“RUAS QUE JÁ TIVERAM OUTROS NOMES”

Sabia que a Rua Dom Luís I, em Lisboa (Freguesias da Estrela e da Misericórdia), já se designou por Rua Vasco da Gama?

 

Câmara Municipal de LisboaEsta Rua Vasco da Gama, veio a dar origem, através do Edital Municipal de 17-06-1947, à actual Rua Dom Luís I e, após remodelações urbanísticas, a uma parte do actual Largo Vitorino Damásio.

Curiosamente, menos de três anos depois, a Comissão Consultiva Municipal de Toponímia na sua reunião de 19/01/1950 propôs alterar os nomes da Praça Dom Luís I e da Rua Dom Luís I para Praça e Rua Marquês de Sá da Bandeira, em virtude de existir na Praça um monumento a este militar e político. Contudo, nunca se executou esta alteração e o Marquês manteve a sua homenagem resultante da deliberação da então Câmara Municipal de Belém de 31 de março de 1880, na toponímia das Avenidas Novas, como Rua Marquês de Sá da Bandeira: era a «Estrada que principia na Barreira do Rego e termina no Largo do Rego a S. Sebastião da Pedreira» que também por deliberação da edilidade belenense de 20/10/1881, passou a terminar no Campo Pequeno.

Já quanto actual Avenida Dom Vasco da Gama, a designação foi atribuída, por Edital de 29-04-1948 à Rua VII do Plano da Urbanização da Encosta da Ajuda ou Encota do Restelo.

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

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Fernando Correia Martins, Maestro e Compositor, Orquestrador de discos de Simone de Oliveira a Dulce Pontes, aqui recordado no dia em que, se fosse vivo, faria 81 anos de idade.

 

Fernando Correia MartinsFERNANDO Domingos Marques CORREIA MARTINS, Maestro e Compositor, nasceu em Aveiro, a 23-11-1936, e faleceu em Lisboa, a 28-03-2009. Violinista, Guitarrista (viola e guitarra eléctrica), Orquestrador, Director de Orquestra e Compositor. Instrumentista multifacetado, beneficiou de uma formação que aliou o ensino formal à aprendizagem empírica.

A sua actividade musical enfoprmou a história da música ligeira em Portugal. Salientou-se tanto na prática musical, inserido no universo das Orquestras Ligeiras e dos Conjuntos (antes do predomínio do fonograma na recepção musical), como na participação em gravações de fonogramas.

Com apenas 15 dias a família muda-se para o Porto, cidade essa que sentia como sua. O seu seu percurso, se bem que tenha começado pelo violino, acabará por levá-lo a conhecer e a descobrir outras facetas. como compositor e orquestrador, sao inumeras as musicas que criou, tanto para o teatro de revista como para os festivais da canção RTP, onde era presença frequente.

Foi Orquestrador de mais de 500 Discos de Simone de Oliveira , Deolinda Rodrigues, Marco Paulo, Carlos do Carmo, Marina Mota, Manuela Bravo, Nucha, Dulce Pontes, Dora, Paulo Alexandre, Alexandra, sua esposa Olivia, entre muitos outros. É no inicio da decada de 70, que o Maestro Fernando Correia Martins, começa como autor de músicas para Teatro numa peça de Teatro Infantil que o Empresário Sérgio de Azevedo. Em 1975 foi Co-fundador da companhia de teatro ADÓQUE com Braga Santos, Francisco Nicholson, Fernando Lima, Magda Cardoso, Celso Sacavém, Henrique Viana, Ermelinda Duarte e Gonçalves Preto, já quase todos falecidos.

Na decada de 80, foi Autor, Orquestrador e Director de Orquestra da opereta Invasão, que esteve em cena no teatro da Trindade uma produção de Sérgio de Azevedo. Ganhou em 1989 com a Rosa Lobato Faria a Grande Marcha de Lisboa. Em 1989 é Autor, Orquestrador e Director de Orquestra do Festival da canção e todo o espectáculo envolvente no teatro Garcia Resende em Évora.

Fernando Correia Martins foi Director e Regente da Orquestra da Emissora Nacional de 1990 até à sua extinção em 1994. Autor de mais de 50 Revistas á Portuguesa e Espectáculos Musicais de diversos Programas musicais. como por exemplo Deixem Passar a Música e Grande Noite.

Na década de 90 foi Autor, Orquestrador e Director de Orquestra do Musical levado à cena no Teatro Municipal Maria Matos pelo Empresário Sérgio de Azevedo A Severa, ainda na década de 90 é convidado para dirigir todo o Festival de Israel, numa altura em que era Autor e Orquestrador da Canção Portuguesa. Os Chefes de Orquestra e Maestros Isrealitas fizeram greve e ele entre 40 Chefes de Orquestra de todo o Mundo foi o Convidado do Governo Isrealita, convite esse que lhe valeu uma Condecoração Estatal. Foi Director de Orquestra a 17/02/2004 do espectáculo de Homenagem de 50 Anos de Carreira de Anita Guerreiro e a 01/04/2004 de Maria José Valério, onde foi também Orquestrador de todos os temas, foi Orquestrador e Director de Orquestra do espectáculo dos 50 Anos de Carreira de Artur Garcia. Ganhou o Prémioo Musicalidade das Marchas Ppopulares de Laisboa de 2003 a 2007, cinco anos seguidos, não há quem tenha esse feito.

