“LISBOA E OS SEUS JARDINS”

Sabe onde fica o Jardim Fernando Pessa?

 

Jardim Fernando PessaO Jardim Fernando Pessa, localizado, na Avenida de Roma, Freguesia do Areeiro, nas traseiras do Fórum Lisboa, tomou esta designação em homenagem a Fernando Pessa, Jornalista, era neste local de Fernando Pessa costumava dar passeios e andar de bicicleta.

O Jardim tem um Parque Infantil e equipamentos de Fitness.

 

 

FERNANDO Luís de Oliveira PESSA, Locutor de Rádio e Televisão. Nasceu em Aveiro, a 15-04-1902, e faleceu em Lisboa, a 29-04-2002. Era filho de Adriano Luís de Oliveira Pessa, Médico e Militar, natural de Pombal, e de Guilhermina Cândida Pires, natural de Ansião. Frequentou a Universidade de Coimbra. Com o início da I Guerra mundial, pensou tornar-se oficial de Cavalaria e tentou ingressar na Academia Militar, então denominada Escola de Guerra. O seu ingresso na Academia nunca se veria a concretizar. Partiu para o Brasil, onde trabalhou numa companhia de seguros. Em 1934, regressou a Portugal e inscreveu-se  no concurso para admissão de locutores, da Emissora Nacional e Radiodifusão. Inesperadamente, acabou por ser um dos escolhidos e começou a trabalhar na rádio. Cinco anos depois partir para Inglaterra, onde trabalhou vários anos, primeiro na secção brasileira, depois na secção portuguesa da British Broadcasting Corporation (BBC), em Londres. Durante a II Guerra Mundial, continuou como locutor e repórter da BBC. Enquanto esteve emigrado em Inglaterra, Fernando Pessa conheceu Simone-Alice, uma brasileira também ao serviço da BBC, com quem continua casado. Em 1947, regressou a Portugal, e ao contrário do que estava à espera, não regressou á Emissora Nacional. Voltou então a Londres e trabalhou no ramo dos seguros, até 1950. Nesse ano, participou no Plano Marshall, fazendo sonorização de filmes, documentários e programas de rádio, em português. Em 1957, fez a primeira apresentação em directo dos funcionários da Radiotelevisão Portuguesa, que iniciava as suas emissões, a partir da Feira Popular, em Lisboa, actuais instalações da Fundação Calouste Gulbenkian. Manteve-se como colaborador da RTP e, sé em 1976, já com 74 anos, ingressou nos quadros da empresa da qual até hoje é funcionário. O seu trabalho foi sempre marcado pelo humor, mas com um grande sentido crítico também. Actualmente está reformado da sua actividade de jornalista, mas por vezes ainda produz algumas reportagens para o Telejornal.

Quase todos o conhecem pela célebre frase »E esta, hein!«, com que encerrava as suas reportagens acerca de problemas do quotidiano ou factos insólitos com que se deparava, sobretudo na cidade de Lisboa.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Amadora; Aveiro; Cascais (Freguesia de São Domingos de Rana); Gondomar (Freguesia de Rio Tinto); Lisboa (Freguesia do Areeiro); Loures (Ifreguesias do Prior Velho e Unhos); Oeiras e Rio Maior.

Fonte: “Quem É Quem Portugueses Célebres, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 416).

Igrejas Caeiro, Actor, Locutor, Comunicador, foi grande em tudo o que fez, se fosse vivo, faria hoje 100 anos. Aqui fica esta pequena homenagem

 

Igrejas CaeiroFrancisco IGREJAS CAEIRO, Actor, e Comunicador, nasceu em Castanheira do Ribatejo (Vila Franca de Xira), a 18-08-1917, e faleceu no Hospital Egas Moniz, em Lisboa, a 19-02-2012.

Actor, encenador e locutor português, Francisco de Igrejas Caeiro, oficialmente natural de Lisboa, nasceu, efectivamente, a 15 de agosto de 1917, em Castanheira do Ribatejo. Dada a multiplicidade de profissões que exerceu, pode denominar-se “homem dos sete ofícios” – Actor, Encenador, Realizador de Teatro e Cinema, Empresário, Locutor e Produtor de Rádio e Televisão.

