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Faleceu ontem um grande Campeão, Alves Barbosa, vencedor de três Voltas a Portugal em Bicicleta. Foi o primeiro Ciclista Português a correr na Volta a França em Bicicleta e o primeiro Treinador de Ciclismo em Portugal.

 

Alves BarbosaAntónio da Silva ALVES BARBOSA, Desportista, distinguiu-se como Ciclista, natural na Fontela, Freguesia de Vila Verde (Figueira da Foz) e faleceu no Hospital da Figueira da Foz, nasceu a 24-12-1931 e faleceu a 29-09-2018. Ciclista amador júnior do Sangalhos, tornou-se, em 1950, Campeão Nacional nessa categoria.

Foi o primeiro ciclista profissional a ter algum impacto internacional. Campeão Nacional de Juniores em 1950, conquistou o décimo nono lugar na Volta a Portugal em Bicicleta. Em 1951, com apenas 19 anos de idade, ganhou essa competição, pela equipa do Sangalhos, mantendo a camisola amarela da primeira à última etapa, feito inédito na prova. No ano seguinte, não é dispensado do serviço militar para participar na Volta a Portugal, que não se realizará entre 1953 e 1954.

Em 1955, triunfa na maior prova de ciclismo da América do Sul, em São Paulo, no Brasil. No mesmo ano, perde o primeiro lugar na Volta a Portugal, após ser agredido pelo público, o que o faz terminar no terceiro posto.

Em 1956, participa no Tour de France, integrando uma equipa do Luxemburgo, terminando num brilhante 10º lugar. Ganhando 10 das 23 etapas, o ciclista do Sangalhos triunfa na 19º Volta a Portugal, realizada nesse ano. Dois anos mais tarde, em 1958, triunfa pela última vez, na prova principal do ciclismo português. Nesse anos, faz uma incursão no cinema, protagonizando o filme »O Homem do Dia«. Abandona a competição em 1961 e torna-se Treinador, destacando-se a sua passagem pelo Benfica, entre outros clubes, para além do cargo de Seleccionador Nacional. A partir de 1994, faz parte, do Corpo de Formação Técnica da União Ciclista Internacional.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Anadia (Freguesia de Sangalhos).

Fonte: “Dicionário do Cinema Português 1895-1961” (de Jorge Leitão Ramos, Editorial Caminho, 1ª Edição, Outubro de 2012, Pág. 43 e 44)

Fonte: “Quem É Quem”, (Portugueses Célebres, Círculo de Leitores, Edição de 2008, Pág. 75).

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“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Lisboa”

 

Câmara Municipal de Lisboa1MARIA VIOLANTE VIEIRA, Fundadora do Comité Português para a UNICEF, natural de Lisboa, nasceu a 01-11-1915 e faleceu a 27-01-1997. Licenciada em Filologia Germânica, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi, durante um breve período, Professora no Colégio Inglês, actividade que abandonou após a morte do pai, para se ocupar das firmas da família, especialmente da Papelaria Progresso à frente da qual se manteve durante várias décadas.

Foi no desempenho dessas funções que, no início dos anos 70, uma deslocação ao estrangeiro para participar numa feira internacional lhe proporcionou um primeiro contacto com os Cartões de Natal da UNICEF, que, desde logo, quis trazer para Portugal. Estabelecidos os primeiros contactos com a UNICEF, juntamente com um grupo de cidadãos empenhados em contribuir para a causa das crianças mais desprotegidas do mundo, cria a Associação “Amigos da UNICEF”, que pouco tempo depois termina as suas funções dando lugar ao Comité Nacional para a UNICEF. Empenhou-se profundamente na defesa e aplicação dos Direitos da Criança.

Em 10 de Abril de 1979, foi criado o Comité Português para a UNICEF, do qual, Maria Violante Vieira assumiu a sua Presidência, sendo sob a sua direcção, que o Comité teve grande desenvolvimento como acções de recolha de fundos para apoio aos programas da UNICEF em todo o mundo, aumentando de forma significativa a venda de cartões de Natal e criando Delegações do Comité em vários pontos do país, como atraiu, pelas acções de divulgação desenvolvidas, doações espontâneas para aqueles programas.

