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“O Major Vítor Alves”, se fosse vivo, faria hoje 81 anos de idade”

 

Lembramos hoje o nome de Vítor Alves, um dos mais influentes e mais esclarecidos de todos os bravos Militares que organizaram e executaram a revolução de 25 de Abril de 1974, contribuindo para o derrube do velho Estado Novo.

No entanto, e apesar de já ter falecido em 2011, já há mais de cinco anos, em termos “Toponímicos”, continua esquecido dos responsáveis autárquicos.

Que eu tenha conhecimento, existe apenas uma Rotunda, com o seu nome, em Sintra, na Freguesia de Algueirão-Mem Martins, é muito pouco para quem tanto fez.

 

mem-martins-1397VÍTOR Manuel Rodrigues ALVES, Militar, nasceu em Mafra, a 30-09-1935, e faleceu na Casa de Saúde Militar, em Lisboa, a 09-01-2011. Era filho de Eduardo Manuel da Silva Alves e de D. Maria Palmira Rodrigues. Foi um dos militares que organizaram o Movimento das Forças Armadas e que levaram a cabo a Revolução do 25 de Abril de 1974.

Após ter concluído os estudos Secundários, frequentou, a partir de 1954, a Escola do Exército, tendo completado o Curso de Infantaria em 1858, ano em que iongressa no Quadro Permanente do Exército.

Vítor Alves assentou praça na Escola do Exército em 14 de Outubro de 1954, na Arma de Infantaria. Tornou-se Alferes em 1 de novembro de 1958, Tenente a 1 de Dezembro de 1960, Capitão a 14 de julho de 1963 e Major a 1 de Março de 1972. Era actualmente Coronel na reserva.

Vítor Alves fez várias comissões militares na guerra colonial, em Angola e Moçambique. Em 1974, juntamente com Otelo Saraiva de Carvalho e Vasco Lourenço, fez parte da comissão coordenadora e executiva do Movimento das Forças Armadas (MFA), tendo redigido o programa.

Foi um dos autores do chamado “Documento dos Nove”, que os militares mais moderados entregaram ao Presidente Costa Gomes no “Verão Quente “ de 1975. Foi o responsável pelo comunicado do MFA divulgado à população no 25 de Abril e substituiu Otelo Saraiva de Carvalho, a partir das 16h00, no posto de comando da Pontinha, passando a coordenar o desenvolvimento da ação.

Foi Ministro sem Pasta de 17-07-1974 a 26-03-1975. Nessa qualidade foi responsável pelas pastas da Defesa Nacional e da Comunicação Social, tendo visto aprovada, por sua iniciativa, a primeira lei de imprensa pós-25 de abril, que vigorou até 1999. Foi também porta-voz do Governo. e Ministro da Educação e Investigação Científica de 19-09-1975 a 23-07-1976. Foi membro do Conselho da Revolução, de que se afastou temporariamente em 05-09-1975.

Promovido a Tenente-Coronel e Conselheiro Presidencial, retirou-se discretamente da política activa. Em 1981 propôs a reintegração nas Forças Armadas dos oficiais implicados no 25 de Novembro e que se tinham ausentado, sendo considerados desertores. Foi porta-voz do Conselho da Revolução quando este órgão foi extinto em 14-07-1982. Foi conselheiro pessoal de Ramalho Eanes quando este foi Presidente da República, e Presidente da Comissão Organizadora do Dia de Portugal e das Comunidades.

Em 1985, foi candidato independente pelo PRD às eleições Legislativas; depois, foi candidato à presidência da Câmara de Lisboa (1986) e ao Parlamento Europeu (1987). Possuía a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade e foi Vogal do Conselho das Ordens Nacionais. Foi membro da Comissão Coordenadora do MFA e membro da Comissão de redação do seu programa. Nomeado pela Comissão Coordenadora do Movimento responsável, com Otelo Saraiva de Carvalho, pela preparação militar e política do movimento a 24 de março de 1974.

Foi membro do Conselho de Estado entre 15 de maio de 1974 e 17 de julho de 1974 e membro do Conselho da Revolução entre 17 de março de 1975 a 14 de julho de 1982, sendo porta-voz deste órgão. Participou na fundação da Associação 25 de Abril e posteriormente no conselho de acompanhamento do Ministro da Justiça (1997-2000).

Foi Agraciado com a Medalha de Mérito Militar, Medalha de Comportamento Exemplar de Prata e Medalha de Prata de Serviços Distintos e era Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.

Obras principais: Quem É Quem nas Comunidades Portuguesas, (1989); Anuário Empresarial das Comunidades Portuguesas, (1992).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Sintra (Freguesia de Algueirão-Mem Martins).

Fonte: “Dicionário do 25 de Abril”; (Verde Fauna, Rubra Flor, de John Andrade, Editora Nova Arrancada, Sociedade Editora, S.A.. 1ª Edição, Setembro de 2002, Pág. 22 e 23).

Fonte: “Jornal Expresso”

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. VI, Organizado pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, Publicações Europa América, Pág. 311 e 312).

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“Marido e Mulher”, na Toponímia do mesmo Município.

 

Alda Lara e Orlando de Albuquerque, ambos Médicos, que se distinguiram no campo da Poesia “Mulher e Marido”, na Toponímia do Município do Seixal.

 

alda-laraALDA Ferreira Pires Barreto de LARA, Poetisa e Médica, nasceu em Benguela (Angola), a 09-06-1930, e faleceu em Cambambde (Angola), a 30-01-1962. Fez os estudos primários e liceais em Angola e formou-se em Medicina pela Universidade de Coimbra. Durante a sua estada em Coimbra (1948-1952), juntamente com outros estudantes de Angola e Moçambique, nomeadamente Orlando de Albuquerque, com que viria a casa, desenvolveu importante divulgação dos poetas e prosadores africanos então a estudar em Portugal, inclusivamente através da tentativa de criar uma editora para esse efeito. Aliás, juntamente com Victor Evaristo e Orlando de Albuquerque, ajudou a editar os contos do moçambicano João Dias sob a efémera chancela de “Africana Nova”. Depois de ter completado o curso, foi para Angola, tendo-se dedicado ali ao planeamento da assistência médica, trabalho de que são reflexo os seus escritos para jornais e revistas médicas de Coimbra e de Lisboa e o ensaio Deficiências Psíquicas Provocadas por Carência de Cuidados Familiares (1961). Morreu em serviço em Cambambe, em 1962. Parece ter feito a sua estreia literária em 1949, com a publicação de um poema na revista Ciência, dos estudantes da Faculdade de Ciências de Lisboa. Publicou depois contos e poemas nos jornais e revistas Jornal de Angola, Mensagem e ABC, de Luanda, Notícias de Imbondeiro, de Sá da Bandeira, Itinerário e Guardian, de Lourenço Marques, e Jornal de Benguela. Foi incluída em numerosas antologias de literatura africana, nomeadamente: Antologia de Poesias Angolanas, de Maria da Conceição Nobre (Nova Lisboa, 1957); Poetas Angolanos, da Casa dos Estudantes do Império (Lisboa, 1959 e 1962); Mákua, Volumes I e II, de Leonel Cosme (Sá da Bandeira, 1963); Poetas e Contistas Africanos de Expressão Portuguesa, de João Alves das Neves (São Paulo, 1963). Por iniciativa de seu marido, o escritor Orlando de Albuquerque, a obra de Alda Lara foi editada postumamente: Poemas, 1966, e Tempo de Chuva (contos), 1966. Em 1979, a União de Escritores Angolanos editou uma selecção de doze dos seus poemas na colecção “Lavra & Oficina”, com o título de Poemas de Alda Lara.

Obras principais: Poemas (1966); Tempo de Chuva (1966); Poemas de Alda Lara (1979).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Seixal (Freguesias de Corroios e Fernão Ferro).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Volume V, Organizado pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, Publicações Europa América, Coordenação de Ilídio Rocha, Edição de Julho de 2000, Pág. 744 e 745)

 

 

orlando-albuquerqueORLANDO DE ALBUQUERQUE Ferreira, Poeta e Médico, nasceu em Lourenço Marques (Moçambique), em 1925, e faleceu em Braga, em 1997. Fez os estudos Liceais, em Lourenço Marques e formou-se em Medicina na Universidade de Coimbra. Orlando de Albuquerque foi casado com a Poetisa Alda Lara.

