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Os CTT, com este ou com outros nomes que foram tendo ao longo dos anos, tiveram, para o seu prestígio e engrandecimento, a contribuição de muitas pessoas. São essas pessoas que, dentro da medida do possível, pretendo dar a conhecer.

cavalo-dos-ctt-antigoAlfredo Pereira, foi o 4ª Director-Geral dos Correios e Telégrafos, exerceu o cargo de 1900 a 1910. Nasceu em Macau, a 08 de Outubro de 1853, e faleceu em Lisboa, a 29 de Março de 1925. Era filho de Manuel Pereira e de D. Guilhermina Pereira.

Veio ainda criança para Lisboa. Aqui estudou preparatórios; e em seguida matriculou-se no Curso de Agronomia e Silvicultura, que concluiu apenas com 20 anos de idade. Não encontrando situação condigna para o seu diploma de Agrónomo, ingressou em 1875 na Administração Central dos Correios de Lisboa, como praticante, o mais modesto lugar da classe, onde 25 anos depois ocuparia o primeiro posto, por direito de conquista, mercê das excepcionais faculdades de trabalho e inteligência, afirmadas brilhantemente no decorrer de toda a sua carreira burocrática.

Dedicando ao estudo o tempo que outros da mesma idade consagravam às diversões, logo dois anos após a admissão delineou o projecto de um belo edifício para os Serviços de Correios, ao tempo ainda instalados no Palácio do Calhariz. O projecto foi justamente apreciado pelo Sub-Inspector Geral, Dr. Guilhermino de Barros; mas a verba de 411 contos em que fora orçamentado, assustou as instâncias superiores e nada se fez.

Em 1879 foi nomeado para a Comissão encarregada de estudar a reorganização e fusão dos Serviços dos Correios e Telégrafos, que constituiam então dois organismos independentes. Dos trabalhos desta Comissão resultou a reforma de 07 de Julho de 1880, que reuniu os dois serviços numa só Direcção e lhes imprimiu um notável desenvolvimento.

Elevado por essa altura a 1º Oficial, começou Alfredo Pereira a sentir o peso das responsabilidades que as anteriores demonstrações das suas qualidades lhe acarretaram.

Criado o Curso Prático de Correios e Telégrafos, confiaram-lhe a regência de uma das cadeiras, ao mesmo tempo que o encarregavam de formar em moldes novos todos os Serviços de Estatística.

Tomou parte no 3º Congresso da União Postal Universal, reunido em Lisboa em 1885, e aí apresentou trabalhos, de que se destacam, pela importância que o Congresso lhes atribuiu, as propostas relativas à Estatística Postal e aos Vales Internacionais.

Pela organização dos Serviços Telégrafo-Postais decretada pelo  Ministro das Obras Públicas, Emídio Navarro, em 1886, foi promovido a Inspector Geral dos Correios, e seguidamente encarregado da elaboração do Regulamento dos Correios.

Em 1891 recebeu a Carta de Título de Conselho com que o Ministro Frederico Arouca quis premiar a sia infatigável actividade e profunda competência.

Em consequência da reforma de 1892, foi incumbido da elaboração de novos Regulamentos.

Diversas vezes desempenhou, interinamente, as funções de Director-Geral especialmente duarante a pertinaz doença do Conselheiro Guilhermino de Barros, por falecimento do qual foi definitivamente provido no lugar, por Decreto de 19 de Abril de 1900.

A sua elevação a este cargo, justo prémio dos serviços prestados, foi recebida com satisfação pelo pessoal, por ver guindado ao mais alto posto de classe um funcionário saído das suas fileiras.

Foram muitos e importantes os diplomas publicados durante o período da sua gerência, quer como Director-Geral interino, de Setembro de 1899 a 19 de Abril de 1900, quer como efectivo, desde esta data até 1910: Aqui ficam, apenas, alguns:

Regulamento para o Serviço de Encomendas (Decreto de 16 de Novembro de 1899), dispõe sobre os serviços existentes e cria outros novos.

Remessa de jornais em maços, pelas empresas jornalísticas (Decreto de 16 de Novembro de 1899).

Bases para a reorganização dos Serviços dos Correios e Telégrafos (Decreto de 21 de Junho de 1900).

Avenças de jornais (Decreto de 13 de Dezembro de 1900).

Todos os sistemas de Telegrafia sem fios são considerados monopólio do Estado (Decreto de 23 de Maio de 1901).

Regulamento para o estabelecimento e exploração de indústrias eléctricas (Decreto de 19 de Julho de 1901).

Regulamento para a permutação de encomendas postais entre a Província de Moçambqiue e o Continente, Ilhas e estrangeiro (Decreto de 14 de Novembro de 1901).

Organização dos Serviços dos Correios e Telégrafos e fiscalização das indústrias eléctricas (Decreto de 24 de Outubro de 1901), este documento desenvolve notavelmente a legislação relativa às indústrias eléctricas, introduzida na reforma de 1892.

Organização do pessoal de Telégrafos, Correios e Fiscalização das Indústrias Eléctricas (Decreto de 30 de Dezembro de 1901), codifica a legislação anterior, modificando-a em muitos pontos, e estabelece que o pessoal tenha participação nas receitas.

