“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Oliveira de Azeméis”

 

Câmara Municipal de Oliveira de AzeméisJOSÉ LOPES DE OLIVEIRA, Médico e Político,  natural da Freguesia de Nogueira do Cravo (Oliveira de Azeméis), nasceuaa a a09-12-1878 e faleceu a 11-06-1960. Era filho de Manuel Lopes Júnior e de Carolina de Oliveira Lopes.

Formado em Medicina, conseguiria ser nomeado facultativo do Partido Médico de São João da Madeira em 1907. No ano seguinte, envia um ofício à Câmara a informar que deixava de fazer a inspecção do gado para abate na referida Freguesia, devido às ilegalidades cometidas pelos talhantes, com a complacência da Câmara. Esta, naturalmente, repudia as acusações.

Apesar disso, manteve-se no cargo até Março de 1911, altura em que pediu a demissão. No final desse ano seria nomeado Presidente da Câmara Municipal. Durante o mandato como Presidente, desempenhou igualmente o cargo de Juiz Substituto, o que o impediu de presidir a algumas sessões.

No ano de 1914 recusou-se a fazer o pagamento do imposto de prestação de trabalho, sendo-lhe aplicada uma multa pela Câmara.

Em 1916, concorre novamente ao posto de Facultativo do Partido Médico, sendo nomeado definitivamente para o Partido de Oliveira de Azeméis em Julho de 1917. Nesse mesmo ano foi mobilizado para fazer o tirocínio como Alferes Médico Miliciano.

A nomeação como Facultativo do 1º Partido Médico do concelho equivalia, à época, a ser considerado em simultâneo Sub-Delegado de Saúde. Em Abril de 1918, recebe um ofício da Direcção-Geral de Saúde a informar que se devia considerar desligado do serviço, como Sub-Delegado.

No ano seguinte exerceu, de forma temporária, funções de Administrador interino do Concelho, apresentando depois o pedido para lhe ser passada uma guia, para a devolução do valor que recebeu por desempenhar esse cargo e que considerava indevido.

No início da década de 20 viu-se envolvido num processo judicial relacionado com a venda de terrenos do Monte dos Crastos à Junta de Paróquia de Oliveira de Azeméis, sendo condenado a prisão.

Como topdos os Presidentes de Câmara da I República, antes de 1914, José Lopes de Oliveira foi nomeado por indicação do Governador Civil. Foi, no entanto, um Presidente efémero, visto que não chegou a completar seis meses no cargo.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Oliveira de Azeméis (Rua Doutor José Lopes de Oliveira).

Fonte: “Presidentes da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, 1800-2009, Edição da Câmara Municipal, Pág. 69 e 70”

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Recordamos hoje, o Engenheiro Pulido Garcia, que foi o responsável por grande parte dos Jardins (espaços verdes) da Cidade de Lisboa.

 

Jardim Pulido GarciaJosé da Orta Cano PULIDO GARCIA, Engenheiro, natural da Freguesia do Salvador (Serpa), nasceu a 21-11-1904 e faleceu a 02-03-1983. Era filho de Domingos Pulido Garcia e de Mariana da Consolação Orta Cano Garcia. Formado como Engenheiro Silvicultor e Agrónomo foi trabalhar como funcionário da C.M.L., destacando-se na chefia da Repartição de Arborização e Jardinagem, em que foi o responsável pela instalação da maior parte dos espaços verdes da cidade, como o Parque Florestal de Monsanto ou o Jardim do Castelo de São Jorge, este último com plano do Engº Agrónomo e Arqº Paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, em 1959.

Foi responsável pela continuação e instalação de grande parte dos espaços verdes da cidade, entre eles o Parque Florestal de Monsanto, destacando-se ainda os seguintes trabalhos: Construção dos viveiros da Quinta do Conde de Arcos, e remodelação de diversos viveiros com a introdução de novas técnicas, Ampliação, melhoramento e novas plantações na Estufa Fria, Criação da Estufa Quente, Criação das Matas de Alvalade e da Madre de Deus, Restauro da Avenida da Liberdade depois das obras do Metropolitano, bem como das Avenidas Fontes Pereira de Melo e da República, Reconstrução do Campo Grande e do Parque Eduardo VII. Colaborou na criação do curso prático de jardineiros, que funcionou na Vila Correia. É da sua autoria a publicação: “A Vegetação de Lisboa e os seus parques e jardins”, em 1961.