Simultaneamente trabalhador e estudante desde os 10 anos, completou o Curso Complementar do Comércio na Escola Comercial de Rodrigues Sampaio e cursou no Instituto Comercial de Lisboa e no Conservatório Nacional.

Como prémio do concurso “À procura de um Actor”, organizado pelo Teatro Nacional de D.Maria II, pelo “Diário de Lisboa” e pela Emissora Nacional, onde obteve o 1.o lugar, Igrejas Caeiro estreou-se em 1940 no referido teatro, na peça de Ramada Curto, “Caso do Dia”. No mesmo ano, interpretou o seu primeiro filme e, em Agosto, é admitido como Locutor da Emissora Nacional (E. N.).

É chamado a interpretar, como primeira figura, centenas de obras de teatro nas principais Companhias de Teatro Portuguesas e a desempenhar papéis de relevo em mais de uma dezena de filmes, entre eles, Porto de Abrigo (1941), Amor de Perdição (1943), Fátima, Terra de Fé (1943), Camões (1946), Três Espelhos (1947) O Comissário da Polícia (1953) e O Trigo e o Joio (1965).

Após concurso em Junho de 1945, é promovido a Locutor de 1.a classe, preenchendo, com João da Câmara, os dois primeiros lugares criados com essa categoria. Em Agosto de 1948, com mais de uma dezena de trabalhadores da Emissora Nacional, Igrejas Caeiro é alvo de um saneamento político que resulta na sua demissão.

Desde a Escola Comercial de Rodrigues Sampaio e ao longo de toda a vigência do Estado Novo, sempre se afirmou pela democracia e pelos direitos fundamentais, lutando contra a opressão ou qualquer outra forma de tirania instituída. Daí, as constantes perseguições de que foi vítima, desde a demissão da Emissora Nacional, passando pela rigorosa vigilância sobre a sua acção profissional através da censura discriminatória exercida pela Comissão de Exame e Classificação de Espetáculos, anuladora de numerosos trabalhos radiofónicos e teatrais, culminando, em 1954, na total proibição de todas as suas atividades ligadas ao espetáculo.

Do recurso à rádio comercial resultou, em 1951, a produção do programa “Os Companheiros da Alegria” – organização teatral, radiofónica, artística e publicitária de carácter e auditório itinerantes – marcando, na década de 50, invulgar mobilização da audiência radiofónica. O êxito desta iniciativa tornou-se incómodo para o governo e, assim, o Ministro da Presidência, em 1954, a pretexto de um elogio tecido por Igrejas Caeiro ao estadista Nehru, decretou a suspensão de todos os seus espetáculos públicos. O programa, em moldes mais reduzidos, continuou aos microfones do Rádio Clube Português, onde Igrejas Caeiro criou, em 1954, a rubrica “Perfil de Um Artista”, que, através de centenas de entrevistas a intelectuais progressistas portugueses e brasileiros, marcou um espaço de reflexão e defesa dos direitos humanos e das liberdades fundamentais.

Levantada a suspensão, Igrejas Caeiro regressa às lides teatrais em 1969, assumindo a direção do Teatro Maria Matos, onde apresentou a peça A Relíquia, considerada um dos mais representativos espetáculos teatrais portugueses da década de 60.

Em 1974, ingressa na Televisão onde apresenta “TV Palco”, programa que durante cinco anos levou ao pequeno ecrã a notícia das actividades teatrais mais significativas de profissionais e amadores. Nesse mesmo ano, em junho, e como corolário do 25 de Abril, reentra na Emissora Nacional.

Igrejas Caeiro é eleito Deputado pelo Partido Socialista à Assembleia Constituinte e de novo eleito para a Assembleia da República, onde integra a Comissão de Direitos, Liberdades e Garantias. A sua principal ação como Deputado visou os problemas da comunicação social, com particular incidência na radiodifusão.

Em outubro de 1976, é nomeado Director de Programas da R.D.P, funções de que é exonerado em 1979, devido a atritos com a Comissão Administrativa. Foi Vereador da Câmara Municipal de Cascais.

