“TOPÓNIMOS DUPLICADOS NO MUNICÍPIO DE LISBOA”

Existe em Lisboa uma “Calçada do Cardeal”, na Freguesia de São Vicente, e a Rua João da Mota e Silva, na Freguesia de Campolide. Estas Artérias pretendem homenagear a mesma personalidade que foi João da Mota e Silva, que foi Cardeal, muito famoso e pessoa importante na época.

Quanto à Calçada do Cardeal, na antiga Freguesia de Monte Pedral, foi designada primitivamente apenas por “Calçada”. Morava nessa Calçada um tal Tristão de Mendonça, filho de Pedro de Mendonça Furtado, que mandou construir o palácio, depois chamado “Palácio da Cova” e, por isso, pouco depois, em 1739, passou a dita calçada a ser conhecida por “Calçada da Cova”, e que, em 1767, passa a designar-se por “Calçada do Cardeal”, nome que ainda hoje conserva, por ser morador no “Palácio da Cova” João da Mota e Silva, o célebre Cardeal Mota, lugar onde veio a falecer.

Quanto à Rua João da Mota e Silva, que foi designada por Rua I do Bairro Alto da Serafina, mais tarde, através do Edital Municipal de 13-03-1950, passou a Rua 20 do mesmo Bairro e, pelo Edital Municipal de 29-12-1989, passou a Rua dos Cauteleiros, nome que nunca chegou a ter placa toponímica, devido às muitas reclamações dos moradores, assim, pelo Edital Municipal de 14-12-1990, passou a referida Artéria a designar-se por Rua João da Mota e Silva, o mesmo Cardeal, da Calçada.

Fonte: “Lisboa de Lés a Lés”, (de Luís Pastor de Macedo, Publicado pela Câmara Municipal de Lisboa, Edição de 1960)

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Vila Nova da Barquinha”

ANTÓNIO GONÇALVES CURADO, Militar, nasceu na Vila Nova da Barquinha, a 29-09-1894, e faleceu na Flandres (França), a 04-04-1917. Mobilizado pelo Regimento de Infantaria n.º 28, fez parte do C.E.P. (Corpo Expedicionário Português), embarcou para França em 22 de Fevereiro de 1917 tendo sido o primeiro Militar Português do CEP a morrer em combate, o que retirou do anonimato e fez com que fosse alvo de homenagens.

Os seus restos mortais, pela acção do Município da Barquinha, foram transladados para Portugal, onde chegaram em 31 de Julho de 1929 e na Figueira da Foz – localidade onde estava sedeado o seu Regimento – foi mandado erigir, pela comunidade francesa residente em Portugal, um monumento em sua memória.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Vila Nova da Barquinha (Rua António Gonçalves Curado).

Fonte: “http://www.primeirarepublica.org”

Fonte: “Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Instituto de História Contemporânea”

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Vila Franca do Campo”

ANTÓNIO José DA SILVA CABRAL, Médico e Político, nasceu na Freguesia de Calhetas (Ribeira Grande), a 25-04-1863, e faleceu em Vila Franca do Campo, a 27-10-1953. Descendente de um partidário da causa miguelista e sobrinho de um Delegado do Procurador-Geral da Coroa, era filho de Ana Teodora e de José Joaquim Cabral, proprietários. Estudou no Liceu de Coimbra e formou-se em Medicina em Julho de 1891.

Radicou-se na sua Ilha natal, onde exerceu a Medicina em Vila Franca do Campo e foi Médico da Misericórdia local entre 1892 e 1908, Guarda-Mor da Saúde, também em Vila Franca do Campo, e Chefe do Serviço Sanitário de Ponta Delgada (1908).

Era casado com Maria Luísa de Vasconcelos Coutinho Cabral, de Soure, terra onde possuía diversas propriedades herdadas de seus avós. Seis anos após a sua morte, por ocasião do aniversário natalício, foi-lhe erigido um busto em Vila Franca do Campo.

Membro do Partido Progressista e durante alguns anos Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo, a ele se deveu a instalação da luz elétrica, a abertura da avenida principal e o cuidado no arranjo dos jardins públicos.