Durante os estudos universitários esteve ligado às actividades culturais da Casa dos Estudantes do Império e foi um dos principais dinamizadores do chamado Grupo Moçambicano de Coimbra, de que faziam parte João Dias, Fernando Bettencourt e Vítor Evaristo, que ali desenvolveu larga actividade, nomeadamente promovendo o aparecimento, em edições de autor, da colecção literária africana “Cadernos do Sul” e idealizando a Editora Estante Moçambicana, que se deveria estrear com uma colectânea de contos de João Dias mas que foi, no dizer do próprio Orlando de Albuquerque, “um dos sonhos desfeitos dos jovens moçambicanos da metrópole nesse tempo”.

Orlando de Albuquerque estreou-se em 1947, em Coimbra, com o livro de poemas Batuque Negro, que foi proibido pela censura já depois de impresso. Em 1950, com Lúcio Lara e Agostinho Neto, edita e dirige os cadernos “Momento: Antologia de Literatura e Arte”, de que só sairão dois fascículos. Em 1951, com Vítor Evaristo, organiza a Antologia Poetas em Moçambique, a primeira do género em Portugal e que foi editada pela Casa dos Estudantes do Império. Em 1952, com Vítor Evaristo e Alda Lara, edita sob o título de Godido e Outros Contos os contos que João Dias escrevera para o livro a publicar pela malograda Estante Moçambicana, livro que o autor não terminara por, entretanto, ter morrido tuberculoso. Em 1975 vem para Portugal, fixando-se em Braga, onde continuou a exercer medicina e onde publicou mais alguns contos. Nos últimos anos de vida, dedicou-se ao estudo da parapsicologia, no âmbito do Centro Lusitano de Parapsicologia daquela cidade. Orlando de Albuquerque, que está representado em várias antologias de poesia e de conto africano de expressão portuguesa, colaborou em numerosos jornais e revistas, nomeadamente; Momento, Coimbra; Itinerário, Lourenço Marques; suplementos de artes e letras dos jornais Província de Angola, de Luanda, e O Lobito, Boletim Cultural do Huambo, Sá da Bandeira, Mensagem, Lisboa; e Vértice, Coimbra.

Obras principais: Poesia – Batuque Negro, 1947; Estrela Perdida (à memória de João Dias), 1950; Cobra Verde, 1950; Estrela Perdida e Outros Poemas, 1962; Cidade do Índico, 1962, Sobre o Vento Noroeste, 1964; Quinze Poemas para os Amigos e Um Epílogo, 1997; Ficção: – O Homem Que Tinha a Chuva, (romance, 1968); De Manhã Cai o Cacimbo, (contos, 1969); Um Grande Negócio, (conto, 1972); Uma História de Natal, (conto, 1973); Cariango, (romance, 1976); História do Menino Que Não Soube se o Natal Tinha Acabado, (conto, 1976); Histórias do Diabo, (contos, 1979); Crónica dos Dias da Vergonha, (contos, 1996); História de Um Homem Que se Chamava Adalberto, (1995); Maxaquene, (contos, 1996): Teatro – Ovimbanda, (1967); O Grande Capitão, (1967); Auto de Natal, (1972); O Filho de Zambi, (1974); Herodes e o Menino: Mistério em 3 Quadros e Um Presépio, (1974): Ensaio – Alda Lara, a Mulher e a Poetisa, (1966); Crioulo e Mulatismo, (1975); Breve Introdução à Parapsicologia, (1996); O Feitiço, Sua Génese e Explicação, (1997), etc.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Seixal (Freguesia da Amora).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Volume V, Organizado pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, Publicações Europa América, Coordenação de Ilídio Rocha, Edição de Julho de 2000, Pág. 383, 384 e 385)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 21).

“Marido e Mulher”, na Toponímia do mesmo Município.

 

Adelino da Palma Carlos e Elina Guimarães, Marido e Mulher, na Toponímia dos Municípios de: Amadora; Lisboa e Setúbal.

 

adelino-da-palma-carlosADELINO Hermitério DA PALMA CARLOS, Advogado, Professor e Político, nasceu em Faro , a 03-03-1905, e faleceu em Lisboa, a 25-10-1992. Era filho de Manuel Carlos e de Auta Vaz Velho da Palma Carlos, ambos Professores Primários. Depois de residir na Costa de Caparica e em Bucelas, onde sua mãe leccionava, veio viver para Lisboa aos nove anos de idade. Fez os Estudos Secundários na Escola Académica (onde seu pai era Professor) Transitou depopois para o Liceu Passos Manuel, onde presidiu à respectiva Associação Académica e fundou o jornal LPM (Liceu Passos Manuel).

Terminado o Liceu, em 1921, matriculou-se na Faculdade de Direito de Lisboa, e fundou, em 1923, a Liga da Mocidade Republicana. Entretanto, trabalhou como dactilógrafo num escritório de Advogados e, no 4º ano do Curso, foi Professor na Escola Académica e, no 5º ano, na Escola Rodrigues Sampaio, tendo ainda publicado dosi livros de versos. Foi delegado da Faculdade à Federação Académica. Concluiu a licenciatura em 1926, com a mais alta classificação do seu curso, e abriu banca de Advogado em Lisboa, para, logo no ano seguinte, iniciar a lista das suas muitas famosas causas, destacando-se na defesa de opositores à Ditadura Militar, como o General Sousa Dias, chefe da revolta de 03 de Fevereiro de 1927 no Porto, e o Coronel Freiria. Em resultado disso, viria a ser afastado compulsivamente do ensino na Escola Rodrigues Sampaio, tendo então sucedido a Marcelo Caetano no cargo de Oficial do Registo Civil de Óbidos.

A esta causa seguir-se-iam, nos anos 30 e 40, muitas outras igualmente famosas, ora do foro criminal, como o «Caso das Irmãs Primavera», o «Caso da Companhia Nacional de Navegação» ou as burlas dos seguros de vida e dos estanhos, ora do foro político, como a defesa dos implicados no Movimento Revolucionário de 10 de Abril de 1947, da validade do testamento de Calouste Gulbenkian, das burlas da Companhia do Papel do Prado, da herança de Henrique Sommer. Além disso, interveio em diversos processos de relevo político, defendendo personalidades como Azevedo Gomes, Bento de Jesus Caraça, o Almirante Mendes Cabeçadas, Vasco da Gama Fernandes, Armando Adão e Silva, João Soares, o Coronel Areosa Feio. Foi Advogado do jornal República em diversos processos de abuso de liberdade de imprensa e mandatário do General Norton de Matos aquando da sua candidatura à Presidência da República.

Em 1930, passou a exercer o lugar de Assistente do Instituto de Criminologia de Lisboa, a que se candidatara em concurso público, e, em 1934, apresentou-se a provas de doutoramento na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, tendo sido aprovado por unanimidade.

No ano seguinte, 1935, concorreu a docente da mesma Faculdade, mas como, entretanto, havia sido demitido do Instituto de Criminologia, ao abrigo da Lei de Defesa do Estado pouco tempo antes publicado, não chegou a ingressar no lugar que na Universidade pretendia.

Em 1950, foi eleito Bastonário da Ordem dos Advogados para o triénio de 1951-1953, sendo reeleito para o triénio seguinte (1954-1956). Como Bastonário da Ordem dos Advogados, lançou a Caixa de Previdência da Ordem, incrementou a Biblioteca, obteve autorização para que a Ordem aderisse à Union International des Avocats e à International Bar Association. Presidiu à Delegação Portuguesa ao Congresso da International Bar Association (Madrid, 1952) e representou Portugal nos Congressos da Union International des Avocats (Bruxelas, 1954; Paris, 1956; Milão, 1958).

Em 1951, porém, a sua competência e prestígio falaram mais alto, e a Faculdade de Direito de Lisboa recebeu-o como Professor de Direito Processual Civil e de Prática Extrajudiciária, tendo passado a Professor Catedrático em 1958. Foi Primeiro-Ministro do I Governo Provisório, após o 25 de Abril de 1974. Co-fundador da Liga da Mocidade Republicana (1923), frequentou a Faculdade de Direito de Lisboa, onde se licenciou (1926) e mais tarde se doutorou (1934).

Foi Procurador à Câmara Corporativa entre 1954 e 1973, como representante da Ordem dos Advogados, integrou a Subsecção de Justiça da Secção dos Interesses de Ordem Administrativa.

A par da Advocacia, exerceu funções  como Professor no Instituto de Criminologia (1930-1935) e na Faculdade de Direito de Lisboa (1951).