Em 2005 e no mesmo ano os 60 Anos de Carreira de Deolinda Rodrigues, também em 2005 em parceria com Carlos Jorge Español editam para a EGEAC um CD de Marchas Populares de Lisboa, em 2005. Ainda em parceria com Carlos Jorge Español ganham em 2005 e 2006 a Grande Marcha de Almada.

Em 2006 foi o Orquestrador e Autor de alguns temas do CD interpretado por Marina Mota “Estados d’Alma”. Em 2008 foi o Orquestrador da Grande Marcha de Almada com música de Eugénio Pepe e Carlos Jorge Español.

Em 2008 completou 50 anos de actividade Músical profissional. foi também por estar a completar os 50 anos de carreira que Helder Freire Costa e Marina Mota o convidam para ser Autor (chefe de parceria Musical), Orquestrador e Director de Orquestra da Revista Hip Hop Parque (2007/2008) e Piratada à Portuguesa (2008/2009). Este ano (2009) será compositor das Marchas dos Mercados e Bairro Alto.

Fernando Correia Martins era um Homem que vivia e respirava música, um músico notável em que se destacou como Violista, Baixista e Violinista dizia que “quando morrese gostava de ser lembrado cm alguem que tentou ser músico…”E conseguiu mesmo, ser um Grande Músico, foi um dos maiores músicos com uma vastissima obra em todas as áreas. Era um perfeccionista da sua arte, pois mesmo nas novas composições que fazia, ele nunca estava satisfeito com um tema e tentava sempre aperfeiçoar. A 27 de Março de 2009 (Dia Mundial do Teatro), recebe no Palco do Teatro Maria Vitória, o prémio “Máscaras do Teatro”, onde se encontrava a orquestrar.

Fernando Correia Martins, um dos últimos grandes maestros da revista à portuguesa, de festivais e da música ligeira portuguesa, morre a 28 de Março de 2009 em Lisboa, com 72 anos. Em declarações à Lusa, Marina Mota mostrou-se consternada com a morte deste “excelente músico, compositor e colega” que ainda ontem à tarde estivera na primeira sessão do espectáculo, antes de ir jantar a casa. Segundo Marina Mota, foi em casa, pouco depois das 20h00, que o maestro sentiu dores no peito, tendo desmaiado à porta de casa enquanto esperava pela chegada da ambulância, que o transportaria para o Hospital de São José, Lisboa.

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 3º Volume, L-P, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, Pág. 748)

“Vínculados aos C.T.T.”

 

CTTALFREDO CAMILLER, Funcionário dos C.T.T., natural de Peniche, onde nasceu a 02-06-1892. Aluno nº 3005 da Casa Pia de Lisboa. Foi Chefe de Serviços de Exploração de 1ª Classe dos CTT.

Co-autor de: A Guerra Luso-Africana (drama em verso, Lisboa, 1908, representada pelos autores na Casa Pia de Lisboa, em 1908).

Fonte: “Dicionário de Autores Casapianos”, (de António Bernardo e José dos Santos Pinto, Biblioteca-Museu Luz Soriano, Ateneu Casapiano, Lisboa, Edição de 1982, Pág. 72)

Nota: O autor deste Blogue, agradece qualquer informação complementar.

O Poeta Popular Carlos Conde, que foi cantado por Alfredo Marceneiro, Amália Rodrigues, Lucília do Carmo, Carlos do Carmo, entre muitos outros, recordado no dia em que passa mais um aniversário do seu nascimento.

 

Campolide 0070CARLOS Augusto CONDE, Poeta Popular, nasceu no lugar do Monte (Murtosa), a 22-11-1901, e faleceu em Lisboa, a 13-07-1981. Filho de Maria Antónia da Silva Conde e de Manuel José Conde, Pescador. Carlos Conde distinguiu-se como Poeta, autor de populares cegadas dos anos 20 e 30 do século XX e de centenas de letras de fados. Veio ainda em criança para Lisboa e para usufruir do fado, Carlos Conde trabalhava como chefe de escritório na firma F.H. de Oliveira, na Avenida 24 de Julho, sendo oportuno aqui recordar a sua quadra:Trabalho é letra vencida/Que o suor já pagou bem./Quem trabalha toda a vida/Não deve nada a ninguém”.