Durante o período que se manteve na Presidência do Comité Português para a UNICEF, a aplicação dos Direitos da Criança foi uma preocupação constante de Maria Violante Vieira, tendo, nesse âmbito, o Comité produzido e divulgado, com a elaboração de outros organismos, nomeadamente o Ministério da Educação, materiais destinados a dar um maior conhecimento dos Direitos da Criança.

Maria Violante Vieira foi condecorada em Março de 1997, a título póstumo, pelo Presidente da República, Dr. Mário Soares, com a Comenda da Ordem do Infante.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de Benfica – Rua Maria Violante Vieira)

Recordamos hoje, Luís Monteiro, o iniciador da Educação Física em Portugal. Defensor de práticas físicas, foi o introdutor da Ginástica Educativa em Portugal e o primeiro português a exercer a profissão de Professor de Educação Física.

 

Luís MonteiroLUÍS Maria de Lima da Costa MONTEIRO, Professor, natural de Lisboa, nasceu em 1843 e faleceu em 1906. Iniciador da Educação Física em Portugal. Defensor das práticas físicas foi o introdutor da Ginástica Educativa em Portugal e o primeiro Professor português a exercer a profissão de Professor de Educação Física. Começou por abrir, em 1861, um Ginásio na Costa do Castelo, em Lisboa. No ano de 1862 começou a leccionar no Ginásio instalado no Instituto Industrial e cinco anos depois entrou para a Escola Académica, onde se manteve activo até à morte.

Em 1868, apesar de ser civil, a convite do então Ministro da Guerra, Marquês de Sá da Bandeira, passou a dirigir o Ensino da Ginástica no Colégio Militar, ao tempo instalado no Convento de Mafra, para onde se deslocava muitas vezes a pé por falta de transporte.

Em 18-03-1875 fundou, com outros, o Real Ginásio Clube Português, sua coroa de glória, actual Ginásio Clube Português.

Faleceu no prédio onde morava na Rua da Vitória e, cerca de 6 anos após lhe ser atribuído o topónimo em Lisboa, foi também inaugurada uma estátua sua na Avenida da Liberdade, em 15 de maio de 1932. Esta obra do Escultor Anjos Teixeira foi mais tarde colocada no Jardim da Estrela (Jardim Guerra Junqueiro) e, a partir de 1941, em definitivo, na sede do Ginásio Clube Português.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia da Penha de França, antes Freguesia de São João, edital de 19-06-1926, ex-Rua E da Penha de França).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 370).

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Leiria”

 

Câmara Municipal de LeiriaALCINDA da Silva de CARVALHO, Professora, natural de Leiria, nasceu em 1903 e faleceu a 06-10-1991. Era filha de Emília Roda da Silva Carvalho e de António Francisco de Carvalho. Licenciou-se, em 1927, em Ciências Físico-Químicas pela Universidade de Lisboa e, em 129, em Farmácia pela Universidade de Coimbra, tendo ainda frequentado dosi anos a Faculdade de Medicina de Coimbra.

Frequentou, também, os Estudos Camonianos na Universidade de Letras de Lisboa e, ainda, Estudos de Arabismo e Curso de Esperanto.

Alcinda Carvalho, consagrou a sua vida ao ensino, em vários estabelecimentos de Leiria, Fátima, Coimbra e Lisboa.

Por proposta do Cônsul de França, em Leiria, Dr. José Susmeiro, seu antigo aluno, foi condecorada em 1981, com o Grande Prémio Humanitário de França.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Leiria (Praceta Doutora Alcinda Carvalho)

Fonte: “Toponímia de Leiria e Um Pouco da Sua História”, (de Alda Sales Machado Gonçalves, 2ª Edição, Leiria, 2013, Edição da Junta de Freguesia de Leiria)

Recordamos hoje o Fadista Carlos Zel que, se fosse vivo, faria 68 anos de idade.