Um indefectível apoiante do Sport Lisboa e Benfica, Igrejas Caeiro, retirado da vida artística, vivia na Rua Paulo da Gama, 8, Alto do Lagoa, Freguesia de Caxias.

A SPA atribuiu-lhe o Prémio de Consagração de Carreira em 2005 e também a Medalha de Honra, dedicando-lhe uma grande exposição retrospectiva em 2007.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Sintra (Freguesia de Belas).

Fonte: “SPA – Sociedade Portuguesa de Autores”

Igrejas Caeiro. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-02-20].

“LISBOA E OS SEUS JARDINS”

Sabe onde fica o Jardim Fernanda de Castro?

 

Jardim Fernanda de CastroJardim localizado num espaço compreendido entre a Avenida da Ilha da Madeira, e as Ruas Luís Castanho de Almeida e Gonçalo Velho Cabral, na Freguesia de Belém.

Este Jardim é uma homenagem à Escritora Fernanda de Castro, uma das fundadoras da actual Sociedade Portuguesa de Autores e Presidente da Associação Nacional de Parques Infantis.

 

 

Maria FERNANDA Teles DE CASTRO e Quadros Ferro, Escritora, natural de Lisboa, nasceu a 08-12-1900 e faleceu a 19-12-1994. Filha de um Oficial da Marinha, ficou órfão de mãe aos 12 anos de idade. Estudou em Portimão, Figueira da Foz e Lisboa, tendo frequentado, nesta cidade, os Liceus D. Maria Pia e Passos Manuel. Foi esposa e colaboradora do jornalista António Ferro. Fundou a Associação Nacional dos Parques Infantis.

Publicou romances como “O Veneno do Sol”, (1928), novelas infantis como “As Aventuras de Mariazinha”, (1935), e “Mariazinha em África”, (1959), peças de teatro (algumas delas representadas com grande êxito, como “Náufragos”, (1925), e “Pedra do Lago”, (1942)), e principalmente poemas, tendo-se estreado com “Antemanhã” (1919).

Outros livros de poesia: “Danças de Roda” (1921), “Jardim” (1928), “Daquém e dalém-alma” (1935), “Exílio” (1952), “Altar sem Culto” (1954), “Asa no Espaço” (1955), “Poesia I e II (Prémio Nacional de Poesia em 1969), e “Urgencia” (1989). A sua poesia evoca os sonhos e ambições que quebram a rotina da vida, e, na última fase da sua produção, celebra o passado vivido com afecto e grandeza. Publicou ainda “Ao Fim da Memória: Memórias” (1906-1939-1936). Era avó da Escritora Rita Ferro.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica);  Cascais (Freguesia de São Domingos de Rana); Lisboa (Freguesia de Belém, Edital de 30-07-1999); Oeiras (Freguesia de Porto Salvo); Seixal (Freguesia da Amora); Sintra (Freguesia de Algueirão-Mem Martins).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. IV, Organizado pelo Instituto do Livro e das Bibliotecas, Coordenado por Ilídio Rocha, Publicações Europa América, Março de 1998, Pág. 52 e 53)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 139).

“Gravadores de Selos Postais Portugueses”

 

cavalo-dos-ctt-antigoROBERT George GODBEHEAR, Gravador, nasceu em Londres (Inglaterra), em 1904, onde frequentou a Instrução Primária e Secundária. Filho de um negociante de Carnes. Seu pai, desapontado por ele não querer seguir a profissão paterna, tentou encaminhá-lo para a Engenharia, mas Robert Godbehear, apaixonado pelo Desenho desde criança, preferiu seguir o rumo da sua inclinação artística.

Em 1921 ingressou nas oficinas da firma Bradbury, Wilkinson & Co, Ltd, de Londres, onde iniciou a aprendizagem de gravura tipográfica e em talhe-doce.

Com a prática adquirida nas referidas oficinas, onde se conservou durante muito tempo, e com as lições recebidas de alguns dos melhores Mestres Gravadores, habilitou-se a executar com inteira perfeição, todos os trabalhos da especialidade.

Bem dotado da maior virtude do gravador: a paciência, como ele próprio afirma numa carta, foram-lhe confiados pela casa onde foi empregado inúmeros trabalhos de responsabilidade, especialmente no que respeita a cunhos de selos pata diferentes países, no número dos quais se inclui Portugal.