Organização dos Serviços de Contabilidade de Telégrafos e Correios (Decreto de 30 de Dezembro de 1901).

Regulamento para o Serviço de Correios (Decreto de 14 de Junho de 1902).

Regulamento do ensino profissional dos empregados dos Telégrafos e Correios (Decreto de 28 de Junho de 1902).

Regulamento das admissões e promoções (Decreto de 28 de Junho de 1902).

Regulamento para o estabelecimento e conservação das linhas e Estações Telefónicas do Estado (Decreto de 28 de Junho de 1902)

Regulamento das concessõesd de licenças para o estabelecimento e exploração de linhas e Estações Telegráficas e Telefónicas e Estações Semafóricas a cargo de particulares (Decreto de 28 de Junho de 1902).

Regulamento do Serviço de Contabildade das Receitas e Despesas (Decreto de 28 de Junho de 1902).

Regulamento dos serviços de aquisição, distribuição e contabilidade do material de Correios e Telégrafos (Decreto de 28 de Junho de 1902).

Redução dos horários de trabalho e instituição de folgas aos Domingos (Decreto de 07 de Maio de 1903).

Regulamento do serviço de redes telefónicas do Estado (Decreto de 17 de Setembro de 1904).

Criação da Caixa de Reformas do Pessoal Jornaleiro (Decreto de 17 de Setembro de 1904).

Regulamento para a permutação de fundos por meio de ordens postais (Decreto de 06 de Maio de 1909).

Regulamento dos Serviços de Correspondências Telegráficas (Decreto de 22 de Junho de 1909).

Finalmente, pelo Decreto de 27 de Outubro de 1909, altera-se a organização do pessoal, de 1901, extinguindo a classe de Aspirantes Auxiliares, aumentando os vencimentos, etc.

Embora salientando que a Direcção Técnica dos Serviços Telegráficos e Telefónicos estava então especialmente a cargo do Engenheiro Inspector-Geral dos Telégrafos, Conselheiro Paulo Benjamim Cabral, não queremos deixar de registar os notáveis progressos realizados neste ramo de serviços durante a superior administração do Conselheiro Alfredo Pereira.

Em Maio e Junho de 1902 realizaram-se em Portugal os primeiros ensaios de T.S.F. entre uma Estação Costeira e um barco em navegação. As curiosas experiências a que se dignou assistir El-Rei D. Carlos I, foram levadas a cabo, com o melhor êxito, por funcionários dos Correios e Telégrafos encarregados das instalações establecidas na cidadela de Cascais e a bordo do cruzador D. Carlos.

Em 11 de Abril de 1904 iniciou-se a exploração da primeira linha telefónica do Estado que ligou as Cidades de Lisboa e do Porto, e no ano imediato inauguraram-se as redes telefónicas das cidades de Coimbra e de Braga, respectivamente em 30 de Julho e 13 de Novembro de 1905.

Durante os dez anos da sua Direcção os serviços subiram muito alto no cenceito do público e das administrações estrangeiras, pela proficiência, zelo e honestidade com que eram desempenhados de Norte a Sul do País.

Por ocasião das festas do 25º aniversário da fundação da União Postal Universal, realizadas em Berna, no ano de 1900, teve o encargo de representar Portugal nessas brilhantes comemorações; e em 1903 assistiu à Conferência Telegráfica de Londres, como Delegado da Administração Portuguesa.

Como representante de Portugal em Congressos Internacionals de Correios e Telégrafos, e em especial no de Telégrafos, reunidos em Lisboa em 1908, a que presidiu, foi alvo das mais eloquentes demonstrações de consideração e simpatia da parte de todos os Congressistas.

A Câmara dos Deputados, em sua sesão de 15 de Julho de 1908, votou por aclamação, e nos termos mais elogiosos, a proposta do Deputado Sérgio de Castro para que fosse lançado na Acta um Voto de Congratulação, em geral pelo êxito que obteve o Congresso Telegráfico, e em particular pela forma levantada por que a ele presidiu o Conselheiro Alfredo Pereira.

O Governo agraciou com a Comenda da Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa os funcionários que levaram a efeito as experiências de T.S.F.; Oficiais José Tomás Ribeiro, Luís Campos Fragoso; A. A. Pedro dos Santos e Aspirante Bernardo Bartolomeu Moniz da Maia.

A construção da linha telefónica Lisboa-Porto, foi projectada e conduzida, pelo Chefe da Circunscrição Telegráfica de Lisboa, o 1º Oficial José Tomás Ribeiro, auxiliado nos trabalhos de construção os Oficiais Dr. Henrique Pedro Ribeiro de Sousa (mais tarde Inspector Geral dos Telégrafos) e Francisco de Paula Pereira.

Alfredo Pereira, como representante de Portugal em Congressos Internacionais de Correios e Telégrafos, e em especial no de Telégrafo, reunidos em Lisboa em 1908, a que presidiu, foi alvo das mais eloquentes demonstrações de consideração e simpatia da parte de todos os congressistas.

Colaborou em diferentes jornais e muito especialmente no Jornal do Comércio, de Lisboa, onde publicou artigos sobre Correios, Finanças, Agricultura, etc.