Aos 20 anos faz os seus primeiros versos e, em 1936, casou-se com Laura dos Santos, de cuja união nasceram três filhas – Noémia, Maria de Lourdes e Flora – que forçaram a opção do casal em fixar-se em Lisboa, em busca de melhor fortuna. Carlos Conde começou por residir na Praça das Amoreiras e depois, durante cerca de 50 anos, no 2º andar do nº 3 da Rua Vitor Bastos, exercendo sempre a profissão de empregado de escritório. Para o fado escreveu várias centenas de letras que produziu e o entronizaram como um dos maiores letristas do fado do século XX.

As suas letras evocam a Lisboa da primeira metade do séc. XX, caracterizando os seus bairros do Alto do Pina, de Alfama, de Alvalade, do Areeiro, do Bairro Alto, da Baixa, de Benfica, de Belém, da Bica, de Campolide, de Campo de Ourique, do Castelo, da Fonte Santa, da Graça, do Lumiar, da Madragoa, da Mouraria e de Xabregas. Em entrevista à revista ABC (23 de janeiro de 1931) Carlos Conde definiu os seus temas favoritos como «O amor, as mulheres, o campo. Adoro as flores, as águas claras, o sol, a luz, a natureza. Tudo o que tenha vida, que tenha alma.»

A sua poesia foi celebrizada por vozes como Amália Rodrigues, Ada de Castro, Maria da Fé, Fernando Maurício, Fernanda Maria, Maria Amélia Proença, Alfredo Marceneiro, Alfredo Duarte Júnior, Maria Albertina, Lucília do Carmo, João Ferreira Rosa, Carlos Ramos, Deonilde Gouveia, António Rocha, Natália dos Anjos, Raul Pereira, Argentina Santos, Vitor Duarte, Carlos Duarte, Carlos do Carmo, Manuel de Almeida, etc.

Dos muitos títulos que foram fados de sucesso destacamos: Não Passes Com Ela à Minha Rua, Álbum de Saudades, Do Amor e da Saudade, Apache ou Fadista, Baile dos Quintalinhos, Bairros de Lisboa, A Feira da Ladra, etc.

Carlos Conde foi também autor de vários duetos, um deles Ronda dos Bairros, gravado por Fernando Maurício e Francisco Martinho. O Poeta Carlos Conde também prestou a sua colaboração assídua nos jornais especializados Guitarra de Portugal e Ecos de Portugal, publicou a sua opinião em verso sobre artistas do fado intitulada «Galarim da Semana» na revista Plateia para além de, em 1966, ter sido o autor da letra do Hino da Força Aérea Portuguesa, escolhido entre 221 candidatos, e conseguindo assim o prémio mais mediático da sua vida, para além daqueles que somava de norte a sul do país em inúmeros Concursos e Jogos Florais.

Carlos Conde recebeu em vida mais de uma vintena de prémios, tendo o primeiro sido em 1927, no concurso de quadras do Diário de Lisboa. Destaque-se que em 1966 também venceu o concurso para a letra do Hino da Força Aérea.

Foi agraciado com um almoço comemorativo do seu 50º aniversário na Adega Mesquita (1951), com a Festa de Homenagem ao poeta popular Carlos Conde em 1958. Em 2016, no dia do seu aniversário, a Junta de Freguesia de Campolide também o homenageou com uma exposição sobre a sua vida e obra, bem como a colocação de uma placa evocativa na casa onde viveu na Rua Vítor Bastos.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de Campolide, Edital de 31-01-2001)

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 1º Volume, A-C, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Julho de 2010, Pág. 317)

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

O Fadista Fernando Maurício, aqui recordado no dia em que, se fosse vivo, faria 84 anos de idade.

 

Marvila 1336FERNANDO da Silva MAURÍCIO, Fadista, nasceu em Lisboa, na Rua do Capelão (frente à casa da Severa), a 21-11-1933, e faleceu, no Hospital de Santo António dos Capuchos, também em Lisboa, a 15-07-2003.

Oriundo de uma família centenária naquele bairro, com apenas oito anos de idade cantava já numa taberna da sua rua, o Chico da Severa, onde se reuniam os fadistas que regressavam das festas de beneficiência, então frequentes, onde participavam graciosamente.

Desses tempos idos da infância recorda com saudade as fugas de casa de seus pais, nas madrugadas em que “abria o ferrolho, abria a porta pela surdina e ia para a taberna. Eles (os artistas) iam para ali matar o bicho e de vez em quando tocavam ali um fadinho. Eu tinha uma paixão pela guitarra. Era uma loucura. Punham-me em cima de uma pipa e eu começava para ali a cantar…parecia um papagaio…”

Em 1947, com apenas 13 anos de idade, trabalhava já como manufactor de calçado e cantava em associações de recreio quando se organizou, no “Café Latino” o concurso de Fados “João Maria dos Anjos”. Depois de obter um meritório 3º lugar iniciaria, nessa época, com uma autorização especial da Inspecção dos Espectáculos, a sua carreira profissional.