 

Carlos ZelCARLOS ZEL é o nome artístico de António Carlos Pereira Frazão, Fadista, nasceu na Freguesia da Parede (Cascais), a 29-09-1950, e faleceu na mesma Freguesia (Cascais), a 14-02-2002. Era irmão do já falecido Guitarrista Alcino Frazão. O fadista considerado um dos melhores da sua geração. Foi um dos poucos Fadistas da sua geração a conseguirem relatico sucesso e um importamte divulgador de talentos.

Com 17 anos profissionalizou-se, adoptou o nome artístico de Carlos Zel, e, no ano seguinte, 1968, apresentou-se pela primeira vez na Emissora Nacional.

Carlos Zel cantou em diversos espaços na linha de Cascais, como o bar Galito, ou em casas de fados como a Guitarra da Madragoa, e chegou mesmo a conciliar a actividade de fadista com a profissão de torneiro mecânico. Também o seu irmão, Alcino Frazão, foi um guitarrista de excelência, mas infelizmente viria a falecer muito prematuramente.

Na viragem para a década de 1970, Carlos Zel integrou um conjunto de fadistas que se revelaram nesta época, como é o caso de João Braga, António Melo Correia ou José Pracana, artistas “muito marcados pela procura de uma tradição interpretativa que vêem corporizada essencialmente na figura patriarcal de Marceneiro e na referência mais próxima de Maria Teresa de Noronha (…)”. São características do seu modo de interpretar “uma intensidade expressiva e uma riqueza de variação melódica incomparáveis na abordagem dos fados estróficos tradicionais” (cf. Nery, 2004:246, 264).

Iniciou o registo discográfico do seu repertório ainda na década de 1960. Entre os seus muitos discos, contam-se os seguintes títulos: “Rosa Camareira” (1967), “Poemas de Eduardo Damas” (1968), “Maria dos Olhos Verdes” (1969), “Minha Primeira Cantiga” (1971), O Seu Nome Era Manuel” (disco de homenagem ao toureiro Manuel dos Santos, editado em 1975), “Mestre Núncio” (disco de tributo ao toureiro João Núncio, editado em 1976), “Romeiro (1977), “Lusitano Vagabundo” e “Neste Rio Vou Morrer” (1978), “Cantigamente” (1980) e “À Volta do Fado” (1986).

Em formato CD, Carlos Zel editou o álbum “Fados”, pela BMG em 1993, lançou uma reedição do disco “A Minha Primeira Cantiga”, em 1996, e participou no disco “Harpejos e Gorgeios” de Celina Pereira, em 1998.

O seu último trabalho em disco, de título “Com Tradição” (Movieplay), foi apresentado com grande sucesso, num concerto do grande auditório do CCB, a 23 de Outubro de 2000. Nesta data é ainda bem notório que Carlos Zel “possui ligações maiores ao fado tradicional, com tudo o que ele possui de boémio e castiço”, embora apresente alguns temas provocatórios como o “Fado da Internet”; um poema de Daniel Gouveia, ou o “Retrato dum Alfacinha Sub-urbano”, um poema de José Niza que interpreta no Fado Corrido (cf. “Diário de Notícias”, 1 de Julho de 2000).

Carlos Zel fez digressões e espectáculos em Espanha, França, Holanda, Escócia, Dinamarca, Noruega, Brasil, Argentina, Chile, Venezuela, Canadá, Estados Unidos e Senegal. Em 1997 participa no espectáculo “Raízes Rurais, Paixões Urbanas”, de Ricardo Pais, levado a palco na Cité de la Musique de Paris, com a presença, também, de Argentina Santos.

Em 1984, numa parceria com Carlos Escobar, o fadista abriu na Madragoa a casa de fados O Ardinita (título de um poema de João Linhares Barbosa, interpretado por Fernando Maurício), mas esta tornou-se numa experiência que durou apenas alguns meses.