Militou no antigo Partido Progressista, representando na Câmara dos Deputados o Círculo de Penafiel, em Legislaturas sucessivas; e ocupou por vezes, na mesma Câmara, o lugar de Vice-Presidente.

Com o advento da República foi afastado do alto cargo; e por decreto de 17 de Novembro de 1910 aposentado com a pensão anual de 1.200&000 réis.

Alfredo Pereira, foi Secretário-Geral, do Ministério das Obras Públicas e possuía as seguintes condecorações: Comenda da Ordem de Santiago; Comenda de Santana, da Rússia; Cavaleiro e Comendador da Legião de Honra, de França; Leão e Sol, da Prússia; Sol Nascente, do Japão; Coroa de Carvalho, do Luxemburgo; Coroa da România; Medalha dos Correios e Telégrafos, etc.

Fonte: “Dos Correios-Mores do Reino aos Administradores Gerais dos Correios e Telégrafos”, (De Godofredo Ferreira, 2ª Edição, revista e aumentada, Lisboa, 1963)

Fonte: “Velhos Papéis do Correio”, (de Godofredo Ferreira, Editado pelos CTT, Edição de 1949)

No dia em que passam 100 anos da morte de Abel Botelho, Militar e Diplomata, que conseguiu que a Argentina fosse o primeiro País a reconhecer o novo regime Republicano, aqui ficam alguns dados biográficos.

 

Abel BotelhoABEL Acácio de Almeida BOTELHO, Militar,  Diplomata e Escritor, nasceu em Tabuaço, a 23-09-1855, e faleceu em Buenos Aires (Argentina), a 24-04-1917. Era filho de Luís Carlos de Almeida Botelho e de Maria Preciosa de Almeida Botelho. Oficial do Exército, Deputado Republicano e Diplomata.

Seguiu a carreira militar, frequentando o Colégio Militar entre 1867 e 1872, após a morte de seu pai. Entre 1872 e 1876 frequentou a Escola Politécnica e entre 1876 e 1878 fez o Curso do Estado-Maior da Escola do Exército.

Foi sucessivamente promovido a Alferes, em 1879; a Tenente, em 1881; a Capitão, em 1881; a Major, em 1893; a Tenente-Coronel, em 1898; a Coronel, em 1906; e a General, em 1916.

Ocupou diversos cargos na sua carreira militar, como Chefe da Repartição de Justiça no Quartel-General, Chefe do Estado-Maior da 1ª Divisão Militar e Chefe da 1ª Repartição da Secretaria do Ministério da Guerra.

Implantada a República, foi Deputado, Senador e Ministro de Portugal na Argentina. O Embaixador Abel Botelho que conseguiu que a Argentina fosse o primeiro país a reconhecer o Regime Republicano Português.

Jornalista, deu vasta colaboração a jornais como “O Dia”, “Ocidente”, e “Ilustração”. Publicou em 1885 o seu primeiro livro, com o nome “Lira Insubmissa”, e em 1888 o livro de contos “Mulheres da Beira”. Um dos seus melhores romances é “Amanhã”, de 1901, o primeiro na literatura portuguesa em que o proletariado surge como personagem colectiva. Este romance é o terceiro dos cinco que constituem a série “Patologia Social”, de 1898-1910, graças à qual se tornou, em Portugal, o mais característico representante do naturalismo ou realismo exagerado. O mesmo se verifica na sua obra teatral, por exemplo em “Jucunda”, em 1889, e “Claudina”, em 1890, em que ele se compraz no desenho de certas personagens mórbidas.

Foi membro da Academia de Belas-Artes e seu Inspector depois da implantação do regime republicano e da Comissão de Monumentos Nacionais.

Pertenceu à Maçonaria, tendo sido iniciado por comunicação (1910) e filiado na Loja Irradiação, nº 315, do RF, de Lisboa, com o nome simbólico de Spinosa. Irradiado em 22 de Junho de 1914 por falta de pagamento.

Obras principais: Lira Insubmissa, (versos, 1885); Claudina, (teatro, 1890); A Imaculável, (teatro, 1897); Os Lázaros, (figuras de hoje, romance, 1904); Sem Remédio, (etologia dum fraco, romance, 1900); Amor Crioulo, (vida Argentina, novela, 1919).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Arouca, Cascais (Freguesia de Alcabideche), Lisboa (Freguesia de São Domingos de Benfica, Edital de 12-03-1932), Seixal (Freguesia de Fernão Ferro), Tabuaço.

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. II, Publicações Europa América)

Fonte: “Parlamentares e Ministros da 1ª República” (1910-1926); (Coordenação de A. H. Oliveira Marques, Colecção Parlamento; Edições Afrontamento, Pág. 122 e 123)

Fonte: “Os Constituintes de 1911 e a Maçonaria”, (de António Ventura, Editora Temas e Debates e Círculo de Leitores, 2011, Pág. 65 e 66)

Fonte: “Quem É Quem”, (Portugueses Célebres, Círculo de Leitores, Edição de 2008, Pág. 97).

No dia em o Actor Henrique Canto e Castro, se fosse vivo, faria 84 anos de idade, aqui fica uma pequena biografia.

