiros); Fafe (Vila de Fafe e Freguesias de Arões, Golães, Regadas, São Martinho de Silvares e Travassós); Faro; Felgueiras (Cidade de Felgueiras e Freguesias de Aião, Caramos, Friande, Idães, , Jugueiros, Lixa, Rande, Revinhade, Sendim, Sernande, Unhão, Varziela, Vila Fria, Vila Verde e Vizela); Ferreira do Alentejo (Vila de Ferreira e Freguesias de Alfundão, Canhestros, Figueira dos Cavaleiros, Odivelas e Peroguarda); Ferreira do Zêzere (Freguesia de Belas); Figueira da Foz (Cidade da Figueira e Freguesia de Maiorca); Figueira de Castelo Rodrigo); Figueiró dos Vinhos; Freixo de Espada à Cinta; Fronteira (Freguesias de Cabeço de Vide e São Saturnino); Fundão (Fundão e Freguesia de Pêro Viseu); Gavião (Vila de Gavião e Freguesia da Comenda); Góis (Freguesia de Vila Nova do Ceira); Golegã (Vila da Golegã e Freguesia da Azinheira); Gondomar (Cidade de Gondomar e Freguesias de Baguim do Monte, Fânzeres, Lomba, Rio Tinto, São Pedro da Cova e Valbom); Gouveia (Vila de Gouveia e Freguesias de Nespereira e São Paio); Grândola (Vila de Grândola e Freguesias de Azinheira dos Barros E Melides); Guarda; Guimarães (Cidade de Guimarães e Freguesias de Arosa, Atães, Barco, Brito, Caldas das Taipas, Conde, Gonça, Guardizela, Infantas, Moreira de Cónegos, Ponte, Santa Eufémia de Prazins, Rendufe, Ronfe, Salvador de Briteiros, Santo Estevão de Briteiros, São Faustino, São João Baptista de Airão, São Torcato, Serzedelo, Vila Nova de Sande);Idanha-a-Nova (Vila de Idanha e Freguesias de Alcafozes, Monsanto e Penha Garcia);  Ílhavo; Lagoa (Cidade de Lagoa e Freguesias de Estômbar, Ferragudo, Parchal e Porches); Lagoa (São Miguel); Lagos (Cidade de Lagoa e Freguesias da Luz e Odiáxere); Lamego; Leiria; Lisboa (Freguesia de Marvila); Loulé (Cidade de Loulé e Freguesias de Almancil, Benafim, Quarteira e Salir); Loures (Freguesias de Apelação, Bobadela, Bucelas, Camarate, Fanhões, Loures, Lousa, Moscavide, Portela, Prior Velho, Santa Iria de Azóia, Santo Antão do Tojal, São João da Talha, São Julião do Tojal e Unhos); Lourinhã (Vila da Lourinhã e Freguesias da Marteleira, Reguengo Grande e Ribamar); Lousada (Freguesias de Boim, Covas, Figueiras, Macieira, Nogueira e Ordem); Lousã; Machico; Mafra (Vila de Mafra e Freguesias da Enxara do Bispo, Ericeira, Igreja Nova, Malveira, Milharado e São Miguel de Alcainça); Maia; Mangualde; Manteigas; Marco de Canaveses (Cidade do Marco e Freguesias de Banho e Carvalhosa e Santo Isidoro); Marinha Grande (Cidade da Marinha Grande e Freguesias da Moita e Vieira de Leiria); Marvão (Freguesia de Santo António das Areias); Matosinhos; Mealhada (Vila da Mealhada e Freguesia da Pampilhosa); Melgaço; Mértola (Vila de Mértola e Freguesia da Corte do Pinto); Mesão Frio; Mira (Vila de Mira e Freguesia da Praia de Mira); Miranda do Corvo; Miranda do Douro (Miranda do Douro e Freguesia de Sendim); Mirandela;Moimenta da Beira; Moita (Freguesias de Alhos Vedros, Baixa da Banheira, Gaio-Rosário, Moita e Sarilhos Pequenos); Monção; Monforte (Vila de Monforte e Freguesias de Assumar, Santo Aleixo e Vaiamonte); Montalegre; Montemor-o-Novo (Vila de Montemor e Freguesias de Cabrela, Santiago do Escoural e Silveiras); Montemor-o-Velho (Freguesias de Pereira, Santo Varão e Tentúgal); Montijo (Freguesias de Atalaia, Canha, Montijo, Pegões, Samouco, Santo Isidro de Pegões e Sarilhos Grandes); Mora (Vila de Mora e Freguesias de Brotas, Cabeção e Pavia); Mortágua; Moura (Vila de Moura e Freguesias da Amareleja, Safara e Sobral da Adiça); Mourão (Freguesia