Archive for Abril, 2018|Monthly archive page

Na data em que se comemora o “Dia Mundial do Jazz”, recordamos Luiz Villas-Boas, o grande impulsionador do Hot Clube de Portugal

Hot Clube de PortugalLUIZ VILLAS-BOAS, Músico e Político, natural de Lisboa, nasceu a 26-03-19024 e faleceu a 10-03-1999. Filho de um republicano, oficial do exército e homem de letras. Começou a estudar música clássica aos 6 anos de idade, frequentando aulas do professor Tomás Borba, na Academia dos Amadores de Música. Na casa paterna existiam duas harpas, um piano (para ele) e a guitarra portuguesa do pai, que chegou a tocar com Carlos Paredes. Na sua juventude frequentava os concertos do São Carlos e, como aluno, conciliava o curso de Engenharia com o de Piano do Conservatório. Em 1942 começou a interessar-se profundamente pelo Jazz. Abandonou os dois cursos, tirou o de inglês do Instituto Britânico e trabalhou como tradutor para os CTT. Fazia a audição das rádios estrangeiras no tempo no tempo da guerra e no intervalo dos noticiários escutava Glenn Miller. Em 1945, editou o primeiro dos seus programas de Jazz na rádio que duraria 20 anos (com Artur Agostinho e Curado Ribeiro), entre outros. Em França, na década de cinquenta, Luís Villas-Boas conheceu Charles Delaunay e o seu Hot Club de França, nome com que baptizou o seu primeiro programa radiofónico na Emissora Nacional e um outro projecto concretizado em 1951 – O Hot Clube de Portugal. Grandes nomes do Jazz mundial, como Louis Armstrong, Sarah Vaughan e Frank Foster (director da orquestra de Count Basie), vieram a Portugal pela mão de Villas-Boas, onde conviviam e tocavam em animadas tertúlias noctívagas. Paralelamente à sua actividade musical, dedicava-se também às causas político-sindicais. Ligado ao PS (Partido Socialista), foi um dos fundadores do SITAVA (Sindicato dos Trabalhadores da Aviação Civil e Aeroportos). Esteve dois mandatos na Inter-Sindical. Foi membro do Conselho Geral do Inatel e presidente da Assembleia-Geral do Hot Clube. Luís Villas-Boas apresentou vários programas na rádio e na televisão, como por exemplo, “Disco e Daquilo”, que contava com a participação de Carlos Cruz e Mário Viegas, sempre se mostrou um crítico em relação à política mercantil adoptada pelas editoras perante a música Jazz. Já nos últimos anos da sua vida, manifestou vontade à Câmara Municipal de Lisboa, em doar o seu enorme espólio pessoal, para a constituição de um futuro Museu da Música em Portugal.

Foi condecorado com a Ordem do Infante pelo Presidente da República Mário Soares, em 10 de Junho de 1989.

Foi um impulsionador de programas televisivos, produtor discográfico, promotor de espectáculos e organizador do Cascais Jazz (1971-1988) e de outros festivais igualmente importantes, nomeadamente em Lisboa, Espinho, Figueira da Foz e Algarve.

Fonte: “Luís Villas-Boas. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. [Consult. 2011-12-10]”.

Anúncios

Recordamos hoje, Alexandre Rey Colaço, Pianista e Professor do Conservatório Nacional de Música.

 

Alexandre Rey ColaçoALEXANDRE Jorge Maria Idalécio Raimundo REY COLAÇO, Pianista e Professor, nasceu em Tânger (Marrocos), a 30-04-1854, e faleceu em Lisboa, a 11-09-1928. Pianista, Professor e Compositor, naturalizado português. Filho de pai francês, Paul Teophile André Rey e de Maria de los Dolores Raimunda Paula Colaço, espanhola. Ficou orfão de pai aos 2 anos de idade.

Alexandre Rey Colaço, em Lisboa, viveu no nº 28 da Rua Ribeiro Sanches e, com Alice Schmidt Constant Lafourcade, foi pai da Actriz Amélia Rey Colaço, da ilustradora Alice Rey Colaço e de mais duas filhas, Jeanne e Maria.

