Faleceu ontem, nos Estados Unidos da América, onde residia, o conceituado Pianista e Professor, Sequeira Costa.

 

 

 

Sequeira CostaJosé Carlos SEQUEIRA COSTA, Pianista e Professor, nasceu em Luanda (Angola), a 18-07-1929, e faleceu nos Estados Unidos da América, a 21-02-2019. Notável Pianista. Em 1939, com 10 anos de idade, começou as lições com Viana da Mota, lições que se mantiveram até 1948, ano do falecimento do Mestre. O pianista e pedagogo Sequeira Costa, fundador do Concurso Internacional de Piano Vianna da Motta, influenciou e foi Professor de vários Pianistas proeminentes.

Os seus pais, Músicos Amadores, atentos ao interesse que manifestava pela Música, providenciaram o estudo de Piano com Maria Yolanda Soares de Melo, em Lourenço Marques, em 1933.

Concluiu no Conservatório Nacional de Lisboa e curso de Piano aos 16 anos de idade, sendo pouco depois galardoado com o Prémio Viana da Mota.

A sua primeira apresentação pública teve lugar naquela Cidade (Lourenço Marques), integrada num espectáculo da Companhia da Actriz Maria Matos, em 1937.

Em 1939, a família decidiu que devia prosseguir os estudos em Portugal, tendo obtido uma bolsa de estudo concecida pela Câmara Municpal de Luanda e a consequenete oportunidade para estudar com Viana da Motta, o que aconteceu entre entre 1939 e 1948.

Simultaneamente concluiu no Conservatório Nacional, em 1945. Teve aulas particulares de Composição e Harmonia com Fernando Lopes Graça e apresentou-se em recital na Emissora Nacional.

Em 1946 e 1951 participou no Concurso Marguerite Long-Jacques Tribaud, em Paris (França), tendo obtido na segunda participação o Grand Prix Ville de Paris, o que viabilizou a sua integração no meio musical internacional, promovendo em conjunto com a Juventude Musical ce França dezenas de apresentações por toda a Europa.

Apresentou-se com frequência em África em vários contextos, incluindo a inauguração de delegações ce Círculo de Cultura Musical.

Em 1948, com uma nova bolsa concedida pelas autoridades de Angola (Câmara Municipal de Luanda) e de Moçambique (Governo de Moçambique), prosseguiu os estudos com Mark Hamburg (Londres, London Musical Club, 1949-1951); Edwin Fischer (Suíça, Conservatório de Lucerna, 1949-1950) e com Marguerite Long e Jacques Février (Paris, 1950-1953). Em paralelo,  apresentou-se em recital em várias Cidades Europeias (Paris, Viena, entre outras).

Em Janeiro de 1974,  convite de Madalena Perdigão, integrou o corpo docente do Conservatório Nacional, tendo, com o 25 de Abril, sido forçado a abandonar a actividade. Em consequência da escassez de propostas de emprego sólidas em Port Em paralelo,  apresentou-se em recital em várias Cidades Europeias (Paris, Viena, entre outras).

ugal e do desgrado em relação ao sistema de ensino da Música vigente, decidiu instalar-se fora do País, tendo aceite, em 1976, o lugar de Distinguished Professor proposto pela Universidade do Kansas (Estados Unidos da América), onde passou a Leccionar, em simultâneo com a actividade de Intérprete.

Concebeu o “Concurso Internacional de Música Viana da Motta, em 1957, em Portugal, promovendo a competição de alto nível musical perante um Júri constiuído por intérpretes de qualidade reconhecida, projectando desta forma o meio musical português.

Em 1996, criou a Fundação Viana da Motta, no Kansas, que se dedica à edição de fonogramas interpretados por vencedores daquele Concurso, no intuito de incentivar e promover os intérpretes e à edição e edição de livros relacionados com o Compositor.

A convite de Dimitri Shostakovich integrou o Júri do Concurso Tchaikovsky, em 1958, tendo sido, desde então, Júri nos Concursos Internacionais Chopin; Leeds; Marguerite Long-Jacques Tribaud e Rubinstein.