Para o nosso País Robert Godbehear fez os cunhos dos selos das taxas de 1$75 (Fernão de Magalhães) e 3$50 (Diogo Cão) da emissão de 1945: Navegadores Portugueses, trabalho de admirável perfeição, que documenta as suas excelentes qualdades artísticas.

Fonte: “Velhos Papéis do Correio”, (de Godofredo Ferreira, Editado pelos CTT, Edição de 1949)

“LISBOA E OS SEUS JARDINS”

Sabe onde fica o Jardim Ducla Soares?

 

Jardim Ducla SoaresEste Jardim situa-se na denominada Colina de São Jerónimo, num espaço compreendido entre a Avenida do Restelo e a Rua de Alcolena, na Freguesia de Belém.

Integrado numa zona histórica que inclui os Monumentos Nacionais mais representativos do período das Descobertas; Ermida de São Jerónimo; Torre de Belém e Mosteiro dos Jerónimos.

Em meados da década de 1950, o Arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles executa o projecto para a criação do espaço verde envolvente da Ermida de São Jerónimo. Para quem sobe a Avenida da Torre de Belém, a vista deste cabeço cria a ilusão de um “continuum” verde entre o arvoredo envolvente da colina e os maciços do Parque Florestal de Monsanto.

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa”

 

 

Armando José DUCLA de Sousa SOARES, Médico, natural de Lisboa, nasceu a 14-08-1912 e faleceu a 27-03-1985. Era filho de Possidónio Augusto Ducla de Sousa Soares e de Maria do Carmo Domingues de Sousa Soares. Considerado o maior internista português da sua geração e especialista de hematologia de relevo na Medicina Europeia, durante quase meio século desenvolveu a sua actividade nas vertentes da clínica, do ensaio e da investigação. Licenciado no ano de 1936, a partir de 1943 passou a assistente da cadeira de Clínica Médica e doutorou-se em 1948 com uma tese sobre as doenças alérgicas do rim. A partir de 1955 dirigiu a Secção de Hematologia da Consulta de Clínica Médica da Faculdade e tornou-se catedrático desta cadeira em 1958 a que juntou de 1960 e 1965 a de Pneumologia e depois, até 1982, a de Propedêutica Médica. Em 1974 foi membro da Comissão de Gestão Provisória da Faculdade de Medicina de Lisboa e em 1977, eleito para o Conselho Científico.

Ducla Soares foi ainda Médico dos Hospitais Civis a partir de 1950, nomeadamente no Curry Cabral e no Hospital de Arroios assim como desempenhou os cargos de Presidente da Secção Europeia da Sociedade Internacional de Hematologia para o Estudo da Coagulação, da Sociedade de Medicina Interna e da Sociedade Portuguesa de Hematologia, bem como de Director do Núcleo de Estudos Clínicos-Hematológicos do Instituto de Alta Cultura e de membro do Conselho Consultivo para as Ciências Médicas do Instituto de Alta Cultura e do Conselho Superior de Medicina Legal.

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa”

Francisco José, Cantor romântico português, intérprete de canções como “Teus Olhos Castanhos” ou “Guitarra Toca Baixinho”, que durante anos foi proibido de actuar na RTP, se fosse vivo, faria hoje 93 anos de idade

 

 

Francisco JoséFRANCISCO JOSÉ Galopim de Carvalho, Cantor, nasceu em Évora, a 16-08-1924, e faleceu na Damaia (Amadora), a 31-07-1988. Francisco José Galopim de Carvalho é irmão do Professor e Cientista Galopim de Carvalho. Voz romântica por excelência, Francisco José foi uma revelação do Centro de Preparação de Artistas da Rádio e um dos nomes mais populares da canção ligeira dos anos 50. Contam-se, contudo, pelos dedos os seus anos de carreira entre nós, já que grande parte da sua carreira foi passada no Brasil. Estreou-se artisticamente no baile de finalistas do seu Liceu, mas só em 1948 encetou carreira profissional, depois de abandonar o Curso de Engenharia.