Para além das apresentações regulares em espectáculos de concerto, em Portugal e no estrangeiro, Carlos Zel integrou, também, o elenco de algumas peças de teatro de revista. A título de exemplo refiram-se a “Aldeia da roupa suja”, peça apresentada em 1978, no Teatro Variedades, “A Severa”, levada ao palco do Teatro Maria Matos, em 1990, e “Ai quem me acode”, estreada em 1994, no Teatro ABC.

São frequentes as apresentações do fadista na televisão. Carlos Zel participou em programas como o “Piano Bar”, de 1988, ou a série “Pisca Pisca”, de 1989”. Em 1994 o fadista interpretou temas na telenovela “Desencontros” e surgiu, ainda, como actor, em episódios da telenovela “Cinzas”, de 1992, e da série “Polícias”, de 1996.

Reconhecido como intérprete empenhado na divulgação do Fado, Carlos Zel foi um dos sócios fundadores da Academia da Guitarra Portuguesa e do Fado, em 1994. Por três vezes a Casa da Imprensa atribuiu a Carlos Zel prémios distintivos da sua actividade: em 1993 o “Prémio Prestígio”, em 1997 o “Prémio Neves de Sousa” e, em 2000, o “Prémio Consagração”.

No decorrer do ano de 2000, Carlos Zel foi um dos impulsionadores da programação “Quartas de Fado”, no Casino Estoril, onde actuava todas as semanas. Destaque-se que Carlos Zel foi o primeiro fadista masculino a fazer uma temporada de actuações no espaço do Casino Estoril.

Possuidor de um estilo onde a tradição interpretativa nunca deixou de marcar presença, Carlos Zel popularizou temas como o “Meu amor morre no mar”, “Sonho louco”, “Palavra à solta”, “Prece”, “Fado Pechincha”, “Tenho saudades da baixa”, “Amar outra vez”, “Quero tanto aos teus olhos” ou “Travessa do poço dos Negros”. E, apesar de ser uma referência nacional enquanto fadista, o seu percurso registou tentativas de abrir o fado a outras sonoridades, fazendo algumas experiências ao lado de Luís Represas, no projecto “Cantautores”, da Expo’98, com Maria João e Mário Laginha, num espectáculo do Anfiteatro da Doca, também na Expo’98, e com Carlos Zíngaro, Cesária Évora e Celina Pereira, em trabalhos discográficos.

Demonstrou sempre uma enorme generosidade para com a Casa do Fado, quer emprestando objectos para exposições temporárias, quer colaborando em várias iniciativas.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Cascais (Freguesias de Alcabideche, Cascais e Parede).

Fonte: “Museu do Fado”

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 1º Volume, A-C, Pág. 1353, Temas e Debates, Círculo de Leitores)

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Lamego”

 

Câmara Municipal de LamegoANTÓNIO DE OLIVEIRA, Padre e Educador, nasceu em Lamego, a 21-01-1867, e faleceu em Lisboa, a 09-08-1923. Filantropo, Psicólogo, Educador e autor de livros de profilaxia e pedagogia social. Era filho de gente humilde qeu o destinou à carreira ecesiástica, concluiu o curso de Seminário na sua cidade natal, pastoreou algum tempo uma Freguesia rural, mas teve de abandoná-la para procurar no Porto o tratamento que os seus males e asua débil compleição exigiam.

Ali, pelos seus dotes excepcionais de inteligência e de carácter, adquiriu valiosas relações que lhe valeram a escolha para Capelão da antiga Casa de Correcção de Lisboa, conhecida vulgarmente pela designação de Mónicas.

Nomeado por Decreto de 02-06-1899, iniciou uma obra que verdadeiramente o imortalizou e o coloca entre vos mais insignes pioneiros da defesa e da educação das crianças vítimas de anormalidades psíquicas, de degenerescência, de miséria, de abandono moral.

Aquela imunda e monstruosa Casa de Correcção, antes escola de perversão e refinamento do mal, sob a acção dedicada do Padre António de Oliveira passou a ser verdadeiro Instituto de Instrução e regeneração, como era necessário.

