“Quem Foi Quem na Toponímia do Município do Gavião”

EUGÉNIO Cândido MALEITAS, Comerciante e Industrial, nasceu no Gavião, a 24-03-1883, e faleceu na Freguesia de São Sebastião da Pedreira (Lisboa), a 18-01-1972. Era filho de Possidónio de Matos Maleitas, Sapateiro, e de Josefa Maria, e irmão de António Cândido Maleitas. Industrial e Comerciante em Lisboa, manteve sempre uma ligação constante à sua terra natal, onde se deslocava com regularidade, possuía propriedades e produzia vinho.

Em 1925, empenhou-se na instalação da energia eléctrica em Gavião, constituindo a Sociedade Moderna de Engenharia, concessionária da mesma, juntamente com o Engenheiro Casimiro da Costa.

Foi um sócio benemérito do Grémio Alentejano, depois da Casa do Alentejo, de cujos corpos gerentes fez parte em vários mandatos, bem como do seu Conselho Regional, em representação do Concelho de Gavião.

A ele se deve, juntamente com José Gomes e José Custódio Nunes, outro Maçon, os meios financeiros para a aquisição da actual sede da Casa do Alentejo. Republicano desde sempre, esteve ligado ao jornal República.

Iniciado na Maçonaria a 19 de Fevereiro de 1909 na Loja Acácia nº 281, do Ritual Francês, de Lisboa, com o nome simbólico de “Gorki”. Em 1935 tinha o grau 7.

Por sua iniciativa foi fundado o Triângulo nº 215 de Gavião, do Ritual Francês, em 1912, como filial da Loja Acácia.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Gavião (Rua Eugénio Maleitas).

Fonte: “A Maçonaria no Distrito de Portalegre”, (de António Ventura, Editado por Caleidoscópio, Edição de Maio de 2007, Pág. 334)

“RUAS QUE JÁ TIVERAM OUTROS NOMES”

Sabia que o Campo Pequeno, nas Freguesias do Areeiro e das Avenidas Novas, em Lisboa, já teve outros nomes?

O sítio do Campo Pequeno era no início do século XVI um logradouro público, um espaço a descoberto na periferia da cidade, no qual se realizavam exercícios militares, tendo sido o local onde se treinou o exército de D. Sebastião antes de ir para Alcácer-Quibir, bem como lugar para feiras improvisadas.

Teve também, no século XVIII, uma Praça de Touros provisória que a definitiva só foi inaugurada em 18 de agosto de 1892 a partir do plano traçado pelo Arquitecto António José Dias da Silva. E assim, durante vários séculos foi conhecido como Campo Pequeno ou Largo do Campo Pequeno.

Ainda antes da implantação da República em Portugal, embora a Vereação da edilidade lisboeta fosse já republicana, por deliberação camarária de 1 de Outubro e Edital de 8 de Outubro de 1908, o Campo Pequeno passou a Largo Doutor Afonso Pena, para homenagear aquele que era então o Presidente da República brasileira, função que exerceu entre 15 de Novembro de 1906 e 14 de Junho de 1909, data do seu falecimento.

Quarenta anos depois, o Edital de 23/12/1948 retirou a referência ao único Presidente do Brasil inscrito na toponímia de Lisboa substituindo-a pelo topónimo antigo, de Campo Pequeno.

Do nome inicial, Doutor Afonso Pena, só resta um Pátio, no nº 38 do Campo Pequeno.

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município do Fundão”

JOSÉ GERMAN da Silva Pereira e CUNHA, Jornalista e Escritor, nasceu em Castelo Branco, a 22-11-1839, e faleceu no Fundão, a 03-08-1903. Era filho do Dr. Daniel da Silva Pereira e Cunha e irmão do Dr. Alfredo Carneiro da Cunha. Ainda bem novo, colaborou em prosa e em verso no Almanaque de Lembranças e depois em vários jornais.

Fundou o Apóstolo da Verdade, que, em 26-05-1870, começou a publicar-se no Fundão; o Jornal do Fundão, saído a público a 06-02-1898, e o Unhais da Serra, que teve princípio em 01-02-1900.

Escreveu: A Torre dos Namorados, (1866); Notícia Histórica da Santa Casa da Misericórdia do Fundão, (1870); A propósito da Monografia de Castelo Branco; Fotografias (Sonetos); Fotografias (Versos humorísticos, 2ª edição, Lisboa, 1893); Apontamentos para a História do Concelho do Fundão, (Lisboa, 1892); O Conselheiro de Estado José Silvestre Ribeiro; Jornalismo do Distrito de Castelo Branco, (resenha histórica); O Fundão, (breve notícia, com gravuras, Lisboa, 1898); Entre Sombras, (versos, 1903). O Fundão deve-lhe muitos melhoramentos: a Santa Casa da Misericórdia, o Casino Fundanense; o Mercado Público, etc., e outras obras feitas por sua iniciativa. Morreu cego. Em 24-11-1912 foi prestada solene homenagem à sua memória, colocando-se um Medalhão de Bronze, com a sua efígie, na frontaria do Casino-Teatro, situado na principal praça da Vila, e sendo por essa ocasião publicados, em volume, os discursos pronunciados pelas mais categorizadas entidades do Fundão, que enalteceram os méritos e serviços do homenageado.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Fundão (Rua José Germano Cunha).