Afirmou-se politicamente após a revolução de 25 de Abril de 1974, tendo sido nomeado por António de Spínola para presidir ao I Governo Provisório. De perfil conservador-liberal, Palma Carlos articulou esforços com Spínola no sentido de controlarem o poder político, em vias de se repartir por vários centros de decisão. A sua política de tendência moderada viria, no entanto, a ser confrontada com sectores mais radicais, culminando com a rejeição, pelo Conselho de Estado, da sua proposta para reforçar os poderes presidenciais mediante um plebiscito e adiamento das eleições. Face a esta recusa, pediu a demissão a 9 de Julho de 1974. Em 1980, foi mandatário nacional da recandidatura de Ramalho Eanes à Presidência da República. Da sua actividade literária constam colaborações em diferentes jornais e revistas, e obras de carácter histórico e jurídico.

Membro da Maçonaria, integrou as Lojas Montanha, Acácia e Rebeldia; no interior da Maçonaria, desempenhou diversos cargos, como os de membro e, depois, Presidente do Grande Tribunal Maçónico, membro do Supremo Conselho, Soberano Grande Comendador; obteve o grau 33 e chegou a ser convidado para Grão-Mestre, cargo que recusou. Das várias condecorações recebidas por Palma Carlos, destacam-se a Legião de Honra, o Grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade, as Grã-Cruzes da Ordem Mexicana do Direito e da Cultura e da Ordem Militar de Cristo.

Obras principais, não jurídicas: Poesia: Brumas Doiradas, (1923); Natal, (1923). Biografia e Ensaio: Homens do Foro: A Vida e a Ficção, (1954); Manuel Borges Carneiro, (1956); Elogio Histórico do Dr. José Maria Vilhena Barbosa de Magalhães, (1960); Um Lema Eterno:A Justiça, (1966). Direito Processual Penal, Direitos Reais e Direito Processual Civil (5 volumes).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada, Amadora, Faro, Lagos, Lisboa (Freguesia da Ameixoeira, Edital de 20-09-1993), Loulé, Matosinhos, Setúbal (Azeitão), Vila Nova de Gaia (Freguesia de Arcozelo).

Fonte: “Quem Foi Quem? 200 Algarvios do Século XX”, (de Glória Maria Marreiros, Edições Colibri, 1ª Edição, Dezembro de 2000,Pág. 129 e 130)

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. IV, Organizado pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, Publicações Europa América, Coordenção de Ilídio Rocha, 1998, Pág. 219 e 220)

Fonte: “Dicionário Biográfico Parlamentar, 1935-1974, (Volume I de A-L), Direcção de Manuel Braga da Cruz e António Costa Pinto, Colecção Parlamento, Pág. 338, 339, 340, 341, 342 e 343).

Fonte: “Dicionário do 25 de Abril”; (Verde Fauna, Rubra Flor, de John Andrade, Editora Nova Arrancada, Sociedade Editora, S.A.. 1ª Edição, Setembro de 2002, Pág. 280).

Fonte: “Quem É Quem”, (Portugueses Célebres, Círculo de Leitores, Edição de 2008, Pág. 125).

 

azeitao-1523ELINA Júlia Pereira GUIMARÃES da Palma Carlos, Advogada e Escritora, natural de Lisboa, nasceu a 08-08-1904 e faleceu a 24-06-1991. Licenciada em Direito pela Universidade de Lisboa, onde ingressou em 1921, Elina Guimarães foi, toda a sua vida, uma destacada activista dos direitos da mulher. Dedicou-se fundamentalmente àquilo a que ela própria chamava “feminismo jurídico”, ou seja, a pôr em linguagem comum e acessível a todos, explicando-os e dando-lhes a maior divulgação possível, textos jurídicos e legislação relativos aos direitos das mulheres, direitos que eram desconhecidos pela maioria delas.

Foi assim que, por exemplo, o seu livro, datado de 1937, A Lei em Que Vivemos, Noções de Direito Usual Relativo à Vida Feminina se esgotou rápida e completamente quando foi dado à estampa. A sua ligação ao movimento feminista português de tradições republicanas aprofundou-se ao integrar, em 1925 e a convite de Adelaide Cabete, o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, organismo com ligações internacionais a associações sufragistas, responsável, em 1928, pela realização de um Congresso Feminista em Portugal. Este conselho virá a ser extinto pelo Estado Novo em 1946, extinção que porá igualmente termo à colaboração de vinte anos que a autora manteve com a revista Modas e Bordados, dirigida por Maria Lamas, que foi nesta altura igualmente afastada do seu posto.

A colaboração de Elina Guimarães em revistas e periódicos foi, aliás, vasta, registando colaborações, para além da revista Modas e Bordados, em Gazeta da Ordem dos Advogados, Jornal do Foro, Gazeta da Relação de Lisboa, Civilização, Portugal Feminino, Seara Nova, Os Nossos Filhos, La Française, Le Droit des Femmes, Diário de Lisboa, Diário de Notícias, Máxima e Análise Social. As crónicas de temática jurídica e social que foi publicando na imprensa diária entre 1970 e 1975 foram reunidas em livro sob o título Coisas de Mulheres (1975).

A preocupação com o movimento dos direitos das mulheres como necessidade global está bem patente na sua associação a vários organismos internacionais, como sejam o International Council of Women, a Fédération Internationale des Femmes Diplomées en Droit e a Phi Delta Legal Society. Terá sido em parte esta preocupação que fez surgir Elina Guimarães, em 1988, como uma das candidatas ao Prémio Mulheres da Europa.

Foi agraciada, em 1985, no Dia Internacional da Mulher, com a Ordem da Liberdade. Foi casada com o Advogado Adelino da Palma Carlos.

Obras principais: Dos Crimes Culposos, (1930); O Poder Maternal, (1933); La Condition de la Femme au Portugal, (1938); Guilherme de Azevedo em Família, (biografia, 1940); A Condição Jurídica da Mulher no Direito de Família perante as Nações Unidas, (1962); Mulheres Portuguesas: Ontem e Hoje, (1978); Sete Décadas de Feminismo, (1991).

O seu nome faz parte da Toponímia dos Concelhos de: Amadora; Cascais; Lisboa (Freguesia do Lumiar, Edital de 12-11-1991); Odivelas (Freguesia da Pontinha); Seixal; Setúbal (Azeitão); Sintra.

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. IV, Publicações Europa América)

Fonte: “Dicionário de Mulheres Célebres, de Américo Lopes de Oliveira, Lello & Irmão Editores, Edição de 1981, Pág. 517”.

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 12, Pág. 894 e 895)

“Marido e Mulher, na Toponímia do mesmo Município”

 

Abel Manta e Clementina Moura, um casal de Pintores,, na Toponímia dos Municípios de Almada, Odivelas e Sintra.

 

abel-mantaABEL Abrantes MANTA, Pintor, nasceu em Gouveia, a 12-10-1888, e faleceu em Lisboa, a 10-08-1982. Foi casado com a Pintora Maria Clementina Vilas-Boas Carneiro de Moura (1898-1992) e era pai do Pintor João Abel Carneiro de Moura Abrantes Manta.

Desde muito jovem que Manta evidenciou um talento natural para a pintura. Apoiado pela Condessa de Vinhó e Almedina, também ela artista e Senhora muito culta, mudou-se para Lisboa em 1904, com o intuito de cursar na Escola de Belas-Artes, que frequentou com distinção, entre 1908 e 1915, tendo sido discípulo do naturalista Carlos Reis. Formado na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, permaneceu vários anos em Paris (1919-1926) e viajou pela Europa, demorando-se longo tempo em Itália.

Regressado a Portugal, tornou-se Professor de Desenho na Escola de Artes Decorativas António Arroio e, posteriormente começou também a leccionar, na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa.

Tem lugar de relevo entre os Pintores da primeira geração do modernismo português, com obra que se define entre a natureza-morta cezanneana e a paisagem urbana impressionista e que na maturidade se enriqueceu com notáveis retratos. Sólido na sua visão de pintor independente e sem compromissos estéticos, manteve-se à margem de vanguardismos, ensinando até 1958 na Escola de Artes Decorativas de António Arroio.

Individualmente mostrou-se apenas em duas ocasiões: em 1925, no Salão Bobone, e em 1965, na Sociedade Nacional de Belas-Artes. Obteve o Prémio Silva Porto em 1942, a 1ª Medalha em Pintura na Escola de Belas-Artes em 1949 e o 1º Prémio de Pintura na Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian em 1957. Está representado no Museu Nacional de Arte Moderna.

Pintou os retratos de Aquilino Ribeiro, Paiva Couceiro, Bento de Jesus Caraça, entre outros, quadros que se caracterizam pela densidade expressiva. Noutro género, as suas paisagens notáveis pela frescura da cor e pela impressão de realidade. O seu estilo é sóbrio e incisivo, utilizando um colorido vigoroso.