Foi aceite no Centro de Preparação de Artistas de Rádio da Emissora Nacional nesse mesmo ano, e em breve a sua voz quente e sugestiva o torna num dos preferidos dos ouvintes da rádio. E, em 1951, edita aquele que será o seu ex-libris: a Balada Olhos Castanhos que se torna num êxito estrondoso e ficará para sempre ligado à sua voz. Não é, contudo, o seu único êxito, como o comprovarão Deixa Falar o Mundo.

Em 1954, embarca para o Brasil, mercado então muito aberto aos artistas portugueses, o que nem ele imaginava que acabaria por se fixar definitivamente no “país irmão”, deixando para trás a carreira de sucesso feita em Portugal. Até 1960 actuará essencialmente para a comunidade portuguesa radicada no Brasil, e só em 1961 conseguirá aí gravar um primeiro disco; uma nova versão de Olhos Castanhos que atinge um sucesso sem precedentes no Brasil, vendendo um milhão de cópias.

Em pouco tempo, Francisco José tornar-se-á numa vedeta no Brasil e no artista português mais popular de sempre naquele país, onde residirá quase ininterruptamente até aos anos oitenta.

Em 1964, durante uma visita a Portugal, acusou a RTP, num programa em directo, de favorecer financeiramente os artistas estrangeiros em detrimento dos portugueses. Em consequência dessa acusação teve vários problemas com as autoridades (tendo sido sujeito a interrogatório e processado judicialmente por injúria e difamação), que resultaram na proibição de actuar na RTP (durante 16 anos), condicionando as suas actuações em Portugal e atraindo a atenção da PIDE nas suas deslocações ao País.

Na década de 70 começou a gravar versões em português de canções italianas celebrizadas pelo festival de San Remo (Guitarra toca baixinho/Chitarra Suona Più Piano e Eu e Tu/Un Grande Amore, e Niente Piú), editados pela Phonogram, cujo sucesso contribuiu para o relançamento da sua carreira em Portugal e para o seu regresso definitivo ao País após o 25 de Abril de 1974. Manteve as suas actuações durante algum tempo e gravou o seu último fonograma em 1983.

Só na década de oitenta regressou definitivamente a Portugal, onde lançou, em 1983, o seu último disco, o single As Crianças Não Querem a Guerra. Francisco

Todavia, favoreceu outras actividades, tendo concluído o Curso de Matemática e leccionando na Universidade da Terceira Idade (Lisboa), onde leccionou Geometria Descritiva, obtendo em contrapartida autorização para assistir a aulas de outras matérias como História de Arte e Arqueologia, pelas quais nutria também grande afeição.

Alguns dos seus maiores sucessos da sua carreira foram Olhos Castanhos, Maria Morena, Encontro às Dez (do repertório de Rui de Mascarenhas); Estrela da Minha Vida, e Eu e Tu.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Évora.

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 2º Volume, C-L, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, Pág. 662 e 663)

Fonte: “Évora Mosaico – Revista da Câmara Municipal de Évora”

“LISBOA E OS SEUS JARDINS”

Sabe onde fica o Jardim Lisboa Antiga?

 

Jardim Lisboa AntigaNo local onde em tempos se ergueu o Convento das Francesinhas, perto da Assembleia da República, situa-se agora o Jardim Lisboa Antiga, mais conhecido por Jardim das Francesinhas, fica na Rua das Francesinhas, Freguesia da Estrela.

Nos anos 30 do Século XX, concluída a demolição do Convento, após duas décadas de trabalhos, a Câmara Municipal de Lisboa decidiu construir nesse terreno, por ocasião das festas da Cidade, um bairro antigo em miniatura, evocando o tempo das Freiras do Convento. Este parque de diversões, construído em 1935, recebeu o nome de Lisboa Antiga, e obteve um grande sucesso na Lisboa da época.

Pouco mais de uma década depois, em 1949, neste mesmo local era inaugurado um Jardim de traçado geométrico, com a Estátua “A Família”, de Leopoldo de Almeida, dominando todo o espaço, ainda sem árvores.