Fonte: “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Volume. 8, Pág. 262”

Faleceu no passado dia 19 do corrente o Maestro José Atalaya.

JOSÉ Maria ATALYA Mera Bonito Oliveira, Maestro, natural de Lisboa, nasceu a 08-12-1927 e faleceu a 19-02-2021. Director de Orquestra, divulgador, compositor e crítico. Estudou Análise, Composição e História da Música com Luís de Freitas Branco, concluindo os seus estudos de Direcção de Orquestra no Conservatório de Florença com o Maestro Piero Bellugi, de 1966 a 1968. Trabalhou Composição de Música Electrónica com Pietro Grossi em Florença, tendo apresentado em Abril de 1968, em estreia naquela Cidade, a obra Variantes rítmicas sobre quatro sons sinusoidais, primeira peça de um autor português no domínio da «música electrónica».

Ao ingressar na Emissora Nacional (EN), em 1951, como Assistente Musical (programação de música de câmara), chefiou a Secção de Música Portuguesa (encomenda de obras a autores nacionais), e foi Director da Antena e da RDP, da qual tinha sido um dos fundadores.

Frequentou, em missão de serviço daquele organismo, os cursos de aperfeiçoamento profissional dos Maestros Felix Proahaska, Hans Swarowsky e Igor Markevitch. Fundou e dirigiu a Orquestra Clássica do IMAVE (Instituto de Meios Audiovisuais da Educação), criada com o objectivo de realizar concertos comentados e que, de 1966 a 1974, foram semnalmente transmitidos pela EN e pela RTP. Estes concertos realizaram-se em Escolas, Universidades, Fábricas e no Teatro Nacional de São Carlos.

Em 1975, por iniciativa dos instrumentistas das duas Orquestras Sinfónicas existentes em Portugal (Lisboa e Porto), foi nomeado Coordenador Artístico das Orquestras da RDP, criando as Quizenas Musicais, as quais consistiram em festivais dedicados à Música de diversos países e à difusão da música e dos intérpretes portugueses.

Em 1977 foi designado membro do Conselho Português da Música (UNESCO) e foi nomeado Director da Orquestra Sinfónica do Porto. Em 1980 foi convidado para Conselheiro Artístico de Lisboa, Cidade de Música, iniciativa da Câmara Municipal, no sentido de desenvolver as actividades musicais da Capital portuguesa.

Em 1992 foi convidado pela Secretaria de Estado da Cultura para fundar a Orquestra Clássica do Porto, com base nos instrumentistas da extinta Regie Sinfonia, passando a exercer o cargo de Director Artístico da nova Orquestra.

Na qualidade de Maestro convidado, dirigiu a Philarmonia Orchestra, no Festival Beethoven que esta promoveu na sua vinda a Lisboa em 1974, a Orquestra do Norte em 1994 e 1995.

Em 1994 passou a orientar a antologia discográfica Cinco Séculos de Música Portuguesa, patrocinada pela Secretaria de Estado da Cultura, em colaboração com Editoras nacionais e estrangeiras, projecto que concluiu em 1998.

Membro fundador da Juventude Musical Portuguesa, em 1948, e do Grupo Experimental de Ópera de Câmara, em 1961, colaborou como crítico de música na imprensa diária portuguesa e publicou artigos de especialidade em revistas como Arte Musical, Revista da RTP, Melos (Alemanha) e O Tempo e o Modo. A partir de 1954 dirigiu a revista Semanário Musical.

Foi autor de programas de divulgação musical na RTP, desde o ano da sua fundação até Abril de 1974, quando interrompeu as funções que exercia na Rádio e na Televisão.

Em 1981, no Teatro de São Luís, em Lisboa, iniciou ciclos regulares de espectáculos musicais comentados, nos quais reeditou os seus programas televisivos, inaugurados em 1963 com Falando de Música. No ano seguinte, estes espectáculos deram origem a temporadas abuais de concertos comentados, intitulados Música em Diálogo, apresentados em Lisboa e noutras Cidades do País.

Foi responsável pela gestão da Academia de Música José Atalaya, em Fafe, desde a sua fundação em 1998.

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 1º Volume, A-C, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, Pág. 86 e 87)

Fonte: “Dicionário dos Fafenses”, (De Artur Ferreira Coimbra, Editado pelo Núcleo de Artes e Letras de Fafe, 2ª Edição, Junho de 2010, Pág. 39 e 40)

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município do Funchal”

CARLOS MARIA Platão dos SANTOS, Jornalista e Etnógrafo, natural do Funchal, nasceu a 22-07-1893 e faleceu a 06-10-1955. Cursou a Escola Industrial do Funchal. Em 1908 empregou-se na indústria dos Bordados, onde ocupou diversos cargos até ao de primeiro empregado. No ensino particular estudou diversas matérias, entre elas, a  Música.