Estudou Piano no Conservatório de Madrid e deu o seu primeiro concerto em Lisboa no ano de 1881, o que lhe valeu uma viagem para Paris oferecida por Pedro Eugénio Daupias para continuar a estudar. Daí seguiu para continuar os estudos na Academia Superior de Música de Berlim, onde pela primeira vez foi Professor de Piano.

Regressado a Portugal em 1887, tornou-se cidadão português e foi por largos anos Professor no Conservatório de Música de Lisboa.

Como Compositor, a sua obra, embora escassa, compôs para piano “Fados”, “Bailarico”, “Jales”, “Malagueña”, “Jota” e “Pequenas Peças” e para voz e piano “Cantigas de Portugal”, é de inspiração nacionalista. Notabilizou-se sobretudo como educador do bom gosto musical e como consertista émulo de Viana da Mota.

Alexandre Rey Colaço também escreveu o livro De Música, publicado em Lisboa em 1923, sobre a sua experiência e reflexões musicais para além de se encontrarem colaborações suas na Revista do Conservatório Real de Lisboa e na Atlântida. Inédito até 2004 ficou o seu Memórias Tangerinas, escrito em 1921.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de Alvalade, Edital de 14-06-1950); Seixal (Freguesia de Fernão Ferro).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 156).

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 1º Volume, A-C, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, Pág. 307 e 308)

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

Recordamos hoje José Carranca Redondo, o “Pai do Licor Beirão”, que foi também um dos pioneiros, em Portugal, da Publicidade nas Estradas.

 

Licor BeirãoJOSÉ CARRANCA REDONDO, Industrial, natural da Lousã, nasceu a 29-04-1916 e faleceu a 15-06-2005. Ficou sem pai ainda criança e por isso teve necessidade de começar a trabalhar, ainda muito novo, aos 12 anos de idade.

José Carranca Redondo, foi o Pioneiro da publicidade e do Marketing em Portugal – actividades que começou a desenvolver na década de 40 do Século passado, em plena Segunda Guerra Mundial – o Empresário levou a todos os pontos do País o licor que produzia na Lousã. A sua marca foi a primeira a fazer publicidade nas camisolas dos ciclistas da Volta a Portugal, e a criadora dos painéis publicitários ao ar livre, percursores dos actuais outdoors.

Fez de tudo um pouco, desde vendedor de jornais a vendedor de máquinas de escrever. Empreendedor e inovador fez de uma velha fábrica, a uma fábrica de sucesso, fabricando e comercializado o licor mais conhecido em Portugal, o “Licor Beirão”. Em 1946, teve uma ideia de espalhar cartazes em todo o País a fazer publicidade ao referido licor. Entre os slogans que o Licor Beirão eternizou ficaram, entre outros, os seguintes: “que licor senhor prior”; “que licor senhor doutor”, ou “O beirão que todos gostam”.

Sempre polémico e austero, José Carranca Redondo, apesar de assumir ao longo da vida a sua antipatia pelo clero e pela religião, fundou na Lousã o CDS, democrata-cristão, após o 25 de Abril de 1974, e presidiu posteriormente à Assembleia Municipal. Sempre pronto a ajudar os mais necessitados, terá cumprido a sua última promessa, uma semana antes de falecer, ao oferecer um computador portátil a um aluno, com deficiência motora, do sétimo ano da Escola EB 2-3 da Lousã.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lousã (Rua José Carranca Redondo).

Fonte: “RTP – Notícias”

Fonte: “Loja Licor Beirão”

Sabia que a actual Rua Capelo, em Lisboa, já se designou por Travessa da Parreinha e por Rua da Parreirinha? Esta Artéria que pretende homenagear Hermenegildo Carlos de Brito Capelo, só passou à actual designação de Rua Capelo, através do Edital Municipal de 07 de Setembro de 1885.

Rua CapeloHERMENEGILDO Carlos de Brito CAPELO, Militar e Exploradores Africanos, nasceu em Palmela, a 04-02-1841, e faleceu em Lisboa, a 04-05-1917. Assentou praça na Marinha em 1855, tendo embarcado na corveta Estefânia, envolvida no transporte de tropas para a campanha militar em Angola. Efectuou várias viagens deste tipo e, em 1871, combateu no ataque a Caconga, em território guineense, distinguiu-se pelo seu valor e disciplina.