O seu nome faz parte da Toponímia de. Lisboa (Freguesia de Belém – Jardim Pulido Garcia, Edital de 20-08-1985); Serpa (Jardim Municipal Engenheiro Pulido Garcia).

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboas”

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Olhão”

Câmara Municipal de OlhãoABÍLIO José GOUVEIA, Desportista e Investigador, natural de Olhão, nasceu a 20-11-1904 e falecei em 1985. Autodidacta, pela inteligência, amor ao estudo e à investigação, tornou-se credor do respeito de quantos conheceram o seu labor em prol da sua terra. Durante a sua adolescência foram figuras como a de Francisco Fernandes Lopes, Roberto Nobre, João Lúcio, entre outros, que o despertaram para as várias áreas do saber. Amante de Olhão e dos livros, dedicou-se à história, à arte, à etnografia, ao jornalismo, ao coleccionismo, entre outras áreas, acabando por se tornar uma figura proeminente na sua cidade-natal. A sua biblioteca foi doada à Câmara Municipal de Olhão. Recebeu a medalha de Ouro de Bons Serviços, atribuída pela mesma Câmara.

Filho de um marítimo cujo caíque foi afundado por um submarino alemão. Salvou-se a tripulação, mas a família Gouveia, durante algum tempo, lutou ainda com maiores dificuldades económicas do que as habituais. Trabalhou numa tipografia e mais tarde numa drogaria, cujo dono, amante da leitura, arranjou umas prateleiras com livros, que vendia ao lado das ferragens. Criou-se neste estabelecimento uma espécie de tertúlia dos intelectuais da terra, que trocavam impressões, não só sobre literatura, mas também sobre questões políticas e sociais. Foi esta a primeira grande escola da vida, que criou em Abílio Gouveia a apetência pela leitura e que o levaria à escrita e à investigação. De 1929 a 1980,  publicou centenas de artigos sobre história, etnografia, filatelia, numismática e desporto. Cedeu os seus apontamentos ao Professor Leite de Vasconcelos, sobre aspectos etnológicos de Olhão, que vieram a ser publicados no volume X da sua Etnografia Portuguesa (edição póstuma).

O Museu de Olhão, inaugurado em 1983, teve como acervo inicial peças doadas pelo Doutor Joaquim Fontes Pacheco e por Abílio Gouveia.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Olhão (Rua Abílio Gouveia).

Fonte: “Quem Foi Quem?, 200 Algarvios do Século XX”, (de Glória Maria Marreiros, Edições Colibri, 1ª Edição, Dezembro de 2000, Pág. 241 e 242)

Fonte: “Arquivo Histórico Municipal de Olhão: breves considerações sobre os seus fundos documentais”, (por Helena Vinagre)

“Vínculados aos C.T.T.”

Muitos se lembrarão do Professor Karma, o Mentalista que, entre muitas outras coisas, conduziu um carro, em Lisboa, de olhos vendados, mas o que talvez não saibam é que Raul Januário Júnior, de seu nome, começou a trabalhar nos C.T.T.

 

RAUL KARMA ou PROFESSOR KARMA, é o nome artístico de Raul Januário Júnior, Mentalista, nasceu na Nazaré, A 12-03-1928, e faleceu em Lisboa, A 15-09-2001. Era filho de Maria do Carmo e de Raul Januário, Guarda-Fiscal e homem de respeito e respeitado.

Professor KarmaRaul Januário Júnior, cedo se transferiu par Lisboa, para trabalhar nos CTT. É aqui que desperta para a actividade artística, contrariada pelos pais, sobretudo para a arte circense, já que Raul Januário Júnior, fez do Circo o seu grande palco do espectáculo e da vida. Inicia-se como Palhaço, o Palhaço Raulito, dando evidência às palhaçadas interpretando músicas populares de forma irrepreensível.

No final dos anos de 1950, “mata” o Palhaço Raulito para dar vida ao Mentalista Professor Karma, aprendendo com Oliveira Martins ora conversando ora lendo as suas obras, actividade que só deixou de exercer, por morte, em 2001, aos 74 anos de idade.

Os seus espectáculos eram enormes ao lado da Béti (Maria Alzira da Conceição), sua “partener” que transbordava simpatia e classe artística nas pistas chamados grandes Circos da época, com destaque para o Circo Mexicano, do Empresárfio Teixeira Codónis, que encontrava no Mentalista Prof. Karma a sua principal atracção e fointe de receita, acompanhado, na pista, da Médium Béti.