Foi eleito Deputado pelo círculo plurinominal de Ponta Delgada em Agosto de 1906. Pertenceu à Comissão de Saúde Pública.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Vila Franca do Campo (Jardim António da Silva Cabral).

Fonte: “Dicionário Biográfico Parlamentar, 1834-1910”, (Vol I, de A-C), Coordenação de Maria Filomena Mónica, Colecção Parlamento” (Pág. 498).

“RUAS QUE JÁ TIVERAM OUTROS NOMES”

Sabia que a Calçada do Cascão, que já pertenceu às Freguesias de Monte Pedral e Santa Engrácia pertencente agora às Freguesias de São Vicente e de Santa Maria Maior, em Lisboa, já foi designada por Rua Álvaro de Avelar?

As primeiras denominações de arruamentos em Lisboa, foram atribuídos pela população de uma forma espontânea, designando os locais pelas suas características física, humanas, ou pela existência de determinados edifícios, ou ainda por habitar nessa Artéria alguma pessoa importante.

Só com a reconstrução da Cidade, após o Terramoto de 1755, é que houve imposição de Topónimos por lei, e, pela primeira vez, se recorreu ao uso de “Placas Toponímicas”.

Foi o que se passou na actual Calçada dos Cascão, nesta Artéria morava Álvaro de Avelar, que foi Cavaleiro da Casa de El-Rei, Almotacé da limpeza e um dos grandes proprietários da Rua. Mas Álvaro de Avelar não foi só um grande proprietário no sítio, foi também comparticipante no arranjo da Rua. Em 1521 já Álvaro de Avelar possuía nesta Rua várias casas nobres.

Por morte de Álvaro de Avelar, as casas ficaram para sua filha Inês Ferreira, que fez à Câmara o reconhecimento de foreira em 04 de Dezembro de 1542. Esta Inês Ferreira e sua irmã Violante de Aguiar continuaram a viver nas casas nobres.

Inês Ferreira que morreu solteira deixou por herdeira a citada irmã Violante, que tinha casado com o tratador de mercadorias João de Cascão. O que tudo leva a crer que foi este Cascão que deu o nome à referida Artéria que, em 1625, já se denominava “Rua João Cascão”, que hoje tem a qualificação de Calçada, mas antes teve a qualificação de Travessa João Cascão, desde 1631 até à 2ª metade do Século XIX.

A João de Cascão sucedeu na posse de todas as casas, o seu único filho Nicolau de Cascão e por morte deste o seu único filho, também, Álvaro de Cascão.

Na Calçada do Cascão funcionou, no 2º quartel do Século XIX, um “teatrinho de curiosos”, foi lá que na comédia “Depois da Meia-Noite”, se estreou como amador, um oficial penteeiro, empregado numa oficina da Rua Nova do Almada, que mais tarde havia de ser o grande Actor, que veio a ser António Pedro.

Fonte: “Lisboa de Lés a Lés”, (de Luís Pastor de Macedo, Volume III, 2ª Edição, de 1962, Editado por Publicações Culturais da Câmara Municipal de Lisboa,

Fonte: “Dicionário da História de Lisboa”, (Direcção de Francisco Santana e Eduardo Sucena, Edição de 1994)

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Vila Franca de Xira”

JOAQUIM SABINO DE FARIA, Mestre de Obras e Proprietário, natural de Alverca do Ribatejo (Vila Franca de Xira), nasceu em 1858 e faleceu em 1926. Começou a trabalhar, aos 9 anos de idade, como aprendiz de pedreiro. Apenas com a instrução primária, de aprendiz de pedreiro tornou-se, no seu tempo e na região, num dos mais competentes mestre-de-obras, desenhava e traçava os planos de construção de moradias com enorme perfeição e bom gosto. Joaquim Sabino de Faria foi um destacado dirigente do associativismo. Foi um dos fundadores do Montepio, em 01-07-1889, e um dos reorganizadores da Misericórdia de Alverca. Autarca, foi durante muitos anos vereador da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Vila Franca de Xira Freguesia de Alverca do Ribatejo – Rua Joaquim Sabino de Faria).