Com Serpa Pinto e Roberto Ivens realizou, entre 1877 e 1880, as expedições científicas a África que o tornaram célebre e que tinham como propósito o estudo dos territórios entre Angola e Moçambique. A meio do empreendimento, um desentendimento entre Hermenegildo Capelo e Serpa Pinto levou à sua separação, seguindo este último para uma viagem à contracosta, enquanto o primeiro prosseguia os seus objectivos. A expedição foi relatada no livro “De Benguela às Terras de Laca”.

Face à necessidade de criação de um atlas geral das colónias portuguesas e de estabelecimento de ligações comerciais entre Angola e Moçambique, Capelo e Ivens regressaram a África em 1884. A expedição iniciou-se em Moçâmedes (Angola) e terminou sete meses e 4 500 Km depois em Quelimane (Moçambique). O livro de “Angola à Contracosta” revela os aconcecimentos ocorridos ao longo do trajecto, no qual morreram 68 dos 124 homens que o iniciaram.

Foi ainda publicado, em 1889, de parceria com Roberto Ivens, “Quelques Notes Sur L’Établissement et les Travaux des Portugais au Monomotapa” em apoio às pretenções portuguesas no Niassa e na África Central.

Em 1902, foi promovido a Contra-Almirante e a Vice-Almirante em 1906. Ajudante-de-Campo de Dom Luís, Dom Carlos e Dom Manuel II, terminou a sua carreira militar quando este último monarca se exilou.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Cascais (Freguesia da Parede); Leiria; Lisboa (Freguesia de Santa Maria Maior, ex-Freguesia dos Mártires, Edital de 07-09-1885); Palmela (Freguesias de Águas de Moura, Palmela e Pinhal Novo); Seixal (Freguesia de Fernão Ferro); Setúbal), Sintra (Cidade de Agualva-Cacém).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. II, Publicações Europa América)

Fonte: “Quem É Quem”, (Portugueses Célebres, Círculo de Leitores, Edição de 2008, Pág. 122).

Recordamos hoje o Músico João Balula Cid, no dia em que faria 61 anos de idade

João Balula CidJOÃO BALULA CID, Músico,natural de Lisboa, nasceu a 28-04-1957 e faleceu a 17-01-2017. João Balula Cid iniciou os seus Estudos Musicais com Cândida Mota Pereira, no Colégio Moderno, em Lisboa, e Jaime Silva, já no Colégio Militar. Mais tarde, teve como Professores a Compositora e Pedagoga Francine Benoît, na Academia de Amadores de Música, em 1975, e, depois, Leonor Leitão, no Conservatório Nacional.

Balula Cid frequentou o Real Conservatório de Música, em Toronto, no Canadá, e posteriormente a Universidade de Montclair, em Nova Jérsia, nos Estados Unidos, em 1980, onde fez parte da classe de Edmund Battersby, e foi também aluno de Konrad Wolf, com quem estudou música para tecla de J. S. Bach.

Depois de terminar o Curso de Piano, já como Bolseiro da Mary and William Shrieve Foundation of America, foi admitido na Columbia University, em Nova Iorque, onde obteve o grau de “Master of Fine Arts in Arts Administration”.

Entre outros, o Pianista participou nos álbuns “Tributo a José Afonso”, com Victor Almeida e Silva, e “Canções da República”, com o tenor Carlos Guilherme.

O pianista João Balula Cid foi uma presença regular nos ecrãs televisivos, tendo participado, entre outros, nos programas “Há Horas Felizes” e “Santa Casa” durante 14 anos, e na RTP Internacional no “Jardim das Estrelas”, durante toda a sua duração, em mais de 150 emissões. “Praça da Alegria”, “Turno da Noite”, “Natal dos Hospitais”, “O Amigo Público”, “Tributo” e “12 Meses 12 Temas” foram outros programas onde participou, tendo ainda sido Pianista e Director musical de “A Outra Face da Lua”, na RTP 2, com apresentação de Júlio Isidro.

Como concertista, actuou em Portugal, Canadá, EUA, México, Espanha, França, Bélgica, Países Baixos, Luxemburgo, Itália, Suécia, Noruega, Inglaterra, Rússia, Cazaquistão, Região Especial de Macau, Timor-Leste, Austrália e Alemanha, onde, entre 1991 e 1992, foi Director Musical e Pianista no Hotel Kempinski em Berlim.