Foi condecorado, pelo então Presidente da República, Ramalho Eanes, com a Comenda da Ordem de Sant’Iago da Espada.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica), Amadora, Cascais (Freguesia de São Domingos de Rana), Gouveia, Lisboa (Freguesia de Benfica, Edital de 16-11-1982), Loures (Freguesias de Fanhões, Loures e Santo António dos Cavaleiros), Moita (Freguesia de Alhos Vedros), Odivelas (Freguesias de Famões, Odivelas e Ramada), Oeiras, Seixal (Freguesia de Corroios), Setúbal (Azeitão), Sintra (Freguesias de Algueirão-Mem Martins e Rio de Mouro), Vila Franca de Xira (Freguesias de Alverca do Ribatejo e Póvoa de Santa Iria).

Fonte: “O Grande Livro dos Portugueses”, (Círculo de Leitores, 1990, Pág. 328)

Fonte: “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 332 e 333)

 

Maria CLEMENTINA Vilas Boas Carneiro de MOURA Manta, Pintora e Professora, natural de Lisboa, nasceu a 25-09-1898 e faleceu a 18-07-1992. Era filha de João Lopes Carneiro de Moura, casada com o Pintor Abel Manta e mãe do Pintor João Abel Manta.

Concluído em 1923 o Curso de Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, dedicou-se ao ensino em Escolas Técnicas (1924-1959).

Como pintora, é uma colorista impressiva, no estilo do seu  mestre, Columbano. Obteve o Prémio Silva Porto em 1949 e está representada no Museu Nacional de Arte Contemporânea. Em complemento do seu magistério publicou, entre outras obras: Bordados Tradicionais de Portugal, 1945, e O Desenho e as Oficinas, 1961.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca cde Caparica); Odivelas; Sintra (Freguesia de Rio de Mouro).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 333)

“PAIS e FILHOS (à moda antiga); isto é: Pais também engloba Mães, Filhos e Filhas, na Toponímia”.

Gil Eannes e Gil Leonel, Pai e Filho, dois Navegadores Portugueses, na Toponímia de Lagos.

 

gil-eanesGIL EANES (também aparece grafado como GIL EANNES), natural de Lagos, Navegador do Século XV, e Escudeiro do Infante Dom Henrique, foi o primeiro a ultrapassar o cabo Bojador (1434), capitaneando uma barca após 15 tentativas infrutíferas feitas por outros navegadores do Infante. Participou seguidamente na exploração da costa africana: em 1435 atingiu a Angra dos Ruivos, em 1444 chegou às Ilhas de Naar e Tider, em 1445 aportou a Arguim e em 1446 pisou solo da Gâmbia.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Abrantes; Albufeira; Alenquer (Freguesia do Carregado); Almada (Freguesias de Caparica e Costa de Caparica); Amadora; Benavente (Freguesia de Samora Correia); Barreiro (Fregueaias do Lavradio e Santo António da Charneca); Braga; Caldas da Rainha; Campo Maior; Cascais (Freguesias de Alcabideche, Carcavelos, Cascais e São Domingos de Rana); Coimbra; Entroncamento; Évora; Faro; Funchal; Gondomar (Freguesia de Rio Tinto); Guimarães; Ílhavo (Freguesia da Gafanha da Nazaré); Lagoa (Freguesia do Parchal); Lagos (Freguesia de São Sebastião); Leiria; Lisboa (Freguesia de Belém); Loulé (Freguesia de Quarteira); Loures (Freguesias de Loures, Santa Iria de Azóia, Santo António dos Cavaleiros, São João da Talha, São Julião do Tojal e Unhos); Maia; Matosinhos (Freguesia de São Mamede de Infesta); Mealhada; Moita (Freguesias de Alhos Vedros, Moita e Vale da Amoreira); Monção (Freguesia de Cortes); Montemor-o-Novo; Montijo; Nazaré; Odivelas (Freguesias de Caneças, Odivelas e Pontinha); Oeiras (Freguesia de Linda-a-Velha); Olhão; Ovar (Freguesia de Esmoriz e Ovar); Palmela (Freguesias de Palmela, Pinhal Novo e Quinta do Anjo); Peniche; Portimão; Porto; Porto de Mós (Freguesia de Mira de Aire); Santo Tirso; São João da Madeira; Seixal; Sesimbra (Freguesia da Quinta do Conde); Setúbal (Cidade de Setúbal e Azeitão); Silves (Vila de Silves e Freguesias de Armação de Pêra e Pêra); Sintra (Freguesias de Algueirão-Mem Martins, Casal de Cambra, Queluz e Rio de Mouro); Tavira (Freguesia de Cabanas de Tavira); Torres Vedras (Freguesias de A-dos-Cunhados e São Pedro da Cadeira); Trofa; Valongo (Freguesia de Campo); Vendas Novas; Viana do Castelo; Vila do Conde (Cidade de Vila do Conde e Freguesias do Mindelo, Retorta e Touguinha); Vila Nova de Gaia (Cidade de Gaia e Freguesia de Pedroso); Vila Real de Aanto António (Freguesia de Monte Gordo).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 197).

Fonte: “Vultos na Toponímia de Lagos”, (de Silvestre Ferro, Edição da Câmara Municipal de Lagos, 2007, Pág. 167)

 

lagos-0042GIL LEONEL, Navegador, natural de Lagos. Era filho de Gil Eanes, Moço de Câmara do Infante D. Henrique. Participou na expedição de 14 Caravelas armadas em Lagos, em 1445.

Em 1446, foi nomeado Escrivão das Sisas em Lagos. Em 1449 já era Escudeiro. Em 1456 armou uma Caravela para ir à Guiné, de parceria com Rui Lourenço de Reixa e outros moradores em Lagos.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lagos (Freguesia de São Sebastião).

Fonte: “Vultos na Toponímia de Lagos”, (de Silvestre Ferro, Edição da Câmara Municipal de Lagos, 2007, Pág. 257)

“PAIS e FILHOS (à moda antiga); isto é: Pais também engloba Mães, Filhos e Filhas, na Toponímia”.

 

Aquilino Ribeiro e Aníbal Aquilino Ribeiro, Pai e Filho, na Toponímia de Moimenta da Beira.

 

aquilino-ribeiroAQUILINO Gomes RIBEIRO, Escritor, nasceu em Carregal da Tabosa, Freguesia do Carregal (Sernancelhe), a 13-09-1885, e faleceu em Lisboa, a 27-05-1963. Era filho de Joaquim Francisco Ribeiro e de Mariana do Rosário Gomes.

Mestre Aquilino é considerado o maior prosador português do Século XX e uma das mais características personalidades da literatura portuguesa de todos os tempo.

A 10 de Julho de 1895, entra no Colégio da Senhora da Lapa, onde em Agosto fará o exame de Instrução Primária. A 05 de Outubro de 1900, é admitido no Colégio Roseira, em Lamego. A 16 de Junho de 1902,  vai para Viseu estudar Filosofia; 16 de Outubro de 1906, transfere-se para o Seminário de Beja, onde frequentará o Curso de Teologia, vindo durante o segundo ano lectivo a ser expulso por insubordinação.

Em 1906 veio para Lisboa, onde se ocupou no jornalismo e em actividades revolucionárias, que o obrigaram a exilar-se em 1907, de 1910 a 1914 estudou na Sorbona, em Paris.

fundacaoRegressado a Lisboa, ensinou no Liceu de Camões e foi conservador da Biblioteca Nacional. Contribuiu para fundar a “Seara Nova”, tendo feito parte do primeiro corpo directivo. Estreou-se nas letras com o livro de contos “Jardim das Tormentas”, (1913), e o romance “A Via Sinuosa”, (1916), dedicado à memória de seu pai, que era Sacerdote e o havia perfilhado. Escreveu romances, novelas, contos, biografias, crónicas, evocações históricas, páginas de polémica, estudos etnográficos, ensaios literários, notas de viagem, obras de literatura infantil e traduções de autores consagrados. Com um singular sentido pícaro, o seu estilo, servido por uma forte imaginação sensorial, é dos mais representativos das letras portuguesas. Característico o seu recurso tanto a termos rústicos e arcaicos, apenas registados em glossários especializados, como à gíria, quer citadina, quer popular, revelou valores verbais inexplorados da língua pátria.