Fonte: “Junta de Freguesia de Alverca do Ribatejo”

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Vila For”

António Pinto de Seixas Pereira de Lemos, 1º VISCONDE DE LEMOS, Militar e Político, natural de Vila Flor, nasceu a 01-07-1795 e faleceu a 16-06-1862. Era filho de João de Seixas Caldeira da Fonseca e Lemos, Juiz de Fora de Freixo de Numão e Miranda e Corregedor de Bragança, e de D. Maria Antónia de Morais Sarmento. O seu irmão, Dionísio Inácio Pinto de Lemos, foi igualmente Deputado durante as Legislaturas que decorreram entre 1838 e 1845.

Assentou praça, a 09 de Julho de 1811, sendo promovido a Alferes, em 10 de Julho de 1813; a Tenente, em 12 de Outubro de 1815; a Capitão, em 18 de Dezembro de 1820; a Major, em 06 de Agosto de 1832; a Tenente-Coronel, em 25 de Julho de 1833; a Coronel, em 05 de Setembro de 1837; a Brigadeiro, em 06 de Junho de 1847. Foi graduado em Marechal de Campo, em 29 de Abril de 1851.

Passou à situação de reforma, com a patente de Tenente-General, em 22 de Setembro de 1859.

Tomou parte nas Campanhas da Guerra Peninsular, tendo sido também Governador Civil do Distrito de Vila Real.

Foi eleito Deputado em reprrsentação de Trás-os-Montes para a Legislatura de 1846, tendo efectuado o seu juramento a 04 de Fevereiro de 1846. A 26 de Fevereiro passou a fazer parte da Comissão Parlamentar da Guerra, tendo, no dia imediato, apresentado um projecto de lei relativo à reforma dos Quartéis-Mestres. Igualmente integrado nessa Comissão assinou vários pareceres.

O título de Visconde (1º Visconde de Lemos) foi-lhe concedido por decreto de 29 de Março de 1854. Pertenceu ao Conselho de Sua Majestade Fidelíssima, tendo sido agraciado com o grau de Comendador das Ordens Militares de São Bento de Avis, da Torre e Espada e de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e condecorado com a Cruz da Guerra Peninsular (por três campanhas).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Vila Flor (Largo Visconde de Lemos).

Fonte: “Os Generais do Exército Português”, (II Volume, I Tomo, Coordenação do Coronel António José Pereira da Costa; Biblioteca do Exército, Lisboa, 2005, Pág. 369 e 370)

Fonte: “Dicionário Biográfico Parlamentar, 1834-1910”, (Vol II, de D-M), Coordenação de Maria Filomena Mónica, Colecção Parlamento” (Pág, 541 e 542).

“Pessoas Vinculadas aos C.T.T.”

ALFREDO Possolo HOGAN, Funcionário dos CTT e Escritor, natural de Lisboa, nasceu a 29-11-1830 e faleceu a 16-04-1865. Era filho de Frederico Hogan de Mendonça e de Maria Emília Possolo. Foi empregado na Administração dos Correios (CTT), admitido nos CTT, em 1859, como Praticante, reformou-se em 1864. Como modesto funcionário dos Correios, escrevia precipitadamente, facto que se reflecte na abundância  e nas deficiências da sua escrita.

Ficcionista, estreou-se com “Dois Angêlos ou Um Casamento Forçado”, em 1852, e “Os Mistérios de Lisboa”, em 1852. Cultivou sobretudo o Teatro tendo sido um copioso fornecedor de peças para os palcos do seu tempo.