Tem também actuado  em diversos Festivais (Aix-em-Provence, 1951); Festival Gulbenkian (1970); o Festival de Bath, em 1978; o Festival da Primavera, em Praga, em 1980, e o Festival de Música de Macau, em 1995.

Em Portugal orientou regularmente Master Classes de Piano na Fundaçao Calouste Gulbenkian, desde final da década de 1970.

Especializado sobretudo no repertório pianístico de Beethoven, propõe leituras marcadas pela consistência, rigor e sentido profundo do discurso.

Sequeira Costa, foi distinguido em 2004 com a Grã-Cruz da Ordem Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio,

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 28, Pág. 376)

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 2º Volume, C-L, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Fevereiro de 2010, Pág. 348 e 349)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 170).

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“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Vagos”

 

Câmara Municipal de VagosÂNGELO Vidal DE ALMEIDA RIBEIRO, Advogado, natural de Lisboa, nasceu a 09-12-1921 e faleceu a 09-01-2000. Era filho de António Rodrigues Almeida Ribeiro e de Paula Vidal de Almeida Ribeiro. Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa em 13 de Julho de 1943.

Advogado em Lisboa, exercendo activamente a profissão durante cerca de 45 anos. Iniciou a sua vida jurídica como Subdelegado do Procurador da República durante um ano no 6º Juízo Criminal e na 6ª Vara Cível, e foi Delegado do Procurador da República interino em Ponte de Sôr, durante seis meses. Exerceu na Ordem dos Advogados os mais variados cargos durante dezenas de anos, tais como Vogal do Conselho Distrital de Lisboa, Vogal e Presidente do instituto da Conferência, Presidente da Comissão de Relações Internacionais, participando em numerosos congressos e reuniões internacionais ligados à Advocacia. Foi Bastonário da Ordem dos Advogados no triénio de 1972-1974, Vice-Presidente da Union Internationale des Avocats (UIA) de Bruxelas em 1973-1974.

Organizou e presidiu à Comissão Executiva do I Congresso Nacional dos Advogados, em 1972, do qual foram estraídas numerosas Conclusões que haviam de influenciar a vida jurírica portuguesa. Destaca-se o capítulo dos direitos e garantias individuais dos cidadãos, e onde pela primeira vez foi lançada a ideia da criação em Portugal do Ombudsman (Provedor de Justiça). Organizou e regulamentou o primeiro Serviço de Consulta Jurídica gratuita na Ordem dos Advogados em 1973-1974. Presidente da Comissão dos Direitos do Homem da Ordem dos Advogados durante vários anos. Presidente de Direito e Justiça, Secção Portuguesa da Comissão Internacional, de Genève, de que foi, igualmente, Presidente da Assembleia Geral e director do respectivo Boletim, Secretário Geral e Presidente da Liga Portuguesa dos Direitos do Homem em 1973-1976, Chefe da Delegação Portuguesa à Comissão dos Direitos do Homem das Nações Unidas, em Genève, nos anos de 1979, 1980 e 1981. Designado em 1986 pela Comissão dos Direitos do Homem como Relator Especial, sobre a matéria da Intolerância Religiosa.

Integrou a Comissão Eleitoral que elaborou e redigiu a 1ª Lei Eleitoral após o 25 de Abril de 1974. Foi um dos membros civis da Comissão de Averiguações de Violências sobre os presos sujeitos às Autoridades Militares, criada em 1976, e que elaborou o chamado “Relatório das Sevícias”. Redactor durante 12 anos do Jornal O Foro e Director da Revista da Ordem dos Advogados durante três anos, tendo publicado vários trabalhos forenses. Exerceu funções directivas em numerosas instituições privadas de natureza sócio cultural.

Provedor de Justiça eleito pela Assembleia da República, por maioria qualificada, cargo que tomou posse em 16 de Maio de 1985, exercendo por inerência as funções de Conselheiro de Estado, cargo que exerceu até Julho de 1990. Assumiu funções na XI Legislatura da Câmara Corporativa na qualidade de Bastonário da Ordem dos Advogados.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Vagos (Rua Doutor Ângelo Vidal de Almeida Ribeiro).

Fonte: “Dicionário Biográfico Parlamentar, 1935-1974, (Volume II de M-Z), Direcção de Manuel Braga da Cruz e António Costa Pinto, Colecção Parlamento, Pág., 454 e 455).