da Granja); Murça; Murtosa; Nazaré (Vila da Nazaré e Freguesia de Valado de Frades); Nelas (Freguesias de Carvalhal Redondo e Santar); Nisa; Óbidos (Freguesias de Amoreira, Gaeiras e Olho Marinho); Odemira (Freguesias de Boavista dos Pinheiros, Sabóia, São Luís, São Teotónio, Vila Nova de Milfontes e Zambujeira do Mar); Odivelas (Freguesias de Caneças, Famões, Odivelas, Olival Basto, Pontinha, Póvoa de Santo Adrião e Ramada); Oeiras (Freguesias de Algés, Barcarena, Carnaxide, Linda-a-Velha e Porto Salvo); Olhão (Cidade de Olhão e Freguesias da Fuseta e Moncarapacho); Oliveira de Azeméis (Vila de Oliveira de Azeméis e Freguesias de Nogueira do Cravo e Vila de Cucujães); Oliveira do Bairro (Freguesia de Oiã); Oliveira do Hospital (Freguesias de Alvoco das Várzeas e Meruge); Ourém (Vila de Ourém e Freguesias de Gondomaria e Seiça); Ourique (Vila de Ourique e Freguesia de Garvão); Ovar (Vila de Ovar e Freguesias de São Vicente de Pereira Jusã e Válega); Paços de Ferreira (Cidade de Paços de Ferreira e Freguesias de Codessos, Figueiró, Freamunde, Raimonda, Sanfins de Ferreira e Seroa); Palmela (Freguesias de de Águas de Moura, Palmela, Pinhal Novo e Quinta do Anjo); Paredes (Vila de Paredes e Freguesias de Aguiar de Sousa, Besteiros, Cristelo, Gandra, Parada de Todeia, Rebordosa, Sobreira e Vilela); Paredes de Coura; Pedrógão Grande; Penafiel (Freguesias de Entre-os-Rios, Fonte Arcada, Galegos, Guilhufe, Novelas, Pinheiro, Rio de Mmoinhos, Santiago de Subarrifana, Sebolido e Urrô); Penalva do Castelo; Penamacor (Vila de Penamacor e Freguesias de Benquerença e Pedrógão de São Pedro); Penedono; Penela (Vila de Penela e Freguesia de Espinhal); Peniche (Cidade de Peniche e Freguesias de Atouguia da Baleia, Ferrel e Serra d’El Rei); Peso da Régua (Freguesias de Peso da Régua e Vilarinho doa Freires); Pinhel; Pombal (Vila de Pombal e Freguesia de Vermoil); Ponta Delgada (Freguesia de Fenais da Luz); Ponte da Barca; Ponte de Lima; Ponte de Sôr (Vila de Ponte de Sôr e Freguesias de Foros de Arrão, Galveias, Montargil, Tramaga e Vale de Açôr); Portalegre; Portel (Vila de Portel e Fregueisas de Alqueva, Amieira e Monte do Trigo); Portimão (Cidade de Portimão e Freguesias de Alvor e Mexilhoeira Grande); Porto; Póvoa de Lanhoso (Vila da Póvoa de Lanhoso e Freguesias de Campos, Friande, Santo Emilião e Verim); Póvoa de Varzim (Cidade da Póvoa e Freguesias de Estela e Navais); Povoação (Vila da Povoação e Freguesia das Furnas); Redondo; Reguengos de Monsaraz (Vila de Reguengos e Freguesias de Campinho e Corval); Resende; Ribeira de Pena; Ribeira Grande (Freguesia de Rabo de Peixe); Rio Maior; Sabrosa (Freguesia da Torre do Pinhão); Sabugal; Salvaterra de Magos (Vila de Salvaterra e Freguesias de Foros de Salvaterra, Glória do Ribatejo, Marinhais e Muge); Santa Maria da Feira (Cidade da Feira e Freguesias de Argoncilhe, Arrifana, Canedo, Escapães, Fiães, Guisande, Lourosa, Nogueira da Regedoura, Pigeiros, Espargo e Sanguedo); Santa Marta de Penaguião; Santarém (Cidade de Santarém e Freguesias de Alcanhões, Amiais de Baixo, Almoster, Moçarria, Póvoa da Isenta e Vale de Figueira); Santiago do Cacém (Freguesias de Alvalade, Cercal do Alentejo, Ermidas-Sado, Santiago do Cacém, São Francisco da Serra e Vila Nova de Santo André); Santo Tirso (Cidade de Santo Tirso e Freguesias de Agrela, Areias, Aves, Palmeira, Rebordões, Reguenga, Roriz, São Martinho do Campo, São Salvador do Campo e Vilarinho); São Brás de Alportel; São João da Madeira; São João da Pesqueira; São