Assim, pouco depois, os reclusos da Correcção, dantes vivendo na inundíce e cobertos de andrajos, foram levados pelo seu Capelão e Preceptor “em passeio pelas ruas de Lisboa asseados e correctos como quaisquer colegiais, com espanto e admiração de toda a população da cidade, que fazia das Mónicas o pior dos conceitos”.

Nomeado Subdirector da instituição em 23-01-1900, o Padre António de Oliveira dedicou-se à elaboração de um regulamento que lhe permitisse a consecução do seu elevado intuito: a assistência educativa aos menores delinquentes, pela criação de lugares de “prefeitos-professores” ou preceptores. Libertou assim os reclusos da vigilância de guardas e carcereiros à maneira das cadeias de adultos, entregando-ps à acção constante e à influência educativa dos prefeitos que eram Professores diplomados e, portanto, possuíam preparação pedagógica especial.

Simultâneamente, com a tarefa benemerente que lhe coube nas Mónicas, incumbiu-se o Padre António de Oliveira de outras missões de igual importância social, tais como a instalação da Casa da Correcção do Porto (no Convento de Santa Clara, em Vila do Conde, mais tarde Reformatório, dirigido pelo Dr. João Canavarro, em Abril de 1902); e a da Casa de Correcção de Lisboa, para raparigas, no ano seguinte, nas Mónicas, após a transferência da Casa masculina para o antogp Convento da Cartuxa, em Caxias.

Proclamada a República, em 1910, o Governo provisório escolheu-o pata várias comissões de serviço, tais como a remodelação do Instituto de Educação e Trabalho e do Colégio Militar, e a criação do Instituto dos Pupilos do Exército.

A sua intuição de pedagogo foi revolucionária para a sua época. Publicou diversos trabalhos pedagógicos e deixou outros inéditos.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lamego; Oeiras (Freguesia de Caxias – Rua Padre António de Oliveira)

Fonte: “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 19, Pág. 352 e 353

Ao dar um passeio por Sintra, nomeadamente quem passa por Gouveia, logo à entrada desta localidade, depara-se com uma “Placa” com a indicação de “Gouveia Aldeia em Verso” e, se reparar melhor, nesta localidade e noutras do Concelho de Sintra, como Fontanelas e Alvarinhos, em todas as “Placas Toponímicas”, existe uma quadra, o que muita gente não saberá é que esse trabalho foi obra de José Valentim Lourenço que, se fosse vivo, faria hoje 77 anos de idade. Aqui fica a nossa homenagem

 

Valentim LourençoJosé VALENTIM LOURENÇO, conhecido por “José Massano”, Poeta Popular, Actor e Encenador, natural de Gouveia, Freguesia de São João das Lampas (Sintra), nasceu a 28-09-1941 e faleceu em 2002. Apenas com a Quarta Classe da Instrução Primária, Zé Valentim, como era conhecido, encontrou na Poesia uma forma de diálogo, imprimindo os seus versos de simplicidade e de feição popular.

Valentim Lourenço, fundador do Grupo de Teatro. Dedicou a sua vida a obras que valorizaram o património de Gouveia e Fontanelas (Sintra), cuja história escreveu em verso, nas “Placas Toponímicas”.

As tradicionais cegadas, forma expressiva de fazer teatro de cariz popular, encontraram em Zé Valentim um fervoroso adepto e um autor apaixonado. Foi através desta comunicação que ele encontrou forma de intervir no teatro amador, ora como actor, ora como autor, escrevendo revistas populares, caracterizando as pessoas, os costumes, criticando, glosando, num estilo próprio, num tom mordaz e vivo, passando pelo dramático.

As suas revistas levadas à cena: “Novas Sementes”, “Simplesmente Saloias”, “Que se Passa Aamarada”, “Minha Aldeia, Minha Gente”, “Sangue na Guelra”, “Quentes e Boas” e, “Gaivotas em Terra”, são testemunho disso.

