“LISBOA E OS SEUS JARDINS”

Sabe onde fica o Jardim da Irmã Lúcia?

 

Jardim Irmã LúciaJardim da Irmã Lúcia, mais conhecido por Jardim da Igreja de São João de Deus, situa-se na Praça de Londres, Freguesia do Areeiro (antes Freguesia de São João de Deus). Trata-se de um espaço verde, frente à Igreja de São João de Deus, no espaço compreendido entre a Praça de Londres, a Rua Brás Pacheco e a Avenida Maroni.

 

IRMÃ LÚCIA, de seu nome, Lúcia de Jesus dos Santos, Religiosa, nasceu no Lugar de Aljustrel, Freguesia de Fátima (Ourém), a 22-03-1907  e faleceu em Coimbra, a 13-02-2005. Aos 10 anos de idade foi uma dos três pastorinhos a ter visto, pela primeira vez, Nossa Senhora na Cova da Iria. Estava com dois primos, Jacinta e Francisco Marto, que morreram pouco tempo após o ano das aparições. Em 17 de Junho de 1921, a Irmã Lúcia entrou, como aluna, no Colégio das Irmãs Doroteias em Vilar, Porto, decidida a ser religiosa doroteia iniciou o postulantado, em Ponvedra (Espanha), em 1925. No dia 2 de Outubro de 1926 deu início ao noviciado em Tuy. Professou no dia 3 de Outubro de 1928 em Tuy onde permaneceu alguns anos. Em 1934 voltou para a comunidade de Pontevedra e em 1937 voltou, de novo, para a comunidade de Tuy. Em 1946 voltou a Portugal para ser integrada na Casa do Sardão, em Vila Nova de Gaia. Em 25 de Março de 1948 entrou para o Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra. A 13 de Maio de 1948 tomou o hábito de Carmelita e professou a 31 de Maio de 1949. Voltou a Fátima a 13 de Maio de 1967 no cinquentenário das Aparições. Por ordem do Bispo de Leiria, D. José Alves Correia da Silva, Lúcia escreveu as sua memórias. Primeira Memória, em Dezembro de 1935 (sobre a Jacinta); Segunda Memória, em 21 de Novembro de 1937 (Aparições do Anjo-Imaculado. Coração de Maria); Terceira Memória, em 31 de Agosto de 1941; Quarta Memória, em 8 de Dezembro de 1941.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Coimbra; Lisboa (Freguesia do Areeiro, Edital de 06-10-2005); Oeiras (Freguesia de Carnaxide); Paredes

Fonte: “Dicionário de Mulheres Célebres, de Américo Lopes de Oliveira, Lello & Irmão Editores, Edição de 1981, Pág. 826 e 827”

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 316).

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“Sabe quem foi Sara Vale?”

 

SARA Barbeitos VALE, Actriz, natural de Lisboa, nasceu a 20-09-1922 e faleceu em 1956. Foi educada no Recolhimento das Órfãs de S. Pedro de Alcântara da Misericórdia de Lisboa, onde permaneceu dos 16 anos aos 20 e onde tirou o Curso de Comércio e aprendeu línguas vivas, bordados, etc.

De 1942 a 1944, empregou-se como intérprete e caixa. Foi depois preceptora e professora de línguas em Portugal e Inglaterra, para onde partiu em 1945. Em Londres, leccionou um curso prático de português para adultos na “Anglo Basilian Society”. Foi ainda em Inglaterra que se revelou a sua vocação para o teatro bem como as suas qualidades cénicas, ao actuar num programa de teatro radiofónico da BBC, onde se tinha apresentado voluntariamente, e por intervenção de António Pedro, Francisco Mata e Fernando Pessa, ao tempo funcionários desse organismo de radiodifusão.

Em 1948, depois de grave enfermidade, foi hospedeira da TWA, mas por pouco tempo, passando, então, a desempenhar o cargo de correspondente de inglês numa firma comercial.

Ingressou no Teatro, em 1949, estreando-se no Teatro Apolo, na peça Filipe II, sob a direcção de António Pedro. Representou, depois, no Teatro Nacional, onde teve grande êxito na peça Curva Perigosa, de Priestley e, seguidamente em A Comédia da Morte e da Vida, de Henrique Galvão, que foi a obra do seu maior êxito. Também representou a Noiva sem Rugas, de Francisco Mata; África, de Luna de Oliveira, no Teatro da Trindade; Dias Felizes, de Puget; e A Solteira Rebelde, de Iriarte, no Teatro Monumental, onde, ainda actuou na Severa, etc. Também colaborou em programas da ex-Emissora Nacional.