Fonte: “Dicionário do 25 de Abril”; (Verde Fauna, Rubra Flor, de John Andrade, Editora Nova Arrancada, Sociedade Editora, S.A.. 1ª Edição, Setembro de 2002, Pág. 19 e 20).

Recordamos hoje, Albino Aroso, um dos pioneiros do “Planeamento Familiar”, em Portugal, no dia em que passa mais um aniversário do seu nascimento.

 

Albino ArosoALBINO AROSO Ramos, Médico e Político, nasceu na Freguesia do Canidelo (Vila do Conde), a 22-02-1923, e faleceu no Porto, a 26-12-2013. Foi o terceiro filho de uma família de seis irmãos que, pelo facto de terem perdido o pai muito cedo, ficaram para sempre associados ao nome da mãe.

Em 1947, concluiu a Licenciatura em Medicina, na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, com a classificação de 16 valores.

Durante o serviço militar frequentou o Curso de Oficiais Milicianos, tendo iniciado a actividade clínica na segunda fase do curso, com a categoria de Oficial Médico. Nessa época, interessou-se pelos problemas cirúrgicos e frequentou o Serviço de Cirurgia do Hospital Militar Principal.

Em Agosto de 1948 ingressou no Hospital de Santo António, no Porto. Passados quatro meses, foi nomeado Médico extraordinário do Serviço 5 e integrou uma das equipas do Serviço de Urgência desse Hospital.

Em 1953, Albino Aroso concorreu ao lugar de Assistente do Hospital de Santo António, do qual tomou posse em 1974. Por essa altura, beneficiou de uma bolsa da Organização Mundial de Saúde que lhe permitiu estagiar em vários países europeus (Inglaterra, Holanda, Alemanha e Suécia). De novo bolseiro, em 1956, mas desta vez da Santa Casa da Misericórdia do Porto (Hospital de Santo António), estagiou em Viena e em Genebra.

Entre 1959 e 1965 desempenhou o cargo de Subdirector Clínico do Hospital de Santo António. Entretanto, associou-se à Comissão Inter-Hospitalar do Porto, então criada, e participou na Comissão do Porto para o estudo das carreiras médicas, vindo posteriormente a ser eleito para a comissão nacional congénere.

Durante os anos sessenta, contribuiu para a instituição da Associação para o Planeamento da Família (1967), participou, como delegado da Ordem dos Médicos na integração dos Médicos dos Hospitais centrais nas carreiras correspondentes (1968). No ano seguinte, passou a ocupar o cargo de Director do Serviço de Ginecologia do Hospital de Santo António, no qual se manteve até ao fim da sua carreira. Foi neste Hospital que criou a primeira consulta pública e gratuita de planeamento familiar (1969).

Em 1974, Albino Aroso foi eleito para o Comité Executivo da Região Europeia da Federação Internacional do Planeamento da Família. No mesmo ano aplicou no país os primeiros dispositivos intra-uterinos, distribuídos gratuitamente. No seguinte, foi eleito para a Direcção Médica do Hospital de Santo António.

Albino Aroso também interveio na vida política nacional e desenvolveu uma carreira de docente no Ensino Superior Público. Assumiu o cargo de Secretário de Estado da Saúde no VI Governo Provisório (1976) e o de Secretário de Estado Adjunto da Saúde no XI Governo Constitucional (1987-1991).

Leccionou no Institudo de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), da Universidade do Porto, instituição da qual é hoje Professor Associado Jubilado de Ginecologia/Obstetrícia.

Na viragem do século XX para o XXI empenhou-se em causas cívicas, participando activamente no movimento de despenalização e defesa do direito ao aborto.

Foi Presidente da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Ginecologia. É membro-honorário da Sociedade Portuguesa de Senologia e da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica. É igualmente membro emérito da Academia Portuguesa de Medicina, membro da National Geographic Society e da New York Academy of Sciences.