Valentim Lourenço é autor das quadras nas placas toponímicas de Gouveia e de Fontanelas, também o Teatro de Revista de Fontanelas e Gouveia nasce pela sua mão. Os fundos angariados com os espectáculos serviram para o restauro da Igreja de Fontanelas e para a construção da Capela de Gouveia.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Sintra (Freguesia de São João das Lampas – Largo José Valentim Lourenço, ex-Largo do Rossio)

Fonte: “Câmara Municipal de Sintra”

Faleceu ontem (26-09-2018), a Artista Plástica Helena Almeida, uma Artista reconhecida internacionalmente.

 

Helena AlmeidaMaria HELENA de Castro Neves de ALMEIDA, Artista Plástica, natural de Lisboa, nasceu a 11-04-1934 e faleceu a 26-09-2018. Era filha do Escultor Leopoldo de Almeida, autor do Padrão dos Descobrimentos, e irmã do Arquitecto Leopoldo Castro de Almeida e da Pintora Manuela Almeida. Fez o Curso de Pintura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. Pintora de cavalete, partiu de uma raiz fauvista para um abstrccionismo geométrico.

A sua prática artística abrange a fotografia, o vídeo e o desenho evoluindo a partir de uma interrogação permanente da linguagem da pintura. Embora a artista apareça sempre em frente da câmara fotográfica ela insiste que suas imagens não são auto-retratos. Vestida de preto desde o início da década de 1970, por vezes com objectos ou móveis encontrados no seu estúdio – cadeiras, bancos, espelhos, arames, pigmentos, entre outros –, a artista assume posições e situações meticulosamente coreografadas e encenadas em vídeos e desenhos, a fim de criar complexas composições visuais que tanto reflectem sobre o espaço e o tempo como sobre a relação entre a artista e a imagem. Inicialmente, os vídeos e os desenhos funcionam como estudos e possibilidades para as fotografias ganham autonomia e legitimidade no modo pertinente de levantar questões sobre as próprias práticas artísticas contemporâneas como, também, nas várias possibilidades de concretizações e produções da cultura na sociedade actual.

Em 1964 obteve uma bolsa de estudos e deslocou-se para Paris. Nesta cidade tomou contacto com a arte abstrata, o que influenciou bastante a sua produção pictórica. As pinturas abstratas que realizou no final da década de 60 exploram o tema da caracterização do espaço pictórico e da sugestão ambígua de espaços interiores e de espaços exteriores.

A tendente antropomorfização da sua arte foi-se traduzindo na utilização do seu próprio corpo enquanto objecto ou tema da pintura. Corresponde esta produção artística a uma nova fase de trabalho, talvez a mais conhecida, marcada pelo recurso à fotografia, com carácter marcadamente conceptualista. Estas fotografias eram normalmente realizadas pelo seu marido, Artur Rosa, também ele artista plástico (Arquitecto e Escultor) e eram manipuladas através da utilização de pintura ou de desenho para introdução de elementos visuais (linhas, manchas) de forma a obter diferentes significações. As fotografias eram frequentemente organizadas em grupo, criando sequências de acção. Anula-se assim a diferença entre pintura e fotografia e entre interior e exterior. Associadas, fotografia e desenho ou fotografia e pintura sintetizam a representação, com tendência para a objectualização dos elementos da linguagem plástica. Há uma certa ênfase ritualista que se afasta de qualquer intenção de realização de auto-retratos de sentido narcisístico, como se revela nos trabalhos “Variações e fuga sobre o corpo”, “Tela habitada” ou “Estudos para um enriquecimento interior”, todas datadas da década de setenta.

Algumas fotografias foram completadas com manchas azuis, verdes ou negras. Exemplo destes trabalhos são as fotografias tratadas com tinta negra, procurando negar os limites do corpo, como na obra “Negro Exterior”, de 1981.