Pedro do Sul (Freguesias de Pindelo dos Milagres e São Pedro do Sul); Sátão; Seia (Vila de Seia e Freguesias de São Romão e Vide); Seixal (Fregueaias de Aldeia de Paio Pires, Amora, Corroios, Fernão Ferro e Seixal); Serpa (Vila de Serpa e Freguesias de Pias, Vale de Vargo, Vila Nova de São Bento e Vila Verde de Ficalho); Sertã; Sesimbra (Vila de Sesimbra e Freguesia da Quinta do Conde); Setúbal (Cidade de Setúbal e Azeitão); Silves (Vila de Silves e Freguesias de Alcantarilha, Algoz, Pêra e São Bartolomeu de Messines); Sines (Vila de Sines e Freguesia de Porto Covo); Sintra (Vila de Sintra e Freguesias de Agualva-Cacém, Algueirão-Mem Martins, Almargem do Bispo, Belas, Colares, Massamá, Monte Abraão, Montelavar, Pêro Pinheiro, Rio de Mouro e Terrugem); Sobral de Monte Agraço; Soure; Sousel (Vila de Sousel e Freguesia da Casa Branca); Tabuaço (Freguesia de Vale de Figueira); Tarouca (Freguesias de Mondim da Beira e Tarouca); Tavira (Cidade de Tavira e Freguesias de Conceição e Luz); Tondela; Torres Novas (Cidade de Torres Novas e Freguesias de Riachos e Zibreira); Torres Vedras (Cidade de Torres e Freguesias de Carvoeoira, Dois Portos, Matacães, Monte Redondo, Ramalhal, Runa e Silveira); Trancoso (Vila de Trancoso e Freguesia de Vila Franca das Naves); Trofa (Cidade de Trofa e Freguesias de Alvarelhos, Covelas, Guidões, Muro, Saão Mamede do Coronado e São Romão do Coronado); Vagos (Freguesias de Calvão e Fonte de Angeão); Valença; Valongo (Cidade de Valongo e Freguesias de Alfena, Campo e Ermesinde); Valpaços (Freguesias de Santiago de Ribeira Alhariz, Sonim e Valpaços); Vendas Novas (Vendas Novas e Freguesia da Landeira); Viana do Alentejo (Vila de Viana e Freguesias de Aguiar e Alcáçovas); Viana do Castelo (Cidade de Viana e Freguesias de Afife e Lanheses); Vidigueira (Vila da Vidigueira e Freguesias de Pedrógão, Selmes e Vila de Frades); Vila do Conde (Cidade de Vila do Conde e Freguesias de Árvore, Aveleda, Bagunte, Canidelo, Gião, Junqueira, Labruge, Mindelo, Mosteiró, Retorta, Vila Chã e Vilar); Vila Flor; Vila Nova de Famalicão (Vila de Famalicão e Freguesias de Abade de Vermoim, Bairro, Brufe, Cabeçudos, Carreira, Cavalões, Cruz, Delães, Joane, Lagoa, Lemelhe, Louro, Novais, Oliveira, Pousada de Saramagos, Riba de Ave, Ribeirão, Ruivães, Santa Eulália do Arnoso, Santa Maria do Arnoso, Santa Maria da Oliveira e São Paio de Seide); Vila de Rei; Vila do Bispo (Vila do Bispo e Freguesias de Barão de São Miguel, Budens, Raposeira e Sagres); Vila Franca de Xira (Freguesias de Alhandra, Alverca do Ribatejo, Castanheira do Ribatejo, Forte da Casa, Póvoa de Santa Iria, São João dos Montes, Sobralinho, Vialonga e Vila Franca de Xira); Vila Nova da Barquinha (Vila da Barquinha e Freguesias da Atalaia, Praia do Ribatejo e Tancos); Vila Nova de Cerveira (Freguesias de Campos, Gondarém, Lovelhe e Vila Nova de Cerveira); Vila Nova de Foz Côa (Freguesia de Freixo de Numão); Vila Nova de Gaia (Cidade de Gaia e Freguesias de Avintes, Grijó, Prdroso, Perosinho, Sandim e Serzedo); Vila Nova de Paiva; Vila Pouca de Aguiar (Freguesias de Bornes de Aguiar, Valoura e Vila Pouca de Aguiar); Vila Real; Vila Real de Santo António (Vila Real e Freguesia de Monte Gorgo); Vila Velha de Ródão; Vila Verde (Vila Verde e Freguesias de Barbudo, Cabanelas, Dossãos e Lage); Vila Viçosa (Vila Viçosa e Freguesias de Bencatel e Ciladas); Vimioso (Freguesia de Carção); Viseu (Cidade de Viseu e Fregueasias de Côta e Santos Evos); Vizela (Vila de Vizela e Freguesia de Ínfias).