Em 29 de Junho do mesmo ano, participa já na Marcha Infantil da Mouraria representando o Conde Vimioso com Clotilde Monteiro no papel de Severa.

Foi então contratado pelo empresário José Miguel para actuar aos fins-de-semana nas casas que ele, por essa altura explorava, designadamente o “Café Latino”, o “Retiro dos Marialvas”, o “Vera Cruz” e o “Casablanca” no Parque Mayer.

Depois de profissionalizado cantou, nos anos 50 no “Café Luso”, no Bairro Alto, na “Adega Machado” e na casa típica “O Faia”.

Nos anos 60 e 70, casas como a “Nau Catrineta”, a “Kaverna”, “O Poeta”, a “Taverna d’El Rey” e, novamente, o “Café Luso”, conquistaram novos públicos com as actuações daquele a que o destino apelidaria de Rei do Fado. Na década de 80, esta sorte bateria à porta da “Adega Mesquita”.

Durante cerca de 20 anos Fernando Maurício cantou em programas de Fados na Emissora Nacional, actuou na RTP, gravou discos, obteve prémios – Prémio da Imprensa (1969) e os Prémios Prestígio e de Carreira da Casa da Imprensa (1985/1986) – tendo participado em inúmeros espectáculos no estrangeiro: Luxemburgo, Holanda, Inglaterra, Canadá e Estados Unidos.

Da discografia gravada destacam-se, para além dos Fados com Francisco Martinho e da participação em inúmeras colectâneas de Fado, os discos, actualmente disponíveis no mercado: “De Corpo e Alma Sou Fadista” (Movieplay, 1984), “Fernando Maurício, Tantos Fados Deu-me a Vida” (Discossete, 1995), “Fernando Maurício, Os 21 Fados do Rei” (Metro-Som, 1997), “Fernando Maurício”, col. “O Melhor dos Melhores” (Movieplay, 1997) e, finalmente, “Fernando Maurício”, Clássicos da Renascença (Movieplay 2000).

Despreocupado em relação à necessidade de uma regular carreira discográfica, e dotado de um perfil pleno de abnegação e humanismo, Fernando Maurício cantou, durante toda a sua vida, em centenas de festas de beneficiência, por todo o país.

Considerado o maior fadista da sua geração, possuidor de uma das mais originais vozes de Fado, a sua vasta carreira fez dele Rei do Fado e da Mouraria.

Recusando os galões, Fernando Maurício manteve-se fiel a uma simplicidade autêntica, preferindo manter-se ligado às raízes, ali mesmo na Mouraria, que visitava diariamente.

Ali revia os amigos da sua juventude: das cantorias, dos bailaricos de Verão, das cegadas na Adega do Luís Saloio, dos passeios pela Praça da Figueira, a ver os magalas e as sopeiras, do futebol, do jogo da Laranjinha e do Rei Mandado, da malandrice, dos banhos no Chafariz da Guia, das correrias a Alfama, da Calçada de Santo André até à Rua da Regueira, das brincadeiras no Tejo, onde aprendeu a nadar.

Desses tempos recorda com saudade: “havia uma padaria na Rua do Capelão onde eu nasci e nós naquela altura – nos anos 40 – dormíamos todos na rua. De manhã levantávamo-nos e íamos lavar a cara ao Chafariz da Guia. Eram muitos amigos que eu tinha. Tínhamos uma equipa de futebol e jogávamos à bola na Rua do Capelão. Entre o Capelão e a Guia. Jogávamos descalços. Nessa padaria havia cestos de verga com pão quentinho, acabadinho de sair do forno. De madrugada, enquanto o padeiro trabalhava, encostávamo-nos à porta e tirávamos uns pães. Era uma época muito má. Corriam os tempos da guerra. Nós éramos 5 irmãos, depois nasceram os dois mais novos. A minha mãe era do Bonfim, do Porto. Lavava roupa para ajudar em casa”.

Aos amigos e à família estima acima de tudo. A filha, Cláudia, a quem Amália Rodrigues costumava apelidar de Rainha Cláudia, é, para Fernando Maurício, motivo de um imenso orgulho.

Com os amigos – o Zé Brasileiro, o Calitas, o Lenine e outros tantos – adora partilhar memórias, perder o tempo em conversas longas, ao sabor de um baralho de cartas, evocando as memórias de um quotidiano vivido no bairro da Mouraria.

Em 31 de Outubro de 1994, a comemoração das bodas de ouro artísticas de Fernando Maurício acontece no Teatro Municipal de S. Luiz, numa Festa de Homenagem promovida pela Câmara Municipal de Lisboa.

Em 12 de Maio de 2001, o Município presta-lhe nova homenagem no Coliseu dos Recreios em Lisboa sendo-lhe atribuído, pela Presidência da República, o título honorífico da Comenda de Bem Fazer.