Helena Almeida representou Portugal na Bienal de Veneza por duas ocasiões: 1982 e 2005. Em 2004, participa na Bienal de Sidney, Austrália. Recentemente a sua obra foi exibida em importantes museus e galerias, tais como: Galerie les filles du calvarie, Paris, França; John Hansard Gallery, Southampton, Inglaterra; Fundación Telefónica, Madrid, Espanha; Helga de Alvear, Madrid; Pinacoteca de São Paulo, Brasil; Kettle’s Yard, University of Cambridge, Inglaterra; Galeria Filomena Soares, Lisboa; Thomas Erben Gallery, Nova Iorque, E.U.A., e Tate Modern, Londres.

A produção de um documentário pelo prestigiado canal de televisão franco-alemão ARTE atesta o reconhecimento internacional da sua obra, presente em significativas colecções internacionais, tais como. Banco de Espanha, Madrid; Bibliotheque National de Paris; Colecção Berardo, Lisboa; Tate Modern, Londres; Fundación ARCO, Madrid; Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Fundação Serralves, Porto, Portuual; Galerie Bama, Paris; Galerie Drehscheibe, Basileia, Suíça; Hara Museum of Contemporary Art, Tóquio, Japão; MUDAM – Musée d’Art Moderne Grand Duc Jean, Luxemburgo; MEIAC – Museo Extremeno e Iberoamericano de Arte Contemporáneo, Badajoz, Espanha; MACBA – Museu de Arte Contemporânea de Barcelona, Espanha; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid; e Colletion Sammlung Verbund di Viena, Áustria.

Obteve vários prémios, dos quais se destacam o 1º Prémio de Desenho, Coimbra, 1969, o prémio da 11ª Bienal de Tóquio, o prémio da Bienal de Vila Nova de Cerveira, 1984, o prémio da Fundação Calouste Gulbenkian, 1984, o prémio BESphoto, instituido pelo Banco Espírito Santo e pelo Centro Cultural de Belém, 2004, e o prémio AICA (Associação Internacional de Críticos de Arte), 2004.

Fonte: “Quem É Quem”, (Portugueses Célebres, Círculo de Leitores, Edição de 2008, Pág. 32).

Fonte. “Infopédia – Dicionários Porto Editora”

Fonte: “Galeria Filomena Soares”

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município das Lajes do Pico”

 

Câmara Municipal de Lajes do PicoJosé DIAS DE MELO, Escritor e Porfessor, nasceu na Calheta de Nesquim (Lajes do Pico), a 08-04-1925. e faleceu no Hospital de Ponta Delgada, a 24-09-2008. Dias de Melo foi, além de Escritor, Professor Primário e colaborador assíduo da imprensa regional e nacional e um profundo conhecedor da temática baleeira e da emigração.

Nos anos 50 do Século XX, inicia o seu percurso literário, com um livro de poesia intitulado “Toadas do Mar e da Terra”, que foi publicado, pela primeira vez, em 1964. Em reconhecimento do contributo do escritor para o panorama literário português, o então Presidente da República, Mário Soares, condecorou-o com a Ordem do Infante e também foi homenageado pelas Lajes do Pico, com o título de Cidadão Honorário do Concelho. Recentemente, o Presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, presidiu a uma sessão pública de homenagem a Dias de Melo, que incluiu o lançamento de uma nova edição da sua trlogia “Pedras Negras”; “Mar Rubro” e “Mar Pla Proa”. A sua obra “Pedras Negras” estava traduzida em Inglês e Japonês.