Fonte: “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 33, Pág. 845)

 Fonte: “Dicionário de Mulheres Célebres”, (Américo Lopes de Oliveira, Lello & Irmão, Editores)

Manuel Marques, O Massagista das “mãos de ouro”, na Toponímia de Lisboa

 

Manuel MarquesMANUEL MARQUES, Massagista, nasceu no Lugar de Nigueira (Arganil), a 19-09-1910, e faleceu em Lisboa, a 12-05-1990. Manuel Marques, conhecido no meio desportivo como massagista das mãos de ouro ou o homem das mãos mágicas, trabalhou durante 54 anos para o Sporting Clube de Portugal, entre 1936 e 1990, o seu clube do coração, do qual era o sócio nº 231.

Manuel Marques veio viver para Lisboa, aos 12 anos de idade. Estudou na Escola Minerva e no Liceu Gil Vicente, após o que não concretizou o seu sonho de ser Médico, mas concluiu aos 18 anos de idade,o Curso de Enfermagem nos Hospitais Civis de Lisboa com elevadas classificações.

Diplomado, inicialmente, em Enfermagem, profissão que exerceu brilhantemente nos Hospitais Civis de Lisboa e nos Serviços Médicos da CP.

Ficou conhecido, nos meios desportivos, como “massagista das mãos de ouro” ou “o homem das mãos mágicas”. Durante 54 anos serviu o Sporting Clube de Portugal, seu clube de sempre, sendo o sócio nº 231.

Manuel Marques, serviu ainda, algumas selecções nacionais, em várias modalidades co Futebol, Hóquei em Patins, Voleibol, Esgrima, Boxe, Atletismo e Ciclismo e era procurado por jogadores de outros clubes e ainda por cidadãos desconhecidos.

Manuel Marques foi alvo de diversas homenagens pelo seu clube. Em 1953, quando o Sporting conquistou o seu 2º Tricampeonato atribui-lhe a camisola 12 em sinal de o consideraremo 12º Jogador. Dez anos depois foi o primeiro a ser distinguido com o Prémio Stromp na categoria Dedicação, distinção que repetiu na categoria Especial em 1984, e após o seu falecimento a sala onde funciona o Posto Médico do Clube Leonino recebeu o seu nome. Foi ainda agraciado com a Medalha de Ouro de Dedicação do Sporting (1965), o Leão de Ouro (em 1979 e em 2002) e a Medalha Nacional de Mérito Desportivo (1986).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia do Lumiar, Edital de 06 de Setembro de 1990, ex-Rua I do Loteamento da Quinta das Pedreiras).

Fonte: “Porta 10-A, Fórum não oficial do Sporting Clube de Portugal”

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia deLisboa”

Arruda Furtado, um Cientista Português discípulo de Charles Darwin.

 

Arruda FurtadoFrancisco ARRUDA FURTADO, Cientista, nasceu em Ponta Delgada, a 17-09-1854, e faleceu na Freguesia da Fajã de Baixo (Ponta Delgada), a 21-06-1887. Iniciou a sua carreira como aspirante da Repartição da Fazenda de Ponta Delgada, tendo-se demitido desse cargo em 1877 e passando a exercer as funções de empregado de escritório.

Atraía-o o estudo das ciências, da arte e da literatura e, dia a dia, tornava mais avultadas os seus conhecimentos, não tardando em tornar conhecido o seu nome, salientando-se pelos trabalhos que copiosamente publicou. Tendo vindo para Lisboa em 1884, bem depressa conquistou uma situação de relevo, depois que foi nomeado adido à Secção Zoológica do Museu de Lisboa, actualmente Museu Barbosa du Bocage. Valioso auxiliar e colaborador da obra do Dr. Carlos Machado, de que foi ajudante, contribuiu brilhantemente para a fundação do Museu de Ponta Delgada, por ocasião do centenário de Camões.

Em 1882, pertenceu como Vogal à Comissão Organizadora da Exposição de Artes, Ciências e Letras, realizada no Liceu de Ponta Delgada nesse ano, tendo sido expositor de trabalhos populares e de desenhos da sua autoria sobre anatomia vegetal e animal e paisagem.