Em Dezembro de 1997 produziu e editou o seu primeiro CD como Pianista solista, “On Broadway”. A sua discografia inclui ainda “At the movies – A magia do Cinema”, “Pintei Versos, Escrevi Quadros – Poesia de Moita Macedo”, álbum que contou com a participação de Maria Barroso, Rosa Lobato de Faria, Vitor de Sousa e José Fanha, “…E Quase Tudo foi Possível”, com Nicolau Santos, “Roome for All”, com Yvonne Roome.

Figura conhecida de prestações em programas televisivos, em Março do ano passado, Balula Cid foi homenageado pelos 40 anos de carreira na Academia Almadense, em Almada, num espectáculo em que participaram “voluntariamente mais de 40 Artistas”.

Fonte: “TVI24”

Fonte: “Jornal Expresso”

Recordamos hoje, o Fadista Manuel de Almeida, no dia em que faria 96 anos de idade.

 

 

Manuel de AlmeidaMANUEL Ferreira DE ALMEIDA, Fadista, nasceu em Lisboa, a 27-04-1922, e faleceu em Cascais, a 03-12-1995. Era filho de Manuel de Almeida e de Belmira Ferreira.

Manuel de Almeida exerceu a profissão de fabricante e desenhador de calçado feminino. Considerado por muitos o «último abencerragem fadista deste século» pelo seu estilo inconfundível, voz única e jeito especial de viver e sentir o Fado, era um grande adepto do desporto, chegando a praticar futebol e atletismo. Com 10 anos de idade dedicou-se ao Fado, começando a frequentar os retiros fadistas, nomeadamente o café da Rua de São Paulo, onde também se estreou Fernando Farinha. A timidez de Manuel de Almeida não facilitou a sua profissionalização que só ocorreu quando tinha 28 anos, na Tipóia, sob a direcção de Adelina Ramos. Permaneceu na Tipóia cerca de 12 anos. Depois cantou no Estribo, Retiro do Malhão, Faia, e no Olímpia Clube. Fernanda Maria convidou-o para Lisboa à Noite, onde esteve mais 11 anos. Em 1979 Rodrigo Inaugurou a sua casa o Forte Dom Rodrigo e convidou Manuel de Almeida, que ai se manteve até que a morte o silenciou. Algumas das suas interpretações ainda hoje são lembradas, salientando-se de entre elas Fado Antigo, letra de Martinho de Assunção (pai) e Mãos Cheias de Amor, letra de Clemente Pereira. Gravou mais de uma dezena de LP’s e cerca de 20 singles.

Ponto significativo da sua carreira foi a edição, em 1987, de Eu Fadista Me Confesso, produzido e inspirado por Rão Kyao. Na ocasião, os críticos afirmaram tratar-se de uma colecção coerente, romântica e melancólica que pouco ou nada tinha a ver com Manuel de Almeida castiço de outras gravações, que cantava sobre touradas, marialvismo e noitadas ao relento, mas o disco foi pioneiro no enlace entre a tradição e a modernidade.  Afirmou que não se aprende a cantar o Fado, essa qualidade nasce, ou não, com as pessoas.

Em 1963, recebeu o Óscar da Imprensa, um diploma de agradecimento do Senado de Rhode Island e uma Medalha da Cidade de Saint-Serves. No mês de Fevereiro de 1994 festejou as bodas de ouro e foi homenageado no Teatro São Luiz.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Cascais (Freguesias de Alcabideche, Cascais e São Domingos de Rana); Seixal (Freguesia de Fernão Ferro).

Fonte: “Museu do Fado”

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 1º Volume, A-C, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, Pág. 33)

“Pai e filhos na Toponímia”

SD Benfica 0031António GINESTAL MACHADO, Político e Professor, nasceu em Almeida, a 03-05-1874, e faleceu em Santarém, a 28-06-1940. Filho de Manuel Machado e de Maria Augusta de Ameida Ginestal Machado, casou, em 1904, com Maria da Piedade Almeida Topinho, de Santarém, de quem teve descendência.