Entre outras, escreveu “Ivanhoé”, em 1849; Dois Ângelos ou Um Casamento Forçado (Romance, Lisboa, 1852); Os Mistérios de Lisboa (romance, 4 Volumes, Lisboa, 1852); Marco Túlio ou O Agente dos Jesuítas (romance histórico, Lisboa, 1853); A Mão do Finado (em continuação ao Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas, romance, Lisboa, 1854); As Brasileiras, (Drama, Lisboa, 1857); Os Dissipadores (dama, lisboa, 1858); Ninguém Jukgue Pelas Aparências (comédia em 3 actos, Lisboa, 1858); É Melhor Não Experimentar (Comédia, Lisba, 1858); A Pedinte de Lisboa ou Memórias de Uma Mulher (Romance, Lisboa, 1860); Duas Mulheres da Época (Romance, 1860); O Marido no Prego (Comédia, Lisboa, 1860); A Irmã da Caridade (Comédia em 2 actos, 1860); Não Desprezes Sem Saber (Comédia, Lisboa, 1861); O Juízo do Mundo (Drama, Lisboa, 1861); O Colono (Drama, Lisboa, 161); Segredo de Coração (Drama, Lisboa, 1861); A Roda da Fortuna (Drama, Lisboa, 1861); Nem Tudo Que Luz É Ouro (Drama, Lisboa, 1861); A Pele do Leão (1861); A Máscara Social (Drama, Lisboa, 1861); A Vida em Lisboa (comédia-drama em 4 actos, Lisboa, 1861); Primeiro O Dever (Drama em 3 actos, Lisboa, 1861); O Dia 1º de Dezembro de 1640 (Comédia Heróica, Lisboa,1862); O Últio Dia dos Jesuítas em Portuga (Drama, 1862); Pilatos no Credo (Lisboa, 1862); Já Não Há Tolos (Comédia em 1acto); Memórias do Coração.

A sua produção teatral situa-se numa linha romântica e social. Preocupou-se com evitar  os excessos e exageros dos ultra-românticos.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Seixal (Freguesia da Amora – Rua Alfredo Hogan)

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. II, Publicações Europa América)

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 13, Pág. 310)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 270).

Fonte: “Catálogo Do Que Escreveram Funcionários dos Correios, Telégrafos e Telefones” (Notas Bio-Bibliográficas Coligidas por Godofredo Ferreira; Chefe de Repartição da Administração-Geral dos C.T.T.; Edição dos Serviços Culturais dos C.T.T, Editado em 1955, Pág. 74, 75 e 76)

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Vila do Porto”

JOSÉ INÁCIO DE ANDRADE, Militar e Político, nasceu naVila do Porto (Ilha de Santa Maria – Açores), a 28-10-1779, e faleceu em Lisboa, a 01-01-1863. Foi Presidente Interino da Câmara Constitucional, de 02 de Março de 1834 e Presidente da Câmara Constitucional de 29 de Outubro de 1838 a 01 de Janeiro de 1839.

Oficial da Marinha Mercante. Filiado no Partido Nacional. Vereador. Vogal da Comissão Municipal, nomeada por decreto de 3 de Junho de 1846. Co-fundador e membro da Direcção da Associação Mercantil Lisbonense (antecessora da Associação Comercial de Lisboa). Membro da Direcção do Banco de Lisboa. Presidente do Banco de Portugal.

Foi uma figura destacada das letras portuguesas da época, deixando vasta obra. Publicou, por exemplo, uma curiosa Memória intitulada sobre a destruição dos piratas da China e o desembarque dos ingleses na cidade de Macau e sua retirada, em 1835, que aborda dois temas significativos da história de Macau, a luta dos portugueses, com os imperiais chineses, contra a pirataria e a tentativa de ocupação da concessão pelos ingleses, sob o pretexto da guerra napoleónica, em que, portugueses e chineses se opuseram, em conjunto, ao ataque britânico

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de São João – Rua José Inácio de Andrade, ex-Via de Acesso RTB 9 à Avenida Marechal Francisco da Costa Gomes); Vila do Porto (Rua José Inácio de Andrade).

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa”

“Centenário do Escritor e Etnógrafo Amadeu Costa”

AMADEU Alberto Lima da COSTA, Escritor e Etnógrafo, natural de Viana do Castelo, nasceu a 23-10-1920 e faleceu a 30-03-1999. Era filho de Manuel José Costa, Piloto-Mor da Barra do Porto de Viana do Castelo. Autodidacta, autor de diversos trabalhos sobre temas de cariz etnográfico. Iniciou a sua actividade profissional como tipógrafo, ao mesmo tempo que frequentava o ensino técnico profissional.