O respeitado e não poucas vezes homenageado promotor do planeamento familiar em Portugal tem-se afirmado ao longo da vida como um homem interveniente em matéria cívica e como Médico com forte sentido ético e de grande humanidade. Defensor da dignidade e dos direitos da mulher, é um dos principais responsáveis por fazer saltar o país do fundo da tabela dos indicadores de mortalidade infantil para os 5 lugares cimeiros a nível mundial, através, nomeadamente, do trabalho desenvolvido na Comissão de Saúde Materno-Infantil.

Homem de Direita, chegou a concorrer à presidência da Concelhia do PSD-Porto, contra Luís Filipe Menezes, numa tentativa de “mudar coisas que estavam entregues a politiqueiros”.

Condecorado duas vezes, uma por Ramalho Eanes, com a Cruz da Ordem de Benemerência, e outra por Jorge Sampaio, com a medalha de Grã-Cruz da Ordem do Infante, reconhecia que, embora filiado no PSD, foram os governos do PS que melhor o trataram.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Maia (Rua Doutor Albino Aroso); Vila do Conde (Rua Doutor Albino Aroso)

Fonte: “Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto”

Fonte: “Revista Visão”

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Trofa”

 

Câmara Municipal de TrofaJOSÉ Ferreira THEDIM, Artesão e Santeiro, natural de São Mamede do Coronado (Trofa), nasceu em 1892 e faleceu em 1971. Tal como seu pai e irmãos, José Thedim ganhou o gosto pela escultura.

As suas estátuas primavam pela exuberância, sendo o único, da sua época, a moldar, a desenhar e a fazer. Seria esse profissionalismo que levaria a Igreja a escolher Thedim para talhar a figura de Nossa Senhora de Fátima.

Sem figura para assinalar o 13 de Maio, o Santuário encomendou uma imagem à Casa Fânzeres, de Braga, que a confiou a Thedim. Mas o contacto não terá sido casual, já que Thedim era amigo do antigo pároco de S. Mamede, e o Bispo de Leiria, na época das Aparições, era de S. Pedro de Fins.

Escolhido o santeiro, Thedim foi levado até à irmã Lúcia para recolher dados para o trabalho. Acabada a obra, com um metro e três centímetros de altura, a imagem seguiu para o Santuário, e foi benzida pelo Pároco de Fátima a 13 de Maio de 1920, e a 13 de Junho foi colocado na Capelinha das Aparições.

A partir daí o trabalho de Thedim internacionalizou-se a tal ponto que, em 1931, Pio XI atribuiu-lhe o título de Comendador da Santa Sé. Incansável, o escultor criou, em 1947, a Virgem Peregrina, seguiu-se S. João de Deus, “Pietá”, várias homenagens e um pedido especial do antigo presidente norte-americano, Eisenhower, que lhe encomendou uma “Santane de Beauprais”.

Hoje, a obra de Thedim está espalhada por galerias, igrejas, mosteiros e conventos de todo o Mundo. A Câmara Municipal da Trofa procura dar a conhecer toda a tradição do Concelho, de forma a que as gerações futuras nunca percam as suas raízes, e continuem a promover o rico património trofense.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Trofa (Freguesia de São Mamede do Coronado – Rua Comendador José Ferreira Thedim)

Fonte: “Câmara Municipal de Trofa”

Recordamos hoje Carlos Reis, Pintor e Professor, no dia em que passa mais um aniversário do seu nascimento.

 

Carlos ReisCARLOS António Rodrigues dos REIS, Pintor e Professor,  nasceu em Torres Novas, a 21-02-1863, e faleceu em Coimbra, a 21-08-1940. Carlos Reis notabilizou-se como um Pintor naturalista, discípulo de Silva Porto, expondo paisagens, imagens do quotidiano e retratos, com grandes coloridos e luminosidade. De entre os muitos quadros da sua autoria, destacam-se os painéis da sala de baile do Hotel do Buçaco”, o retrato de D. Carlos no paço de Vila Viçosa, Lenda da Princesa Peralta no Salão Nobre da Câmara Municipal da Lousã,  Milheiral  (1889), As Engomadeiras  (1915)  ou Quinta da Lagartixa.