Inicia a aprendizagem das primeiras letras na terra natal e desde cedo demonstra o desejo de vir a ser Professor. O prosseguimento dos estudos obriga-o a mudar-se para Braga, onde frequentou o Liceu. A morte do pai, aos 13 anos, marca-o profundamemte e, confrontado com as dificuldades da vida, é obrigado a abandonar a Escola. O sentido da responsabilidade e de autonomia levam-no, em 1891, a assentar praça no Regimento de Infantaria, na Cidade da Guarda, conjugando em simultâneo a vida castrense e a conclusão dos Estudos Secundários.

Apaixonado pela Marinha, é admitido na Escola Naval de Lisboa como Aspirante de 2ª Classe, em 1882. Promovido no ano seguinte, isso permite-lhe capacidade económica para dar início à concretização do seu objectivo, ser Professor.

Formou-se na Faculdade de Direito de Coimbra e exerceu o Magistério Liceal. Fez parte do Partido Unionista, do qual veio a ser um dos principais dirigentes, sendo partidário de uma linha republicana moderada. Promoveu a fusão do seu partido com o Evolucionista, do qual resultou o Partido Liberal, depois transformado no Partido Nacionalista.

Foi Ministro da Instrução de 24-05-1921 a 26-08-1921. Chefe de um Governo (15-11-1923 a 17-12-1923), sem maioria parlamentar, de que fez parte o General António Óscar Carmona, aproveitou uma tentativa de insurreição para levar o Presidente da República Manuel Teixeira Gomes a dissolver o parlamento. Perante a recusa deste, demitiu-se.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almeida; Lisboa (Freguesia de São Domingos de Benfica, Edital de 14-05-1979, ex-Rua G à Estrada da Luz); Santarém.

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 12, Pág. 397)

Fonte: “Parlamentares e Ministros da 1ª Republica, (1910-1926”, (Coordenação de A. H. Oliveira Marques, Edições Afrontamento, Colecção Parlamento, Pág. 274).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 322)

 

 

 

MANUEL DE ALMEIDA GINESTAL MACHADO, Advogado, natural de Santarém, nasceu em 1904 e faleceu a 05-02-1964. Era filho de António Ginestal Machado, político e Professor, e de Maria da Piedade de Almeida Topinho Ginestal Machado, e irmão de Mariana Ginestal Machado, Professora.

Na direcção do Orfeão Scalabitano, do Círculo Cultural e de outros organismos e colectividades de Santarém, foi infatigável propulsor duma obra de educação popular e de valorização artística que não teve apenas o mérito de melhorar o nível de cultura da cidade de Santarém, mas ainda o de contribuir notavelmente para o bom nome de Santarém.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Santarém (Rua Doutor Manuel de Almeida Ginestal Machado).

Fonte: “Santarém no Tempo”, (de Virgílio Arruda, Edição da Câmara Municipal de Santarém, 1999, Pág. 542)

 

 

MARIANA de Almeida GINESTAL MACHADO, Professora, natural de Santarém, nasceu a 09-10-1919 e faleceu a 16-05-2006. Era filha de António Ginestal Machado, político e Professor, e de Maria da Piedade de Almeida Topinho Ginestal Machado, e irmão de Manuel de Almeida Ginestal Machado.

Licenciada em Ciências Histórico-Filosóficas, pela Universidade de Coimbra. Leccionou cerca de quarenta anos, no Colégio Santa Margarida, Colégio Andaluz, Colégio Braamcamp Freire e no Liceu onde fez a profissionalização.

Teve uma forte ligação a Bernardo Santareno e foi Membro do Círculo Cultural Scalabitano, actual sócia nº 1, ligada à secção de Ballet. Foi membro do MDP/CDE, após o 25 de Abril de 1974 foi convidada para alguns cargos políticos, que sempre recusou.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Santarém (Rua Mariana Ginestal Machado).

Fonte: “Jornal O Mirante”

Recordamos hoje Luciana Stegagno Picchio, uma Italiana, estudiosa e divulgadora da Literatura Portuguesa, na Toponímia de Lisboa, a quem Alexandre O’Neill, terá dito, premonitoriamente, que um dia, Luciana, teria o seu nome numa Artéria de Lisboa.

LucianaLUCIANA STEGAGNO PICCHIO, Filóloga e Professora, nasceu em Alessandria (Itália), a 26-04-1920, e faleceu em Roma (Itália), a 28-08-2008. Filóloga iberista, medievalista, brasilianista, historiadora de teatro e literatura.