Nota: Na Cidade de Abrantes, o Impasse à Avenida 25 de Abril, passou a designar-se por: Rua do Girassol.

Nota: No Município do Montijo, na Freguesia de Pegões a Avenida 25 de Abril, passou a designar-se por: Avenida 4 de Outubro).

Nota: No Município de Paredes, na Freguesias de Sobrosa a Rua 25 de Abril, passou a designar-se por: Avenida de Fontes).

Nota: No Município de Gaia, na Freguesia de Lever, a Avenida 25 de Abril, passou a designar-se por: Avenida Engenheiro Jerónimo Moreira Barbosa e Avenida Sidónio Moreira Gonçalves).

Fonte: “Grande Enciclopédia do Conhecimento”, (Volume 16, Pág. 2738)

MANUEL MARTINS (RUA Doutor),

Natural dAlgés 069e Lisboa (09-09-1920-15-09-1997). Formou-se em Medicina em 1943. Após o Internato Geral fez o Complementar nos Hospitais Civis de Lisboa. Exerceu Clínica Médica no Posto da Caixa nas décadas de 50 e 60, em Algés. Manteve, até adoecer em 1992, durante quase 40 anos, consultório em Algés, na Rua Damião de Góis, onde, praticamente, atendeu todos os Algesinos dos mais diversos extractos sociais, tinha por lema não receber as consultas dos mais necessitados, dando-lhes, por vezes, medicamentos que intencionalmente acumulava.

Homem generoso, atleta, humanista e pioneiro em Portugal na modalidade de “saltos artísticos para a água”, nas instalações do
Sport Algés e Dafundo. No seu desporto favorito, os saltos para a água, foi o mais significativo atleta português, contudo, o verdadeiro gozo surgiu nas exibições em que os “saltos” era o “prato forte” dos festivais de natação.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Oeiras (Freguesia de Algés).

Fonte: “Câmara Municipal de Oeiras”