Discípulo de Silva Porto na Academia de Belas-Artes de Lisboa, partiu em 1889 para Paris, com pensão do Estado e ajuda monetária do rei Dom Carlos. Frequentou irregularmente as aulas, preferindo museus e ateliers. De regresso a Portugal, em 1895, concorreu com êxito à cadeira de Paisagem da Escola onde estudara, iniciando longa e devotada carreira docente.

Em 1895 iniciou uma longa carreira de docência na Escola de Belas Artes de Lisboa, e foi também Director do Museu de Arte Antiga em 1905 e o 1º Director do Museu de Arte Contemporânea (hoje Museu do Chiado), entre 1911-1914. Carlos Reis foi ainda fundador do Grupo Ar Livre e da Sociedade Nacional de Belas Artes, de que foi também dirigente como do Grémio Artístico e, membro da Academia de Belas Artes de Lisboa.

Definido como Pintor essencialmente português, integrou-se no sistema proposto por Silva Porto, nada lhe acrescentando, antes fixando clichés paisagísticos  de vigoroso colorido e grande luminosidade. O seu convencionalismo alargou-se a temas de costumes nacionais e ao retrato, em receituário constantemente repetido. Director do Museu de Arte Antiga em 1905 e primeiro Director do Museu de Arte Contemporânea (1911-1914), integrou o grupo Ar Livre, formado em 1910.

Com outros galardões, recebeu a Medalha de Ouro em Dresda, na Alemanha (1907), e o Grand Prix no Rio de Janeiro (1919 e 1922). A Sociedade Nacional de Belas-Artes conferiu-lhe a Medalha de Honra em Pintura. Encontra-se representado no Museu Nacional de Arte Contemporânea.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Caparica); Cascais; Lisboa (Freguesia, das Avenidas Novas, ex-Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, Edital de 16-09-1960); Lousã; Odivelas (Freguesias de Odivelas e Ramada); Seixal (Freguesia de Corroios); Sintra (Freguesia de Monte Abraão); Torres Novas.

Fonte: “Dicionário Histórico e Biográfico de Artistas e Técnicos Portugueses”, (de Arsénio Sampaio de Andrade, 1ª Edição, Lisboa, 1959, Pág. 42)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 444)

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Trancoso”

 

Câmara Municipal de TrancosoÁLVARO José Rodrigues DE CARVALHO, Advogado e Político, natural da Freguesia de Valdujo (Trancoso), nasceu a 17-03-1927. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, exerceu a profissão de Advogado.

Em 1964, foi nomeado Presidente da Câmara Municipal de Trancoso, da qual era Vereador desde 1954. Enquanto Vereador, foi Procurador do Concelho de Trancoso ao Conselho do Distrito da Guarda.

Em 1973, era Vice-Presidente da Associação Jurídica da Guarda. Foi Deputado à Assembleia Nacional na XI Legislatura (1973-1974), pelo círculo da Guarda, tendo integrado as Comissões de Verificação de Poderes e de Política e Administração Geral e Local.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Trancoso (Avenida Doutor Álvaro de Carvalho).

Fonte: “Dicionário Biográfico Parlamentar, 1935-1974, (Volume I de A-L), Direcção de Manuel Braga da Cruz e António Costa Pinto, Colecção Parlamento, Pág. 358).

Recordamos hoje, Rui Sanches, o último Ministro das Obras Públicas e Comunicações do Estado Novo, que teve, também, participação na construção da Barragem do Alqueva.

 

Rui SanchesRUI Alves da Silva SANCHES, Engenheiro, nasceu na Freguesia de Pombeiro da Beira (Arganil), a 20-04-1919, e faleceu em Lisboa, a 17-06-2009. Era filho de Álvaro Duarte da Silva Sanches, Oficial Superior do Exército e de Arminda Alves  Caetano da Silva Sanches, Professora. Familiar do Visconde Sanches de Frias. Era sobrinho de Marcello Caetano.

Licenciado em Engenharia Civil pela Universidade do Porto, em 1941, Rui Sanches ingressou dois anos depois no Ministério das Obras Públicas. Foi chefe de construção dos canais da Obra da Rega do Vale do Sado e participou na construção das barragens de Vale do Gaio e do Arade, vogal da Comissão de Fiscalização das Águas de Lisboa e membro da Comissão Luso-Espanhola dos Rios Internacionais. Na Índia, foi responsável pelos projectos de aproveitamento hidroagrícola de Parodá e Candeapar. Em Angola, foi responsável pelo aproveitamento hidroeléctrico da Bacia do Cunene. Mas uma das grandes obras a que o seu nome ficou ligado foi a Barragem da Aguieira.

