Archive for the ‘Uncategorized’ Category

“Esta é uma pequena história de Pedro da Silva, que foi o primeiro Carteiro oficial do Canadá”

 

Bandeira do CanadáPEDRO DA SILVA, Carteiro, nasceu em Lisboa, em 1647, e faleceu no Canadá, a 02-08-1717. Foi o primeiro Carteiro oficial do Canadá, Pedro da Silva, foi também o primeiro cidadão luso a chegar ao Quebec. Pedro da Silva chegou ao País «entre 1672 e 1673», à «Nova França», onde hoje se localiza a província canadiana do Quebeque, tendo depois sido responsável pelas primeiras expedições de correio do país, salientou Bill Moniz.

Em declarações à Lusa, o produtor e realizador Bill Moniz explicou que o documentário «Primeiro Carteiro no Canadá» será exibido em duas versões, em inglês e português, numa homenagem ao imigrante português do século XVII.

A maior parte da pesquisa histórica que serviu de base ao documentário foi feita pelo investigador lusodescendente Carlos Taveira, que está a escrever um livro sobre a figura portuguesa. A colaboração de Francine DaSSylva, descendente do carteiro, «também foi importante», disse o produtor.

«Há registos que, em 1693, foi pago pelo transporte de um pacote de correspondência entre a cidade do Quebeque e Montreal, tendo recebido 20 soldos», naquela que foi a primeira expedição de correio do país, acrescentou Bill Moniz.

«Foi o único, em que há registos, que efetuou o transporte de correio e mercadorias pelo rio São Lourenço durante a guerra entre França e os iroqueses [nação nativa que apoiava o império inglês], e foi também pioneiro na travessia daquele rio no inverno, num período em que estava encerrado à navegação dadas as temperaturas negativas», explicou.

Em 1705, o rei Luís XIV de França nomeou-o como «Mensageiro Real» na Nova França, começando também a entregar correspondência particular.

Foi inaugurada em 1938 na cidade de Montreal uma placa alusiva no edifício dos correios com uma referência ao «primeiro carteiro de que há registos no Canadá». Em 2003, os Correios Canadianos colocaram em circulação, durante dois anos, um selo de homenagem ao português.

O Pedro da Silva Heritage Group vai apresentar o documentário que tem a duração de quase 50 minutos, no dia 25 de novembro, pelas 19:30 locais (00:30 de 26 de novembro em Lisboa), no Oasis Catering e Convention Centre, em Mississauga.

«O próximo passo deste projeto passa por colocar uma estátua em Otava, para que o Canadá inteiro passe a conhecer quem foi Pedro da Silva», concluiu Bill Moniz.

Fonte: “TVI24”

Fonte: “Jornal de Notícias”

Fonte: “Diário de Notícias”

Anúncios

“Quem Foi Quem na Toponímia do Bombarral”

Câmara Municipal de BombarralMARIA GONÇALVES BARREIRA, Escultora e Professora, natural de Lisboa, nasceu a 07-12-1914 e faleceu a 24-12-2010. Faleceu no Hospital de Santa Maria onde se encontrava internada desde há alguns dias. Maria Barreira completou o Curso Superior de Escultura da Escola de Belas Artes em 1949, e em 1958 esteve em Paris como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi Professora do Ensino Secundário e, durante o regime Estado Novo foi proibida de dar aulas devido às suas opções políticas. O marido chegou a ser preso por contestar a ditadura salazarista.

A obra de Maria Barreira, que segue o estilo figurativo, encontra-se representada sobretudo no Museu Municipal do Bombarral – batizado com o nome do casal de Escultores – e que incluí obras de Medalhística e Escultura em mármore, gesso, madeira, bronze e pedra. O Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, o Museu da Fundação Calouste Gulbenkian, o Museu do Neo-realismo, em Vila Franca de Xira, e o Museu Teixeira Lopes de Mirandela também possuem obras da artista nos seus acervos. O corpo vai ficar em câmara ardente a partir das 19:00 na Capela de Santa Joana Princesa, em Alvalade, e o funeral realiza-se sexta-feira, às 14:00, no cemitério do Bombarral, onde se encontra também sepultado o marido, o Escultor Vasco Pereira da Conceição, falecido em 1992.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Bombarral (Rua Maria Gonçalves Barreira)

Fonte: “Revista MafraHoje”

Fonte: “Dicionário de Mulheres Célebres”, (de Américo Lopes de Oliveira, Lello & Irmão Editores, Edição de 1981, Pág. 116)

Recordamos hoje, no dia em faria 100 anos de vida, Nelson Mandela, o Político mais carismático da segunda metade do Século XX e do início do Seculo XXI.