Desafiante, embora disponível para trocar saberes, o prof. Karma imprimia nas suas actuações um estilo persuasivo tão forte que não deixava margem aos menos convencidos espaço para colocar dúvidas a propósito das reais faculdades divinatórias.

A forma e o modo como iniciava cada actuação, numa fraseologia usualmente aplicada entre gentes da Ciência da Psicologia e do estranho, colocava o público, num curto tempo de poucos minutos, admirativo e, porque não, contemplativo. Depois, era o espectáculo onde se sucediam as experiências do mentalista -com o homem a pôr a Béti a adivinhar tudo- num ambiente imaginativo e mágico entre perguntas, de imediato respondidas, a um ritmo que confundia o real com o irreal, tal era o ambiente emocional que produzia nos quase 40 minutos em pista. Simplesmente extraordinário como extraordinárias foram as suas actuações em conduzir de olhos vendados em Lisboa, da Praça do Saldanha à Praça do Areeiro, e na Figueira da Foz, quando convidado para participar num Festival Internacional de Ilusionismo.

O Professor Karma foi ímpar com reconhecimento internacional, nesta área do Ilusionismo. Os seus últimos 30 anos foram vividos na companhia da Fadista e Artista de Revista Cidália Moreira também conhecida como “Fadista Cigana” que se mantém em actividade.

Fonte: “Ilusionista – Coordenador do Magic Valongo Festival Internacional de Ilusionismo”

Fonte: “Histórias do Tempo Que Passa”, (publicado por Luís Farinha”

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Oleiros”

 

Câmara Municipal de OleirosMARIA AUGUSTA DA SILVA, Benemérita, natural de Oleiros, nasceu a 07-06-1891 E faleceu a 01-09-1969. Era filha de João Martins da Silva e de Margarida Augusta Nogueira. O pai, natural de uma pequena localidade de nome Chaveira, radicou-se na Vila e residia com a família numa casa em frente aos antigos Correios, onde tinha um comércio denominado “Loja do Chaveira”.

Segundo os registos orais, o pai colaborou na época com o transporte de pedra destinada à construção da Ponte Grande, na Torna.

As qualidades que esta Senhora revelou ao longo da vida, motivaram o seu padrinho de baptismo, Dr. Francisco Nogueira Barata Relvas, a fazer-lhe o legado dos seus bens.

Não conhecendo o conteúdo do testamento, sabemos que o Hospital construído pelo seu padrinho foi sempre uma prioridade nas suas acções de beneficência. Além disso, dedicou a sua vida à família, à igreja e a todos os que dela precisavam, não usando em seu proveito os bens que possuía.

Sem filhos e tendo muitas jovens como afilhadas, oferecia-lhes pelo casamento uma Bíblia e uma Máquina de Costura, contribuindo para a subsistência do novo casal.

O seu quarto era um pequeno santuário com um oratório onde uma lamparina, permanentemente acesa, iluminava os Santos da sua devoção.

Era também em sua casa que se vestiam as meninas que faziam a comunhão solene.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Oleiros (Rua Mariaa Augusta da Silva)

Fonte: “Jornal de Oleiros, Ano I, nº 8, Maio de 2010, publicado por Ana Neves”

Recordamos hoje, Maria Teresa Andrade Santos, Educadora e Professora, fundadora da Escola Beiral, em Lisboa, no dia em que passam 100 anos do seu nascimento.

 

Maria TeresaMARIA TERESA Guedes de ANDRADE SANTOS, Educadora e Professora, natural de Lisboa, nasveu a 19-11-1918 e faleceu a 27-07-1977. Conhecida entre os familiares e amigos por “Mitza”, é filha de um Médico Radiologista, cresceu num ambiente familiar que lhe estimulou a sensibilidade estética e a habilidade artística. Frequentou um dos poucos Jardins-Infantis existentes em Lisboa nos anos vinte, criado pela família Abecassis para responder às necessidades das suas crianças e dos filhos de algumas famílias das suas relações.