A 5 de Fevereiro de 2004, num espectáculo intitulado “Boa Noite Solidão”, o Município presta-lhe uma homenagem póstuma no Coliseu dos Recreios de Lisboa, com a participação de inúmeros colegas do Fado.As receitas deste espectáculo revertem na sua totalidade para a família do fadista Fernando Maurício.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de Marvila, Edital de 01-08-2005 ex-Via 3 à Rua do Vale Formoso de Cima), Odivelas (Freguesia da Ramada).

Fonte: “Museu do Fado”

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

O Maestro Tavares Belo, que dirigiu a Orquestra no 1º Festival RTP da Canção, em 1964, recordado no dia em que passam 106 anos do seu nascimento

 

Tavares BeloArmando Alberto TAVARES BELO, Maestro e Compositor, nasceu em Faro, a 20-11-1911, e faleceu em Cascais, a 13-12-1993. Director de Orquestra, Arranjador, Compositor e Pianista. Fo seu vasto currículo como Maestro regista-se que Armando Tavares Belo dirigiu a Orquestra no 1ç Festival RTP da Canção, em 1964, e que criou uma Orquestra de Jazz, Swing, com êxito nos 40 e 50.

Foi especialmente mediatizado como Director de Orquestra Ligeira, sobretudo durante as décadas de 50 e de 60, em programas e eventos como os Serões para Trabalhadores e o Festival RTP da Canção, entre outros.

Com 17 anos profissionalizou-se como pianista no Café Montanha, em Faro. Integrado em orquestras, actuou no Casino do Estoril, Casino da Figueira da Foz e no Maxime, em Lisboa.

Em 1933, ingressou na Orquestra Portugal e, cinco anos mais tarde, com Álvaro Silva, fundou a Orquestra Toseli, que dirigiu até ser, em 1946, convidado pelo Maestro Belo Marques para o substituir na direcção da Orquestra de Variedades da Emissora Nacional.

Como Pianista e como autor de famosas melodias, ficou ligado, ao Teatro e a Artistas como Corina Freire, Beatriz Costa, Laura Alves, Max e muitos outros.

Em Paris, , no Olympia, dirigiu a orquestra nas Olimpíadas da Canção de 1967, num espectáculo com vários artistas portugueses, entre eles, Amália Rodrigues e Carlos Paredes.

Foi colaborador da RTP nos festivais da canção e noutros eventos pontuais. Dirigiu a Orquestra no I Festival da Eurovisão em 1964 e na Áustria no IV Festival na interpretação portuguesa. Fez música para os filmes Rosa de Alfama e Duas Causas.

Apaixonado pela música Jazz, criou uma orquestra Swing, de grande qualidade, que integrava solistas da Orquestra Ligeira da Emissora Nacional.

Escreveu música para 15 histórias infantis, sobre letra de Odette de Saint-Maurice. Foi homenageado pela população da Parede, concelho de Cascais, onde viveu durante muitos anos e onde era muito estimado e considerado.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Cascais (Freguesia da Parede); Faro; Lisboa (Freguesia da Charneca, Edital 88/2012, de 03 de Dezembro de 2012); Seixal (Freguesia de Fernão Ferro).

Fonte: “Quem Foi Quem? 200 Algarvios do Século XX”, , (de Glória Maria Marreiros, Edições Colibri, 1ª Edição, Dezembro de 2000, Pág. 75 e 76)

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 1º Volume, A-C, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, Pág. 136 e 137)

“CURIOSIDADES TOPONÍMICAS”

Câmara Municipal de LisboaNesta dicotomia direita/esquerda (em termos militares seria esquerda/direita), eu prefiro siguie a ordem alfabética), Portugal foi sempre um País com mais inclinação para a direita, pelo menos na questão da Toponímia, senão vejamos:

Quase em todos os Municípios existe pelo menos uma Artéria designada por: Rua Direita, Travessa Direita, etc, que, por sinal, por vezes, nada tem de direita. Em Lisboa subsistem ainda, pelo menos quatro Artérias designadas por Direita, a saber: Rua Direita da Ameixoeira; Rua Direita do Lumiar; Rua Direita de Marvila, e Rua Direita de Palma.

Já quanto a Ruas Esquerda, o caso muda de figura, são muito menos, existem: Lagoa, na Freguesia de Ferragudo (Travessa Esquerda); Lisboa, na Freguesia do Lumiar (Rua Esquerda); Montemor-o-Novo (Rua Esquerda); e Torres Novas, na Freguesia de Pedógão (Rua Esquerda).

“Sabe Quem Foi Bernardo Santareno?”

BERNARDO SANTARENO é o pseudónimo de António Martinho do Rosário, um dos maiores Dramaturgos Portugueses do Século XX, se fosse vivo faria hoje 93 anos de idade.