 

Nelson MandelaNELSON Rolihlahla MANDELA, nasceu na Cidade de Qunu (África do Sul), a 18-07-1918, e faleceu na Cidade de Johannesburgo (África do Sul), a 05-12-2013. Foi um importante líder político da África do Sul, que lutou contra o sistema de apartheid no País.

O Advogado e activista acreditou na luta pela libertação de todo um povo. Depois de 27 anos preso, foi eleito o primeiro Presidente negro na África do Sul. O seu legado vai muito além do seu país e do tempo em que viveu.

Ainda estudante de Direito, Mandela começou sua luta contra o regime do apartheid. No ano de 1942, entrou efetivamente para a oposição, ingressando no Congresso Nacional Africano (movimento contra o apartheid). Em 1944, participou da fundação, junto com Oliver Tambo e Walter Sisulu, da Liga Jovem do CNA.

Durante toda a década de 1950, Nelson Mandela foi um dos principais membros do movimento anti-apartheid. Participou da divulgação da “Carta da Liberdade”, em 1955, documento pelo qual defendiam um programa para o fim do regime segregacionista.

Mandela sempre defendeu a luta pacífica contra o apartheid. Porém, sua opinião mudou em 21 de marco de 1960. Neste dia, policiais sul-africanos atiraram contra manifestante negros, matando 69 pessoas. Este dia, conhecido como “O Massacre de Sharpeville”, fez com que Mandela passasse a defender a luta armada contra o sistema.

Em 1961, Mandela tornou-se comandante do braço armado do CNA, conhecido como “Lança da Nação”. Passou a buscar ajuda financeira internacional para financiar a luta. Porém, em 1962, foi preso e condenado a cinco anos de prisão, por incentivo a greves e viagem ao exterior sem autorização. Em 1964, Mandela foi julgado novamente e condenado a prisão perpétua por planejar ações armadas.

Mandela permaneceu preso de 1964 a 1990. Neste 26 anos, tornou-se o símbolo da luta anti-apartheid na África do Sul. Mesmo na prisão, conseguiu enviar cartas para organizar e incentivar a luta pelo fim da segregação racial no país. Neste período de prisão, recebeu apoio de vários segmentos sociais e governos do mundo todo.

Com o aumento das pressões internacionais, o então presidente da África do Sul, Frederik de Klerk solicitou, em 11 de fevereiro de 1990, a libertação de Nelson Mandela e a retirada da ilegalidade do CNA (Congresso Nacional Africano).

Em 1993, Nelson Mandela e o Presidente Frederik de Klerk dividiram o Prémio Nobel da Paz, pelos esforços em acabar com a segregação racial na África do Sul.

Em 1994, Mandela tornou-se o primeiro Presidente negro da África do Sul. Governou o país até 1999, sendo responsável pelo fim do regime segregacionista no país e também pela reconciliação de grupos internos.

Com o fim do mandato de presidente, Mandela afastou-se da política dedicando-se a causas de várias organizações sociais em prol dos direito humanos. Já recebeu diversas homenagens e congratulações internacionais pelo reconhecimento de sua vida de luta pelos direitos sociais.

Com a saúde abalada devido a complicações geradas por uma infecção respiratória, Nelson Mandela morreu em 05 de dezembro de 2013, aos 95 anos de idade. Com sua morte o mundo perdeu uma importante referência histórica da luta pelos direitos humanos e contra a discriminação e o preconceito racial.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Figueira da Foz; Lisboa (Freguesia do Lumiar); Moura; Oeiras (Freguesia de Porto Salvo, Proposta nº 1044/2013).

Fonte: “Nelson Mandela, Uma Lição de Vidar, de Jack Lang, Editora: Mundo Editorial”

Fonte: “Os caminhos de Mandela, de: Richard Stengel, Editora Globo”

Fonte: “Jornal Público”

 

“Faleceu no passado dia 16 do corrente, Altino do Tojal, autor de obras como “Os Putos”, ou “Os Novíssimos Putos”, ou ainda “Viagem a Ver o Que Dá”.