Foi o último Ministro das Obras Públicas do Estado Novo (1968-1974), cargo que acumulou com o de ministro das Comunicações a partir de 1970. Datam desse período os estudos de construção da barragem do Alqueva, empreendimento a que Rui Sanches se manteve ligado como consultor entre 1985 e 2005. No pós-25 de Abril, Rui Sanches foi Inspector-Geral de Obras Públicas e Transportes. Membro da Comissão Portuguesa das Grandes Barragens e membro emérito da Academia de Engenharia,, era ainda consultor da Empresa Águas de Portugal.

Era Comendador da Ordem de Mérito Civil, concedida pelo Governo de Espanha, e Comendador da Grã-Cruz da ordem Militar de Cristo.

Fonte: “Jornal Diário de Notícias”

Fonte: “Dicionário de Autores da Beira-Serra”, (de João Alves das Neves, Editora Dinalivro, 1ª Edição, Novembro de 2008, Pág. 254).

Fonte: “Dicionário do 25 de Abril”; (Verde Fauna, Rubra Flor, de John Andrade, Editora Nova Arrancada, Sociedade Editora, S.A.. 1ª Edição, Setembro de 2002, Pág. 355).

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Torres Vedras”

 

Câmara Municipal de Torres VedrasLEONEL de Freitas Sampaio TRINDADE, Comerciante e Arqueólgo, natural de Torres Vedras, nasceu a 16-07-1903 e faleceu a 04-01-1992. Era filho de Joaquim Marques Trindade e de Adelaide de Freitas Trindade. Desde muito jovem quis ser Engenheiro mas foi contrariado pelo pai. Foi Escuteiro e teve oportunidade de visitar Inglaterra com um grupo de jovens e contactar com o fundador do Escutismo, Baden Powell.

Desde cedo apaixona-se pela telefonia sem fios, e na década de 20, com seus amigos, monta o primeiro estúdio numa casa de banho. No estabelecimento que herdara de seu pai, concertava rádios e coleccionava materiais arqueológicos.

Bem cedo conhece Leite de Vasconcelos e Vera Leisner, ambos Arqueólogos que lhe confirmam a sua vocação para a Arqueologia.

No início dos anos 30, inicia um trabalho de exploração que levaria a percorrer todo do Concelho, mas foi na década de 60, com Vera Leisner que se inicia uma ligação entre o Museu e o Instituto Arqueológico de Madrid e a Universidade de Freiburg.

Representante da Philips Portuguesa em Torres Vedras em 1940, foi convidado para uma viagem à Holanda, onde visitou muitos Museus e que muito o agradaram.

A 14 de Março de 1969 foi noneado Director do Museu Municipal de Torres Vedras, naquela data localizado na antiga sede da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras.

Em 1997, a Câmara Municipal de Torres Vedras deliberou atribuir-lhe o nome de Museu Municipal Leonel Trindade, em justa homenagem ao homem e paixão devotada pela Arqueologia.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Torres Vedras (Rua Leonel Trindade).

Fonte: “Câmara Municipal de Torres Vedras”

Recordamos hoje, Ângelo Araújo, Médico e Músico, no dia em que passam 100 anos do seu nascimento.

 

Ângelo AraújoÂNGELO Vieira ARAÚJO, Médico e Músico, nasceu em São João da Madeira, a 19-02-1919, e faleceu em Lisboa, a 30-07-2010. Era descendente de uma família com grande tradição sanjoanense, os Vieira Araújo, sendo que três dos seus antepassados, Benjamim, Renato e Manuel Araújo – seu pai -, foram inclusivamente primeiro, terceiro e quarto Presidentes de Câmara.

Ângelo Araújo, Entrou na Universidade de Coimbra no final da década de 30. Aí se formou em Medicina e se destacou na Música e na Poesia.