Em 1913 fundou o «Grupo Carlos Santos», Orquestra de Bandolins, que dirigiu até 1918, data em que o extinguiu para tomar a direcção da Orquestra similar «Círculo Bandolístico da Madeira». Em Fevereiro de 1929 participou num certame de Orquestras de Palheta, realizado no Teatro Municipal, sob a presidência do Maestro Francisco de Lacerda, obtendo o 1º Prémio. Em Junho deste mesmo ano fez, com o «Círculo Bandolinista» uma “tournée” pelas Ilhas dos Açores, repetida em Julho do ano seguinte, obtendo os maiores triunfos.

Apresentou-o, por vezes, em concertos públicos, no Teatro Municipal, merecendo do público e da crítica os mais lisongeiros encómios. Em 12-06-1927, entrou para o jornalismo como redactor de O Jornal, hoje Jornal da Madeira. Em 1932 foi nomeado Chefe da Redacção, lugar que conservou durante muitos anos.

Dedicou-se devotadamente ao estudo do Folclore Musical da Madeira e, em Janeiro de 1937, publicou o livro “Tocares e Cantares da Ilha”. Em 1935 fundou o «Grupo Folclórico Carlos Santos», que apresentou pela primeira vez no Teatro Municipal do Funchal, nas Festas Comemorativas dos Centenários, em 30-11-1940; interpretando a sua peça Visão-Lírico-Folclórica da Ilha da Madeira, composta de canções e bailados madeirenses. Fez depois outras exibições com o seu Grupo.

Em 1942, publicou o livro “Trovas e Bailados da Ilha”, editado pela Delegação de Turismo da Madeira. Em Março de 1949, tomou a direcção do «Grupo Folclórico da Casa do Povo da Camacha”, preparou-o convenientemente para participar no Grande Concurso Internacional de Danças e Canções, realizado em Madrid, em Junho do mesmo ano, e em que obteve o 2º Prémio da sua modalidade, interpretando os seus trabalhos folclóricos.

Por essa altura apresentou também o «Grupo da Camacha», no Liceu de Camões, em Lisboa, numa sessão cultural para trabalhadores da FNAT (actual Inatel), na Casa da Madeira e numa sessão ao ar livre realizada junto à Igreja de Santo Estevão, em honra do Presidente da Municipalidade de Paris, Pierre de Gaulle.

Na Madeira participou em diversas festas de beneficência, turísticas e nas tradicionais Festas do Fim do Ano. Em Abril de 1951, tomou parte no Grande Festival Internacional Folclore (Festas da Páscoa), realizado em Biarritz. No regresso, apresentou-se também em Saragoça, em Madrid e em Portugal, no Teatro Avenida e na Casa da Madeira.

Deixou colaboração em vários jornais e revistas, nomeadamente na Revista Portuguesa; Revista das Artes e da História da Madeira; e Pérola do Oceano, do Porto, em assuntos da sua especialidade. Era sócio correspondente do Instituto de Arqueologia, História e Etnografia e da Sociedade Brasileira de Folclore.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Funchal (Rua Carlos Maria Santos).

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 27, Pág. 349)

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Fronteira”

CÂNDDO Fernandes Plácido DE OLIVEIRA, Desportista, Jornalista e Político, nasceu em Fronteira, a 24-09-1896, e faleceu em Estocolmo (Suíça), a 23-06-1958. Por ter ficado órfão de mãe ainda criança, foi educado na Casa Pia. Admitido nos CTT em 1915, como Praticante, foi aposentado como Chefe de Serviço de Exploração de 1ª Classe. Desportista, Futebolista Internacinal e Jornalista.

É possível que recordem Cândido de Oliveira, que, pela sua configuração física foi conhecido por “Chumbaca”m que foi de 1915 a 1921 médio centro e capitão do grupo de honra do Sport Lisboa e Benfica, que depois capitaneou a equipa do Casa Pia e com ela ganhou o Campeonato de Lisboa de Futebol; que se lembrem que nesse mesmo ano foi Seleccionador para a Equipa Portuguesa que defrontou em Madrid a Selecção Espanhola. É possível que se recordem de que ele foi Campeão de Portugal, em médios, em Luta Greco-Romana; foi Dirigente Desportico; Presidente do Casa Pia, membro do Conselho Técnico da Federação Portuguesa de Futebol, de que foi sócio honorário, de que foi Treinador do Sporting Clube de ortugal na época de 1948/1949, que foi Director do jornal “Os Sports”; que foi Redactor Desportivo de “O Século”, que fundou e dirigiu a revista “Futebol” e a “Gazeta Desportiva” e, por último “A Bola” de que foi um dos proprietários e Directores.

É possível qie se lembrem de que deixou inúmeros trabalhos escritos sobre futebol. É mesmo possível que alguém se recorde que Cândido de Oliveira foi Funcionário dos Correios, Telégrafos e Telefones.