Altino do TojalAltino do Tojal é o pseudónimo de Altino Martins da Costa, Escritor e           Jornalista, nasceu em Braga, a 26-07-1939, e faleceu na Freguesia de Brunhais (Póvoa de Lanhoso), a 16-07-2018. Altino do Tojal, foi criado pela tia Emília, Professora Primária, que o ensinou a ler aos cinco anos, e pelo seu avô, Professor aposentado. Foi este seu avô, um Professor aposentado que, irritado pelas críticas da parentela ao facto de se ter tomado de amores pela criada, saiu de casa e levou consigo o neto.

Foi este avô, que costumava levá-lo à Citânia de Briteiros, que lhe incutiu o gosto pela Arqueologia. Pelo final dos anos 50, quando já concluíra os estudos em Braga, Altino do Tojal meteu na cabeça que havia de viajar até ao Egipto e atravessou a fronteira a salto, uma aventura precocemente cerceada. Detido em Espanha, antes de ser devolvido à procedência ainda lhe foi concedida a questionável honra de ser encarcerado na cela vizinha da que acolheu Cristóvão Colombo na prisão de Valladolid.

Viveu em Braga até aos 27 anos de idade.Trabalhou em vários jornais, entre eles o “Jornal de Notícias”, depois no lisboeta “O Século”, até ao seu encerramento, e depois no “Comércio do Porto”. Trabalhou também durante alguns anos na Biblioteca de Braga.

Altino do Tojal é aitor de contos, novelas e romances inseridos no que se pode designar uma corrente de realismo mágico e dos quais se destaca “Os Putos”, publicado em 1973, chamado inialmente “Sardinhas e Lua” (1964).

“Os Putos”, que acrescido de novos contos de edição para edição e viria finalmente a integrar “Os Novos Putos”, em 1982; e “Os Novíssimos Putos”, em 1984, é considerado por Óscar Lopes, na História da Literatura Portuguesa como contendo “alguns dos melhores contos contemporâneos da infância e adolescência pobres”. Foi adaptado ao Teatro; à Televisão; à Rádio e à Banda Desenhada.

O romance “O Oráculo de Jamais” foi, por seu turno, saudado por Urbano Tavares Rodrigues como “uma das grandes e raras obras universias da nossa Literatura”.

“Histórias de Macau”, que inclui o anterior “Orvalho do Oriente”, de 1981, é produto de uma digressão do autor pelo Oriente, enquanto “Ruínas e Gente”, se refere a uma viagem que empreendeu pelas antigas culturas mediterrânicas, nomeadamente à Grécia e ao Egipto.

Altino do Tojal, dedicou-se também ocasionalmente à tradução, devendo-se-lhe versões portuguesas de Romance de Um Rapaz Pobre, de Octave Feuillet, e de Quo Vadis?, de Henryk Sienkiewicz.

Obras principais: Os Putos (1973); A Colina dos Espantalhos Sonhadores (1975); Bodas de Cem Mil Bárbaros (1978); O Oráculo de Jamais (1979); Viagem a Ver o Que Dá (1983); Histórias de Macau (1987); Ruínas e Gente (1991); Os Mais Belos Contos de Os Putos (2000).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Volume VI; Organziado pelo Instituto Português do Libro e das Bibliotecas; Coordenação de Ilídio Rocha, Publicado por Publicações Europa-América, Edição de Junho de 2001, Pág. 591 e 592)

Fonte: “Jornal de Notícias”

“Quem Foi Quem na Toponímia de Benavente”

Câmara Municipal de BenaventeÁLVARO RODRIGUES DE AZEVEDO, Escritor e Professor, nasceu em Vila Franca de Xira, a 20-03-1824, e faleceu no Funchal, a 06-01-1898. Era filho de António Plácido de Azevedo, natural de Benavente, e de D. Maria Amélia Ribeiro de Azevedo. Casou com D. Maria Justina. Bacharelou-se em Direito na Universidade de Coimbra em 1849.

De 1855 a 1880, ao mesmo tempo que exercia a Advocacia, foi Professor Liceal na Cidade do Funchal.

Procurador à Junta Geral do Distrito do Funchal. Pertenceu à Maçonaria, às Lojas: Trabalho nº 75; Funchal do Funchal e Loja Esperança nº 18, de Lisboa, com o nome simbólico de Sá de Miranda.

Publicou uma dezena de volumes versando temas jurídicos, históricos, literários, políticos, etc, mas a sua obra mais valiosa é a de etnógrafo, de valor ímpar quanto à recolha que fez da literatura oral da Madeira e Porto Santo. Em 1873 promoveu a edição da segunda parte (relativa ao Arquipélago Madeirense) do livro inédito “Saudades da Terra” de Gaspar Frutuoso.