Obras principais: Jardim das Tormentas, (contos, 1913); A Via Sinuosa, (1918); Filhas de Babilónia, (novelas, 1920); Valoroso Milagre e A Traição, (novelas, 1921); O Cavaleiro de Oliveira, (1922, biografia); As Três Mulheres de Sansão, (novelas, 1932); Estrada de Santiago, (1922, contos); Terras do Demo, (1919); O Romance da Raposa, (1924, literatura infantil); Andam Faunos Pelos Bosques, (1926); O Homem Que Matou O Diabo, (1930); A Batalha Sem Fim, (1931); Maria Benigna, (1933); Quando ao Gavião Cai a Pena, (contos, 1935); Arca de Noé. III Classe, (1935, literatura infantil); Aventura Maravilhosa de D. Sebastião, Rei de Portugal, depois da Batalha com o Miramolim, (1936); Anastácio da Cunha, o Lente Penitenciado, (1936, biografia); S. Banaboião, Anacoreta e Mártir, (1937); Mónica, (1939); O Servo de Deus e A Casa Roubada, (novela, 1940); Brito Camacho, (1942, biografia);Volfrâmio, (1944); Lápides Partidas, (1945); O Malhadinhas, (1946); Caminhos Errados, (novela, 1947); O Arcanjo Negro, (1947); Cinco Réis de Gente e Uma Luz ao Longe, (1948); Leal da Câmara, (1952, biografia); Humildade Gloriosa, (1954); Sonho de Uma Noite de Natal e Soldado Que Foi à Guerra, (contos, 1956); O Romance de Camilo, (biografia, 1956); A Casa Grande de Romarigães, (1957); Quando os Lobos Uivam, (1958); Tombo do Inferno – O Manto de Nossa Senhora, (Teatro, 1963); Casa do Escorpião, (1963); Arca de Noé, I e II, (1963, literatura infantil); O Livro da Marianinha, (1967, literatura infantil).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Aguiar da Beira; Albufeira; Almda (Cidade de Almada e Freguesia da Charneca de Caparica); Amadora; Amarante; Aveiro, Barcelos; Barreiro (Freguesia de Alto do Seixalinho e Santo António da Charneca); Beja; Benavente (Freguesia de Samora Correia); Bragança; Carrazeda de Ansiães; Cascais (Freguesias de Alcabideche, Estoril, Parede e São Domimgos de Rana); Chaves; Coimbra; Entroncamento; Évora; Fafe (Cidade de Fafe e Freguesia de Regadas); Faro; Ferreira do Alentejo; Gondomar (Freguesias de Rio Tinto e Valbom); Grândola; Guimarães; Lamego; Lisboa (Freguesia de Marvila); Loures (Freguesias de Apelação, Bobadela, Camarate, Santa Iria de Azóia e São João da Talha); Mafra; Maia; Mangualde; Marinha Grande; Marvão (Freguesia de Beirã); Matosinhos (Freguesia de São Mamede de Infesta); Moimenta da Beira; Moita (Freguesias de Alhos Vedros, Baixa da Banheira e Moita); Montemor-o-Novo; Montijo; Odivelas (Freguesias de Caneças, Famões, Odivelas, Pontinha, Póvoa de Santo Adrião e Ramada); Oeiras (Freguesias de Barcarena, Carnaxide e Oeiras); Olhão; Ovar (Cidade de Ovar e Freguesia de Esmoriz); Palmela (Freguesias de Palmela, Pinhal Novo e Quinta do Anjo); Paredes de Coura; Penafiel (Freguesia de Novelas); Pinhel; Pombal; Ponte de Lima; Ponte de Sôr; Portimão; Porto (Freguesia de Ramalde); Santa Maria da Feira (Vila de Sintra e Freguesias de Arrifana e Fiães); Santarém; Seixal (Freguesias de Amora, Corroios e Fernão Ferro); Sernancelhe; Sesimbra (Vila de Sesimbra e Freguesia da Quinta do Conde); Setúbal (Cidade de Setúbal e Azeitão); Sintra (Freguesias de Belas, Massamá, Rio de Mouro); Tabuaço; Trancoso; Trofa (Freguesias de Guidões e São Martinho do Bougado); Valongo (Cidade de Valongo e de Ermesinde); Viana do Castelo (Cidade de Viana do Castelo e Freguesia de Barroselas), Vila Franca de Xira (Freguesias de Forte da Casa e Póvoa de Santa Iria); Vila Nova de Famalicão (Freguesia de Riba de Ave); Vila Nova de Gaia; Vila Nova de Paiva; Viseu (Cidade de Viseu e Freguesia de Torredeita).

(Em São João da Madeira, foi substituída pela Travessa da Água).

Fonte: “Dicionário Crologógico de Autores Portugueses”, (III Volume, Organizado pelo Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, Publicações Europa América, 1990, Pág. 320, 321, 322, 323 e 324).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 449).

 

ANÍBAL AQUILINO Fritz Tiedmann RIBEIRO, Juiz, nasceu em Paris (França),  a 21-02-1914, e faleceu em Lisboa, a 22-04-1999. Era filho do Escritor Aquilino Ribeiro e de sua primeira esposa Grete Fritz Tiedmann, de família alemã da alta burguesia, o pai era Advogado e Banqueiro.

Aquilino Ribeiro e Grete conheceram-se em Paris quando ambos estudavam na Sorbonne. Apaixonados, decidiram casar pelo que, na Alemanha, formarlizaram o pedido de casamento que viria a dar-se em 1913.

Regressados a França prosseguiram os estudos, não tendo Aquilino concluído a formatura. Nesse mesmo ano sai. Digamos que, a primeira obra de Aquilino Ribeiro Jardim das Tormentas, que dedica a sua mulher.

Em virtude do eclodir da Primeira Grande Guerra Mundial e, considerados vários factores, não sendo o menor, a nacionalidade de Grete, o casal decide vir para Portugal com o bebé de poucos meses.

Ainda que sem Licenciatura, Aquilino Ribeiro entra para o Liceu de Camões como Professor supranumerário. O tempo passa, Aníbal vai crescendo saudável, ao contrário de sua mãe, atingida por uma tuberculose pulmonar que a levou à morte em 1927, contando apenas 37 anos de idade.

Grete Fritz Tiedmann encontra-se sepultada em Soutosa onde faleceu. O seu marido encontrava-se aí, discretamente, após o regresso de Espanha, onde se havia refugiado por perseguição política.

Aníbal fez os Estudos Liceais em Viseu, fica hospedado numa casa particular de um velho republicano,o Senhor Aparício e sempre acompanhado pelos cuidados de outros amigos do pai, nomeadamente do Médico Gomes Mota e do Dr. Pinto de Campos. Entra depois para a Faculdade de Direito, onde faz a Licenciatura, e opta pela Magistratura.

Em 1938 está colocado como Delegado do Procurador da República em Santiago do Cacém e na primeira metade dos anos 40 exerce idênticas funções em Lagos, no Algarve, e nessa vetusta e bela cidade se torna por toda a vida um Algarvio pelo Coração, tendo igualmente ficado na recordação e muitos e muitas lacobrigenses. Em Maio de 1944, o Juiz Aníbal Aquilino Ribeiro foi colocado na Comarca de Almada.

Em 1955, voltaria a ser colocado, no Algarve, agora já como Juiz de Direito, desta vez em Olhão e, em 1977 atinge a posição de Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça.

Depois de aposentado empreende com a Médica Josefa de Campos e o apoio entusiasta de muitos amigos e admiradores do Escritor, Aquilino Ribeiro, a constituição da Fundação Aquilino Ribeiro, com sede na Casa de Soutosa, em Moimenta da Beira, de cujo Conselho de Administração foi Presidente, ladeado pelos Doutores Alberto Correia e Manuel Sá Marques.

Preocupa-se com a concepção e arranca a Casa—Museu-Biblioteca e dá início à organização da vasta e diversificada Biblioteca de seu pai, cuja memória venerava tal como tinha amado e respeitado em vida.

A Fundação Aquilino Ribeiro foi criada por Escritura de 25 de Julho de 1988 e em Janeior de 1990 sai o número 1 do seu Boletim Trimestral. Anteriomente à criação da Fundação, saíra em Julho de 1985 o primeiro de 3 números, do Boletim Comemorativo do primeiro Centenário do nascimento do Escritor, Edição do Governo Civil de Viseu.

Aníbal Aquilino Ribeiro, em 1999, com 85 anos de idade, já muito doente, realizou, o seu último acto de justiça consorciando-se com a companheira de muitos anos.

Após o falecimento do marido, a viúva continuou a dirigir a Faundação e atentar dar visibilidade à grande e rica Biblioteca do sogro, a cuidar da Casa-Museu-Biblioteca e a acompanhar com todo o interesse a saída dos Cadernos Aquilianos.