O seu grande valor foi reconhecido pelo sábio naturalista Barbosa du Bocage, que não só o colocou no Museu de Lisboa como o propôs, em 1887, para sócio da Academia das Ciências, onde não chegou a entrar por ter falecido.

Manteve uma notável correspondência científica com os sábios de maior categoria, como o naturalista Charles Darwin, Gustavo Le Bom, os Zoólogos Edmundo Perrier, Hooker, Miall, Eugénio Simon, Chaper, Crosse, de reputação extraordinária, e com os portugueses ilustres como Leite de Vasconcelos, Teófilo Braga, Adolfo Coelho e Paula e Oliveira, que o escutavam e liam com grande interesse.

A sua inteligência distribuía-se por vários campos, sendo numerosos e de grande importância os seus trabalhos publicados em volume ou como colaboração em publicações periódicas. Foi secretário da redacção da Revista Intelectual Contemporânea. Foi sócio da Sociedade de Geografia de Lisboa e deixou elementos preciosos que constituem os trabalhos manuscritos “Açores e Açoreanos; História da Zoologia em Portugal; Guia Popular da Colecção Típica de moluscos da Secção Zoológica do Museu de Lisboa; Classificação de Moluscos” e muitos outros.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Loures; Ponta Delgada.

Fonte: “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira”

Julieta Gandra, uma Mulher de coragem, se fosse viva, faria hoje 100 anos de vida. Aqui fica esta pequena homenagem para quem quizer saber um pouco mais sobre esta Médica, que foi mais uma das vítimas da PIDE.

 

Julieta GandraMaria JULIETA Guimarães GANDRA, Médica e Política, nasceu em Oliveira de Azeméis, a 16-09-1917, e faleceu em Lisboa, a 08-10-2007. Foi para Angola na altura da 2ª Grande Gerra, já Médica e casada com Ernesto Cochat Osório, de quem teve um filho. Nas suas deslocações ao estrangeiro, enquanto Médica, serviu várias vezes de correio em acções de apoio à luta dos outros movimentos de libertação das ex-colónias portuguesas e, até à FNL da Argélia. Amiga de Agostinho Neto, Lúcio Lara, Paulo Jorge, conviveu também com Amílcar Cabral durante a sua estadia em Angola nos anos 50. Teve consultório na baixa de Luanda onde atendia as senhoras da sociedade colonial, e dava consulta nos bairros pobres, os musseques, às mulheres angolanas.

Foi presa em princípios de 1959 integrada no chamado “processo dos 50”, o primeiro julgamento do colonialismo português, e condenada a 12 meses de prisão. No julgamento viu-se privada de defesa pois o Advogado foi impedido em Lisboa de embarcar para Luanda. A pena foi agravada para dois anos de prisão maior e medidas de segurança de seis meses a três anos e, após o recurso de Julieta Gandra, o Tribunal de Lisboa agravou a pena para quatro anos e medidas de segurança. Portou-se dignamente perante a PIDE e na cadeia, tendo ainda em Luanda, recusado a dada altura ser transferida numa viatura à parte, fazendo questão que a PIDE a levasse junto com outros elementos africanos.

O nome de Julieta Gandra é referido por Lúcio Lara no seu livro “Um amplo movimento”, onde junta vários documentos e cartas da época. Considerada a prisioneira do ano pela Amnistia Internacional em 1964, foi posta em liberdade da cadeia de Caxias em Julho de 1965, com a saúde muito debilitada.

Durante anos, Julieta Gandra era voz a ouvir e com ela aprender, a sua casa ponto de passagem dos que lutavam contra a guerra colonial, e o seu consultório Médico na Avenida Manuel da Maia um porto seguro para todas as jovens mulheres que precisavam de apoio. Quando da assinatura dos Acordos do Alvor, rumou ao Algarve com um grupo de jovens angolanos para se reencontrar com os elementos da delegação do MPLA.

Volta para Angola em 1975 na companhia de Fernanda Tomás (que fica a trabalhar no Ministério da Educação) e dedica-se a estabelecer as bases do Serviço Nacional de Saúde em Angola.

Regressa a Portugal em 1978 por razões de saúde, com algumas deslocações posteriores a Londres para exames médicos. Viveu os últimos anos num Lar para Idosos, situado na Avenida Almirante Gago Coutinho, onde faleceu.