Obras principais: “Manual Prático dos Testamentos”, de 1865, “Corografia do Arquipélago da Madeira”, de 1872, “Romanceiro do Arquipélago da Madeira”, de 1882, e “Benavente, Estudo Histórico-Descritivo”, de 1926. Deixou manuscrito o “Cancioneiro do Arquipélago da Madeira”.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Benavente; Oeiras (Freguesia de Paço de Arcos).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. II, Publicações Europa América)

Fonte: “História da Maçonaria em Portugal, Política e Maçonaria 1820-1869”, (A.H. De Oliveira Marques, Editorial Presença, 2ª parte, 1997, Pág. 332).

Fonte: “Quem É Quem”, (Portugueses Célebres, Círculo de Leitores, Edição de 2008, Pág. 67).

Recordamos hoje, Vítor Silva Tavares, o último rebelde dos Editores.

 

Vítor Silva TavaresVÍTOR SILVA TAVARES, Editor e Jornalista, natural de Lisboa, nasceu a 17-07-1937 e faleceu a 21-09-2015. Nascido na Madragoa, filho da cidade pobre, foi educado por uma avó analfabeta, mas que, percebendo a inteligência ímpar do rapaz, arranjou maneira de o pôr a estudar. Aos 6 anos escreveu o primeiro poema de amor para uma vizinha, aos 16 foi expulso do Liceu por insultar um Professor. Deixou a Escola mas nunca deixou a cultura, os livros, a paixão pelas artes.

Trabalhou com Almada Negreiros na construção de Cenários para Teatro, foi Jornalista em Angola e um dos primeiros a denunciar a escravatura encapotada que se escondia sob o “imposto indígena”. Em 1961 (ano dos massacres que deram origem à guerra em Angola), esta denúncia do regime esclavagista praticado sobre os negros faz com que Silva Tavares seja raptado e quase assassinado por colonos brancos.

Quando regressa a Portugal continua a escrever sobretudo crítica de cinema, na “Flamae no “Diário de Lisboa. É convidado para dirigir a Ulisseia, mas é com José Cardoso Pires, um dos seus mentores, que Vitor vai fazer o suplemento de artes e letras doJornal do Fundão, do qual há-de nascer depois a & Etc. Aqui ele põe em acção toda a sua inteligência, toda a sua ética, toda a sua vida.

Vítor Silva Tavares, o homem que deu vida a várias gerações de poetas, ficcionistas, desenhadores, tipógrafos, etc. Com o homem, acaba um muito especial promontório da resistência intelectual e cívica neste país. A sua Festa, Trabalho e Pão fica por aqui.

Mais conhecido como Rditor de livros e do periódico & etc, são de assinalar as suas fulgurantes passagens pela programação da editora Ulisseia, num curto período que se estende de finais de 1964 ao início de 1967, e pela direcção do suplemento literário do Diário de Lisboa, já no início dos anos 70. De permeio inventa, para encarte no Jornal do Fundão, o suplemento cultural & etc…, já na altura de cariz libertário, e experimental no sentido em que ali se ensaiaram algumas das regras básicas no jogo de iludir a censura.

Será também lembrado pela sua forte ligação à arte cinematográfica. O seu nome consta, por exemplo, no genérico de Uma Abelha na Chuva de Fernando Lopes, mas muito mais que um nome num rol de nomes, foi a sua intervenção substantiva no filme Festa, Trabalho e Pão em Grijó de Parada, atribuído a Manuel Costa e Silva.

Senhor de uma escrita truculenta, gémea da sua presença oral, Vitor Silva Tavares escondeu sempre este seu talento atrás do sentido da eficácia e da necessidade imediata de pôr os pontos nalguns ii. E por isso, nunca se viu a si mesmo como um Escritor.

Fonte: “Jornal Público”

Fonte: “Diário de Notícias”

Fonte: “Jornal Observador”

“Quem Foi Quem na Toponímia de Belmonte”

 

Câmara Municipal de BelmonteJOSÉ MARTINS CAMEIRA, Militar, natural da Freguesia de Caria (Belmonte), nasceu a 06-10-1878. Era filho do Comendador Vicente Martins Ribeiro e de D. Piedade Pires Cameira Ribeiro. A sua carreira Militar, desde que em 1902 foi nomeado Alferes até que em 1935, já Coronel, foi nomeado Comandante Geral da PSP, foi sempre brilhantíssima.