Considerando que promoveu vários encontros entre intelectuais para difundir as literaturas em língua portuguesa, que dedicou o seu trabalho letivo, investigação e edição, tradução e difusão cultural à causa lusófona, sendo pioneira na contribuição para o desenvolvimento do conceito multicultural como elemento fundamental da cultura contemporânea.

Considerando que foi ensaísta, crítica literária e cidadã de postura cívica exemplar sempre pela causa da liberdade e pela democracia; Considerando que Luciana Picchio recebeu de Alexandre O’Neill a dedicatória «Para a Luciana Stegagno Picchio com a promessa (lírica!) de ela ainda vir a ter uma rua com o seu nome, em Lisboa» na obra «Entre a Cortina e a Vidraça» de 1972

Autora de uma vasta obra que toca variadíssimos campos da investigação, foi considerada a mais importante luso-brasileirista da Europa.

Autora, entre outros estudos, de um dos mais importantes trabalhos sobre a Literatura Brasileira –História da Literatura Brasileira, editada no Rio de Janeiro em 1997 pela Editora Nova Aguilar – Luciana Stegagno Picchio aparece no cenário da crítica e ensaística internacional como um dos nomes mais válidos no que concerne o conhecimento de várias nações, na sua cultura, literatura e história.

Com um estilo muito peculiar revelado por uma escrita hábil e penetrante, Luciana Stegagno Picchio capta os seus leitores levando-os a uma leitura atenta e interessada.

Filóloga iberista, historiadora da cultura e crítica literária italiana, desempenhou o cargo de Professora Emérita da Universidade de Roma “La Sapienza”, depois de ter nela lecionado, como Professora Catedrática, de 1969 a 1996, as disciplinas de Língua e Literatura Portuguesa e Literatura Brasileira. Foi também professora visitante em muitos países, entre os quais se destacam, principalmente, Portugal, Brasil e Estados Unidos da América.

Licenciada em Arqueologia Grega pela Universidade de Roma, participou em diversas edições científicas e editoriais italianas e estrangeiras, das quais se destacam o Dizionario delle Opere e dei Personaggi Bompiani e a Enciclopedia dello spectacolo. Colaboradora em Boston (EUA) do linguista Roman Jakobson, com ele desenvolveu trabalhos sobre os estudos de literatura medieval e moderna portuguesa, como por exemplo, sobre Fernando Pessoa.

Para além desta colaboração prodigiosa, Luciana Stegagno Picchio é ainda autora de mais de 500 publicações sobre as literaturas e culturas de expressão em língua portuguesa.

Das suas obras dedicadas a Portugal destaca-se, sobretudo, Storia del teatro portoghese (Roma, 1964, com tradução em português em 1969), Profilo della letteratura drammatica portoghese (Milão, 1967) e Ricerche sul teatro portoghese (Roma, 1969). De sua autoria são também várias edições críticas de poesia e prosa medieval, renascentista e moderna, principalmente sobre a lírica galaico-portuguesa, com maior destaque para as obras de João de Barros e Gil Vicente.

Produziu também inúmeros ensaios críticos sobre os principais autores de língua portuguesa, destacando-se artigos sobre Camões, Fernando Pessoa e José Saramago.

É de salientar que estas obras poderão ser encontradas no mercado português, uma vez que estão compiladas no volume A Lição do Texto (Lisboa, 1979).

Das obras dedicadas ao Brasil, merecem especial destaque as obras de história literária, como por exemplo La littérature brasilienne (Paris, “Que sais-je?”, 1982, com tradução portuguesa em 1986), La letteratura brasiliana (Firenze-Milano, 1972, com tradução romena, Bucareste, 1986), Storia della letteratura brasiliana (Torino, 1997, com tradução brasileira –História da Literatura Brasileira– no Rio de Janeiro em 1997).

Era colaboradora permanente do jornal La Repubblica, onde publicava regularmente, desde 1987, artigos e resenhas críticas sobre assuntos diversos, portugueses e brasileiros. Membro de inúmeras Academias, Doutor Honoris Causa de inúmeras universidades , viveu e trabalhou sempre em Roma, mesmo passando largas temporadas, por motivos profissionais, em variados países do mundo. Considerada uma das principais referências da crítica e do estudo aprofundado das culturas, línguas e literaturas portuguesa, brasileira e italiana, Luciana Stegagno Picchio é, sem dúvida, um dos nomes mais sonantes do panorama crítico e literário europeu.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de São Domingos de Benfica, Edital 34/2014, de 30-04-2014, ex-Arruamento B à Rua José Maria Nicolau, Urbanziação Benfica Stadium).

