“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Ourique”

FREI AMADOR ARRAIS, Bispo e Escritor, nasceu em Beja, em 1530, e faleceu em Coimbra, a 01-08-1600. Fez-se carmelita calçado em Lisboa, em 24-01-1545. Professou em Coimbra, onde se formou em 1557, entrando nela a ensinar de 1561 a 1566, depois de se ter doutorado na Universidade de Lérida.

O Cardeal-Rei em 1578 escolheu-o para seu Bispo Coadjutor no Arcebispado de Évora. Ocupou a Sé de Portalegre de 1581 a 1596, devendo-se-lhe a magnificência da Capela-Mor e as constituições que ficaram a reger o Bispado. Mandou redimir à sua custa todos os diocesanos cativos nas masmorras do Norte de África. Foi orador de renome.

Celebrizou o seu nome o livro “Diálogos”, vindo a lume em 1589 (a edição definitiva é de 1604). Moralista de tendências político-sociais nascidas de um fogoso coração de apologeta, evita o floreado barroco, exprime-se com notável precisão vocabular, sem prejuízo da singeleza, e com um estilo límpido e fluente, num ritmo expressivo. É tido por um dos mestres da língua e um dos expoentes da espiritualidade portuguesa.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Beja (Rua Dom Frei Amador Arrais); Lisboa (Freguesia de Alvalade – Rua Frei Amador Arrais; Edital de 06-03-1952); Ourique (Rua Frei Amador Arrais); Portalegre (Avenida Frei Amador Arrais).

Fonte: “Quem É Quem”, (Portugueses Célebres, Círculo de Leitores, Edição de 2008, Pág. 59).

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Ourém”

AFONSO Henriques Vieira GAIO, Jornalista e Escritor, nasceu em Vila Nova de Ourém, a 25-10-1872, e faleceu em Lisboa, a 01-12-1941. Órfão de pai, criado na Casa Pia de Lisboa, trabalha desde a adolescência no comércio, mais tarde profissionaliza-se no Jornalismo e acaba vivendo como Arquivista de um organismo de Inspecção Económica.

Mas a sua vocação era a literatura, que o levou à frequência temporária e sacrificada do Curso Superior de Letras e a uma pertinaz e insubmissa luta pela realização como Escritor. Estreou-se com o livro de sonetos »Coroa de Espinhos«, (1896), escrito no mesmo ano em que publicara o folheto »A Noviça«, (1892). Abandonou o Curso Superior de Letras para se dedicar ao jornalismo. »Heróis Modernos«, (1901), consagrou-o como poeta dramático. A sua peça »O Desconhecido«, (1900), foi representada em Itália. Impôs-se com as peças »O Quinto Mandamento« (1905), e »Máxima«, (1906), levadas à cena no Teatro Nacional de Dona Maria II. O seu poema social, inédito, »Os Escravos« começou a ser traduzido por Garcia Lorca. Autor polémico, ainda prisioneiro dos esquemas melodramáticos do romantismo, a sua obra está marcada por um naturalismo criticista. Quer a paixão pelo Teatro quer a actividade jornalística conduziriam a livros de crónicas e conferências, como O Mundo fora dos Eixos, (1927) e Evolução do Teatro Português Contemporâneo, (1923).

Outras obras dramáticas: A Máscara, (1908); Abel e Caim, (1917); O Calvário, (1919); A Farsa do Ciúme, (1923).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Ourém (Rua Afonso Gaio).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. III, Publicações Europa América)

Fonte: “Dicionário de Autores Casapianos”, (de António Bernardo e José dos Santos Pinto, Biblioteca-Museu Luz Soriano, Ateneu Casapiano, Lisboa, Edição de 1982, Pág. 107 e 108)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 240).

“NOVA TOPONÍMIA EM LISBOA”

ANTÓNIO TABUCCHI (Rua)

Escritor

(24-09-1943) – (25-03-2012)

Freguesia do Lumiar

Início: Avenida David Mourão-Ferreira.

Fim: Azinhaga da Cidade.

Ex-Rua 10 do Plano de Urbanização do Alto do Lumiar

(Edital nº 20/2020)

EDUARDO TEIXEIRA COELHO (Jardim)

Autor de Banda Desenhada

(1919-2005)

Freguesia de Alvalade

Jardim da Quinta dos Barros, espaço compreendido entre a Azinhaga dos Barros e as Engº Caldeira Rodrigues; Joaquim Rocha Cabral e Frei Joaquim de Santa Rosa Viterbo.