Lídia Faria, uma Campeã esquecida, se fosse viva, faria hoje 75 anos de idade

 

 

Lídia FariaLÍDIA da Conceição FARIA Pereira Granja, Atleta, nasceu na Folgorosa, Freguesia de Dois Portos (Torres Vedras), a 15-08-1942, e faleceu em Lisboa, a 28-09-2007. Lídia Faria, foi Campeã Nacional e Regional nas seguintes disciplinas: disco, peso, 100 metros, estafeta 4×100 metros, 200 metros, 400 metros e pentatlo. Foi Recordista Nacional e Ibérica nas seguintes disciplinas: II Jogos Ibérico Amaricanos (1962); I Portugal-Argentina (1962); I Portugal-Espanha (1964); Jogos Mundiais de Primavera (1965, no Brasil); III Jogos Luso-Brasileiros (1966); I Portugal-Espanha (1967); III Portugal-Espanha (1968).

Iniciou a sua actividade desportiva em 1959 no Sporting Clube de Portugal, único clube que representou até abandonar a actividade em 10 de Outubro de 1970, dia em que foi distinguida com uma festa de homenagem pública, no Estádio José Alvalade. Refira-se que Joaquim Agostinho veio de propósito de Paris, para correr na sua festa de despedida.

Nas doze épocas em que praticou atletismo conquistou: 30 títulos de Campeã Nacional (individual), 27 títulos de Campeã Regional (Individual), 12 títulos de Campeã Nacional (por equipas), 12 títulos de Campeã Regional (por equipas) nas disciplinas de Peso, Disco,100 m, 200 m, 400 m, 80 m barreiras, 4×100 m e Pentatlo. Foi recordista nacional e ibérica dos 100 m, 200 m, 80 m barreiras, Peso, Disco, Pentatlo e 4x100m. Internacionalmente participou no 1.º Portugal – Argentina (1962), nos Jogos Ibero Americanos (1962 e 1966), no 1.º Portugal – Espanha (1964) no qual obteve 5 vitórias individuais e outros tantos recordes ibéricos, nos Jogos da Primavera (1965) no Brasil e no Portugal –Espanha (1967 e 1968).

Lídia Faria foi uma das “leoas” mais velozes da história do atletismo do Sporting. A sportinguista foi galardoada com o Prémio Stromp “Atleta do Ano”, em 1964, com a Medalha Municipal de Cultura Física de Lisboa e Medalha de Mérito Desportivo, pela Câmara Municipal de Torres Vedras e com o Prémio “Rugidos de Leão”. Lídia fez ainda parte da Comissão de Honra do Centenário do Sporting Clube de Portugal.

Na última entrevista que deu ao jornal Sporting afirmou: “Não tenho dúvidas de que se tivesse oportunidade de correr no tartan, teria conseguido melhores resultado”.

Fonte: “Publicada por João Massapina – Blog’s em Sábado, Setembro 29, 2007

Fonte: “Dicionário de Mulheres Célebres, de Américo Lopes de Oliveira, Lello & Irmão Editores, Edição de 1981, Pág. 386”

“LISBOA E OS SEUS JARDINS”

Sabe onde fica o Jardim Olavo Bilac?

 

Jardim Olavo BilacEste Jardim, também conhecido por Jardim das Necessidades, localizado no Largo das Necessidades, na Freguesia da Estrela (antes Freguesia dos Prazeres), assim designado em homenagem ao Escritor brasileiro Olavo Bilac, muito popular no Brasil.

Este pequeno Jardim histórico, de cariz arostocrático, foi mandado construir por iniciariva de D. João V, em conjunto com o Chafariz das Necessidades, em 1745, ao Arquitecto Caetano Tomás de Sousa.

Merece destaque neste espaço verde, pontuado por algumas zonas relvadas, sebes, arbustros e árvores, o Chafariz (símbolo de um voto de D. João V consagrou à Virgem em 1747), com o seu obelisco de mármore ao centro, enquadrado por quatro elementos escultóricos em bronze compostos por carrancas exteriores e por golfinhos no verso, que jorram água para um tanque quadrilobado.

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa”

 

 

OLAVO Brás Martins dos Guimarães BILAC, Poeta, natural do Rio de Janeiro (Brasil), onde nasceu a 16-12-1865 e faleceu a 28-12-1918. Cursou a Faculdade de Medicina e Direito, abandonando essa carreira para se dedicar exclusivamente à literatura.