Terminado o período pré-escolar, continua os estudos em casa com uma Professora particular, apenas ingressando num estabeleciemento de Ensino Oficial aquando da entrada para o Ensino Liceal, que completou no Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho. Concluiu os estudos com o curso do Instituto de Serviço Social, apresentando como tese de exame de Estado Jardins de Infância, auxiliares da família. Como graduada da Mocidade Portuguesa Feminina, ministrou cursos no Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho, ensinando Puericultura e Primeiros-Socorros, e no âmbito da Acção Católica Feminina, a que também pertencia, desenvolveu trabalho social no Bairro da Boavista, e deu aulas de catecismo no Curso de Cultura Religiosa do Patriarcado de Lisboa, entre 1941 e 1944.

Cedo manifestou o seu interesse pela Pedagogia e pela Educação Infantil. Depois de terminar, em 1940, o curso de Assistente Social estagiou no Ninho dos Pequeninos, em Coimbra. Foi Directora do jornal infantil da Mocidade Portuguesa Feminina, Lusitas, realizou palestras na Emissora Nacional acerca de temáticas educativas e deslocou-se ao estrangeiro, em viagens de estudo, nomeadamente seguindo um estágio no Jjardim Infantil da Escola Normal Social de Paris.

Ao longo da sua vida publicou diversas obras de literatura para a infância. Em 1948, criou a obra mais importante da sua vida pedagógica: o Jardim Infantil “O Beiral”, que passou a designar-se “Escola Beiral”, em 1954, na sequência do alargamento para o Ensino Primário. A filosofia educativa desta Escola – que reflecte o pensamento e a acção educativa de Mitza – pauta-se pelo estímulo a um trabalho de cooperação entre a Escola, a Família e a Sociedade.

Maria Teresa Andrade Santos (Mitza), regressada dos Estados Unidos da América e de alguns Países da Europa, onde estudou a Criança  e como esta era entendida pelas mais modernas correntes do tempo, decidiu fundar o “Beiral”, a 03 de Novembro de 1948.

O primeiro Beiral abre com cinco crianças, uma professora e uma cozinheira, numa cave perto das Amoreiras. Atinge as vinte e cinco crianças no final desse mesmo ano.

A Escola Beiral, com o Jardim de Infância e o Ensino Primário, constituíram parte integrante do Instituto de Educação Infantil, servindo-lhe de campo experimental. O Instituto fecha as suas portas em 1977, mas a Escola Beiral continua a funcionar, fiel ao projeto inicial, ocupando, a partir daí, a totalidade das instalações.

O objectivo principal é desenvolver uma Pedagogia que conduza a uma progressiva autonomia da criança e, por isso, procura-se que ela aprenda, o mais possível, por si própria, desenvolvendo a sua consciência e capacidade de julgamento. Maria Teresa Andrade Santos constitui, sem dúvida, uma das referências mais marcantes da pedagogia portuguesa de meados do Século XX.

Fonte: “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira”, (Volume 27, Pág. 378).

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Oeiras”

 

Câmara Municipal de OeirasEMÍDIO Matias PINTO, Desportista, nasceu na Freguesia de Paço de Arcos (Oeiras), a 27-09-1923, e faleceu em Lisboa, a 24-09-1982. Guarda-Redes e Capitão do Clube Desportivo de Paço de Arcos e da Selecção Nacional de Hóquei em Patins, modalidade que muito honrou e prestigiou, por via das suas excepcionais qualidades de Jogador e de Desportista.

Jogou no Grupo Desportivo de Paço de Arcos, de que foi um dos fundadores, em 01-01-1939.

Actuou sempre como Guarda-Redes, tendo alinhado 79 vezes pela Selecção Nacional, sagrando-se Campeão do Mundo e da Europa em 1948, 1949, 1950 e 1952. Foi considerado, no seu tempo, o melhor Gguarda-Redes de Hóquei em Patins a nível Mundial.

Emídio Pinto foi: 95 vezes Internacional e Seleccionador Nacional de Hóquei em Patins. Treinador de Júniores do Clube Desportico de Paço de Arcos, em 1947, e um dos principiantes.

Do seu brilhatíssimo currículo consta: Campeão de Lisboa, nas épocas de: 1943/1944; 1945, 1946, 1947, 1948, 1949 e 1952; Campeão Nacional, nas épocas de: 1942/1944; 1945; 1946; 1947 e 1948; Campeão da Europa, em: 1947/1948; 1949; 1950 e 1952; Campeão do Mundo, em : 1947/1948, 1949: 1950 e 1952; Vice-Capeão da Europa e do Mundo, em : 1951 e 1953; Torneio das Nações (Montreaux), em : 1947 e 1949; Taça de Honra do Sul, em : 1943/1944, 1946, 1948, 1949 e 1950; Taça de Outino, em :1943; Torneio de Abertura, em : 1944 e 1945; Torneio Internacional de Lisboa, em: 1953.