(Edital 19/2020)

IGREJAS CAEIRO (Jardim)

Actor e Radialista

(18-08-1917) – (19-02-2012)

Freguesia do Areeiro

Jardim da Praça Afrânio Peixoto

(Edital 25/2020)

JOSÉ MEDEIROS FERREIRA (Jardim)

Professor Universitário e Político

(20-02-1942) – (18-03-2014)

Freguesia de Campolide

Ao espaço existente nas imediações da Universidade Nova de Lisboa (Campus de Campolide).

(Edital nº 26/2020)

JOSÉ VEIGA SIMÃO (Largo)

Professor Universitário e Político

(13-02-1929) – (03-05-2014)

Freguesia do Lumiar

Ao impasse à Estrada do Paço do Lumiar

(Edital 21/2020)

MANUEL TAINHA (Rotunda)

Arquitecto

(06-03-1922) – (18-06-2012)

Rotuda da Avenida da Universidade Técnica

(Edital 23/2020)

RUY JERVIS d’ATHOUGUIA (Jardim)

Arquitecto

(01-01-1917 – 21-07-2006)

Freguesia de Alvalade

Espaço ajardinado da Rua Teixeira de Pascoais

(Edital 19/2020)

VALE DO SILÊNCIO (Parque)

Freguesia dos Olivais

Ao espaço compreendido entre as Avenidas de Berlim; Cidade de Lourenço Marques e as Ruas Cidade de Nova Lisboa e Cidade de Malange.

(Edital 22/2020)

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa”

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Oliveira do Hospital”

Fernando dos SANTOS COSTA, Militar e Político, nasceu na Freguesia de Alcafache (Mangualde), a 19-12-1899, e faleceu em Lisboa, a 15-10-1982. Era filho do Tenente de Infantaria José dos Santos e de D. Maria Luísa Pereira dos Santos. Casou com D. Maria Ana Freire de Andrade Castelo Branco Lobo Santos Costa, de quem teve três filhos, dos quais, dois deles, vieram também a seguir a carreira militar, como Oficial Superior e Brigadeiro (Major-General) do Exército.

Concluiu os Estudos no Liceu de Viseu, frequentando os Estudos Preparatórios para ingressar na Escola Militar, em Coimbra, onde assentou praça como Sargento-Cadete, a 16 de Agosto de 1917.

Concluiu o Curso de Infantaria, na altura em que decorria a I Guerra Mundial, sendo promovido a Alferes, para o Regimento de Infantaria nº 14, em 13 de Setembro de 1918. Ainda neste último posto, foi autorizado a frequentar os Estudos Preparatórios para o Curso do Estado-Maior, também em Coimbra, onde foi aluno de Salazar, na cadeira de Economia Política, pelo que, passou, como Adido ao Regimento de Infantaria nº 23.

Ascendeu ao posto de Tenente, em 13 de Setembro de 1922, tendo tomado parte da preparação do golpe militar de 28 de Maio de 1926 e, em 1939, ano em que concluiu o Curso do Estado-Maior, foi colocado na Repartição do Gabinete do Ministério da Guerra, onde integrou a Comissão de Estudos de Cartografia Militar.

Foi promovido a Capitão, em 23 de Janeiro de 1933, colocado na Escola Central de Oficiais, como Professor das 4ª e 5ª Cadeiras do Curso do Estado-Maior e, por acumulação, no Quartel-General do Governo Militar, de Lisboa. A par destas funções, fez parte de duas comissões: uma destinada a criar as bases da organização e competências do Conselho de Defesa Nacional e a segunda, que visava a questão das promoções e Reforma dos Oficiais do Exército Metropolitano. Na sequência destas funções, deixou publicados dois trabalhos: Defesa Nacional, aspectos da organização do Exército e Organização Geral da Nação em tempo de guerra, que teve a colaboração do Tenente-Coronel Barros Rodrigues.

Em Maio de 1936 foi nomeado Sub-Secretário de Estado da Guerra, sendo promovido a Major, em 30 de Setembro de 1940 e a Tenente-Coronel, em 07 de Agosto de 1943.