Depois de concluída a licenciatura em Medicina e Cirurgia, mudou-se para Lisboa. Especializando-se em Medicina Física e de Reabilitação, estagiou em importantes instituições de saúde no estrangeiro, designadamente em Inglaterra.

Várias unidades hospitalares nacionais contaram, durante anos, com os seus serviços, a que se juntou a Assistência aos detidos na prisão de Caxias.

Fã da poesia de Miguel Torga, que chegou a conhecer pessoalmente, Ângelo Araújo assumia-se “medianamente aplicado” nos estudos de Medicina e era conhecido em Coimbra como “morceguito” por gostar tanto de sair à noite e das serenatas ao luar.

Em julho de 2007 foi lançado um livro biográfico sobre o Médico, Escrito por Marques Inácio e editado com o apoio da Câmara Municipal. A obra centra-se na sua ligação à Canção de Coimbra.

Fonte: “Jornal Labor, Edição de 02-09-2010, por Anabela S. Carvalho”

Fonte: “Guitarradas de Coimbra V” (por Manuel Marques Inácio).

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Torres Novas”

 

Câmara Municipal de Torres NovasJOSÉ ANTÓNIO MAIA, Médico e Político, natural de Torres Novas, nasceu a 02-01-1813 e faleceu em 1879. Era filho de Leonor Maria e de Luís António Maia. Casou com Maria Micaela Maia, natural de Macau. A morte da sua mulher, que ocorreu em 01-04-1872, em Almada, onde então residiam, foi alvo de uma denúncia anónima de suspeita de envenenamento que, na sequência doa procedimentos legais utilizados nestas situações, se provou serem infundados, pois a causa da morte fora tuberculose pulmonar.

Estes factos foram motivo de uma intervenção sua na Câmara dos Deputados,  insurgindo-se contra a «precipitação» do Delegado do Procurador Régio e contra a «pesada mão da calúnia» que intentou manchar a sua reputação.

Depois de frequentar os estudos preparatórios entrou, em 1831, para a Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, concluindo o curso em 1836. Depois de terminado o curso, prestou serviço, como cirurgião extraordinário, num navio surto no Tejo, indo depois, em 1837, exercer Clínica em Macau, como Médico de Partido e por contrato com o Governador da cidade.

Em 1841 foi nomeado  para servir como Primeiro-Cirurgião a bordo da fragata Diana, e em Dezembro deste ano passou para o quadro efectivo de Cirurgiões da Armada.

Saiu para a Índia em 22-03-1842, a bordo da fragata D. Maria, onde prestou serviço até 1843. Voltou a Macau no ano seguinte, ali ficou a exercer Clínica, ocupando de novo o lugar que lhe havia sido retirado. Em 1845 foi demitido do lugar de Cirurgião da Armada, acusado de desobediência às ordens do Governador e do Leal Senado. Saindo de Macau, veio a exercer clínica em Torres Novas, até que, em 1851, requereu a sua integração. Foi julgado, em Conselho de Guerra, e absolvido, foi reintegrado por Decreto de 31-12-1851 e, depois, promovido a Cirurgião de 1ª Classe.

Em 1853 embarcou na fragata D. Fernando para Moçambique e, em 1854, no brigue Mondego que ia estacionar na China.

Foi Deputado em dez Legislaturas, embora por vezes a sua eleição haja sido objecto de controvérsia na Câmara. Em 1859 exerceu o cargo de Vogal interino do Conselho de Saúde Naval, em 1860 era Cirurgião de Divisão Adido ao Corpo de Veteranos da Marinha.

Foi Director do Lazareto de Lisboa, mas a sua administração originou queixas e reparos na imprensa que levaram o Governo a ordenar uma sindicância. Pediu a demissão do cargo antes do apuramento de qualquer resultado.

Publicou artigos no Arquivo Universal, nos jornais O Futuro e Imprensa e Lei (entre 1852 e 1854) e O Português, em 1955, além de diversas obras.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Torres Novas (Rua Doutor José António Maia)

Fonte: “Dicionário Biográfico Parlamentar, 1834-1910”, (Vol II, de D-M), Coordenação de Maria Filomena Mónica, Colecção Parlamento, (Pág. 731, 732 e 733)”.

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 15, Pág. 951)