Exerceu professorado em escolas regimentais, tomou parte nas operações de Angola em 1935, no destacamento do Cuanhama como Comandante de Bateria, combatendo na Môngoa, Chana da Môngoa, Cacimbas, etc., bem como no combate de Nigiva, onde entrou com o seu destacamento. Fez parte do CEP em França, e ali obteve promoções rápidas e comandos de responsabilidade, e combateu os revoltosos monárquicos do Norte em 1919 como comandante das tropas de cobertura junto do Mondego e coluna de operações de Lamego e Régua.

Em 1920 foi Comandante da Escola de Metrelhadoras Pesadas e depois Instrutor de 1º e 2º grau na ECO. Fez o Curso de Metrelhadoras pesadas em França na “Machine Gun School” inglesa. Sendo Tenente-Coronel fez parte das forças que combateram, em 1931, os revoltosos das Ilhas Adjacentes, tomando parte no combate do Machico.

Desempenhou muitas comissões técnicas importantes e constam na sua folha de serviços os mais altos louvores em serviço técnico e em campanha, tendo sido condecorado com o grau de Cavaleiro da Legião de Honra de França, a Medalha da Vitória e Medalhas Militares de Comportamento Exemplar (Cobre, Prata e Ouro), Medalha Militar de Prata das Campanhas do Exército de 1914 e 1915, Medalha Militar de Prata de Valor Militar (com letra C e Palma dourada); Medalha Militar de Bons Serviços (duas de Prata e uma de Ouro com letra C), Medalha Militar de Prata das Campanhas do Exército (França 1917 e 1918), Medalha Militar de Prata das Campanhas do Exército (Cuanhama, 1915), Cruz de Guerra e “fourvagères”, Cavaleiro da Torre e Espada com palma dourada, Comendador de Cristo, Comendador e depois Grande Oficial da Ordem Militar de Avis, etc.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Belmonte (Freguesia de Caria – Rua Coronel José Martins Cameira).

Fonte: “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira”

Recordamos hoje, Jorge Barradas, Pintor, Caricaturista e Ceramista, no dia em passa mais um aniversário sobre o seu nascimento.

 

Jorge BarradasJORGE Nicholson Moore BARRADAS, Pintor, Caricaturista e Ceramista, natural de Lisboa, nasceu a 16-07-1894 e faleceu a 30-06-1971. Teve breve passagem pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa e curtas permanências em Paris, Brasil e São Tomé. Jorge Barradas, também conhecido como o «Barradinhas», foi um Pintor e Ceramista da primeira geração dos modernistas portugueses, que participou nas primeiras manifestações «livres» destes na primeira década do século XX . Nos anos vinte foi o mais popular dos Ilustradores lisboetas de jornais e revistas, tendo sido um dos mais assíduos do Sempre Fixe. Em 1925, participou na decoração do Bristol Club e executou duas telas para a Brasileira do Chiado.

Com Henrique Roldão fundou e, dirigiu o quinzenário “O Riso da Vitória, que embora efémera foi uma das mais brilhantes publicações humorísticas portuguesas. Foi ainda Director artístico do “ABC a Rir, dando depois o lugar a Stuart de Carvalhais. Participou, desta forma, numa tentativa de renovação gráfica protagonizada por uma geração que se inspirava no estrangeiro e que atravessa a imprensa periódica e a publicidade portuguesa nos anos 20.

Na sua obra gráfica são notórias as influências da Arte Nova e da “Art Déco. Mas isto não impediu Jorge Barradas de ter um traço original e moderno, cheio de qualidades, de que são exemplo os desenhos que publicou nas primeiras páginas do “Diário de Lisboa, do “Sempre Fixe ou de “O Riso da Vitória, com tipos alfacinhas como protagonistas – relação que repetirá nos seus outros domínios artísticos. Essa originalidade e modernidade estão igualmente patentes nas requintadas capas que fez para a revista “ABC, Magazine Bertrand ou “Ilustração, com o corpo feminino

Artista da primeira geração dos modernistas portugueses, participou durante os anos 10 nas primeiras manifestações “livres”. Ao longo dos anos 20 foi o mais popular dos ilustradores lisboetas, tendo colaborado em jornais e revistas de todas as facções e tendo sido um dos mais assíduos ilustradores de “O Sempre Fixe”. Em 1925 participou na decoração do Bristol Club e executou duas telas para a Brasileira do Chiado.