Mas, do cidadão, do democrata, do lutador antifascista, do homem vertical que nunca abdicou dos seus ideais, e por eles sofreu, prisão, deportação, perda do seu lugar nos Correios e brutal tortura física, quem se lembrará?

Preso durante largo tempo, sofreu a deportação para esse campo de morte que se chamou “Tarrafal” passando aí os horrores a que nenhum ser humana deveria passar.

Regresasado a Portugal, demitido dos C.T.T., onde chegara à elevada função de Inspector de Exploração, não abdicou, apesar do que já sofrera, do seu combate antifascista

Durante a segunda Guerra Mundial, tomando aberta posição ao lado dos Democratas contra o hitlerismo, o mussolinismo, o franquismo, e o seu aliado português, o salazarismo, foi preso e de tal forma brutalizado e torturado pels sinistra polírci política, então ainda designada por P.V.D.E., e depois P.I.D.E., que lhe quebraram quase todos, senão todos os dentes.

Futebolista do Sport Lisboa e Benfica (1915-1921) e do Casa Pia Atlético Clube, de que foi um dos fundadores. Foi um dos mais famososo jogadores portugueses do seu tempo em 1921, capitaneou a Selecção Nacional em 18-12-1921, em Madrid, contra a Espanha. Tirou o Curso Comercial e empregou-se nos CTT como Aspirante. Ali fez toda a carreira chegando a Chefe de Divisão. Quando era Inspector dos CTT, em plena II Guerra Mundial, Cândido de Oliveira trabalhou como agente secreto para a Inglaterra. Era o agente H. 204 E h.700, da rede clandestina Pax, do Special Operations Executive (SOE), que tinha como principal missão organizar a resistência em caso de invasão nazi.

Cândido de Oliveira foi preso a 01 de Março de 1942 e encarcerado em Caxias, sendo deportado para Cabo Verde, campo de concentração do Tarrafal, a 20 de Junho do mesmo ano. Só regressou a Portugal a 01 de Janeiro de 1944, mas ficou detido desta vez em Caxias, depois no Aljube e novamente em Caxias, sendo libertado a 27 de Maio de 1944. Impossibilitado de continuar no seu anterior emprego, fundou o jornal A Bola (29-01-1945), juntamente com Ribeiro dos Reis. Exerceu durante largos anos os cargos de Seleccionador e Treinador Nacional de Futebol.

Cultivou o jornalismo desportivo  desde 1919, dirigiu “Os Sports” e fundou e dirigiu a revista “Futebol” e os jornais “Gazeta Desportiva” e “A Bola”. Entre outras obras, publicou “O Futebol: Técnica e Táctica”, 1935, “A Formação de Jogadores de Futebol”, 1938, “O Futebol Desporto Para a Juventude”, 1940, e “Os Segredos do Futebol”, 1947.

Publicou: A Primeira GreveTelégrafo-Postal (Só se publicaram 40 páginas por se ter perdido o original, Lisboa, 1925); Alguns Aspectos Psicológicos dos Casapianos (Conferênca, Lisboa, 1934); Foot-Ball (técnica e táctica, Lisboa, 1935); Relatório do Seleccinador Nacional para o XII Portugal-Espanha (Lisboa, 1935); Ao Serviço do Foot-Ball (relatório da minha viagem a Ingaterra, Lisboa, 1936); Jogos Internacionais na Época de 1935/1935 (Relatório do Seleccinador único, Lisboa, 1936); A Formação dis Jogadores de Futebol (Tese apresentada ao Primeiro Congresso Nacional de Futebol, Lisboa, 1938); Os Segredos do Futebol (Lisboa, 1947); A Evolução da Tática do Futebol – WM (Lisboa, 1949).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Albufeira; Alcanena (Freguesia de Vila Moreira); Almada (Freguesia da Trafaria); Amadora; Barreiro; Beja; Benavente (Freguesia de Samora Correia); Braga; Cascais (Freguesia de São Domingos de Rana); Fronteira (Largo e Rua Cândido de Oiveira); Lisboa (Freguesia de Santa Maria dos Olivais); Loures (Freguesias de Bobadela e Santa Iria de Azóia); Moita (Freguesia da Baixa da Banheira); Montemor-o-Novo; Odivelas (Freguesias de Odivelas e Póvoa de Santo Adrião); Oeiras (Freguesia de Caxias); Seixal (Freguesias de Corroios e Fernão Ferro); Setúbal (Azeitão); Sintra (Freguesia de Algueirão-Mem Martins).

Fonte: “Dicionário de Autores Casapianos”, (de António Bernardo e José dos Santos Pinto, Biblioteca-Museu Luz Soriano, Ateneu Casapiano, Lisboa, Edição de 1982, Pág. 141, 142, 143 e 144)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 392).