Desempenhou o cargo de Ministro da Guerra, nomeado em 06 de Setembro de 1944, ascendeu a Coronel, em 25 de Setembro de 1948 e foi designado como Ministro da Defesa Nacional, em 02 de Agosto de 1950. Sobe a Brigadeiro em 03 de Fevereiro de 1953 e, entre Março de 1954 e Agosto de 1958, ocupou o cargo de Ministro do Exército.

Durante o ano de 1958-1959, frequentou o Curso de Altos Comandos, no Instituto de Altos Estudos Militares. De 15 de Janeiro de 1960 a 1974, exerceu o cargo de Presidente da Comissão do Livro Branco, intitulado Dez Anos de Política Externa – A Nação Portuguesa na 2ª Guerra Mundial.

Atingiu o posto de General, em 03 de Outubro de 1961. Entre 1965 e 1974, foi Chanceler das Antigas Ordens Militares e, como última função militar, desempenhou as funções de Director do Instituto de Altos Estudos Militares, durante os anos lectivos de 1963 a 1965.

Foi agraciado com os graus de Grã-Cruz e Grande Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, Oficial e Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo, Oficial da Ordem Militar de São Bento de Avis e condecorado com a Grã-Cruz e Grande Oficial das Medalhas de Mérito Militar; Medalha Militar de Prata de Serviços Distintos; Medalha Militar, de 1ª Classe; Medalhas Militar de Prata e de Ouro, da Classe de Comportamento Exemplar; Medalha de Guerra do Brasil e Placa de Honra da Cruz Vermelha Portuguesa.

Foi ainda distinguido com os graus de Grã-Cruz da Ordem do Cruzeiro do Sul; Grã-Cruz das Flechas, de Espanha; Grã-Cruz da Ordem de Carlos III; Grã-Cruz da Ordem Real de Jorge I, da Grécia; Grã-Cruz da Ordem de Leão, da Bélgica; Chief Comander da “Legion of Merit”, dos Estados Unidos da América e Grã-Cruz da Ordem da Águia Alemã.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Oliveira do Hospital (Rua General Santos Costa).

Fonte: “Os Generais do Exército Português”, (III Volume, II Tomo, Coordenação do Coronel António José Pereira da Costa, Biblioteca do Exército, Lisboa, 2008, Pág. 228, 229 e 230).

Fonte: “Dicionário do 25 de Abril”; (Verde Fauna, Rubra Flor, de John Andrade, Editora Nova Arrancada, Sociedade Editora, S.A.. 1ª Edição, Setembro de 2002, Pág. 360).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 168).

“Centenário do nascimento do Professor Manuel Neves Nunes de Almeida”

MANUEL NEVES NUNES DE ALMEIDA, Professor, nasceu em Lisboa, a 10-12-1854, e faleceu em Setúbal, a 09-05-1921. Era filho de Manuel Nunes de Almeida e de Francisca de Jesus. Casou duas vezes; a primeira vez, com Emília Elisa Oliveira, natural de Lisboa; e a segunda vez, com Mariana Rita Soeiro, natural do Montijo. Do primeiro casamento nasceram dois filhos e do segundo três filhos.

Após a criação da Escola Municipal de Aldeia Galega do Ribatejo, por decisão do executivo de14 de Maio de 1882, foi um dos primeiros Professores, nomeado em sessão de Câmara de 06 de Maio de 1884, tendo tomado posse a 11 de dito mês e ano.

Teria exercido, anteriormente, na Escola Ocidental de Lisboa, sendo Professor do Ensino Primário e Secundário, com as seguintes habilitações: Português (Curso completo); Francês, Aritmética Prática, Desenho Linear e Ornato (Curso completo); caligrafia, Gramática Latina, Latinidade, Geografia e História (curso completo), Filosofia (1ª parte) e Teologia (1º e 2º Anos).

Exerceu as funções de Professor da Escola Municipal de Aldeia Galega até 30 de Setembro de 1902, nem sempre nas melhores condições de trabalho.

Assumiu o cargo de Director da Escola Municipal do Concelho de Setúbal, entre 1901 e 1905, ano em que foi nomeado Reitor do Liceu Nacional Bocage. Exerce o cargo de Reitor do Liceu até 1919, data em que reforma.

Manuel Neves Nunes de Almeida foi aluno do Real Colégio Militar e do Seminário Diocesano de Santarém.