 

 

Bernado SantarenoBERNARDO SANTARENO, é o pseudónimo de António Martinho do Rosário, Médico e Escritor, nasceu em Santarém, a 19-11-1924, e faleceu em Carnaxide (Oeiras), a 29-08-1980. Licenciado em Medicina pela Universidade de Coimbra no ano de 1950, passou a exercer clínica em Lisboa sete anos depois e, nesta cidade se radicou. Em paralelo, desenvolveu uma dramaturgia de inspiração neo-realista de que se salientam: A Promessa (1957), O Lugre (1959), O Crime da Aldeia Velha (1959), António O Marinheiro ou o Édipo de Alfama (1960), Os Anjos e o Sangue (1961), O Pecado de João Agonia (1961), Anunciação (1962), O Judeu (1966), A Traição do Padre Martinho (1969), e, em 1979, Os Marginais e a Revolução, que reúne 4 peças (Restos, A Confissão, Monsanto, Vida Breve em Três Fotografias) e, postumamente, O Punho (1987).

A sua carreira literária iniciou-se com três livros de versos (A Morte na Raiz, 1954; Romances do Mar, 1955; Os Olhos da Víbora, 1957), mas foi como dramaturgo, dos mais pujantes de toda a nossa literatura, que se impôs, embora nesses primeiros livros se enunciem já alguns dos temas e motivos dominantes da sua obra dramática. Esta reparte-se por dois ciclos, menos distanciados um do outro do que a evolução estética e ideológica do autor terá feito supor, já que as peças compreendidas em qualquer deles respondem à mesma questão essencial: a reivindicação feroz do direito à diferença e do respeito pela liberdade e a dignidade do homem face a todas as formas de opressão, a luta contra todo o tipo de discrminação, política, racial, económica, sexual ou outra.

Esta temática exprime-se nas peças integrantes do primeiro ciclo (A Promessa, O Bailarino e A Excomungada, publicadas conjuntamente em 1957; O Lugre e O Crime de Aldeia Velha, 1959; António Marinheiro ou o Édipo de Alfama, 1960; Os Anjos e o Sangue, O Duelo e O Pecado de João Agonia, 1961; Anunciação, 1962), através de um naturalismo poético apoiado numa linguagem extremamente plástica e coloquial e estruturada sobre uma acção de ritmo ofegante que atinge, nas cenas finais, um clima de trágico paroxismo. A partir de 1966, com a «narrativa dramática» O Judeu, que retrata o calvário do dramaturgo setencentista António José da Silva, queimado pelo Santo Ofício, o autor plasma as suas criações no molde do teatro épico de matriz brechteana, adaptando-o ao seu estilo próprio, e assume uma posição de crescente intervencionismo que irá retardar até à queda do regime fascista a representação dessa e das peças seguintes:

O Inferno, baseada na história dos «amantes diabólicos de Chester» (1967); A Traição do Padre Martinho (1969) e Português, Escritor, 45 Anos de Idade (1974), drama carregado de notações autobiográficas e que seria o primeiro original português a estrear-se depois de restaurada a ordem democrática no País.

Em 1979, depois de uma curta incursão no teatro de revista, colaborando com César de Oliveira, Rogério Bracinha e Ary dos Santos na autoria do texto de P’ra Trás Mija a Burra (1975), publica quatro peças em um acto sob o título genérioc Os Marginais e a Revolução (Restos, A Confissão, Monsanto e Vida Breve em Três Forografias), em que combina elementos das duas fases da sua obra, inserindo a problemática sexual das primeiras peças no âmbito mais vasto de um convulsivo processo social que é a própria substância das segundas.

Publicou em 1959 um volume de narrativas, Nos Mares do Fim do Mundo, fruto da sua experiência como Médico da frota bacalhoeira, experiência que dramaticamente transpôs em O Lugre, e deixou inédito um dos seus mais vigorosos dramas, O Punho, cuja acção se localiza no quadro revolucionário da Reforma Agrária, em terras alentejanas.

A sua obra dramática completa está publicada em quatro volumes. Parte do espólio de Bernardo Santareno encontra-se no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea da Biblioteca Nacional.