Fonte: “Mudar de Vida, Jornal Popular” (Artigo de Amílcar Sequeira)

Fonte: “Antifascistas da Resistência”, (por Helena Pato)

“LISBOA E OS SEUS JARDINS”

Sabe onde fica o Jardim dos Jacarandás?

 

Jardim dos JacarandásJardim situado a Norte do Parque das Nações, no cruzamento da Alameda dos Oceanos com a Via de Moscavide, poderá desfrutar de um Jardim, que se caracteriza por uma zona arborizada, jogando com situações de desníveis, tradixionais em Lisboa, resolvidas com plantações e muros.

José Luís Champalimaud, o Médico que identificou o HIV2, se fosse vivo, faria hoje 78 anos de idade, está na Toponímia de Lisboa.

 

Avenidas Novas 0094JOSÉ LUÍS  Antunes Feio Terenas CHAMPALIMAUD, Médico e Investigador, nasceu em Huambo (Angola), a 15-09-1939, e faleceu em Lisboa, a 26-11-1996. Licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Lisboa em 1967. Foi Chefe da Unidade de Doenças Infecto-Contagiosas do Hospital Egas Moniz até Outubro de 1994, estabelecimento hospitalar no qual foram tratados os primeiros doentes com Sida em Portugal.

Investigador e Professor de Medicina que detinha uma pós-graduação em Medicina Tropical e que tendo optado por seguir a carreira hospitalar e sendo forçado a fixar-se em Portugal a partir de 1976, sempre procurava regressar a África através de missões de estudo, docência e equipas de combate a epidemias.

José Luís Champalimaud desenvolveu intensa actividade de investigação nos vários locais onde exerceu as suas áreas de actuação a nível profissional.

Homem de ciência e investigador foi, juntamente com outros investigadores, um dos responsáveis pela descoberta do HIV2, retrovirus humano causador do Sindroma de Imunodeficiência Adquirida, na sequência dum trabalho de investigação desenvolvido desde 1983. Realizou, a nível internacional, diversos estudos de cooperação, nomeadamente com as unidades de Oncologia Viral do Instituto Pasteur de Paris, de Hematologia da Universidade de Cambridge e Serviço de Neuropatologia da Universidade de Viena de Áustria. Foi regente de Patologia e Clínica Tropical no Instituto de Higiene e Medicina Tropical e assistente de Doenças Infecciosas e Parasitárias na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. José Luís Champalimaud foi um dos fundadores da Associação Abraço.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de Avenidas Novas, Edital de 16-02-2005)

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

Dia de luto na Cultura em Portugal. Fernanda Borsatti, grande Actriz Portuguesa, deixou-nos hoje.

 

 

Fernanda BorsattiFERNANDA de Fonseca BORSATTI, Actriz, nasceu em Évora, a 01-09-1931, e faleceu no Hospital da CUF, em Lishoa, a 14-09-2017. com mais de 30 anos de actividade artística, passou pelo Teatro Maria Vitória, Companhia Laura Alves, Companhia Raul Solnado, Teatro Maria Matos e Casa da Comédia. Trabalhou sob a direcção de Francisco Ribeiro, Maria Lalande, Assis Pacheco e Raul Solnado.

Começou a sua carreira no teatro de revista e no teatro de comédia, neste génerio, destacam-se as suas interpretações em »O Pecado Mora ao Lado«, »Morte de Um Caixeiro Viajante«, e »O Soldado Schveik«. Mais recentemente, contracenou com Fernanda Alves na peça de Sinisterra »O Cerco de Leninegrado«. Ingressou no elenco do Teatro Nacional Dona Maria II em 1978, onde participou, entre outras, nas peças »Auto da Geração Humana«, »As Alegres Comadres de Windsor«, »O Judeu«, »O Cru«, »Fígados de Tigre«, »Mãe Coragem e os Seus Filhos«, »Guerras de Alecrim e Mangerona«, »Romance de Lobos«, »Trilogia Portuguesa«, »O Fidalgo Aprendiz«, »Passa por Mim no Rossio«, » O Leque de Lady Windermere«, »A Louca de Chaillot«, »O Crime da Aldeia Velha«, e »Boomerang«.