Licenciou-se em Direito e seguiu carreira na Magistratura. Iniciou funções, como Delegado do Procurador da República de 3.ª Classe (1938), em Santiago do Cacém. Foi promovido a Juiz de Direito de 1.ª Instância de 3.ª Classe (1948) e colocado em São João da Pesqueira, transitando depois para a Golegã (1950). Atingiu a 2.ª Classe e percorreu as comarcas de Olhão (1955) e Torres Novas (1956). Em 1958, alcançava a 1.ª Classe e foi nomeado para o 11.º Juízo Cível de Lisboa. Em 1962, era Corregedor Auxiliar do Círculo de Lisboa. Em 1963, passaria a Corregedor Presidente da 4.ª Vara Cível de Lisboa. Ascendeu à 2.ª Instância e foi nomeado Juiz Desembargador do Tribunal da Relação de Lisboa (1967). Foi eleito pelos seus pares e nomeado Presidente desta instituição a 24 de Julho de 1974, tomando posse no mesmo dia. (foi o 69º Presidente do Tribunal da Relação de Lisboa). Em 1977, atingia o lugar de Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça. Foi Vogal do Conselho Superior de Magistratura (1989). Era filho do Escritor Aquilino Ribeiro e criou a Fundação Aquilino Ribeiro.

Por vontade expressa do próprio o corpo seguiu para o Cemitério de Soutosa, em Moimenta da Beira.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Moimenta da Beira (Freguesia de Soutosa).

Fonte: “Algarvios pelo Coração, Algarvios por Nascimento”, (de Glória Maria Marreiros, Edições Colibri, Edição de Outubro de 2015, Pág. 37, 38, 39, 40 e 41)

Fonte: “Tribunal da Relação de Lisboa – Presidentes”

“PAIS e FILHOS (à moda antiga); isto é: Pais também engloba Mães, Filhos e Filhas, na Toponímia”.

 

Vasco Santana e Henrique Santana, Pai e Filho, na Toponímia de: Concelhos de Almada; Cascais;  Odivelas e Seixal.

 

vasco-santanaVASCO António Rodrigues SANTANA, Actor, natural de Lisboa, nasceu a 28-01-1898 e faleceu a 13-06-1958. Era filho do Escritor e Proprietário Henrique Augusto Sant’Ana, e de sua mulher Maria Filomena Rodrigues Sant’Ana, natural de Pernambuco (Brasil). Fez os Preparatórios no Liceu, matriculando-se depois na Escola Nacional de Belas Artes e no Conservatório Nacional.

Formou com António Silva uma das duplas mais populares de todos os tempos do cinema português. Frequentou a Escola Nacional de Belas-Artes, em Lisboa, e, mais tarde, o Conervatório. Desde muito novo que frequentava os teatros, representando ocasionalmente em espectáculos amadores.

A sua carreira artística começou por acaso, ao ser chamado a substituir um Actor que adoecera, na revista »O Beijo« (1917). O êxito foi tal, que a partir de então viveu quase exclusivamente para o Teatro, conquistando, logo nos seus primeiros papéis, a simparia do público. A sua figura, de baixa estatura e avantajada, a irreverência, a vivacidade, o poder de comunicabilidade e o enorme talento transformaram-no num dos maiores actores cómicos de todos os tempos. Foi sobretudo como intérprete de revistas, ao criar um grande número de figuras populares, pitorescas e exóticas, que se consagrou como actor.

Dos seus maiores êxitos neste género destacam-se: »Enquanto Houver Santo António«, »Alto Lá Com o Charuto«, »Zé dos Pacatos«, »Arraial«, »Vamos ao Vira«, e »Desculpa Lá ó Caetano«.

No cinema, estreou-se ainda no período do mudo com »Crónica Anedótica de Uma Capital«. Ficou para sempre imortalizado em filmes como »A Canção de Lisboa« (1933), de Cottinelli Telmo, um dos seus papéis mais populares, »O Pai Tirano« (1941), de António Lopes Ribeiro, »O Pátio das Cantigas« (1942), de Francisco Ribeiro, »Fado, a História de Uma Cantadeira« (1945), de Perdigão Queiroga, »Canões« (1946), de Leitão de Barros, e »Um Home do Ribatejo« (1949), de Henrique Campos. É ainda de destacar a sua actividade na rádio (Emissora Nacional), onde se popularizou com a locução dos diálogos humorísticos de José de Oliveira Cosme: (As Lições do Tonecas e Zéquinha e Lelé).

Para além de Actor e Ensaiador, Vasco Santana colaborou como Autor em muitas comédias e revistas, numa conhecida parceria com os seus primos José e Luís Galhardo, e outros Autores do Teatro ligeiro, como Alberto Barbosa, Santos Carvalho, António Tavares, Lourenço Rodrigues e Xavier de Magalhães.

Fez também programas de Televisão, contracenando, entre outros, com o seu filho, Henrique Santana. No decorrer da sua vida Artística teve oportunidade de trabalhar, com Actores da sua craveira, designadamente no Teatro ligeiro, como António Silva, Maria Matos, Teresa Gomes, Beatriz Costa, para além de muitos outros.

Vasco Santa, ao longo da sua vida recebeu vários Prémios e foi agraciado com a Ordem de Santiago.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Abrantes; Albufeira; Alcoutim (Freguesia de Vaqueiros); Almada (Freguesia da Costa de Caparica); Amadora; Barreiro (Freguesia do Lavradio); Caldas da Rainha; Cascais (Freguesias de Alcabideche, Parede e São Domingos de Rana); Évora; Gondomar (Freguesias de Rio Tinto e Valbom); Lisboa (Freguesia de Benfica, Edital de 10-04-1969, ex-Rua 12 do Bairro de Santa Cruz); Loures (Freguesias de Camarate, Portela e Santa Iria da Azóia); Maia; Matosinhos (Freguesia de Senhora da Hora); Moita; Montijo (Freguesias do Montijo e Santo Isidro de Pegões); Odivelas (Freguesias de Caneças, Famões, Odivelas, Pontinha, Póvoa de Santo Adrião e Ramada); Oeiras (Freguesia de Carnaxide); Palmela (Freguesia de Pinhal Novo); Portimão; São João da Madeira; Seixal (Freguesias de Corroios e Fernão Ferro); Sesimbra (Vila de Sesimbra e Freguesia da Quinta do Conde); Setúbal (Cidade de Setúbal e Azeitão); Sintra (Vila de Sintra e Freguesias de Algueirão-Mem Martins, Casal de Cambra, Queluz e Rio de Mouro); Tavira; Trofa (Freguesia de São Romão do Coronado); Valongo (Freguesias de Alfena e Ermesinde); Vila Franca de Xira.

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 468).

Fonte: “O Grande Livro do Espectáculo – Personalidades Artísticas, Século XX”, (3º Volume, de Luciano Reis, Editado por Fonte da Palavra, 2011, Pág. 161, 162, 163 e 164)

 

 

henrique-santanaHENRIQUE Júlio Martins SANTANA, Actor, natural de Lisboa, nasceu a 07-05-1924 e faleceu a 01-07-1995. Filho de Vasco António Rodrigues Santana (o grande Actor Vasco Santana) e de Arminda Rodrigues e neto do, também, Actor Henrique Santana (. Foi encenador, autor teatral e tradutor. Estudou sempre em Lisboa, e concluiu os seus estudos no Liceu Passos Manuel.

O seu destino era inevitavelmente o espectáculo, tendo-se estreado como autor aos 18 anos,  produziu ao longo da sua carreira mais de meia centena de textos originais, representados em Portugal e no estrangeiro, assinando também mais de 150 traduções de peças. Fez rádio, cinema, televisão e teatro em 1993, tendo sido homenageado pelos seus colegas no Teatro Maria Vitória e pela Companhia do Teatro Animação de Setúbal que repôs ” O Gato”, que foi não só um dos seus grandes êxitos como actor, mas também como autor-encenador.

Estudou sempre em Lisboa, e concluiu os seus estudos no Liceu Passos Manuel. Casou com 22 anos mas rapidamente se separou. Desta união nasceu uma filha, Maria Vasco. Com apenas 24 anos, em 1948, fez parte dos elencos de O Melhor do Mundo, Luta Livre (o campião), e Do Céu Caiu Uma Velha, estes dois últimos para a Empresa Piero Benardon.

Mais tarde, criou com o pai a Companhia de Comédias Vasco Santana, da qual era Director. Com esta companhia, fez dois espectáculos, O Conde Barão em 1953, e O Caso Barton em 1954, onde além de actor, desempenhou também as funções de Director de espectáculo e Director de montagem.