Fonte: “Tarrafal – O Pântano da Morte”, (por Cândido de Oliveira, Colecção Documentos, Editorial República, com nota prévia de José Magalhães Godinho)

Fonte: “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 19, Pág. 357 e 358)

Fonte: “Catálogo Do Que Escreveram Funcionários dos Correios, Telégrafos e Telefones” (Notas Bio-Bibliográficas Coligidas por Godofredo Ferreira; Chefe de Repartição da Administração-Geral dos C.T.T.; Edição dos Serviços Culturais dos C.T.T, Editado em 1955, Pág. 120 e 121)

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Freixo de Espada-à-Cinta”

Abílio Manuel GUERRA JUNQUEIRO, Escritor e Político, nasceu em Freixo de Espada à Cinta, a 15-09-1850, e faleceu em Lisboa, a 07-07-1923. Oriundo de uma família de comerciantes e lavradores. Era filho de José António Junqueiro Júnior e de Ana Maria Guerra.

Frequentou a Faculdade de Teologia (1866-1868), que abandonou para se formar em Direito (1868-1873). Na Faculdade de Direito encontrou João Penha, tendo colaborado no periódico por este editado, »A Folha«. Em 1875, dirigiu, com Guilherme de Azevedo, a revista »Lanterna Mágica« (onde surgiu a célebre caricatura de Rafael Bordalo Pinheiro, o »Zé Povinho«).

Em 1876, foi nomeado Secretário-Geral dos Governos-Civis de Angra do Heroísmo e, depois, de Viana do Castelo.

Em 1879, filiou-se no Partido Progressista, monárquico, que estava na oposição, sendo eleito Deputado por Macedo de Cavaleiros. No mesmo ano, foi proibida a representação de uma peça da sua autoria, escrita em parceria com Guilherme de Azevedo, »Viagem à Roda da Parvónia«.

Em 1880 foi eleito Deputado pelo círculo de Quelimane (Moçambique). Em 1888, constitui-se o grupo dos Vencidos da Vida, de Guerra Junqueiro fez parte. Dois anos depois, aderiu ao Partido Republicano e ao movimento de protesto contra a monarquia, desencadeado pelo ultimato inglês. Em 1907 foi julgado e condenado por causa de um artigo contra o rei Dom Carlos.

Implantada a República, ocupou, entre 1911 e 1914, o cargo de Ministro Plenipotenciário de Portugal na Suíça.

Como Escritor, estreou-se em 1864, com »Duas Páginas dos Catorze Anos«, série de poemas ainda influenciados pelo Ultra-Romantismo. Ligado depois ao grupo dos Vencidos da Vida, veio a ser o mais popular poeta panfletário da sua época. Serviu-se dos seus dotes oratórios para, em textos de sátira violenta, quer ao clero (A Velhice do Padre Eterno, 1885), quer á dinastia de Bragança (Finis Patriae, 1891, e Pátria, 1896), procurar a adesão popular aos ideais revolucionários. Torna-se conhecido já em 1874, com »A Morte de Dom João«, sátira ao Dom-Juanismo nas suas consequências sociais. Esta obra contém já elementos que seriam particularmente desenvolvidos numa fase posterior e que revelam a dualidade da sua obra. São eles: a poesia de intervenção, em que é constante a presença de um certo visionarismo profético, face à decadência nacional, que veio a influenciar grandemente o movimento designado por Renascença Portuguesa, e a inferioridade de temas místicos, procurando Guerra Junqueiro, como poeta-filósofo, e de acordo com as tendências da época, conciliar a fé e a razão humanas num cristianismo pessoal e panteísta. »Os Simples« (1892), obra de apologia dos humildes e a sua publicação mais célebre, é exemplo desta fase, já influenciado pelo simbolismo. Em »A Musa Em Férias« (1880) e »Os Simples« (1892), Guerra Junqueiro procura reencontrar o »paraíso perdido«,  representado pela evocação nostálgica da infância e da natureza, que dá ao poeta força física e moral. Guerra Junqueiro publicou ainda, ao longo da sua vida, »Oração ao Pão« (1902), »Oração à Luz« (1904), e »Poesias Dispersas« (1920), para além das obras já referidas. Após a sua morte, surgiu »Horas de Combate« (1924), que reúne os seus discursos políticos. Tido em vida como um dos maiores poetas portugueses de sempre, a sua obra foi posteriormente objecto de controvérsia. Se uns continuaram a louvá-lo, outros acusaram-no de um certo primarismo de pensamento, reconhecendo, embora, valor na sua capacidade de sugestão metafórica e na sua técnica artística.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Albufeira, Alcanena, Almada (Freguesias de Almada, Charneca de Caparica, Feijó e Laranjeiro), Almeirim (Freguesias de Almeirim e Benfica do Ribatejo), Alpiarça, Amadora, Arouca, Benavente (Freguesia de Samora Correia), Bragança, Cadaval (Freguesia da Vermelha), Carrazeda de Ansiães, Cartaxo (Freguesia de Vila Chã de Ourique), Cascais (Freguesias de Alcabideche, Parede e São Domingos de Rana), Castro Verde, Coimbra, Covilhã (Freguesia de Vale Formoso), Évora, Fafe, Ferreira do Alentejo, Freixo-de Espada-à-Cinta (Avenida Guerra Junqueiro), Gondomar (Freguesias de Fânzeres e Valbom), Guimarães, Ílhavo (Freguesia da Gafanha da Nazaré), Lagoa (Freguesia de Estômbar), Lagos (Freguesia de Odiáxere), Lisboa, Loures (Freguesias de Bobadela, Sacavém, Santa Iria da Azóia, Santo António dos Cavaleiros e São Julião do Tojal), Lousada (Freguesias de Boim e Pias), Macedo de Cavaleiros, Maia, Matosinhos (Freguesia de São Mamede de Infesta), Mirandela, Mogadouro, Moita (Freguesias da Baixa da Banheira e Moita), Montijo, Murtosa, Nisa, Odivelas (Freguesias de Famões, Odivelas e Ramada), Oeiras (Freguesias de Barcarena, Carnaxide e Oeiras), Olhão, Ovar (Freguesia de Esmoriz e Ovar), Palmela (Freguesias de Pinhal Novo e Quinta do Anjo), Pinhel, Porto, Sabugal, Salvaterra de Magos (Freguesia de Muge), Santa Maria da Feira (Freguesia da Arrifana), Santiago do Cacém (Freguesia do Cercal do Alentejo), Seixal (Freguesia de Corroios), São João da Madeira, Sesimbra, Setúbal, Sintra (Freguesias de Agualva-Cacém, Almargem do Bispo e Belas), Torres Vedras (Freguesia da Silveira), Trofa, Vale de Cambra, Valongo (Freguesias de Campo e Valongo), Valpaços, Vendas Novas, Viana do Castelo, Vila do Conde (Freguesias de Mindelo e Vila do Conde), Vila Franca de Xira (Freguesia da Póvoa de Santa Iria), Vila Nova de Famalicão (Freguesia de Riba de Ave), Vila Pouca de Aguiar, Vila Viçosa.