Participou, entre outros, nos seguintes filmes e séries: Perdeu-se Um Marido, (de Henrique Campos, 1957); Sangue Toureiro, (de Augusto Fraga, 1958); Enquanto os Dias Paçam, (série de TV, 1958); O Grande Teatro do Mundo, (de Artur Ramos, 1959); A Chave do Mistério, (de Marcello de Morais, 1959); Melodias de Sempre, (apresentado por Jorge Alves, 1960-1969); À Porta da Rua, (de Herlânder Peyroteo, 1960); Mexericos Dos Irmãos Quintério, (de Herlânder Peyroteo, 1961); A Dama das Camélias, (de Nuno Fradique, 1962); O Homem Que Casou Com Uma Mulher Surda, (de Herlânder Peyroteo, 1962); Pão, Amor e… Totobola, (de Henrique Campos, 1964); A TV Através dos Tempos, (1964); Deguejo, (Giuseppe Vari, 1966); Domingo à Tarde, (de António de Macedo, 1966); Gil Vicente e o Seu Teatro, (de António Lopes Ribeiro, 1966); Madre Alegria, (de Ruy Ferrão, 1966); A Sapateira Prodigiosa, (de Fernando Frazão, 1968); O Ladrão de Quem Se Fala, (de Henrique Campos, 1969); O Diabo Era Outro, (de Constantino Esteves, 1969); Trilogia das Brcas, (de Artur Ramos, 1969); O Juiz da Beira, (de Vítor Manuel, 1969); A Morte de Um Caixeiro Viajante, (de Artur Ramos, 1974); Português, Escritor, 45 Anos de Idade, (de Artur Ramos, 1975); 24, 25, 26, (de Artru Ramos, 1975); Schweik na Segunda Guerra Mundial, (de Vítor Manuel e Artur Ramos, 1975); Seara de Vento, (de Manuel da Fonseca, 1975); Sua Excelência, (de Pedro Martins, 1975); Sua Excelência O Pendura, (de Hélder Duarte, 1981); A Vida É Bela?, (de Luís Galvão Teles, 1982); Gente Fina É Outra Coisa, (1982); Badarosíssimo, (1985); Resposta a Matilde, (de Artur Ramos, 1986); O Querido Lilás, (de Artur Semedo, 1987); Cacau da Ribeira, (1987); Mãe Coragem e os Seus Filhos, (de Bertolt Brecht, 1987); A Mala de Cartão, (1988); A Mulher do Próximo, (de José Fonseca e Costa, 1988); Lá Em Casa Tudo Bem, (1987); Dédé, (de Jean Louis-Benoît, 1990); Viuvez Secreta, (de Jorge Marecos Duarte, 1992); Passa Por Miom no Rossio, (de Fernando Ávila, 1992); Na Paz dos Anjos, (série de TV, 1994); Henrique, (de Jorge Sá, 2001); Residencial Tejo, (série de TV, 1999-2002); Amanhecer, (série de TV, 2002-2003); Inspector Max, (série de TV, 2004-2005); Doce Fugitiva, (série de TV, 2006-2007); A Corte do Norte, (de João Botelho, 2008); A Vida Privada de Salazar, (2009); O Último Tesouro, (de Miguel M. Matias, 2001).

Em 2007, Fernanda Borsatti recebeu a Medalha de Mérito Municipal, no seu Grau Ouro, da Câmara Municipal de Lisboa.

Fonte: “Infopédia – Dicionários Porto Editora”

Fonte: “Jornal Público”

Aquilino Ribeiro, Mestre Aquilino, um dos maiores Escritores Portugueses de sempre, nasceu faz hoje 132 anos. Aqui fica o nosso tributo e uma sugestão, Escritores como Aquilino merecem sempre ser lidos e(ou) re(lidos).

 

AquilinoAQUILINO Gomes RIBEIRO, Escritor e Político, nasceu em Carregal da Tabosa, Freguesia do Carregal (Sernancelhe), a 13-09-1885, e faleceu em Lisboa, a 27-05-1963. Era filho de Joaquim Francisco Ribeiro e de Mariana do Rosário Gomes, e pai do Engenheiro Aquilino Ribeiro Machado, que foi o primeiro Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, eleito democraticamente, depois do 25 de Abril de 1974.

Mestre Aquilino é coniderado o maior prosador português do Século XX e uma das mais características personalidades da literatura portuguesa de todos os tempo.