Seguiu a carreira do Ensino. Foi Director da Escola Municipal Secundária de Setúbal e, o primeiro Reitor do Liceu Nacional de Setúbal.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Montijo (Rua Manuel Neves Nunes de Almeida); Setúbal (Praceta Manuel Nunes de Almeida; Rua Manuel Neves Nunes de Almeida).

Fonte: “Guarda-Mór, Edição de Publicações Multimédia, Ldª”

Fonte: “Toponímia do Concelho do Montijo – Volume I – Freguesia do Montijo”, (de Francisco Correia, Edição da Câmara Municipal do Montijo, Editado em 2006, Pág. 116, 117 e 118)

“Centenário da morte do Alferes Manuel Joaquim Lopes”

MANUEL JOQUIM LOPES, Militar, nasceu na Freguesia de Santo António (Funchal), a 08-11-1837, e faleceu em Câmara de Lobos, a 09-05-1921. Era filho do Capitão Manuel Joaquim Lopes, natural da Freguesia de Santo António e de Francisca Júlia Pinto, natural da Freguesia de Câmara de Lobos. Era neto materno de João Gomes Serrão e de Antónia Maria Pinto, residentes no lugar da Lapa, Freguesia de Câmara de Lobos. Casou na Capela de Nossa Senhora da Boa Hora, no dia 27 de Junho de 1835, com Rosa Augusta da Silva, filha do Ajudante José Figueira da Silva e de Antónia Figueira, naturais da Freguesia do Estreito, de quem teve descendência.

O Alferes Manuel Joaquim Lopes, terá exercido as funções de Presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, pelo menos em 1847, sendo na altura Vereadores Joaquim Figueira da Silva, João Gualberto Pinto e João Teixeira de Agrela.

Para além de Presidente da Câmara, cabe a Manuel Joaquim Lopes o mérito de ter sido o primeiro Administrador do Concelho de Câmara de Lobos. Efectivamente nas primeiras eleições realizadas para o efeito, a 4 de Outubro de 1835, foi o elemento que obteve maior votação e aquele que, dos três propostos ao então Governador da Madeira, para a respectiva nomeação, mereceu a sua escolha. Ter-se-á mantido nessas funções até 1839, altura em que é substituído pelo  Capitão Francisco Nunes Pereira de Barros.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Câmara de Lobos (Rua Alferes Manuel Joaquim Lopes).

Fonte: “Câmara de Lobos – Dicionário Corográfico”

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Oliveira do Bairro”

MIGUEL FRANÇA MARTINS, Escritor e Jornalista, nasceu na Amazonas (Brasil), a 28-05-1900, e faleceu em Oliveira do Bairro, a 20-08-1959. Poeta, Político e Jornalista, além de Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, foi Conservador do Registo Civil, Presidente da União Nacional Concelhia e Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Oliveira do Bairro.

Miguel França Martins, que usava o pseudónimo “Zil de França, colaborou, com regularidade, no Alma Popular, sobretudo com poesias, e no Jornal da Bairrada, onde assinava a rubrica “Tempos Idos”, versando temas oliveirenses. Dirigiu também o Correio de Cértima, um jornal regionalista lançado em Oliveira do Bairro em 1930, para atender aos interesses da região. Nele se assumia que a principal riqueza era o vinho, embora reconhecendo ser o mesmo, em geral, de “deficiente fabricação

O seu nome faz parte da Toponímia de: Oliveira do Bairro (Rua Doutor Miguel França Martins).

Fonte: “Arsénio Mota, Figuras das Letras e Artes na Bairrada”, (Porto, Campo das Letras, 2001, pp. 93-94)

Fonte: “Arquivo Distrital de Aveiro”, (Notáveis da Minha Terra)

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Oliveira de Frades”