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. II, Publicações Europa América)

Fonte: “Dicionário Biográfico Parlamentar, 1834-1910”, (Vol II, de D-M), Coordenação de Maria Filomena Mónica, Colecção Parlamento, Pág. 465 e 466”

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 14, Pág. 387 e 388

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 286).

Recordamos hoje o Artista Plástico e Professor Eduardo Calvet, no dia em que, se fosse vivo, faria 100 anos de vida.

EDUARDO de Sousa CALVET de Magalhães, Artista Plástico e Professor, nasceu em Lisboa, a 20-02-1921, e faleceu em Viana do Castelo, onde se radicou a seguir ao 25 de Abril de 1974, a 04-01-2017. Licenciado em Desenho (com a média final de 18 valores) pelo Centro de Estudos Superiores Artísticos do C.T.P (Centro Técnico Profissional) – Alvará do Ministério da Educação, despacho do Ministro da Educação Nacional de 15 de Dezembro de 1955 sobre parecer favorável da 5.ª Secção da Junta Nacional de Educação; pós-graduado em Desenho Gráfico e Design Gráfico Editorial; 1.º ano do Master of Arts do Goldsmith College – Londres (GB); pós-graduado em Art and Design Education pela Universidade Monfort – Leicester (GB); e possui o doutoramento em Art and Design Education pela mesma Universidade de Monfort-Leicester (GB). Este professor do ensino superior, jubilado (dado não gostarmos do termo «aposentado»), é presentemente o Presidente da Direcção do Centro Holístico Internacional (CHI).

Iniciou-se na Pintura a óleo e na serigrafia, tendo obtido o Prémio Nacional de Pintura “Amadeo de Souza Cardoso” (1943), mas acabaria por dedicar-se ao design gráfico e as artes gráficas. Foi um dos pioneiros portugueses da banda desenhada infantil, tendo colaborado nos jornais infantis “O Senhor Doutor”. “TIC-TAC”, “Mosquito”, “RIM-TIM-TIM”, “Mickey”, paginador do “Diabrete” e responsável gráfico e organizador de “O Pirilau” e do jornal universitário “Horizonte” (1942-1943). Colaborou ainda graficamente no lançamento do “Diário Popular” e do diário dos desportos “A Baliza”.