A 10 de Julho de 1895, entra no Colégio da Senhora da Lapa, onde em Agosto fará o exame de Instrução Primária. A 05 de Outubro de 1900, é admitido no Colégio Roseira, em Lamego. A 16 de Junho de 1902,  vai para Viseu estudar Filosofia; 16 de Outubro de 1906, transfere-se para o Seminário de Beja, onde frequentará o Curso de Teologia, vindo durante o segundo ano lectivo a ser expulso por insubordinação.

Em 1906 veio para Lisboa, onde se ocupou no jornalismo e em actividades revolucionárias, que o obrigaram a exilar-se em 1907, de 1910 a 1914 estudou na Sorbona, em Paris.

Regressado a Lisboa, ensinou no Liceu de Camões e foi conservador da Biblioteca Nacional. Contribuiu para fundar a “Seara Nova”, tendo feito parte do primeiro corpo directivo. Estreou-se nas letras com o livro de contos “Jardim das Tormentas”, (1913), e o romance “A Via Sinuosa”, (1916), dedicado à memória de seu pai, que era Sacerdote e o havia perfilhado. Escreveu romances, novelas, contos, biografias, crónicas, evocações históricas, páginas de polémica, estudos etnográficos, ensaios literários, notas de viagem, obras de literatura infantil e traduções de autores consagrados. Com um singular sentido pícaro, o seu estilo, servido por uma forte imaginação sensorial, é dos mais representativos das letras portuguesas. Característico o seu recurso tanto a termos rústicos e arcaicos, apenas registados em glossários especializados, como à gíria, quer citadina, quer popular, revelou valores verbais inexplorados da língua pátria.

Obras principais: Jardim das Tormentas, (contos, 1913); A Via Sinuosa, (1918); Filhas de Babilónia, (novelas, 1920); Valoroso Milagre e A Traição, (novelas, 1921); O Cavaleiro de Oliveira, (1922, biografia); As Três Mulheres de Sansão, (novelas, 1932); Estrada de Santiago, (1922, contos); Terras do Demo, (1919); O Romance da Raposa, (1924, literatura infantil); Andam Faunos Pelos Bosques, (1926); O Homem Que Matou O Diabo, (1930); A Batalha Sem Fim, (1931); Maria Benigna, (1933); Quando ao Gavião Cai a Pena, (contos, 1935); Arca de Noé. III Classe, (1935, literatura infantil); Aventura Maravilhosa de D. Sebastião, Rei de Portugal, depois da Batalha com o Miramolim, (1936); Anastácio da Cunha, o Lente Penitenciado, (1936, biografia); S. Banaboião, Anacoreta e Mártir, (1937); Mónica, (1939); O Servo de Deus e A Casa Roubada, (novela, 1940); Brito Camacho, (1942, biografia);Volfrâmio, (1944); Lápides Partidas, (1945); O Malhadinhas, (1946); Caminhos Errados, (novela, 1947); O Arcanjo Negro, (1947); Cinco Réis de Gente e Uma Luz ao Longe, (1948); Leal da Câmara, (1952, biografia); Humildade Gloriosa, (1954); Sonho de Uma Noite de Natal e Soldado Que Foi à Guerra, (contos, 1956); O Romance de Camilo, (biografia, 1956); A Casa Grande de Romarigães, (1957); Quando os Lobos Uivam, (1958); Tombo do Inferno – O Manto de Nossa Senhora, (Teatro, 1963); Casa do Escorpião, (1963); Arca de Noé, I e II, (1963, literatura infantil); O Livro da Marianinha, (1967, literatura infantil).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Aguiar da Beira; Albufeira; Almda (Cidade de Almada e Freguesia da Charneca de Caparica); Amadora; Amarante; Aveiro, Barcelos; Barreiro (Freguesia de Alto do Seixalinho e Santo António da Charneca); Beja; Benavente (Freguesia de Samora Correia); Bragança; Carrazeda de Ansiães; Cascais (Freguesias de Alcabideche, Estoril, Parede e São Domimgos de Rana); Chaves; Coimbra; Entroncamento; Évora; Fafe (Cidade de Fafe e Freguesia de Regadas); Faro; Ferreira do Alentejo; Gondomar (Freguesias de Rio Tinto e Valbom); Grândola; Guimarães; Lamego; Lisboa (Freguesia de Marvila); Loures (Freguesias de Apelação, Bobadela, Camarate, Santa Iria de Azóia e São João da Talha); Mafra; Maia; Mangualde; Marinha Grande; Marvão (Freguesia de Beirã); Matosinhos (Freguesia de São Mamede de Infesta); Moimenta da Beira; Moita (Freguesias de Alhos Vedros, Baixa da Banheira e Moita); Montemor-o-Novo; Montijo; Odivelas (Freguesias de Caneças, Famões, Odivelas, Pontinha, Póvoa de Santo Adrião e Ramada); Oeiras (Freguesias de Barcarena, Carnaxide e Oeiras); Olhão; Ovar (Cidade de Ovar e Freguesia de Esmoriz); Palmela (Freguesias de Palmela, Pinhal Novo e Quinta do Anjo); Paredes de Coura; Penafiel (Freguesia de Novelas); Pinhel; Pombal; Ponte de Lima; Ponte de Sôr; Portimão; Porto (Freguesia de Ramalde); Santa Maria da Feira (Vila de Sintra e Freguesias de Arrifana e Fiães); Santarém; Seixal (Freguesias de Amora, Corroios e Fernão Ferro); Sernancelhe; Sesimbra (Vila de Sesimbra e Freguesia da Quinta do Conde); Setúbal (Cidade de Setúbal e Azeitão); Sintra (Freguesias de Belas, Massamá, Rio de Mouro); Tabuaço; Trancoso; Trofa (Freguesias de Guidões e São Martinho do Bougado); Valongo (Cidade de Valongo e de Ermesinde); Viana do Castelo (Cidade de Viana do Castelo e Freguesia de Barroselas), Vila Franca de Xira (Freguesias de Forte da Casa e Póvoa de Santa Iria); Vila Nova de Famalicão (Freguesia de Riba de Ave); Vila Nova de Gaia; Vila Nova de Paiva; Viseu (Cidade de Viseu e Freguesia de Torredeita).