Fonte: “Infopédia – Porto Editora 2003-2015”

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Boletim Municipal, 1º Suplemento ao Boletim Municipal, Ano XX, nº 1045, de Fevereiro de 2014”

“CURIOSIDADES TOPONÍMICAS”

 

Existem, na Toponímia Nacional, algumas Artérias designadas por Manuel Lopes, no entanto nem todas se referem à mesma personalidade, a Rua Manuel Lopes, na Póvoa de Varzim, é para homenagear Manuel José Ferreira Lopes, um Escritor Poveiro, já a Rua Manuel Correia Lopes, na Freguesia de Rates, é uma homenagem a Manuel Lopes, Sindicalista e, este sim, existe, com o nome de Manuel Lopes ou Manuel Correia Lopes, um pouco por todo o País.

No dia em que passam 44 anos sobre a “Revolução dos Cravos”, lembramos um dos mais puros Capitães de Abril e aquele que mais cedo nos deixou, Salgueiro Maia.

 

25abrilFernando José SALGUEIRO MAIA, Militar, nasceu em Castelo de Vide, a 01-07-1944, e faleceu em Santarém, a 04-04-1992.  Era filho de Francisco da Luz Maia (Ferroviário), e de Francisca Silvéria Salgueiro. Fez a Instrução Primária em São Torcato, Coruche, e os Estudos Secundários nos Colégios Nun´Álvares de Tomar e no Liceu Nacional de Leiria. Possuía o Curso Geral de Comando e Estado Maior e era licenciado em Ciências Políticas e Sociais e em Ciências Antropológicas e Etnológicas.

Em 1964 entrou para a Academia Militar, passando em 1966 para a Escola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém. Fez uma comissão de serviço em Moçambique em 1968, sendo promovido a Capitão em 1970. No ano seguinte foi transferido para a Guiné, regressando à Metrópole em 1973 para voltar à EPC.

Aderiu cedo ao Movimento dos Capitães. Em 25 de Abril de 1974 comandou a coluna militar da EPC que ociupou o Terreiro do Paço e cercou o Quartel do Carmo (Comando Geral da Guarda Nacional Republicana) até à rendição de Marcello Caetano.

Tenente-Coronel de Cavalaria, foi um distintíssimo Oficial do Exército Português, que honrou como poucos. Foi ainda um cidadão excepcional a vários títulos. Como militar destacou-se sempre pelo dinamismo, coragem, iniciativa, espírito de sacrifício, frontalidade, lealdade, invulgar capacidade para comando de chefia, quer em situações de combate, que nas instruções de treino. Homem de acção, ferido em combate, mas também cidadão atento às realidades do seu tempo e às injustiças, desempenhou um papel determinante na implantação da democracia e da liberdade em Portugal, com acções de maior relevo no 25 de Abril de 1974 e no 25 de Novembro. Homem de cultura, prestou relevantes contributos na preservção, conservação e divulgação do seu património histórico, quer organizando dois Museus Militares relacionados com a cavalaria, quer publicando obras sobre fortificação.

Retomando modestamente o rumo da sua carreira militar, o Capitão Salgueiro Maia recusou as honrarias que o regime democrático lhe quis atribuir. Todos os anos é recordada a sua coragem e a sua determinação aquando das comemorações do 25 de Abril

De realçar ainda a sua permanente disponibilidade para a formação e o fortalecimento do espírito democrático e do amor a Portugal, trazida em frequentes palestras a alunos de escolas, em autarquias e em colectividades populares, sendo de destacar o contributo dado ao Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra.