Também a política ocupou a sua juventude, envolvendo-se em diversos movimentos cívicos e políticos, designadamente na chamada Revolta da Armada, de 1893, na sequência da qual foi perseguido pelo governo de Horiano Peixoto, o que obrigou a esconder-se em Minas Gerais e, depois, a estar preso na Fortaleza da Laje, no Rio de Janeiro.

De regresso à liberdade, Olavo Bilac exerceu vários cargos públicos, mas foi na literatura que se tornou célebre. A sua estreia como autor deu-se com Pesias (1888), obra enquadrada no movimento parnasiano, do qual viria, aliás, a tornar-se no mais importante expoente brasileiro, ao lado de Albderto de Oliveira e Raimundo Correia.

Fortemenete influenciado pela cultura francesa, em 1900 partiu para a Europa como correspondente da publicação «Cidade do Rio». Daí em diante, raro foi o ano em que não se deslocou a Paris.

Colaborou em vários jornais e revistas, como: Notícias, Gazeta de Notícias e, a Riva. Exerceu o cargo de secretário do Congresso de Pan Américano em Buenos Aires, Inspector de Instrução Pública e membro do Conselho Superior do Departamento Federal.

Tomou parte na Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira com o número 15, cujo patrono era Gonçalves Dias. Pertenceu à escola parsiana brasileira, sendo um dos seus principais poetas.

Já próximo do fim da vida, empenhou-se numa cruzada a favor do “civismo nacional”, empolgando as gerações mais jovens, as quais atraiu para uma das suas grandes causas: o serviço militar obrigatório, que considerava uma forma de combate ao analfabetismo.

Tendo sido um dos Poetas mais lidos do Brasil nas primeiras décadas do Século XX, autor  da letra do Hino à Bandeira e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, a Olavo Bilac foi atribuído, ainda em vida, o título de “Príncipe dos Poetas Brasileiros”.

Escreveu muito, mas nunca se descuidou da forma. Algumas das suas obras: Via Láctea, Sarça de Fogo, Crónicas e Novelas. O livro Tarde, foi publicado postumamente em 1919. Consagrou os últimos anos da sua vida à propaganda do Serviço Militar Obrigatório.

Obras principais: Sagres, (1889); Crónicas e Novelas (1894); Crítica e Fantasia, 81904); Conferências Literárias, (1906); Ironia e Piedade, (1916); A Terra Fluminense; Contos Pátrios; Pátria Brasileira; Teatro Infantil.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Setúbal.

Fonte: “Grande Enciclopédia do Conhecimento”, (Volume 3, Pág. 363)

Rosa Ramalho, a “Barrista”, mais conhecida em Portugal e até no estrangeiro, no dia em que passam 129 anos sobre o seu nascimento

 

 

Rosa RamalhoROSA Barbosa Lopes RAMALHO. Barrista,  natural da Freguesia de Galegos São Martinho (Barcelos), nasceu a 14-08-1888 e faleceu a 24-08-1977. Filha de Luís Lopes, um modesto Sapateiro, e de Emília Rosa, Tecedeira, ao ver os ciganos a executar cestos de vime começou a reproduzi-los feitos de barro e assim se tornou oleira aos 7 anos de idade, profissão que exerceu até poucos meses antes de falecer.

Sua avó, sempre que saía de casa, recomendava ao seu filho, aquele que veio a ser pai de Rosa, – “ não saias daqui, põe-te à sombra dos ramalhos!” – queria dizer que brincasse à sombra de umas árvores que existiam lá perto. Nasceu assim o apelido que se imortalizou com esta artesã barcelense – “Ramalho”.

Aos sete anos, para ganhar algum dinheiro, foi para casa de uma vizinha que modelava bonecos ou, melhor dizendo, umas figuras imperfeitas de barro. Começou por fazer tiras para cestas, com o intuito de imitar umas ciganas, por quem tinha passado um dia, e que faziam cestas em vime.

Aos 18 anos casou com António Mota, Moleiro de profissão, e teve oito filhos (três morreram à nascença). Durante os anos que esteve casada, quase cinquenta, Rosa pôs de parte o seu trabalho como Barrista e passou a dedicar-se ao mesmo ofício do marido. Ao mesmo tempo, fazia a lida da casa e criava os filhos. O barro passou a ser apenas um divertimento que servia para entreter as crianças nas suas brincadeiras.