 

Canto e CastroHENRIQUE Baptista Vaz Pacheco do CANTO E CASTRO, Actor, nasceu em Lisboa, a 24-04-1930, e faleceu em Almada, a 01-02-2005. Actor de teatro, cinema e televisão. Estreou-se aos 12 anos no teatro amador, dirigido por Ribeirinho. Estudou no Liceu Camões, onde o aproveitamento não foi dos melhores (gostava de Letras, mas a Matemática nunca foi o seu forte) pois o que verdadeiramente lhe dava prazer era representar.

O pai, respeitando a sua vocação, perguntou a Ribeirinho se o rapaz tinha jeito, ao que este respondeu »jeito tem, mas isto de ser Actor é uma vida desgraçada«. O pai inscreveu-o no Conservatório Nacional e, três anos depois, com 17 anos de idade, Canto e Castro terminou o curso e recebeu o Prémio Eduardo Brazão para melhor Actor.

Com 53 anos de carreira, pode orgulhar-se de ter representado »todos« os papéis: comédia, tragédia, farsa e melodrama, ópera e revista em várias companhias. Nunca rejeitou um papel que lhe agradasse, por pequeno que fosse, preferindo o teatro. Canto e Castro pelo Teatro Nacional Popular, Teatro Apolo, Teatro Ginásio, Grupo de Campolide, Teatro Nacional D. Maria, Teatro da Trindade, Teatro Aberto e Teatro de Almada e contracenou com personalidades como António Silva, João Villaret, Laura Alves, Ribeirinho, Alves da Cunha, Eunice Muños, Cármen Dolores, Fernanda Montemor, Irene Cruz e Maria Barroso.

No cinema participou, participou nos filmes “Tráfico”, de João Botelho, “Cinco Dias, Cinco Noites”, de José Fonseca e Costa, “Manhã Submersa”, de Lauro António, “O Último Mergulho”, de João César Monteiro, “Capitães de Abril”, de Maria de Medeiros, e “A Costa dos Murmúrios”, de Margarida Cardoso, entre outros. Participou ainda em programas de televisão como “Duarte e Companhia”, “Esquadra de Polícia”, “Fura Vidas”, “Residencial Tejo”, e fez várias dobragens para séries de animação. Em telenovelas, participou em “Desencontros”, “Esquadra de Polícia”, “Ballet Rose”, “O Processo dos Távoras”, “A Ferreirinha”, e “João Semana”, de Francisco Moita Flores, “Anjo Selvagem” e “Mistura Fina”.

Canto e Castro era casado com a Actriz Ema Paul, e tinham três filhos.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Sobreda).

Fonte: “TSF – Rádio Notícias”

No dia em que Badaró, faria 84 anos de idade, deixo aqui esta pequena homenagem, ao Humorista que tanto nos fez rir.

 

bADARÓManlio Hedair BADARÓ, Actor, Humorista e Autor, nasceu em S. Paulo, (Brasil), a 23-04-1933, e faleceu no Instituto Português de Oncologia, em Lisboa, a 01-11-2008. Tendo iniciado a sua vida artística na Rádio de S. Paulo. Devido ao êxito obtido foi chamado para o teatro, tendo pisado a ribalta, pela primeira vez, no ano de 1954, no Teatro das bandeiras, no Rio de Janeiro.

No seu País fez teatro de revista em quase todas as salas importantes das principais cidades. Foi artista da TV Rio, Televisão Record e TV Tupi. Interpretou diversos filmes brasileiros, sobressaíndo o seu trabalho em “Simão, o Caolho”; “Colégio de Brotos”, ao lado Óscarito e “A Baronesa Transviada”.

Foi com a revista “Fogo no Pandeiro” que Badaró apareceu ao público português, e desde então radicou-se em Lisboa, tendo trabalhado em diversas revistas.

Badaró, fixou residência no País e acabou por se naturalizar português, tendo trabalhado em Teatro, Rádio e Televisão.

Fez sucesso na Rádio Clube Português, com o seu programa “Jornaleco” e ele explicava: “Um jornal que ninguém lê, mas todos ouvem”. Ficou conhecida a célebre expressão “Toma e embrulha” que ele usava nesse programa. Na televisão ficou famoso pelas personagens como o “Chinezinho Limpopó” e ainda pela célebre expressão “Ó Abreu, dá cá o meu”. Como Autor e Actor, fez “Badarascope”; “Badaró 9/2”; “É Fogo Novo”; escreveu e interpretou a revista “Adão e Elas”, com que reabriu o Teatro ABC. Fez diveras “tournéss” a Guiné, Angola, Moçambique, Açores e Madeira.

Fez vários programas na rádio, tais como “Sob a luz dos Projectores” e “O Cantinho do Magriço”.

Badaró estava a preparar uma festa para comemorar os 50 anos de carreira. “Quero fazer um espectáculo que reúne todos os meus amigos, no Parque Mayer ou no Maria Vitória”.

Badaró faleceu, vitima de doença prolongada, na madrugada de 30 de Outubro para 01 de Novembro. O corpo segue depois para a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. Deste modo cumpre-se o desejo do Artista de que, após a sua morte, o seu corpo fosse entregue à Ciência.