Professor Ensino Superior Aposentado; Fundador de várias Cooperativas entre elas as Árvore de ensino, a E.S. Galécia, Epoa, etc.; Fundador de uma das primeiras agencias de publicidade, em Lisboa, anos 50, PAC Activa; Instalação inovadora de máquina de impressão Offset, no Diário de Lisboa, anos 60; Professor da E. Sec Monserrate em 75/76;

Professor da ESBAP e Presidente da ESBAP 78/80, ano Porto; Professor C.Sup. Nutricionismo do Porto; Diretor na Coop.Artística Árvore, Professor Cursos Livres, anos 70; Diretor de C.Superiores, Médios e Infantis na Árvore ensino; Professor e Diretor da Secção do C,Superior de Desenho em Viana do Castelo, originando vários actuais professores no concelho; Professor no C.Superior Arquitetura de Estudos Portugueses na Esap-Árvore; Em jovem participou em várias revistas nacionais como Sr.Doutor, Tic-Tac, Rinham-Tin-Tin,Pirilau,etc.; Teve explicações de Inglês com Fernando Pessoa, juntamente com Henrique Villaret e Felix Bermudes, em 1935; Actividade geral no mundo das Artes Gráficas, em várias Fotolitografias no Porto e Matosinhos, anos 60; Direcção de Cursos Livres Profissionais de fotografia industrial, rebocador, montador de películas, etc. na Jefigrafe e Intermédia, no Porto, anos 60; Participação em varias revistas técnicas de Artes Gráficas, entre elas Carácteres, francesa; Publicação semanal de artigo sobre Educação, no Jornal de Notícias,durante cerca de um ano, nos anos 60; Participação em várias conferências sobre educação; Fundação em Viana do Castelo, com grandes amigos já desaparecidos, como Aurélio Barbosa, Romeu de Sousa, etc., do Movimento MDP-CDE;  Participação em várias palestras em freguesias de Viana do Castelo, sobre o tema “ Os cristãos e o marxismo”, em 1974 e 1975; Presidente do Chj Centro Holístico Internacional, anos 2000; Juntamente com Jaime Cortesão Casimiro, criou a Editorial Confluência, onde foi editada uma primeira “Antologia de Fernando Pessoas”, anos 50; Obras Publicadas oram M.A.G.- Manual de Artes Gráficas, anos 60, Hidra, revista-livro, anos 60;

T.V.P. Técnica de Vendas e Publicidade, com a ajuda de outros dois autores, livro único do Ensino Técnico;

Edição do livro de seu cunhado Ernesto Sousa “Para o estudo da escultura portuguesa”,anos 60; Elaboração do “III Tomo do Dicionário Trilingue”, juntamente com os seus filhos, da autoria de se pai Manuel, anos 60; Sebenta da Esbap “Técnicas de Impressão”, em 1977; Recepção de Título Honorífico, da C.M-Viana do Castelo, 2016.

Criou, com Jaime Cortesão Casimiro, a Editorial Confluência (1942) que lançou à estampa a primeira antologia de Fernando Pessoa. Organizou e lançou, em 1946, o jornal das artes “Horizonte”. Organizou, com António Sena da Silva, no Instituto Superior Técnico, a l Exposição das Miniaturas Ferroviárias por ocasião do I Centenário dos Caminhos-de-ferro Portugueses (1952) e ganhou em parceria com António Sena da Silva, dois primeiros prémios no Concurso de Cartazes para a Campanha de Educação de Adultos (1954).

Recebeu os 1ºs prémios de Penrose Annual-Londres-1956 e 1961 para as melhores fotografias gráficas e o 1º Prémio do Concurso Internacional de Montras do Centenário de Hans Cristian Andersen, em parceria com António Alfredo e sua mulher Delfina Frade de Sousa, tendo ainda participado em algumas exposições relevantes.

Fonte: “Câmara Municipal de Viana do Castelo”

Fonte: “O Minho Digital”

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Fornos de Algodres”

António Bernardo da Costa Cabral, 1º MARQUÊS DE TOMAR. Político, nasceu em Fornos de Algodres, em 09-05-1803 e faleceu no Porto, em 01-09-1889. Licenciado em Direito, em 1823, Magistrado, foi uma figura preponderante na política portuguesa na consolidação constitucional do reinado de D. Maria II, substituindo o setembrismo pelo cartismo e assim foi agraciado com os títulos de 1.° Conde e 1.° Marquês de Tomar.

Costa Cabral foi um dos Bravos do Mindelo e depois, Procurador Régio e Deputado eleito por Ponta Delgada em 1834 e 1836, após o que foi o escolhido pelo governo e pela rainha para liderar a pacificação da capital, sendo nomeado a 7 de Março de 1838 Administrador-Geral de Lisboa e mostrando de imediato serviço ao esmagar o levantamento da Guarda Nacional que ocorreu no dia 13 imediato e, por ter sido ser o principal obreiro da dissolução da Guarda Nacional . No ano seguinte passou a Ministro da Justiça e dos Negócios Eclesiásticos no governo de iniciativa da rainha D. Maria II.

Em 1842 foi um dos chefes do movimento revolucionário constitucionalista, lançado no Porto, a partir de janeiro, cuja vitória fez restaurar a Carta Constitucional de 1826 e liquidar institucionalmente o Setembrismo. Nesse mesmo ano e até 1846 Costa Cabral tornou-se Ministro do Reino, no período que ficou conhecido como Cabralismo, e empenhou-se numa reforma do Estado através da publicação de um novo Código Administrativo (1842) que aumentava a centralização administrativa, da reorganização da Guarda Nacional (1842) e da reforma das câmaras municipais (1842-1843).