Obras Principais. (1964), Pedras Negras. Lisboa, Portugália (3.ª ed., Salamandra, 2003; trad. inglesa, 1988; trad. japonesa, 2005). (1971), Cidade Cinzenta. Ponta Delgada, Edição do Autor. (1976), Mar pela Proa. Lisboa, Prelo Editora (2.ª ed., Vega, 1986). (1979), Vinde e Vede. Lisboa, Editorial Ilhas. (1983), Vida Vivida em Terras de Baleeiros. Angra do Heroísmo, Secretaria Regional da Educação e Cultura. (1985), Na Memória das Gentes (Livro I, três volumes). Angra do Heroísmo, Secretaria Regional da Educação e Cultura. (1990), Das Velas de Lona às Asas de Alumínio. Lisboa, Salamandra. (1991), Na Memória das Gentes (Livros II e III, três volumes). Angra do Heroísmo, Secretaria Regional da Educação e Cultura. (1992), O Menino Deixou de Ser Menino. Lisboa, Salamandra. (1992), Aquém e Além-Canal. Lisboa, Salamandra. (1993), A Viagem do Medo Maior. Lisboa, Salamandra. (1994), Pena Dela Saudades de Mim. Lisboa, Salamandra. (1996), Inverno sem Primavera. Lisboa, Salamandra (2.ª ed., 1997). (1999), O Autógrafo. Lisboa, Salamandra. (2002), Milhas Contadas. Lisboa, Salamandra. (2004), Poeira do Caminho. Porto, Campo das Letras.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lajes do Pico (Freguesia da Calheta de Nesquim – Rua Professor Dias de Melo).

Fonte: “Governo Regional dos Açores – Secretaria Regional da Educação e Cultura”

Fonte: “Jornal de Notícias”

Ana Plácido, o grande (e a perdição) amor de Camilo Castelo Branco, aqui recordada no dia em passa mais um aniversário do seu nascimento.

 

Ana PlácidoANA Augusta PLÁCIDO, Escritora, nasceu no Porto, a 27-09-1831, e faleceu em São Miguel de Seide (Vila Nova de Famalicão), a 20-09-1895. Filha de António José Plácido Braga Comerciante, e de Ana Augusta Vieira. Em 28-09-1850 casou-se com Manuel Pinheiro Alves, brasileiro rico e já perto dos 50 anos, de quem teve um filho.

Senhora de espírito e de apreciáveis dotes literários, colaborou em numerosos jornais e revistas (Gazeta Literária, Revista Contemporânea, O Nacional, O Futuro, A Revolução de Setembro, etc.), com artigos e romances em folhetins, que assinava com os pesudónimos de Lopo de Sousa, Gastão de Vidal de Negreiros ou simplesmente A. A.

em 1856, enamorou-se de Camilo Castelo Branco. Uma paixão que lhe trouxe problemas a tal ponto que o marido enganado a colocou no Convento da Conceição, de Braga.

Foi a pouco e pouco abandonando os sonhos de glória literária, e de “mulher fatal” transformou-se em esposa e mãe dedicada, tornando-se uma colaboradora paciente e assídua de Camilo, a quem ajudava, investigando manuscritos que lhe serviriam de base a muitos romances or fornecendo-lhe enredos da vida aldeã, colhidos na convivência com os camponeses de Ceide.

Após oito anos de casada passou a viver maritalmente com Camilo Castelo Branco, o que os levou à cadeia da Relação do Porto durante um ano.

Apesar de viúva desde 15-07-1863, só em 09-03-1888 veio a casar com Camilo, de quem teve (1863 e 1864) dois filhos (um doente mental e o outro bastante desequilibrado). Estreou-se nas letras com um artigo publicado na Revista Contemporânea, “Martírios Obscuros”, enviado ainda da prisão, a obra mais importante da autora é a Luz Coada por Ferros, que reúne, além dos artigos publicados em periódicos, algumas novelas originais e divagações em prosa, a maior parte das quais escritas na prisão. Foi ainda tradutora de alguns romances franceses, sobretudo da autoria de Amédée Achard e de Benjamim Constant (Como as Mulheres Se Perdem; Vergonha Que Mata; Aprender na Desgraça Alheia, etc.).

Obras principais: Luz Coada por Ferros, (1863); Regina, (1868); Herança de Lágrimas, (1871).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Odivelas; Porto; Seixal (Freguesias de Aldeia de Paio Pires e Corroios); Vila Nova de Famalicão (Freguesias de Requião, São Miguel de Seide e Vila Nova de Famalicão).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. II, Irganizado pelo Instituto Português do  Livro e da Leirura; Coordenação de Eugénio Lisboa, Publicado por , Publicações Europa América, Edição de 1990, Pág. 161 e 162)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 427).