Emídio Pinto foi homenageado em: Paço de Arcos, a 02-07-1953; no Porto, em 04-07-1953; em Braga, em 05-07-1953; e em Tomar, em 11-07-1953.

Foi condecorado com: Medalha de Mérito Desportivo, Medalha de Mérito da Federação Portuguesa de Patinagem; Medalha de Ouro de Bons Serviços da Câmara Municipal de Oeiras; Medalha de Ouro da Cidade do Porto; Medalha de Ouro de Mérito e Dedicação do Clube Desportivo de Paço de Arcos, Diploma Internacional de Hóqiei em Patis de Melhor Guarda-Redes do Mundo.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Costa de Caparica); Oeiras (Freguesia de Paço de Arcos); Vila Nova de Gaia.

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 423 e 424).

Fonte: “História do Clube Desportivo de Paço de Arcos 1921-1991,  Factos, Nomes e Números”, (de José Coelho, Edição da Câmata Municipal de Oeiras, 1ª Edição, Agosto de 1991, Pág. 258)

Deixou-nos ontem mais um Militar de Abril, o País ficou mais pobre, a Democracia ficou mais pobre,nada podemos fazer em relação a isso, a não ser, seguir os exemplos de moral e de ética que Loureiro dos Santos sempre praticou.

 

 

Loureiro dos SantosJosé Alberto LOUREIRO DOS SANTOS, Militar, nasceu na Freguesia de Vilela do Douro (Sabrosa), a 02-09-1936, e faleceu em Lisboa, a 17-11-2018. No ano em que concluiu os estudos secundários em 1953, ganhando o prémio nacional de melhor aluno dos liceus, ingressou na Escola do Exército onde escolheu a Arma de Artilharia, fazendo o tirocínio na Escola Prática (1956/1957).

Foi promovido a Alferes e, sucessivamente, a: Tenente (1959), Capitão (1961), Major (1969), Tenente-Coronel (1976), Coronel (1979), Brigadeiro (1982), General (1987) e General de 4 estrelas (1991). Transitou para a situação de reserva em 1993, a seu pedido, por desentendimentos com o Governo de então, e passou à reforma em 1998.

Oficial de Artilharia, foi Comandante do Centro de Insttrução de Artilharia Anti-Aérea e de Costa (CIAAC).

Por altura do 25 de Abril de 1974 era Tenente-Coronel e Chefe do Estado Maior do Comando Teritorial Independente de Cabo Verdem por essa razão, Loureiro dos Santos não participou no golpe, mas aderiu imediatamente a ele.

Loureiro dos Santos foi Ministro da Defesa Nacional entre 1978 e 1980 nos IV e V Governos Constitucionais, chefiados por Carlos Mota Pinto e Maria de Lourdes Pintasilgo, ambos executivos de iniciativa presidencial de Ramalho Eanes.

Militar do ramo de Artilharia, Loureiro dos Santos foi Vice-Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, em 1977, e Chefe do Estado-Maior do Exército.

Foi membro do Conselho da Revolução e Ministro da Defesa Nacional de novembro de 1978 a janeiro de 1980 nos IV e V Governos Constitucionais, respectivamente dirigidos por Carlos Mota Pinto e Maria de Lurdes Pintasilgo.

Cumpriu duas comissões no Ultramar, em Angola (1962/1965) e Cabo Verde (1972/1974), foi secretário do Conselho da Revolução no ‘verão quente’ de 1975 e, como major, participou no planeamento e execução das operações que contiveram o golpe de 25 de novembro de 1975. Passou à reserva em 1993.

Com larga experiência académica, o ex-Ministro e Chefe Militar leccionou no Instituto de Estudos Superiores Militares, do qual fez parte do Conselho Científico, e no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), no qual foi membro do Conselho de Honra.

Era também membro da Academia das Ciências de Lisboa e do Conselho Geral da Universidade Nova de Lisboa, como personalidade externa.

Loureiro dos Santos foi também escritor, com vasta obra, e conferencista e deu ainda inúmeras conferências, tendo colaborado em vários órgãos de comunicação social sobre temas de geoestratégia e de geopolítica.