Fonte: “Jornal Expresso”

O Pintor Rogério Amaral, se fosse vivo, faria hoje 100 anos de idade.

 

Rogério AmaralROGÉIO AMARAL, Pintor, nasceu em Lisboa, a 23-04-1917, e faleceu na Freguesia de Costa da Caparica (Almada), a 12-04-1996. Foi um Pintor expressionista e impressionista que no seu Atelier da Avenida da Liberdade, nos intervalos da Fábrica de Sant’Ana, pintou quadros em que também focava esta cidade, realizando a sua 1ª Exposição em 1954 na Galeria de Março.

Este Artista que afirmava que «Pintar é um acto de felicidade». Em 1959, ganhou o 1º Prémio Silva e a 2ª Medalha da Sociedade Nacional de Belas-Artes de Lisboa.

Está representado no Museu de Arte Contemporânea de Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian, nos Museus Municipais de Lisboa, Almada, Mirandela e Loures, no Museu de Sófia (Bulgária) e no Centro de Arte Moderna de Caracas (Venezuela).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de Benfica, Edital de 11-03-1999); Seixal (Freguesia de Corroios).

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa”

A Actriz Carmén Mendes, se fosse viva, faria hoje 90 anos de idade.

 

Carnaxide 0200CARMÉN MENDES é o nome artístico de Hermínia Mendes, Actriz, natural de Lisboa, nasceu a 22-04-1927 e faleceu a 08-05-2003. Depois de uma curta frequência da Escola Machado de Castro, emprega-se numa modista até que, em 1947, por intermédio de um amigo bailarino, é contratada por Piero Bernardon para integrar o grupo de girls do Teatro Variedades. Faz então também figuração no filme Três Espelhos.

Casou com o realizador Augusto Fraga e estreou-se profissionalmente como “Girl” na Revista Ela aí Está, no Teatro Avenida.

A conselho de Vasco Santana dedicou-se desde então à comédia, tendo trabalhado no Teatro Monumental, na Companhia de Teatro Alegre (sob a direcção de Henrique Santana), no Teatro Maria Matos, entre outros.

Em 1947, estreou-se no grande ecrã com o filme “Três Espelhos”, de Ladislao Vadja e durante as três décadas seguintes não mais deixou de fazer cinema. Ainda em 1982, recebeu o Prémio para Melhor Interpretação Feminina no Festival Internacional de Cinema da Costa Brava, pelo seu desempenho em “Tempo Vazio”. Na opinião de Jorge Leitão de Barros, Cármen Mendes foi o mais importante rosto feminino do cinema comercial português dos anos sessenta.

Durante anos trabalha quase sem interrupção em comédias: Eu não Sou Eu, a Mala de Bernardette, Aqui Há Fantasmas, Morra agora e Pague depois, A Linha da Sorte ou A Barraca, são alguns dos muitos espectáculos em que intervém.

Num interregno na sua actividade na comédia, em 1964, Carmen Mendes faz uma estada de 6 meses em Moçambique, durante a qual representa, em Lourenço Marques, O Dia Seguinte, de Luís Francisco Rebello, que considera um dos pontos mais altos da sua carreira.

Abandona a Companhia Teatro Alegre em 1966 e, desde então, a sua actividade teatral acontece plena de hiatos.

Alguns dos seus trabalhos: Bocage – Alma Sem Mundo, de Luzia Maria Martins, (1967); Quando Ela Se Despiu, (1969); O Crime do Padre Amaro, (de Artur Portela Filho e Mafalda Mendes de Almeida, (1978); A Família, (1979); A Gravata, (1980); Jardim de Outono, (1985).

Participou, entre outros, nos seguintes trabalhos: Três Espelhos, (de Ladislao Vadja, 1947); Duas Causas, (de Henrique Campos, 1952); Parabéns, Senhor Vicente, (de Artur Duarte, 1955); O Noivo das Caldas, (de Artur Duarte, 1956); Perdeu-se Um Marido, (de Henrique Campos, 1957); Dois Dias no Paraíso, (de Artur Duarte, 1957); Quando o Outono Chegar, (1958); O Senhor Que se Segue, (1958); Sangue Toureiro, (de Augusto Fraga, 1958); O Tarzan do 5º Esquerdo, (1958); O Sapo e a Doninha, (1958); O Destino Não Quis, (1958-1959; O Pobre Mentiroso, (1959); Assunto Arrumado, (1959); O Primo Basílio, (de António Lopes Ribeiro, 1959); Raça, (de Augusto Fraga, 1961); A Vergonha da Família, (de Armando Vieira Pinto, 1962); Im Dia de Vida, (de Augusto Fraga, 1962); Daqui Fala o Morto, (1963); Aqui Há Fantasmas, (1964);  Vinte e Nove Irmãos, (de Augusto Fraga, 1965); Uma História Por Semana, (1965); A Voz do Sangue, (de Augusto Fraga, 1966); Às Quatro em Ponto, (1968); A Caçada do Malhadeiro, (de Quirino Simões, 1969); Traição Inverosímil, (de Augusto Fraga, 1961); A Recompensa, (de Artur Duarte, 1969); A Flor e a Vida, (1980); Tempo Vazio, (1982); Gala de Prata – 25 Anos RTP, (1982); Palavras Cruzadas, (1987); Uma Bomba Chamada Etelvina, (1988); Sétimo Direito, (1988); Crime à Portuguesa, (1989).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Oeiras (Freguesia de Carnaxide).