Obras principais: Poesia: A Morte na Raiz, (1954); Romances do Mar, (1955); Os Olhos da Víbora, (1957). Teatro: A Promessa; O Bailarino e A Excomungada, (publicados conjuntamente, 1957); O Lugre, (peça em seis quadros, 1959); O Crime de Aldeia Velha, (peça em três actos, 1959); António Marinheiro: O Édipo de Alfama, (peça em três actos, 1960); Os Anjos e o Sangue, (1961); O Duelo, (peça em três quadros, (1961); O Pecado de João Agonia, (1961); Anunciação, (1962); O Judeu, (narrativa dramática em três actos, 1966); O Inferno, (1967); A Traição do Padre Martinho, (narrativa dramática em dois actos, 1969); Português, Escritor, 45 Anos de Idade, (1974); P’ra Trás Mija a Burra, (em colaboração com César de Oliveira, Rogério Bracinha e Ary dos Santos, 1975); Os Marginais e a Revolução, (inclui: Restos, A Confissão, Monsanto, Vida Breve em Três Forografias, 1979). Narrativa: Nos Mares do Fim do Mundo, (1959).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Alcanena, Almada (Freguesias de Almada e Costa de Caparica), Alpiarça, Amadora, Barreiro, Beja, Benavente (Freguesia de Samora Correia), Cartaxo (Freguesia de Vale da Pedra), Cascais (Freguesias de Alcabideche, Parede e São Domingos de Rana), Castro Verde, Coimbra, Entroncamente, Évora, Lisboa (Freguesia do Areeiro, ex-Freguesia do Alto Pina), Loures (Freguesias de Santa Iria de Azóia e Unhos), Maia, Matosinhos (Freguesias de Matosinhos e Senhora da Hora), Moita (Freguesias de Alhos Vedros e Moita), Montijo, Nazaré, Odivelas (Freguesias de Famões e Ramada), Oeiras (Freguesia de Linda-a-Velha), Salvaterra de Magos (Freguesia de Muge), Santarém (Freguesias de Arneiro das Milhariças e Santarém), Seixal (Freguesias de Corroios, Fernão Ferro e Seixal), Setúbal, Sintra (Freguesias de Agualva-Cacém, Queluz e Rio de Mouro), Vila Franca de Xira (Freguesias da Póvoa de Santa Iria e Vialonga), Vila Nova de Gaia.

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. V, Publicações Europa América, Organizado pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, Coordenação de Ilídio Rocha, Edição de Julho de 200, Pág. 104, 105 e 106)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 469).

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

Manuel António Pina, Escritor e Jornalista, aqui recordado no dia em que, se fosse vivo, faria 74 anos de idade

 

Manuel António PinaMANUEL ANTÓNIO PINA, Escritor e Jornalisra, nasceu no Sabugal, a 18-11-1943, e faleceu no Porto, a 19-10-2012. Vivia no Porto desde os 17 anos numa casa com muitos gatos, que lhe davam material de sobra para os poemas. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi Advogado e Jornalista.

Conta-se, e foi relatado no “JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias” em 2001, que durante a visita a uma exposição de retratos de escritores portugueses na Feira do Livro de Frankfurt, Helmut Kohl terá parado em frente da fotografia de Manuel António Pina e de um gato e perguntado quem era o escritor. Responderam-lhe que era “o do bigode”. E o chanceler terá dito: “Bigodes têm os dois”. Além de integrar a representação oficial da literatura portuguesa na Feira do Livro de Frankfurt, em 1997, o escritor esteve também na comitiva do Salão do Livro de Paris, em 2000, e no Salão do Livro de Genève, em 2001.

Durante a infância, foi-lhe difícil fazer amigos. Andou de terra em terra por causa da profissão do pai que era chefe das Finanças e também tinha o cargo de juiz das execuções fiscais. A família nunca chegava a ficar mais de seis anos em cada localidade. Foi o pai que o ensinou a ler e a escrever mesmo antes de ir para a escola e treinava a ler os títulos do “1º de Janeiro”. Desde os seis ou sete anos que escrevia poemas, que a sua mãe guardava, e embora só tivesse publicado o primeiro livro de poemas em 1974, começou a escrevê-lo em 1965.

Apesar de ter pensado ir para a Academia Militar, licenciou-se em direito em Coimbra. Inscreveu-se como voluntário porque os pais não tinham dinheiro para que vivesse lá. “Completei o curso sem assistir a nenhuma aula. Passava, às vezes, uns 15 dias em Coimbra, mas era para ir às aulas de Literatura do Vítor Aguiar e Silva, e também às do Paulo Quintela. Toda a gente pensava que eu as frequentava por causa das raparigas de Letras”, contou numa entrevista à revista do Clube de Jornalistas.

Foi jornalista do “Jornal de Notícias” durante 30 anos, onde começou a trabalhar em 1971 quando ainda cumpria o serviço militar através de um concurso. Nessa altura, em tempos de ditadura, assinava com os seus nomes do meio: António Mota. E como não podia aparecer nas fotografias das entrevistas ou reportagens de frente, os fotógrafos chamavam-lhe o Sr. Costas. Desde 2001 que era colaborador permanente desta publicação e escrevia também para outros jornais e revistas.

Foi Professor da Escola Superior de Jornalismo do Porto e membro do Conselho de Imprensa. Foi bolseiro do Centro Internacional de Teatro de Berlim junto do Grips Theater, na Alemanha, e poeta residente convidado da cidade de Villeneuve-sur-Lot, em França.