Com a morte do seu marido, em Junho de 1956, tinha ela quase 68 anos, abandonou a profissão de moleira. Volta a trabalhar no barro, material que a acompanhou até ao final dos seus dias, com o propósito de ganhar algum dinheiro, e depressa a arte de modelar a “imaginação” se torna na sua paixão. A partir daí, começou a frequentar feiras e romarias, locais onde escoava facilmente os seus trabalhos, espalhadas por todo o país mas, principalmente, pela zona do Porto. Foi nessa altura, em meados da década de 50, que a sua obra despertou a curiosidade de uns jovens estudantes, alunos da Escola Superior de Belas Artes do Porto. A sua presença nas feiras daquela cidade conduziu ao conhecimento público deste “fenómeno” do artesanato português, que rapidamente passou a ser divulgado nos jornais e revistas.

Foi em 1958, a partir de um encontro com um amigo “célebre”, que nasceram as peças assinadas da Rosa “Ramalho”. Jaime Isidoro, assim se chamava, desenhou “RR” num papel e disse-lhe que aquelas duas letras significavam o seu nome e que seriam o suficiente para que as suas peças fossem reconhecidas e tivessem um símbolo de autenticidade. A partir daí, todos os bonecos de Rosa passaram a ter este monograma, referência que marcou para sempre o artesanato local. Rosa Ramalho foi crescendo em popularidade, assim como a sua obra.

O primeiro figurado que modelou foi em chacota (barro por cozer), pintada com tintas não cerâmicas, de cor verde, vermelha e azul, e em chacota sem pintura. Só mais tarde é que começou a fazer figurado vidrado, com cores, principalmente castanho melado.

Senhora de uma criatividade única, inspirada pela lacónica realidade que a envolvia, modelava peças que retratavam as cenas do quotidiano popular, como por exemplo, a matança do porco, mulheres em carros de bois, pombas e músicos, assim como, peças inspiradas no mundo místico das procissões, santos e anjos. Para além destas, produziu uma vasta obra imbuída de um universo que, enquanto criança, a perturbava – “o mundo dos monstros”. Lobisomens, feiticeiras, diabos, bichos informes, entre outras figuras, marcaram um imaginário enigmático e original. Esta vertente da sua obra, fantasmagórica e inimaginável, distinguiu-a de tantos outros barristas desta região, dando-lhe um reconhecimento público que, ainda hoje é notório pelo mundo fora.

Fez inúmeras exposições por todo o país e além fronteiras. Chegava a ser procurada por inúmeras pessoas, ilustres e anónimos, na sua própria casa, onde apreciavam e compravam as suas peças.

A fama não lhe mudou a vida. Continuou ela própria, pobre, humilde, simpática, de gestos simples mas simbólicos

Do seu extenso currículo destacam-se as duas distinções que recebeu: Medalha “As Artes ao Serviço da Nação”, na Feira de Artesanato de Cascais, a 14 de Setembro de 1964; e o Prémio do Melhor Conjunto Figurado, no Concurso de Artesanato realziado em Barcelos, a 24 de Setembro de 1964.

Tornou-se conhecida pelos seus «figurões com que sonhava em menina» e sobretudo pelos seus crucifixos, macerados de ingénua feitura, mas de profunda expressividade. Era dotada de excepcional criatividade, imaginação viva e forte poder de visualização.

Ao longo da sua vida, sempre dedicada ás suas peças de barro, criou uma enorme galeria de personagens populares, ou de natureza sacra, como o Cristo na Cruz, de carácter ingénuo quanto á modelação, mas de grande expressividade. A continuidade da sua arte tem sido garantida pela sua descendência.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica); Barcelos (Cidade de Barcelos e Freguesia de Galegos de São Martinho); Cascais (Freguesia de São Domingos de Rana); Odivelas; Palmela (Freguesia da Quinta do Anjo); Sintra (Freguesia de Rio de Mouro).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 438 e 439).

Fonte: “Câmara Municipal de Barcelos”