(Em São João da Madeira, foi substituída pela Travessa da Água).

Fonte: “Dicionário Crologógico de Autores Portugueses”, (III Volume, Organizado pelo Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, Publicações Europa América, 1990, Pág. 320, 321, 322, 323 e 324).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 449).

“LISBOA E OS SEUS JARDINS”

Sabe onde fica o Jardim do Palácio Valle Flor?

 

Jardim do Palácio Vale FlorEste Jardim, localiza-se na Rua Jau, nº 54, nas traseiras do Hotel Pestana Palace, na Freguesia da Ajuda.

 

O Palácio Marquês de Vale Flor, frguido no alto de Santo Amaro no início do século XX, o Palácio Vale Flor é um dos mais bonitos edifícios palacianos da Lisboa romântica. Foi mandado edificar por José Constantino Dias, emigrante português que enriqueceu como fazendeiro em São Tomé e Príncipe e que, regressado a Portugal, recebeu do rei D. Carlos o título de Marquês de Valle Flor.

O terreno escolhido pelo novo Marquês para edificar o seu sumptuoso palacete havia sido comprado em 1890, numa época em que o bairro residencial de Santo Amaro crescia à sombra da actividade fabril de Alcântara, a compasso da malha urbana da cidade, que conheceu uma franca expansão em núcleos exteriores ao centro histórico situado na Baixa. O projecto foi entregue ao Arquitecto Nicola Bigaglia, e em 1904 iniciou-se a construção do edifício. No entanto, o Arquitecto italiano faleceu em 1908, sendo então contratado para dirigir os trabalhos o português José Ferreira da Costa, que lhe fez alterações substanciais, às quais se juntaram detalhes decorativos executados por Ventura Terra. Neste ano edificava-se já o espaço das cocheiras, independente e fronteiro ao palácio, iniciando-se também a estrutura de dois grandes pavilhões, em ferro e vidro, nos jardins da propriedade.

Entre 1910 e 1915 executava-se a campanha de decoração do espaço interior do palácio, a cargo de Constantino Fernandes, Carlos Reis e Eugénio Cotrim.

Em 1992, o palácio foi adquirido pelo Grupo Pestana, no intuito de transformar o espaço numa unidade hoteleira. O projecto do hotel, da autoria do Arquitecto Manuel Taínha, manteve as características originais do espaço, restaurando estruturas e programas decorativos originais, e acrescentando à antiga residência Vale Flor duas novas alas para albergar os quartos.