A rainha D. Maria II agradeceu-lhe nomeando-o Conselheiro de Estado (1843), par do Reino (1844) e dando-lhe o título de 1º Conde de Tomar (1845), por duas vidas e, depois elevado a Marquês de Tomar (1878) por D. Luís.

Com o movimento da Maria da Fonte (1846) a rainha viu-se obrigada a demitir Costa Cabral, que se exilou em Madrid. Após voltar foi Primeiro-Ministro, então denominado Presidente do Conselho, de 1849 a 1851. A Regeneração obrigou-o a deixar o governo e enveredou então pela diplomacia, como embaixador em Madrid, no Rio de Janeiro e junto da Santa Sé (chefe da Legação de Portugal).

Refira-se ainda que o Costa Cabral foi Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano de 1841 a 1846 e novamente entre 1847 e 1849.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Amadora (Freguesia da Damaia – Rua Conde de Tomar); Fornos de Algodres (Rua Marquês de Tomar); Lisboa (Freguesia das Avenidas Novas – Avenida Marquês de Tomar); Oeiras (Freguesia da Cruz Quebrada – Calçada Conde de Tomar); Porto (Rua Costa Cabral).

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

“RUAS QUE JÁ TIVERAM OUTROS NOMES”

Sabia que a Rua Filipe da Mata, onde se situa o CDP 1600, que já pertenceu à Freguesia de São Sebastião da Pedreira e de Nossa Senhora de Fátima, agora Freguesia das Avenidas Novas, em Lisboa, já se designou por Rua Particular Neves Piedade e Rua Neves Piedade?

Mas quem era afinal este Neves Piedade? Francisco Neves Piedade era um construtor civil que teve grande influência na construção do “Bairro do Rego”, depois, a partir de 22 de Outubro de 1914, por determinação da Vereação Lisboa, passou a designar-se por “Bairro Bélgica”, em homenagem ao povo belga pelo seu apego à causa da liberdade na luta contra o opressor alemão, quando do início da 1ª Guerra Mundial.

De acordo com documentação do Arquivo Municipal de Lisboa esta rua foi traçada em 1912 por José da Silva Moura, prevendo-se uma largura de 15 metros e correndo da Estrada das Laranjeiras até à Estrada de Palma de Cima, no Rego, junto aos apeadeiros dos Caminhos de Ferro.

Por deliberação camarária de 12 de Junho de 1926 e Edital de 06 de Agosto do ano seguinte, a Rua Particular Neves Piedade ao Bairro Bélgica, antes também conhecida apenas por Rua Neves Piedade, foi atribuído o nome de: Filipe da Mata, com a legenda “Paladino da Liberdade e da Instrução Popular, Século XIX”

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

Fonte: “Revista Avenidas Novas, II Série, nº 8, de 2017, Pág. 16 e 17”

Luís FILIPE DA MATA, Comerciante e Político, natural de Lisboa, nasceu a 15-08-1853 e faleceu a 25-05-1924. Filho de João José da Mata e de Gracinda Rosa da Mata. Comerciante e funcionário público, desempenhou lugares de importância nas Associações Comercial de Lisboa e Comercial dos Lojistas de Lisboa e, com a República, no Conselho Superior de Administração Financeira do Estado.

Pertenceu à Maçonaria desde 1880, tendo sido iniciado na loja Tolerância com o nome simbólico de Marius. Ascendeu ao grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceite, de cujo Supremo Conselho fez parte.

Colaborou no desenvolvimento do Asilo de São João e na fundação da Escola-Oficina nº 1. Desempenhou, além de muitos outros cargos, o de Presidente do Conselho da Ordem do Grande Oriente Lusitano Unido (1895-1899, 1903-1906, e 1916-1917).

Companheiro de Elias Garcia e Latino Coelho, fez parte dos corpos gerentes da Coligação Liberal e da Junta Liberal. Em 1908 participou na primeira Vereação Republicana da Câmara Municipal de Lisboa (1908). Foi um dos promotores do I Congresso Municipalista de Lisboa.

No Partido Republicano Português ocupou o cargo de tesoureiro da comissão administrativa do respectivo directório. Presidiu à comissão de sindicância aos Paços da República e à Comissão de Subsistências. Entre 1913 e 1915 foi Provedor da Assistência de Lisboa, sendo afastado durante a governação de Pimenta de Castro e voltando depois no ministério de José de Castro.

Foi eleito Deputado pelo círculo de Lisboa Ocidental em 1913 (eleições suplementares) e Senador em 1951 por Lisboa Oriental, nas listas do Partido Democrático. Esteve preso durante o Sidonismo.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Cascais (Freguesia do Estoril – Rua Luís Filipe da Mata); Lisboa (Freguesia de Avenidas Novas, antiga Freguesia de Nossa Senhora de Fátima – Rua Filipe da Mata).

Fonte: “Parlamentares e Ministros da 1ª República, (1910-1926”, (Coordenação de A. H. Oliveira Marques, Edições Afrontamento, Colecção Parlamento, Pág. 291 e 292).