Fonte: “Dicionário de Mulheres Célebres”, (de Américo Lopes de Oliveira, Lello & Irmão Editores, Edição de 1981, Pág. 888).

Fonte: “Dicionário do Cinema Português (1962-1988), de Jorge Leitão Ramos, Editora Caminho, Pág. 256 e 257”.

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 354).

“Um Estrangeiro na Toponímia Portuguesa”

 

Alexandre FlemingALEXANDER FLEMING (ou aportuguesado para ALEXANDRE FLEMING), Cientista, nasceu em Lochfield, Darvel, Ayrshire, Escócia, (Reino Unido), a 06-08-1881, e faleceu em Londres, a 11-03-1955. Casou em 1915 com Sarah Marion McElroy (irlandesa que faleceu em 1949) e em 1953 com Amalia Koutsouri-Voureka (uma colega grega, que conheceu na St. Mary). Do primeiro casamento teve um filho, Médico de Clínica Geral.

Frequentou as Escolas de Louden Moor School, Darvel School, e Kilmarnok. Aos 14 anos mudou-se, juntamente com os seus quatro irmãos, para Londres, onde frequentou a Escola Politécnica em Regent Street. Após completar os estudos começou a trabalhar numa empresa de navegação. Em 1906, Alexandre Fleming alistou-se no Regimento Escocês para combater na guerra anglo-boer, na África do Sul, nunca tendo, porém, chegado a ir para o Transvaal. No ano seguinte entra na Escola Médica de St. Mary, para estudar Medicina, qualificando-se com distinção, em 1906.

Iniciou os estudos científicos em St. Mary, com Sir Almroth Wright, um pioneiro no campo da vacinoterapia. Alcançou o MB e BS, com Medalha de Ouro, em 1908, exercendo o cargo de Professor Universitário, na mesma instituição, até 1914. Serviu, durante a I Guerra Mundial, como Capitão no Corpo Médico do Exército. Durante a guerra Fleming encontrou um cenário de infecções tão drásticas que levavam à morte rápida do soldado. Perante este panorama tentou descobrir algo que combatesse as infecções, mesmo aquelas causadas pelas explosões de granadas. Assim, a acção de Fleming, também, pode ser notada no trabalho desenvolvido com os feridos de guerra, onde produziu imensas inovações. Regressou a St. Mary nos anos 20 interessando-se principalmente pela acção natural da bactéria.

Em 1921 descobre em tecidos e secreções uma importante substância bacteriológica que ele nomeou Lysozome e que tinha um natural efeito antibacteriano, apesar de não actuar em agentes infecciosos fortes. Desta forma, as suas investigações continuaram, tendo sido nesta sequência que Alexander Fleming descobriu a penicilina, em 1928. Reparou também, e, esta é a descoberta mais importante, numa auréola em volta do bolor que indicava que a bactéria tinha sido destruída, deduzindo assim que o bolor libertava uma substância que inibia o crescimento da bactéria. Este fungo ou bolor foi chamado de Penicillium notatum, tornando-se num agente poderoso no combate de infecções.

Fleming apresentou as suas descobertas em 1929, no British Journal of Experimental Pathology, não tendo, porém, alcançado grande projecção. Em 1932, abandonou o seu trabalho com a penicilina, providenciando no entanto que amostras do bolor fossem entregues a vários investigadores. O processo de purificação da penicilina, necessário para a sua aplicação em seres humanos, coube a dois cientistas da Universidade de Oxford, Howard Florey e Ernest Chain, que, em 1939, obtiveram uma amostra e pretenderam isolar as substâncias do bolor que destruíam a bactéria. Rapidamente, os dois cientistas purificaram a penicilina em quantidade suficiente para efectuar, com êxito, experiências com ratos, aos quais foram dadas grandes doses de bactérias.

A partir de 1940, durante a II Guerra Mundial, o medicamento passou a ser aplicado em injecções. Foram instaladas pequenas fábricas de produção de penicilina e o medicamento passou a ser produzido em larga escala pela indústria Farmacêutica nos Estados Unidos da América. No período da guerra, a penicilina serviu para salvar a vida de milhões de soldados feridos no campo de batalha. Alexander Fleming escreveu numerosos estudos sobre bacteriologia, imunologia, descreveu as suas descobertas do lysozome e penicilina. Logo após o reconhecimento de que a penicilina era o mais eficaz medicamento no combate das infecções.

Fleming recebeu 25 graus honoris causa, 26 medalhas, 18 prémios, 13 condecorações e foi nomeado sócio de 87 academias e sociedades científicas. Foi presidente da Sociedade de Microbiologia, membro da Academia das Ciências e Membro Honorário de quase todas as sociedades médicas e científicas do mundo. Foi, ainda, Reitor da Universidade de Edimburgo, durante os anos 1951 a 1954.