Foi tendo vários empregos: nas Contribuições e Impostos, a fazer inquéritos de rua, agência de informações comerciais, na Comissão dos Vinhos Verdes e ainda foi vendedor e deu aulas de português. Nos anos 80 exerceu advocacia mas desistiu da carreira para ir “trabalhar com palavras”

Em 2002, com a publicação de “Atropelamento e Fuga”, recebeu o Prémio da Crítica, atribuído pela Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários, ao conjunto da sua obra poética. Pelo livro de poesia “Os Livros”, editado pela Assírio & Alvim em 2003, recebeu o Prémio Luís Miguel Nava de Poesia e Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores/ CTT. E em 2004, foi-lhe atribuído o Prémio de Crónica da Casa da Imprensa, pelo seu conjunto de crónicas publicadas em jornais e revistas

Algumas das suas obras foram adaptadas ao cinema e à televisão, transpostas para BD, bem como musicadas e editadas em disco. Trabalhou muito com a Companhia de Teatro portuense Pé de Vento. Recentemente o Teatro O Bando apresentou o espectáculo “Ainda Não É o Fim”, a partir das suas crónicas e poemas e o encenador João Brites, considerou que os excertos dos textos de Manuel António Pina eram “um abrigo” onde aquela companhia de teatro podia “exercer a experimentação enquanto componente indissociável da criação”

Era um cinéfilo e sabia cenas de alguns filmes de cor. Numa pequena biografia publicada há alguns anos na imprensa francesa dizia-se que gostava de “cultivar a imagem de poeta de ‘série B’ – para usar uma metáfora cinematográfica – neutralizando assim a tentação de fazer “a grande poesia” fruto de auto-ironia e de uma dimensão manifestamente lúdica dos seus textos”

Em 2011, Manuel António Pina foi-lhe atribuído o Prémio Camões por toda a sua obra, que inclui poesia, crónica, ensaio, literatura infantil e peças de teatro. Manuel António Pina está traduzido em Espanha, Dinamarca e Bulgária.

Obras principais: O País das Pessoas de Pernas para o Ar (Literatura Infantil, 1973); Gigões e Amantes (Literatura Infantil, 1978); O Têpluquê (Literatura Infantil, 1976); O Pássaro da Cabeça (Literatura Infantil, 1983); Nenhum Sítio (Poesia, 1984); História com Reis, Rainhas, Bobos, Bombeiros e Galinhas (Drama, 1984); A Guerra do Tabuleiro de Xadrês (Drama, 1985); Os Dois Ladrões (Literatura Infantil, 1986); Os Piratas (Literatura Infantil, 1986); O Inventão (Literatura Infantil, 1987); O Caminho de Casa (Poesia, 1988); Um Sítio Onde Pousar a Cabeça (Poesia, 1991); Algo Parecido Com Isto da Mesma Substância (Poesia, 1992); Farewell Happy Fields (Poesia, 1993); O Tesouro (Literatura Infantil, 1993); Cuidados Intensivos (Poesia, 1994); O Anacroninmso (Crónica, 1994); O Meu Rio é de Ouro (Literatura Infantil, 1995); Uma Viagem Fantástica (Literatura Infantil, 1996); O Escuro (Novela, 1997); Anikki –Bóbó (Ensaio, 1997); Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança (Poesia, 1999); Morket (Literatura Infantil, 1999); Histórias Que Me Contaste Tu (Literatura Infantil, 1999); Le Noir (Poesia, 2000); Os Livros (Poesia, 2003); o Livro de Desmatemática e A Noite, obra posta em palco pela Companhia de Teatro Pé de Vento, com encenação de João Luís.

A sua obra mereceu, frequentemente, destaque, tendo sido já homenageado com diversos prémios, como, por exemplo, o Prémio Literário da Casa da Imnprensa, em 1978, por Aquele Que Quer Morrer; o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens e a Menção do Júri do Prémio Europeu Pier Paolo Vergerio da Universidade de Pádua, em 1988, por O Inventão; o Prémio do Centro Português de Teatro para a Infância e Juventude, em 1988, pelo conjunto da obra, o Prémio Nacional de Crónica Press Clube/Clube de Jornalistas, em 1993, pelas suas crónicas; o Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários, em 2001, por Atropelamento e Fuga; e o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava e o Grande Prémio de Poesia da APE/CTT, ambos pela obra Os Livros, recebidos em 2005.

Fonte: “Jornal Público, Edição de 19-10-2012”

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 420).

Fonte: “Infopédia – Dicionários Porto Editora”

“Vínculados aos C.T.T.”

 

cavalo-dos-ctt-antigoALEXANDRE da Fonseca TAVARES, Funcionário dos C.T.T., natural de Santarém, nasceu a 19-06-1900 e faleceu a 06-12-1987. Figura carismática de Santarém, era Professor de Guitarra, onde era conhecido por “Professor Tavares”. Durante anos fez parte da Orquestra Típica Scalabitana. Profissionalmente era funcionário dos CTT.

Nota: o autor deste blogue agradece outras informações sobre Alexandre Tavares.