Com dezasseis anos de idade, passou a trabalhar na Câmara Municipal de Viana como dactilógrafo. Em 1953, e após ter sido preso pela PIDE, pediu licença ilimitada como funcionário administrativo, passando a acumular as funções no serviço de contabilidade na empresa do Teatro Sá de Miranda, que já vinha desempenhando há anos, com as de empregado de escritório na fábrica de louça da Meadela. Em 1977, reingressou na Câmara Municipal, destacado pela Autarquia, veio também a exercer funções na Comissão Regional de Turismo do Alto Minho (Costa Verde), e, após a municipalização do Teatro Sá de Miranda, as suas funções por conta do município passaram a ser exercidas nesse local, que já lhe eram familiares há muitos anos, pois aí trabalhava desde os dezoito anos.

Durante vários anos, o seu nome surge ligado à Romaria de Nossa Senhora da Agonia como membro da comissão de festas, sendo responsável pela planificação de diversos cortejos etnográficos, alegóricos e histórico-alegóricos, bem como pela participação na organização na organização de diversas exposições sobre temática etnográfica de âmbito local. Amadeu Costa tem participado em vários encontros e seminários abordando temas relacionados com trajes regionais, ourivesaria, gastronomia e usos e costumes do povo da região, de que foi um grande conhecedor. Durante alguns anos foi correspondente do jornal Diário de Lisboa e colaborador dos jornais regionais A Aurora do Lima, O Vianense e Notícias dos Arcos, entre outros. Muitos dos seus trabalhos surgem publicados nos Cadernos Vianenses, em Roteiro de Viana e outras publicações editadas anualmente por comissões de festas de diversas freguesias do concelho de Viana do Castelo.

Obras: A Senhora da Consolação da Meadela, (1987); Ouro Popular Português (de colaboração com Manuel Rodrigues Freitas, 1992).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Viana do Castelo (Largo Amadeu Costa).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. V, Publicações Europa América)

BENTO DE FREITAS Soares, Médico e Político, natural de Vila do Conde, nasceu a 10-08-1822 e faleceu em 1887. Era filho de Vicente Ferreira Sores e de Maria de Jesus Freitas. Matriculou-se, em 18-10-1842, na Universidade de Coimbra onde frequentou, primeiro Matemática (1º e 2º anos) e Filosofia (até ao 4º ano) e depois Medicina, tendo-se formado em 14-07-1850.

Além de Clínico competente, exerceu cargos públicos e políticos (era militante do Partido Regenerador). Foi Presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, Deputado em várias Legislaturas, Governador Civil do Porto (1871) e Director da Alfândega do Porto, de 1877 até à data do seu falecimento.

Fundou O Progresso Comercial (1º número de 01-01-1873), com a colaboração de Germando Vieira de Meireles.

Eleito Deputado pelo círculo de Vila do Conde para as Legislaturas de 1860-1861; de 1861-1864; de 1865; de 1865-1868 e pelo círculo de Santo Tirso para a Legislatura de 1870. Integrou as Comissões Parlamentares de Comércio e Artes (1860); de Saúde Pública (1860, 1861, 1865); de Administração Pública (1861); de Infracções (1865).

Entregou petições das religosas de Vairão, tecendo na ocasião algumas considerações sobre a conversão dos bens das Ordens Religiosas sobre os títulos de dívida fundada; da Câmara Municipal de Santo Tirso pedindo a aprovação da proposta sobre o caminho-de-ferro do Minho; de mais de 400 cidadãos da Póvoa de Varzim, pedindo a união do seu julgado à Comarca de Vila do Conde e de alguns cidadãos do mesmo Concelho contra o casamento civil. Apresentou diversos requerimentos pedindo informações ao Governo sobre diferentes assuntos relacionados com a construção de estradas e com os bens das congregações religiosas e instituições de beneficência.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Vila do Conde (Avenida Bento de Freitas)

Fonte: “Dicionário Biográfico Parlamentar, 1834-1910”, (Vol III, de N-Z), Coordenação de Maria Filomena Mónica, Colecção Parlamento” (Pág. 765 e 766).

Fonte: “Dicionário de Camilo Castelo Branco”, (de Alexandre Cabral, 2ª Edição revista e aumentada, Editorial Caminho, Junho de 2003, Pág. 755 e 756)