Henrique Santana, sobrinho dos consagrados José e Luís Galhardo e genro de Maria Matos, Pois por esta altura, apaixona-se pela também actriz Maria Helena Matos, filha da grande Maria Matos, com quem vive em união de facto até ao fim da vida. Companheira, no espectáculo e na vida, durante mais de 44 anos.

Em 1958, é levada à cena uma peça da sua autoria Um Fantasma Chamado Isabel, que foi também encenada por ele. Em 1961, com a Companhia Teatro Alegre, faz a dramaturgia e integra o elenco da peça Três em Lua de Mel, da qual é autor juntamente com Francisco Ribeiro, sob o pseudónimo de Jorge Sousa. Este espectáculo fez um enorme sucesso, tendo inclusivamente sido gravado para televisão.

Escreveu inúmeros originais de grande sucesso no teatro de comédia, designadamente: Aqui Há Fantasmas, Morra Agora e Pague Depois, Amor 68 e O Costa de África.

Criou e dirigiu a Companhia de Teatro Alegre, montou o espectáculo musical Paris Hotel, actuou em vários programas de televisão e em filmes, tendo também escrito e dirigido teatro de revista.

Em 1994 foi agraciado com a Ordem de Santiago da Espada.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica), Cascais (Freguesia de São Domingos de Rana), Odivelas (Freguesia da Ramada), Odivelas (Freguesia de Barcarena), Seixal (Freguesia de Corroios).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 468).

Fonte: “O Grande Livro do Espectáculo – Personalidades Artísticas, Século XX”, (3º Volume, de Luciano Reis, Editado por Fonte da Palavra, 2011, Pág. 160 e 161)

“Os Centenários”

José Albuquerque, conhecido por “Faísca”, se fosse vivo faria hoje 100 anos de idade.

Apesar de ter vencido duas Voltas a Portugal em Bicicleta, serão poucos os portugueses que saberão da sua existência. Aqui ficou um pouco da sua história da sua vida.

 

 

faiscaJOSÉ ALBUQUERQUE (FAÍSCA), Ciclista, nasceu na Quinta da Moita (Mangualde) e faleceu em Mangualde, nasceu a 20-09-1916 e faleceu em 1980. José Albuquerque, ficou conhecido por “Faísca”. Filho de Henrique Albuquerque, após a conclusão do Ensino Primário na Aldeia de Oliveira, foi aprender o ofício de Barbeiro para Mangualde. Fazia diariamente o percurso para a Vila de bicicleta. Depressa se apaixonou pelo ciclismo, e nas deslocações da Quinta da Moita para Mangualde, sempre a subir, colocava no suporte traseiro da bicicleta pequenos sacos de areia para exercer os músculos e os níveis de esforço.

Tendo como ídolos José Maria Nicolau, do Benfica e Alfredo Trindade, do Sporting, o protagonismo de José Albuquerque começou a dar nas vistas, a partir de 1936, altura em que venceu inúmeras provas regionais.

Venceu duas Voltas a Portugal em bicicleta, primeiro pelo Clube Atlético de Campo de Ourique, depois com a camisola do Sporting Clube de Portugal. Com o deflagrar da II Grande Guerra, o ciclismo e o desporto em geral sofreram um rude golpe, traduzido numa quase paralisação, que levou José Albuquerque a pôr termo à carreira. Partiu para Angola no final da década de 40, exercendo actividade nos CTT daquele antigo território. Em meados da década de 70 regressa a Portugal, faleceu atropelado numa rua de Mangualde.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Mangualde.

Fonte: “Câmara Municipal de Mangualde”

“PAIS e FILHOS (à moda antiga); isto é: Pais também engloba Mães, Filhos e Filhas, na Toponímia”.

A família Duarte Pedroso, na Toponímia de Algés, Pai e três Filhos, plasmados na Toponímia de Algés.

 

alges-087António Duarte Pedroso, natural de Lisboa, nasceu a 19-06-1834 e faleceu a 03-10-1904. Oficial da Marinha de Guerra. Era filho de Francisco Pedroso e de Joana Justiniana. Era pai de Eduardo Augusto Pedroso, Francisco Duarte Pedroso e Vítor Duarte Pedroso.

Assentou praça como Aspirante de Marinha em 30-09-1847, sendo promovido à 2ª Classe, em 27-07-1850; à 1ª Classe, em 20-05-1851; a Guarda-Marinha, em 06-10-1853; a 2º Tenente, em 18-09-1856; a 1º Tenente, em 17-07-1866; a Capitão-Tenente, em 01-12-1875; a Capitão-de-Fragata, em 12-07-1881; a Capitão-de-Mar-e-Guerra, me 19-04-1888; a Contra-Almirante, em 17-02-1895 e a Vice-Almirante, em 07-02-1901. Em 25-07-1904 passou ao quadro auxiliar por ter atingido o limite de idade.

Exerceu as seguintes comissões em terra: Promotor e Presidente dos Conselhos de Guerra; Chefe de Repartição Fiscal da Fazenda de Marinha; Presidente da Comissão de Administração de Marinha; Director dos Serviços Fabris e Inspector do Arsenal de Marinha; Chefe do Departamento Marítimo do Centro; Vogal do Conselho Superior de Justiça Militar; Maior-General da Armada; membro do Conselho Superior de Marinha; Vogal da Comissão encarregada de propôr as alterações na ordenação da Armada, e da Comissão encarregada de emitir e dar parecer sobre o relatório da Comissão Inglesa que examinou as alterações no Regulamento para prevenir abalroamentos no mar, indicados na Conferência Internacional Marítima de Washington; Vogal da Comissão encarregada de dar parecer sobre a utilidade prática de regulamentar as Vozes de Comando das fainas a bordo, como indicava o projecto elaborado pelo Capitão-Tenente António de Oliveira Andrea; Vogal da Comissão encarregada de formular umas instruções para o Arsenal de Marinha; Vogal da Comissão para estudar e indicar as instalações necessárias a fazer no local escolhido para as construções e reparações de uma esquadra. Foi, também, Presidente da Comissão encarregada de examinar e dar parecer sobre a corveta Rainha de Portugal, as canhoneiras Tejo, Cuanza e Douro e o transporte Pêro de Alenquer.

As suas comissões no mar foram: as viagens a Inglaterra e a Barcelona, no couraçado Vasco da Gama; viagem a Filadélfia no transporte Índia, à Ilha de São Miguel, no transporte África e a Macau, conduzindo tropas.

Serviu como Oficial nos seguintes navios de guerra: fragata D. Fernando; corvetas Duque da Terceira, Porto e D. João I; nau Vasco da Gama; vapores Conde do Tojal, e Infante D. Luís; brigue Vila Flor; vapor Mindelo; corveta Sagres e transporte Índia, e Comandou os vasos de guerra: canhoneira Rio Minho; escunas Barão de Lazarim e Vénus; transporte Lince; iates Conde de Penha Firme e César; transportes Índia e África; couraçado Vasco da Gama e a Divisão de Reserva.

Foi louvado pelo cuidado e dedicação na Comissão de conduzir, na fragata D. Fernando, à Ilha da Madeira, a Infanta D. Amélia e a Princesa sua filha, em Agosto de 1852, esforçando-se por lhes tornar a viagem o menos penosa possível, procurando com solicitude e por todos os meios ao seu alcance desempenhar o serviço de navegação pelo modo mais suave para as augustas senhoras; pela maneira como desempenhou os seus deveres militares, distinguindo-se no combate contra os piratas que infestavam os mares próximos de Macau, apresando na flotilha do comando do 1º Tenente Scarnichia, dez embarcações, destruindo seis e queimando duas povoações, onde os referidos piratas se acoitavam; pelos serviços prestados à corveta francesa Prinvogt, quando do seu encalhe em Simon’s Bay, etc. Foi louvado também em Portaria, pelas ordens dadas para aprestar seis navios de Marinha de Guerra Nacional, que foram confiadas em devido tempo, marcando este facto uma extraordinária demonstração de zelo e actividade.

Foram importantes as campanhas a que se refere a Portaria acima citada. Tanto no ataque e apresamento das forças navais do pirata Apack, no rio Iang-Quinag, como no combate em 1855, António Duarte Pedroso patenteou o seu valor e a sua elevada competência técnica. Nos mares de Moçambique prestou da mesma forma assinalados serviços, especialmente em 1865 quando no vapor Zambeze se dirigiu a Porto Velhaco (Distrito de Moçambique), onde com limitada guarnição daquele barco fez queimar dois pangaios que ali se achavam prontos a receber escravos, serviço este em que, como cita o respectico louvor «se conduziu com o maior acerto e descrição, repelindo com valentia uma multidão de negreiros que se lhe apresentaram a defender com denodo e coragem os ditos pangaios.