Era membro da Associação dos Amigos dos Castelos e publicou vários trabalhos de índole histórica, militar e antropologia de que se destacam: “Anotações para a História dos Blindados em Portugal”, “História Breve da Cavalria”, “O Islamismo Entre Povos da Guiné-Bissau”, “O Poder Militar na História da Colonização Portuguesa dos Séculos XV e XVII”, “O Fim da Colonização Portuguesa no Quadro da Política Internacional”, “Introdução ao Estudo dos Movimentos Militares Portugueses”, “Bandeiras ou Estandartes de Cavalaria”, “Breve História da Fortaleza de São José ou da Amura, em Bissau”.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Abrantes; Alcácer do Sal; Alcanena (Freguesia de Minde); Alcochete; Aljezur; Almada (Cidade de Almada e Freguesias da Charneca de Caparica e Trafaria); Almeirim (Freguesias de Almeirim e Fazendas de Almeirim); Alpiarça; Amadora; Amarante; Avis (Vila de Avis e Freguesia de Benavila); Azambuja; Baião; Barreiro (Freguesia do Lavradio); Beja; Benavente (Freguesia de Samora Correia); Borba; Braga (Freguesia de Ruílhe); Bragança; Campo Maior; Cantanhede; Cartaxo; Cascais (Freguesias de Alcabideche e São Domingos de Rana); Castelo de Vide; Castro Daire; Castro Verde; Cinfães; Coimbra; Coruche; Cuba; Entroncamento; Espinho; Évora; Fafe (Fafe e Freguesia de Martinho Silvares); Faro; Felgueiras (Freguesias de Idães e Revinhade); Ferreira do Zêzere (Freguesias de Águas Belas e Ferreira do Zêzere); Figueira da Foz; Fundão; Gondomar (Freguesias de Baguim do Monte, Rio Tinto, São Pedro da Cova e Valbom); Grândola; Guarda; Guimarães (Cidade de Guimarães e Freguesia de Lordelo); Lagoa (Freguesia de Ferragudo); Leiria; Lisboa (Freguesia de Marvila); Loulé (Cidade de Loulé e Freguesia de Quarteira); Loures (Freguesias de Apelação, Bobadela, Camarate, Loures, Moscavide, Prior Velho, Santo António dos Cavaleiros e São João da Talha); Lousã; Maia; Matosinhos (Freguesia de Custóias); Melgaço; Moita (Freguesia de Alhos Vedros); Monforte (Freguesias de Assumar e Santo Aleixo); Montemor-o-Novo; Montijo (Freguesias de Atalaia e Montijo); Odemira (Freguesia de São Luís); Odivelas (Freguesias de Odivelas, Olival Basto, Pontinha e Ramada); Oeiras (Freguesia de Cruz Quebrada/Dafundo); Ourém; Ovar; Palmela (Freguesias de Palmela e Pinhal Novo); Pombal; Ponte de Sôr (Ponte de Sôr e Freguesia de Montargil); Portimão; Porto; Reguengos de Monsaraz; Sabugal; Salvaterra (Freguesias de Foros de Salvaterra, Glória do Ribatejo, Marinhais e Salvaterra de Magos); Santa Maria da Feira (Freguesias de Arrifana, Fiães, Lourosa e Nogueira da Regedoura); Santarém (Cidade de Santarém e Freguesisas de Póvoa da Isenta e Vale de Santarém); Santo Tirso (Freguesias de Areias e Lama); Seixal (Freguesias de Amora e Fernão Ferro); Serpa; Sesimbra (Freguesias de Quinta do Conde e Sesimbra); Setúbal (Azeitão); Sines; Sintra (Cidade de Agualva-Cacém, Freguesias de Algueirão-Mem Martins, Belas); Sobral de Monte Agraço); Tomar; Torres Novas; Valongo (Valongo e Freguesia de Ermesinde); Vendas Novas; Vila Franca de Xira (Freguesias de Alverca do Ribatejo, Forte da Casa, Póvoa de Santa Iria, São João dos Montes, Sobralinho e Vialonga); Vila Nova da Barquinha; Vila Nova de Famalicão (Freguesia de Oliveira); Vila Nova de Gaia (Cidade de Vila Nova de Gaia e Freguesia de Arcozelo); Vila Nova de Paiva; Vila Real de Santo António (Vila Real de Santo António e Freguesia de Monte Gordo).

Fonte: “Dicionário do 25 de Abril”; (Verde Fauna, Rubra Flor, de John Andrade, Editora Nova Arrancada, Sociedade Editora, S.A.. 1ª Edição, Setembro de 2002, Pág. 353 e 354).

Fonte: Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 328).