LUÍS de Melo BANDEIRA Coelho, Militar e Político, nasceu na Freguesia de Souto de Lafões (Oliveira de Frades), a 16-03-1844, e faleceu na Praia da Granja (Vila Nova de Gaia), a 26-09-1913. Descendente de Gonçalo Pires Bandeira, herói da batalha de Toro, e oriundo de uma família da elite local. Era filho de Luís Manuel de Melo Bandeira Coelho e de D. Maria José Coelho de Campos. Assentou praça, como voluntário, no Regimento de Infantaria nº 14, em 01 de Agosto de 1863. Em 27 de Novembro de 1866, foi promovido a Alferes Aluno para o Regimento de Artilharia nº 2, encontrando-se matriculado na Escola do Exército. Concluiu o Curso para a Arma de Artilharia, em 12 de Dezembro de 1868, e formou-se em Matemática, pela Universidade de Coimbra, obtendo o grau de Bacharel. Em 05 de Julho de 1869, foi colocado no Regimento de Artilharia nº 3, tendo sido promovido a Tenente de Artilharia, em 11 de Abril de 1871. Em 18 de Janeiro de 1875, foi transferido para o Regimento de Artilharia nº 2, sendo promovido a Capitão, a 09 de Fevereiro de 1876. Por Portaria de 12 de Julho de 1877 foi nomeado Vogal do Júri para exames dos alunos dos cursos do Estado-Maior. Foi também membro da Comissão Consultiva de Defesa em 1881, regressando ao Regimento de Artilharia nº 4, em 09 de Novembro de 1884. Entretanto, por Portaria de 23 de Março de 1885, voltou a fazer parte do Júri, desta vez como suplente, dos exames para Capitães Aspirantes a Majores de Artilharia. Foi colocado no Estado-Maior da Arma, em 21 de Dezembro de 1885, e, a 07 de Janeiro do ano seguinte, foi nomeado Adjunto, embora a título provisório, da Fábrica das Armas, onde realizou vários trabalhos. Foi eleito Deputado pelo círculo nº 51, (Vouzela), em 06 de Junho de 1887, 1889, 1890, 1892 e 1894, e fez parte da Comissão Superior de Guerra, como Vogal, por Portaria de 07 de Março de 1888. Em Julho desse ano foi colocado no Regimento de Artilharia nº 3 e, em 05 de Setembro, foi promovido a Capitão para o estado-Maior. Passados dois anos, em 30 de Setembro de 1891, foi promovido a Tenente-Coronel e, em 25 de 1900, a Coronel. A partir do dia 10 do mês seguinte, foi nomeado Inspector da Arma de Artilharia, da 2ª Divisão Militar, funções de que foi exonerado em 04 de Maio de 1901. Dado como incapaz para o serviço activo, pela Junta Hospital de Inspecção, do Hospital Militar de Lisboa, em 17 de Dezembro de 1903, passou à situação de reserva, graduado em General de Divisão. Passou à situação de reforma, por se encontrar há mais de cinco anos na situação de reserva, em 21 de Dezembro de 1908. Foi agraciado com o graud de Grã-Cruz da Ordem Militar de São Bento de Avis e condecorado com a Medalha Militar de Prata, da Classe de Comportamento Exemplar (Rua General Luís Bandeira)

O seu nome faz parte da Toponímia de: Oliveira de Frades (Praça Luís Bandeira – Freguesia de Souto de Lafões – Rua General Luís Bandeira).

Fonte: “Os Generais do Exército Português”, (II Volume, II Tomo, Coordenação do Coronel António José Pereira da Costa)

Fonte: “Dicionário Biográfico Parlamentar, 1834-1910”, (Vol I, de A-C), Coordenação de Maria Filomena Mónica, Colecção Parlamento, (Pág. 805, 806, 807 e 808)”.

“Ruas Que Já Tiveram Outros Nomes”

Sabia que a Praça João do Rio, na actual Freguesia do Areeiro, em Lisboa, já foi conhecida por outro nome?. Como não tinha nome atribuído, até 1948, era popularmente conhecida por Praceta da Avenida Almirante Reis.

Por uma sugestão do Vereador Luís Teixeira, feita em 1945, esta “Praceta”, passou a designar-se, por Edital Camarário de 29-07-1948, Praça João do Rio que, até à entrada em vigor da Lei 56/2012, de 08 de Novembro, pertenceu à Freguesia de São João de Deus.

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

JOÃO DO RIO, era o pseudónimo de João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto, Escritor e Jornalista, natural do Rio de Janeiro (Brasil), nasceu a 05-08-1881 e faleceu a 23-06-1921. Foi um Escritor e Jornalista carioca, que entre vários pseudónimos que usou ficou mais conhecido com o de João do Rio, tendo nos seus quase 40 anos de vida publicado 20 volumes de contos e crónicas, sendo de destacar a rapidez da sua escrita e o seu talento de cronista da cidade, assumindo o art nouveau brasileiro. São obras suas As Religiões no Rio  (1905), A Alma Encantadora das Ruas  (1908), A profissão de Jacques Pedreira  (1910) ou Dentro da Noite (1910).