Foi armardo cavaleiro pelo rei Jorge VI, em 1944, juntamente com Florey. Em 1945, recebeu o Prémio Nobel de Fisiologia e Medicina, simultaneamente com Florey e Chain. Faleceu a 11 de Março de 1955, em Londres.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Albufeira, Almada; Amadora; Lisboa (Freguesia de São Domingos de Benfica, Edital de 30-09-1997, ex-Rua D à Rua Lúcio de Azevedo); Porto.

Fonte: “Grande Enciclopédia do Conhecimento” (7º Volume, Círculo de Leitores, Pág. 1075)

“José Maria Dionísio, um Campeão (Ciclista) esquecido”

 

Jose Maria DionisioJOSÉ MARIA DIONÍSIO Júnior, Ciclista, nasceu em Carregal do Sal, a 18-12-1875, e faleceu em Viseu, a 20-04-1943. Era filho de José Maria Dionísio e de D. Joaquina Rodrigues Dionísio. O pai, industrial de padaria, levou catorze filhos ao baptismo, sendo três rapazes e onze raparigas.

O futuro campeão de ciclismo era um dos mais velhos. Apesar da enorme prol a família vivia com desafogo económico, tanto que, por morte do pai, ocorrida em 1902, os filhos herdaram bom dinheiro. José frequentou a Escola Primária e, após o exame oficial, foi para Viseu para se matricular no Liceu. Sua mãe tinha família nessa cidade o que facilitou ao rapaz alojar-se comodamente. Aí, nessa cidade beirã, permaneceu alguns anos com sofrível aproveitamento escolar, mas com maior proveito nas experiências competitivas com outros jovens.

Zé Dionísio era rude, orgulhoso e bem musculado. Nos vários jogos e rixas com outros rapazes até os de maior idade se vergaram ao seu poder e decisão. Quando apareceram, os primeiros velocípedes, o jovem do Carregal do Sal apaixonou-se pelo novo veículo e em breve foi visto a pedalar nas ruas de Viseu. Por estes anos começaram as questiúnculas com o pai, pois este não via com bons olhos o entusiasmo do filho pela bicicleta.

O Industrial entendia que uma loucura daquelas acabaria por desviar o rapaz dos estudos e da padaria. Assim Zé Dionísio (Filho) foi ficando por Viseu, e só raramente trilhava os 40 quilómetros até Carregal do Sal, percurso que realizava sempre de bicicleta.

Aos dezoito anos começa a tomar parte em corridas, que faziam parte do programa de algumas feiras e arraiais em louvor de santos padroeiros. De ano para ano afirma-se um velocipedista de largos recursos. Não tem especialidade definida. Tanto alinha nas provas de velocidade como nas corridas de fundo.

A bicicleta atrai cada vez mais a atenção dos jovens do tempo. Sucedem-se os nomes dos mais populares ciclistas nacionais, obtendo algumas em terras de Espanha vitórias espectaculares. Eduardo Minchin, Benedito Ferreirinha, José Diogo de Orey, Mário Duarte, Manuel Ferreira, Charles Henry Bleck, António Lopes e … esse José Bento Pessoa, da Figueira da Foz, que ganhou 68 corridas no país vizinho contra espanhóis, franceses, italianos, ingleses, suecos, alemães – uma autêntica fera! Zé Dionísio, inscreve-se agora tanto nas corridas de Lisboa como nas que se realizam no norte do País.

Obtém boas classificações. Torna-se de 1899 em diante, com 24 anos incompletos, um ciclista temível. A grande forma só atingirá em 1901. É o ano da rivalidade com José Bento Pessoa, ambos arrastando nesse duelo 25 000 espectadores.

Com a morte do pai, em 1902, José Maria Dionísio Júnior estabelece-se definitivamente em Viseu. Em 1902, 1903 e 1904, anos em que José Bento Pessoa se mantém retirado da competição, ele ganha várias corridas, incluindo os respectivos campeonatos nacionais desses anos. Com a chegada a Portugal de vários ciclistas profissionais italianos, franceses e alemães, a partir de 1904, José Maria Dionísio, não sendo feliz em algumas corridas retira-se da competição.

Em 27 de Fevereiro de 1908, consorciase com uma senhora de Viseu D. Palmira da Conceição Dionísio, que lhe deu três filhos, dois rapazes e uma rapariga. Nos anos seguintes data a sua paixão pelo automobilismo. Foi dos primeiros habitantes de Viseu a tripular um automóvel.

Tinha, em Viseu, uma padaria em Massorim, cuja casa de vendas estava localizada na Rua Formosa, onde hoje está estabelecido o sr. José Soares, junto à casa dos tabacos. Metade do estabelecimento destinava-se à venda do pão, a outra metade a um stand de bicicletas e de automóveis. Representava a Peugeot – firma, cujos representantes em Portugal, eram os irmãos Crespos, antigos colegas ciclistas do Dionísio.

José Maria Dionísio Júnior pôs termo à vida da maneira mais tétrica no dia 20 de Abril de 1943. Tinha 68 anos.

Depois de José Bento Pessoa, o ciclismo português teve cinco atletas de alta estirpe: José Maria Dionísio, Luciano Pinto, Alves Barbosa, Ribeiro da Silva e Joaquim Agostinho.