António Duarte Pedroso possuía a Carta de Conselho; foi Ajudante-de-Campo Honorário de D. Luís e de D. Carlos; era Cavaleiro, Oficial, Comendador, Grande Oficial e Grã-Cruz da Ordem Militar de São Bento de Avis; Cavaleiro e Oficial da Ordem da Torre e Espada; Comendador da Ordem de Cristo e possuía ainda as Medalhas de Ouro e de Prata de Serviços no Ultramar; a Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar; a Medalha de Prata de Valor Militar; a Medalha de Prata de Bons Serviços e de Comportamento Exemplar.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Oeiras (Freguesia de Algés, Largo Almirante Pedroso).

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 20, Pág. 839 e 840

alges-0027EDUARDO AUGUSTO PEDROSO (RUA). Lavrador e Benemérito da Freguesia de Algés. Era filho de António Duarte Pedroso e de Isabel Corrêa e irmão de Francisco Duarte Pedroso e de Victor Duarte Pedroso.

O pouco que se sabe desta família leva-nos a concluir tratar-se de uma família importante na zona de Algés, onde, quase todos fazem parte da Toponímia  na Freguesia de Algés.

 

 

alges-047FRANCISCO DUARTE PEDROSO – (RUA) . Médico Cirurgião. Era filho de António Duarte Pedroso e de Isabel Corrêa e irmão de Eduardo Augusto Pedroso e Victor Duarte Pedroso.

O pouco que se sabe desta família leva-nos a concluir tratar-se de uma família importante na zona de Algés, onde, quase todos fazem parte da Toponímia da Freguesia de Algés.

 

 

alges-111VÍCTOR DUARTE PEDROSO – (RUA) – Era filho de António Duarte Pedroso e de Isabel Corrêa e irmão de Eduardo Augusto Pedroso e Francisco Duarte Pedroso.

O pouco que se sabe desta família leva-nos a concluir tratar-se de uma família importante na zona de Algés, onde, quase todos fazem parte da Toponímia da Freguesia de Algés.

 

José Niza, se fosse vivo, faria hoje 78 anos de idade

 

José Niza, Médico, Músico e Político, autor de “E Depois do Adeus”, interpretada por Paulo de Carvalho e que serviu de “senha” para o arranque do 25 de Abril de 1974.

 

No dia em que faria 78 anos de idade, recordem-mo-lo hoje aqui, na esperança de que o 25 espírito que nos trouxe o 25 de Abril de 1974, nunca se perca.

 

jose-nizaJOSÉ Manuel NIZA Antunes Mendes, Médico, Músico e Político, natural de Lisboa, nasceu a 16-09-1938 e faleceu a 23-09-2011. Passou a infância em Portalegre, Santarém, e a Juventude em Coimbra. Compositor, autor de letras, arranjador, produtor discográfico, intérprete de guitarra, guitarra eléctrica e viola.

Foi influenciado pela actividade musical de alguns dos seus familiares: a mãe completou o Curso de Piano do Conservatório Nacional, tendo sido convidada por Viana da Mota para sua launa; o avô tocava flauta e o bisavô, José Niza, foi compositor.

Enquanto estudante no ,iceu de Santarém, interessou-se pela cançaõ de Coimbra e aprendeu a tocar guitarra através da audição de fonogramas de Artur Paredes e António Brojo.

Terminado o Liceu, foi o interesse pela música que se praticava na Universidade de Coimbra que o levou a matricular-se na Faculdade de Medicina daquela Universidade, em 1956. Licenciou-se em Medicina em 1966 e, em 1968, defendeu uma tese sobre esquizofrenia crónica. A partir de 1971, foi interno de Psiquiatria no Hospital Miguel Bombarda, tendo terminado o internato da especialidade em 1974. Em 1956, enquanto estudante, inscreveu-se na Tuna Académica da Universidade de Coimbra e formou um grupo de fados e guitarradas comDavid Leandro Ribeiro, João Conde Veiga e Emanuel Maranha das Neves. Integrou igualmente o Orfeão Académico de Coimbra. Com estes organismos, participou nas digressões a vários países europeus (Alemanha, Espanha, França, Suiíça e Suécia) e às províncias ultramarinas de Angola e São Tomé e Príncipe, entre 1957 e 1962. Actuou com os guitarristas António Portugla, Jorge Godinho e Jorge Runa, entre outros, e começou a acompanhar regularmente José Afonso, Fernando Machado Soares, Luiz Goes, Fernando Rolim, entre outros.

Desde finais da década de 50, colaborou activamente no movimento que viria a ser designado por «movimento da balada», liderado por José Afonso. Participou ainda com esse cantor nas gravações das baladas Minha Mãe e Balada Aleixo. Em 1958, desenvolveu interesse pela bossa nova e pelo jazz, inicialmente através da audição de fonogramas. Em 1960, com Daniel Proença de Carvalho, Rui Ressurreição, José Quitério, entre outros, foi um dos fundadores do Club de Jazz do OAC, integrando o quarteto deste organismo (guitarra eléctrica). Juntamente com Luís Villas-Boas, organizou os dois primeiros festivais internacionais de Jazz que se realizaram em Portugal (Festival Internacional de Jazz de Coimbra, 1967 e 1968), onde pontuaram músicos como Dexter Gordon, Don Byas, Jean Pierre Gebler, entre outros.

Ainda em 1969, foi mobilizado para a Guerra Colonial, onde prestou serviço enquanto Médico no Norte de Angola. Foi nesse período que compôs todas as canções que dariam origem aos álbuns Gente de aqui e de agora (de Adriano Correia de Oliveira e Fala do Homem Nascido (baseado em poemas de António Gedeão, interpretados por Carlos Mendes, Duarte Mendes, Samuel e Tonicha). Foi ainda em Angola que, em 1970, recebeu o convite para dirigir a produção musical da editora Arnaldo Trindade Ldª.

Até 1976, ano em que deixou a editora por ter sido eleito Deputado à Assembelia Constituinte e, posteriormente, à Assembelia da República, sempre nas listas do Partido Socialista.

Produziu e dirigiu dezenas de fonogramas para cantores como Adriano Correia de Oliveira, José Afonso, Luís Cília e Paulo de Carvalho e para o declamador Mário Viegas. Compôs cerca de 300 canções, interpretadas por vários cantores portugueses e estrangeiros, entre os quais Adriano Correia de Oliveira, Carlos do Carmo, Carlos Mendes, Erika Plühar (cantora e actriz austríaca), Fernando Girão, Isabel Silvestre, Janita Salomé, Lena d’Água, Marc Oreget (cantos francês, vencedor do Grand Prix da Academie Charles Cros, por duas vezes), Paulo de Carvalho, Simone de Oliveira, Rui Veloso, com quem viria a manter uma lona e intensa colaboração musical.

Foi José Calvário que o incentivou  concorrer ao Festival RTP da Canção de 1972. A partir de então José Niza foi autor das letras de três canções que venceram este certame (todas elas com música de José Calvário); em 1972, a canção A Festa da Vida foi interpretada por Carlos Mendes, vencendo o concurso desse ano e obtendo a melhor classificação de Portugal até então, no Festival da Eurivisão; a canção E Depois do Adeus, foi interpretada por Paulo de Carvalho e viria a ser escolhida pelo MFA como primeira senha musical da revolução do 25 de Abril de 1974; em 1988, a canção Voltarei, interpretada por Dora.

Foi também autor de uma das canções vencedoras ao compor, em 1976, música para um poema de Manuel Alegre (Uma Flor de Verde pinho), interpretada por Carlos do Carmo.

Foi Deputado à Assembleia Constituinte e à Assembleia da República 81975-1985 e 1995-1999). Foi Deputado ao Conselho da Europa 81983-1985 e 1995-1999), tendo sempre sido membro da Comissão da Cultura deste organismo.

No Parlamento Português, foi autor da Lei de Protecção da Música Portuguesa na sua Difusão pela Rádio e pela Televisão (Lei nº 12/81, também conhecida por «Lei Niza», aprovada por unanimidade em 1982. Foi ainda co-autor do actual Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos.

A partir da sua vivência musical, escreveu uma obra editada em dois volumes (1999), caracterizando a canção de Coimbra e os seus principais protagonistas.

Em 1994, foi condecorado como Grande Oficial da Ordem de Mérito.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Sintra (Freguesia de Belas).

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 3º Volume, L-P, Pág. 911  e 1912,  Temas e Debates, Círculo de Leitores)