Ainda sob diversos pseudónimos, Paulo Barreto colaborou entre 1900 e 1903 com vários órgãos da imprensa carioca como O Paiz, O Dia, Correio Mercantil, O Tagarela e O Coió, tendo sido em 1903 que fez nascer João do Rio na Gazeta de Notícias, onde permaneceu até 1913.

Em Portugal, Paulo Barreto colaborou na revista Serões (1901-1911) e, com Graça Aranha dirigiu no Rio de Janeiro a revista Atlântida (1915 – 1920), enquanto em Lisboa eram directores João de Barros e Nuno Simões. Esta revista mensal, tal como a Orpheu, comemorou em 2105 o seu centenário, mas ao contrário da de Fernando Pessoa perfilhava um programa mais de conciliação do que de inovação.

Refira-se ainda que em 1920, Paulo Barreto fundou o jornal A Pátria, no qual procurou defender os interesses dos poveiros, pescadores portugueses oriundos sobretudo da Póvoa de Varzim que abasteciam de pescado o Rio de Janeiro e que, nessa época, se viram a braços com uma lei de nacionalização do governo brasileiro, que obrigava à naturalização para continuarem na profissão, não sendo assim de estranhar que a Póvoa de Varzim também tenha um arruamento denominado Rua Paulo Barreto.

Promoveu uma campanha para a aproximação dos povos de Portugal e do Brasil. O seu nome encontra-se consagrado na toponímia da cidade de Lisboa, Praça João do Rio, onde se encontra, um medalhão, por iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa, inaugurado em 03-05-1950, uma obra de Álvaro de Brée.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia do Areeiro – Praça João do Rio, ex-Freguesia São João de Deus, Edital de 29-07-1948); Póvoa de Varzim (Rua Paulo Barreto).

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

“Quem Foi Quem na Toponímia do Município de Oliveira de Azeméis”

MANUEL MENDES TARRAFA, Escritor, nasceu em Ovar, a 28-05-1896, e faleceu no Porto, a 15-10-1966. Depois de uma infância difícil, por insuficiência de meios económicos dos seus progenitores, estudou, rodeado de muitos sacrifícios, acabando por se colocar como informador fiscal, primeiramente em Matosinhos, depois em S. Pedro do Sul, Vale de Cambra e Oliveira de Azeméis.

Em Oliveira de Azeméis se fixou e viveu rodeado de sua mulher e de seus filhos durante muitos anos. Foi em Oliveira de Azeméis que escreveu a maioria da sua obra literária.

Por conveniência de serviço, foi colocado nas longínquas Terras do Douro, onde se reformou.

Regressado à sua residência em Oliveira de Azeméis, que considerava sua “segunda terra natal”, foi convidado pelo Senhor Júlio Mateiro para trabalhar no Centro Vidreiro a título de pessoa de plena confiança da gerência.

Charadista, poeta, escritor de elevado mérito, polémico por natureza, por temperamento, democrata convicto, é vastíssima a sua obra literária, em vários domínios da literatura portuguesa.

Obras principais: O Paraíso da Esfínge, (Novela charadista, 1941); O Último Varento, (Teatro, farsa rimada); Os Amigos pela Alegria, (Novela, 1946); De Perfil, (1947); Marco Miliário da Milha, (1948); Testamento do Frei Simão, (Biografia, 1950); Marido Precisa-se, (Comédia em três actos, 1952); Sua Excelência, (Crítica, 1960).

A luta titânica que desenvolveu, durante dois anos (1946/1948), com contundentes mas admiráveis artigos publicados no jornal “O Correio de Azeméis”, aquando da campanha do Marco Miliário da Milha XII demonstrou, para a posterioridade, o seu grande amor a Oliveira de Azeméis, onde granjeou imensas simpatias. Contudo, somos testemunha viva de que Oliveira de Azeméis nunca lhe agradeceu condignamente a sua dedicação pela defesa que, por ela, e em qualquer momento, estava pronto a enfrentar quer por palavras quer pela escrita.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Oliveira de Azeméis (Rua Manuel Mendes Tarrafa).

Fonte: “Jornal Correio de Azeméis”