Fonte: “Ginásio Figueirense”, (Individualidades”

Fonte: “José Bento Pessoa – Biografia”, (por Romeu Correia, 3ª Edição, Outubro de 2013, Editado por Casino da Figueira)

Os CTT, com este ou com outros nomes que foram tendo ao longo dos anos, tiveram, para o seu prestígio e engrandecimento, a contribuição de muitas pessoas. São essas pessoas que, dentro da medida do possível, pretendo dar a conhecer.

cavalo-dos-ctt-antigoGUILHERMINO Augusto DE BARROS, foi o 3º Director-Geral dos Correios e Telégrafos, exerceu o cargo de 1899 a 1900. Por decreto de 07 de Setembro de 1899, Guilhermino de Barros voltou novamente à Direcção-Geral dos Correios e Telégrafos, por troca de lugar com Ernesto Madeira Pinto, mas o terrível mal que o vitimou, e de que já a esse tempo sofria, só lhe permitiu uma gerência nominal. Falceu a 16 de Abril do ano seguinte.

O seu funeral, a que assistiram mais de 2.000 pessoas, foi uma imponente manifestação de sentimento a que se associou todo o pessoal dos Correios e Telégrafos de Lisboa. Por sua determinação, o corpo foi transportado na carreta dos Carteiros, e por estes sempre conduzido. À beira da sepultura falaram o Conselheiro Alfredo Pereira, que devia substituí-lo, e diversos funcionários do pessoal maior e menor.

Guilhermino de Barros, havia recebido a Carta de Conselho em 1881, e o Pariato em 1898; e teve, entre outras, as condecorações seguintes: Ghrã-Cruz de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa; Grã-Cruz de Santo Estanislau, da Rússia; Grã-Cruz da Coroa, de Itália; e o Grande Oficialato da Legião de Honra, de França.

Fonte: “Dos Correios-Mores do Reino aos Administradores Gerais dos Correios e Telégrafos”, (De Godofredo Ferreira, 2ª Edição, revista e aumentada, Lisboa, 1963)

Fonte: “Velhos Papéis do Correio”, (de Godofredo Ferreira, Editado pelos CTT, Edição de 1949)

Mário Murteira, Professor e Investigador, se fosse vivo, faria hoje 84 anos de idade.

 

Mário MurteiraMÁRIO Luís da Silva MURTEIRA, Professor e Investigador, natural de Lisboa, nasceu a 19-04-1933 e faleceu a 15-03-2013. Professor emérito do Instituto Universitário de Lisboa, faleceu depois de doença prolongada, no Hospital da Luz, em Lisboa.

Licenciou-se em Económicas, em Lisboa, no então denominado Instituto Superior de Ciências Económicas de Financeiras (ISCEF, actual ISEG),a principal Escola de Economia do País, em 1956. Realizou estudos de pós-graduação em Paris e Roma em 1959 e 1960 e viária a Doutorar-se pela Universidade Técnica de Lisboa em 1970.

Foi Assistente do Centro de Estudos Sociais e Corporativos, dirigido por Sedas Nunes, em 1957/1958, e da Divisão de Estudos de Economia Industrial do Instituto Nacional de Investigação Industrial em 1959/1961.

Já depois do, fundou e dirigiu o Centro de Estudos de Economia e Sociedade, foi Director da revista Economia e Socialismo, e fundador e Director do CESO – Centro de Estudos Economia e Sociedade. Realizou várias missões de assistência técnica em África como consultor de organismos da ONU (UNCTAD e UNDP), Banco Mundiual e da Comunidade Económica Europeia.

No ISCTE desempenhou o lugar de Presidente do Conselho Científico e de responsável pela Escola de Gestão.

Mário Murteira dirigiu até final de 2011 a revista Economia Global e Gestão, publicada pelo INDEG, a Escola de Negócios ligada ao ISCTE, jubilou-se no ISCTE EM 2002 e passou a Professor Emérito da mesma Universidade em 2008. Três anos depois iniciou um período prolongado de doença. Era Professor do ISCTE desde a sua fundação em 1972.

Foi Professor visitante na Universidade Eduardo Mondlane em Maputo (Moçambique), e na Universidade de Macau. Os seus estudos mais recentes sobre o despertar da China são uma referência no estudo da transformação daquela grande economia.

No plano político, foi Ministro dos Assuntos Sociais no I Governo Provisório em 1974 e Ministro do Planeamento e Coordenação Económica nos IV e V Governos Provisórios em 1975. Foi nomeado, em Março de 1975, Vice-Governador do Banco de Portugal. Foi militante e dirigente da União de Esquerda Socialista Democrática (UEDS).

Em 2009 foi-lhe atribuído o Prémio Carreira pela Ordem dos Economistas. Em 2010 foi condecorado com a Primeira Classe da Medalha de Mérito pelo Presidente da República de Cabo Verde, Pedro Pires, pelo trabalho desenvolvido na formação de quadros superiores em Economia e Gestão.

Fonte: “Jornal Expresso”

Fonte: “Dicionário do 25 de Abril”; (Verde Fauna, Rubra Flor, de John Andrade, Editora Nova Arrancada, Sociedade Editora, S.A.. 1ª Edição, Setembro de 2002, Pág. 255 e 256).