Para além de várias Medalhas, o General Loureiro dos Santos era Cavaleiro da Ordem Militar de Avis (05 de Fevereiro de 1974); Comendador da Ordem  Militar de Abis (28 de Novembro de 1983); Grã-Cruz com Distintivo Branco da Ordem do Mérito Miolitar de Espanhaaa (02 de Outuhbro de 1984); Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (18 de Março de 1986); Grâ-Vruz da Ordem Militar de Cristo (13 de Janeiro de 1983); Grã-Cruz da Ordem do Mérito Militar do Brasil (18 de Outubro de 1993); Grã-Criz da Ordem Militar de Santiago da Espadaaaa (24 de Julho de 2018).

Coordenou e participou na obra, com a classificação “Reservado”, Elementos para a Defesa da Zona de Operações Terrestre de Portugal (1982), participou em várias obras colectivas, e foi colaborador da Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura e orientador dos assuntos militares da Enciclopédia Verbo Século XXI.

Publicou as seguintes obras: Apontamentos de História Militar (1979); Forças Armadas, Defesa Nacional e Poder Polítivo (1980); Incursões no Domínio da Estratégia (1983); Abordagem Estratégica da Guerra da Independência (1986); Como Defender Portugal (1991); Reflexões sobre Estratégia I (2000); Segurança e Defesa na Viragem do Milénio – Reflexões spbre Estratégia II (2001); Ceuta 1415 – A Conquista (2002); A Idade Imperial – Refelxões sobre Estratégia III (2003); E Depois do Iraque? (2003); Convulsões: Ano III da Guerra ao Terrorismo – Reflexões sobre Estratégia IV (2004); O Império Debaixo de Fogo – Ofensiva Contra a Ordem Unipolar – Reflexões sobre Estratégia V (2006); a Ameaça Global – O Império em Cheque, a Guerra do Iraque em Crónicas (2008); As Guerras Que Já Aí Estão e as Que nos Esperam se os Políticos Não Mudarem – Reflexões sobre Estratégia VI (2009); História Concisa de Como se Faz a Guerra (2012); Forças Armadas em Portugal (2012); Tempos de Crise – Reflexões so Estratégia VII (2014); Diversas Comunicações na Academia das Ciências de Lisboa.

Fonte: “Dicionário do 25 de Abril”, (Verde Fauna, Rubra Flora, de John Andrade, Editora Nova Arrancada, Edição de Setembro de 2002, Pága. 210)

Fonte: “Jornal Diário de Notícias”

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Odivelas”

 

Câmara Municipal de OdivelasMARIA JOSÉ CARDO, Médica, nasceu em Montemor-o-Velho, em 1938, e faleceu em Odivelas, em 1998. Viveu em Luanda, mas Licenciou-se em Lisboa, estudando e trabalhando ao mesmo tempo. Em Maio de 1980, foi colocada no Posto 36, de Odivelas. Em 1991, entre outras consultas, ocupou-se da Toxidependência no Bairro de Santa Maria, na Urmeira (Pontinha).

Em 1987, entrou para sócoa do Centro de Refomados Pensionistas e Idosos de Odivelas (CURPIO), onde foi eleita para vários cargos de direcção, nomeadamente o de Presidente, alargando as actividades e o número de sócios beneficiados pela Associação, implantando o apoio domiciliário.

Maria José Cardo, foi uma das obreiras do Programa de Saúde dos Idosos, em Odivelas, como Médica de família, acompanhou os seus doentes até quase ao fim da sua vida.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Odivelas (Rua Maria José Cardo).

Fonte: “Toponímia da Freguesia de Odivelas”, (por Manuel Ferreira, Editado pela Junta de Freguesia de Odivelas, Edições Padago, de Junho de 2005, Pág. 42)

Recordamos hoje, o grande Actor que foi Rogério Paulo, no artístico de Rogério Gomes Lopes Ferreira, no dia em que faria 91 anos de idade.

 

Rogério PauloROGÉRIO PAULO é o nome artístico de Rogério Gomes Lopes Ferreira, Actor e Político, nasceu em Silva Porto (Angola), a 17-11-1927, e faleceu em Lisboa, a 25-02-1993. Frequentou a Faculdade de Medicina de Lisboa, mas optou pela carreira teatral, tendo-se estreado em 1949. No ano seguinte, passou a fazer parte da Companhia de Alves da Cunha e adoptou o nome artístico de Rogério Paulo.

A partir de 1953, passou a fazer parte da Companhia do Teatro Nacional de D. Maria II, não só como Actor, mas também como Encenador.

Em 1962, foi o primeiro classificado no Curso Superior da Universidade de Treatro das Nações, em Paris, organismo onde desempenhou, no ano seguinte, o cargo de Assistente do Director.

Dirigiu vários grupos universitários de teatro, leccionou Teatro na Universidade de Havana (1972-1973) e continuou a representar praticamente até falecer.

Iniciou a carreira artística no Teatro-Estúdio do Salitre, sob a direcção de Gino Saviotti e cedo entrou para o elenco do Teatro Nacional. Quando o governo de então decidiu afastá-lo, Rogério Paulo não interrompeu nem a sua actividade política nem a sua carreira de actor. O estrangeiro abriu-lhe sempre as portas, ao mais alto nível, não só na sua qualidade de actor como de encenador. Mas foi em Cuba onde mais se expandiu. Aí foi acolhido pela Casa das Américas, como se fosse cubano.

Esteve no Teatro Villaret, em 1968, após uma digressão pela Bélgica, onde fizera Shakespeare e encenara «A Balada do Grande Macabro», de Ghelderode. Nutrindo o maior apreço pelo teatro de amadores, entendia que a sua principal função era contribuir para a divulgação do Teatro, inclusivamente na preparação de espectadores para o teatro profissional. A sua primeira encenação tinha sido levada a cabo num grupo de amadores, a muito conhecida Sociedade Guilherme Cossoul, em Lisboa. Encenou três peças no Teatro Experimental do Porto e foi sócio do CCT/TEP: as duas primeiras na temporada de 1962/1963; a última em 1984.

Fundou e dirigiu o Teatro Moderno de Lisboa, de 1961 a 1964. Actuou também no cinema e na televisão. Principais filmes: “A Garça e a Serpente”, em 1952, “O Costa de África”, em 1954, “Encontro com a Vida”, em 1960, “O Crime da Aldeia Velha”, em 1964, “Recompensa”, em 1977, “Retalhos da Vida de Um Médico”, em 1980, e “Sem Sombra de Pecado”, em 1982. Como encenador teatral salientou-se em “As Raposas”, de L Hellman.

Militante do Partido Comunista Português desde 1953, foi preso em 1963 e proibido de actuar na RTP e na Emissora Nacional.

Conhecido como opositor ao Estado Novo, esteve ligado ao MUD Juvenil e veio a ser impedido de actuar na Emissora Nacional e na Rádio Televisão Portuguesa durante anos.

Foi candidato às eleições de 1957 pela Oposição Democrática. Esteve ligado à prepração da fuga de Álvaro Cunhal do Forte de Peniche.

Em 1969, foi um dos fundadores da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos e, em Maio de 1972, foi um dos subscritores de um manifesto intitulado «A Situação Política Portuguesa e o Fracasso do Reformismo», apreendido pela DGS – Direcção Geral de Segurança e por isso interrogado.

Leccionou na Universidade de Havana, de 1972 a 1973 e escreveu “Introdução ao Teatro Cubano”, em 1971, “Um Actro em Viagem”, em 1972, e “As Portas Foram Abertas aos Bandidos”, em 1981.

Depois do 25 de Abril de 1974, foi dirigente sindical, membro da Comissão de Trabalhadores do Teatro Nacional, e Deputado à Assembleia Constituinte em 1975-1976.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica); Amadora; Loures (Freguesia de São João da Talha); Moita (Freguesia da Baixa da Banheira); Odivelas (Freguesia de Odivelas e Ramada); Oeiras (Freguesia de Barcarena); Seixal; Vila Franca de Xira (Freguesia de Vialonga).

Fonte: “Dicionário do 25 de Abril”; (Verde Fauna, Rubra Flor, de John Andrade, Editora Nova Arrancada, Sociedade Editora, S.A.. 1ª Edição, Setembro de 2002, Pág. 296).

Fonte: “Candidatos da Oposição à Assembleia Nacional do Estado Novo (1945-1973). Um Dicionário”, (de Mário Matos e Lemos, Luís Reis Torgal, Coordenador, Colecção Parlamento, Edição da Assembleia da República, 1ª Edição, Lisboa, Outubro de 2009, Pág. 220).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 405).