Em 1945 lançou-se como ceramista e e na azulejaria, tendo mesmo obtido o Prémio Sebastião de Almeida na 1ª Exposição de Cerâmica Moderna, em 1949. Em 1969 fez também os painéis em relevo do refeitório da Fundação Calouste Gulbenkian.

Obteve o Prémio Sebastião de Almeida na 1ª Exposição de Cerâmica Moderna, levada a efeito em 1949. Figuras isoladas ou painéis de azulejos, estilizações de uma figuração barroca de seiscentos, encontramo-lo no seu melhor nos painéis em relevo no refeitório da Fundação Calouste Gulbenkian (1969). Ao longo dos anos 40 e 50 a sua pintura seguiu de perto, no formalismo decorativo, as peças e os desenhos de cerâmica, amaneirando-se num grafismo mais frágil que gracioso. Todavia, os “Caprichos” de 1965 marcam uma nova fase do pintor, uma aventura surrealista, evocação da sua sua ida a São Tomé, realizada havia mais de 30 anos.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica), Lisboa (Freguesia de Benfica, Edital de 25-11-1971, ex-Ruas III e IV à Estrada dos Arneiros), Sesimbra, Sintra (Freguesia de Massamá), Valongo.

Fonte: “As Caricaturas da Primeira República, de Osvaldo Macedo de Sousa, Edição promovida pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, no âmbito do Programa das Comemorações do Centenário da República. Edições Tinta-da-China, 1ª Edição, Setembro de 2010, Pág. 195”

Fonte: “Quem É Quem”, (Portugueses Célebres, Círculo de Leitores, Edição de 2008, Pág. 77).

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

“Quem Foi Quem na Toponímia de Beja”

Câmara Municipal de BejaMARIA JOÃO Gaudêncio Simões GEORGE, Arquitecta, nasceu em Lisboa, em 1948, e faleceu, de acidente de viação, em Santa Margarida do Sado (Ferreira do Alentejo), a 21-03-2006. Era filha de Josefina Gaudêncio Simões. Licenciada em Arquitectura pela ESBAL. Especialista em questões de Habitat  e Desenvolvimento Local.

Casada com o Médico Francisco George, que foi, durante muitos anos Director-Geral da Saúde. Antiga militante comunista, aderiu ao PS em 1994 e foi coordenadora em Beja da candidatura de Manuel Alegre à Presidência. Maria João George e a filha Catarina George, de 35 anos, foram vítimas de um choque frontal com um autocarro quando seguiam, ao princípio da noite de anteontem, no IP 8, junto a Sta. Margarida do Sado.

Trabalhou para várias Câmaras do Alentejo e foi dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local. Durante dez anos foi cooperante para a área da habitação na Guiné-Bissau e no Zimbabwe. A sua actividade privada valeu-lhe um Prémio Municipal de Arquitectura em Beja, em 1993, pela autoria do projecto de intervenção num edifício em ruína no centro histórico da cidade.

Recebeu o Prémio Espiga de Ouro 93, pela recuperação de um edifício em Beja (actual Casa das Artes Jorge Vieira) e, de 1994 a 2003 concebeu e coordenou a intervenção na Aldeia da Luz – EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva. Foi uma importante activista política e cívica, militante do Partido Socialista desde 1994, coordenou em Beja a candidatura de Manuel Alegre, no Distrito de Beja.

Era casada com Francisco George, actual Director-Geral da Saúde. Maria João George deixou obra feita no Distrito de Beja e era uma voz importente e muito escutada naquela região.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Beja (Rua Maria João George).

Fonte: “Jornal Público”

Fonte: “Ordem dos Arquitectos”

Recordamos hoje, Fernando Albuquerque, um dos maiores Trompetistas Portugueses Portugueses de todos os tempos.

 

Fernando AlbuquerqueFERNANDO Camilo Rios de ALBUQUERQUE, Músico, nasceu na Freguesia do Lavradio (Barreiro), a 15-07-1918, e faleceu em Lisboa, a 09-01-1988. Foi um dos maiores Trompetista Português de todos os tempos, famoso nas décadas de 40 a inícios da de 70 do século XX, com actuações por toda a Europa, América do Norte, África do Sul, 1º Prémio Ibérico de Jazz, 1º Prémio de Imprensa para Instrumentistas, 1º Prémio Nacional de Trompetistas e, segundo a revista ?Reflexo?, de Janeiro de 1975, depois de escolhido à última hora devido à doença de um músico inglês, aquando duma actuação no Monumental e no meio de um conjunto de doze músicos ingleses.

Começou a interessar-se por música provavelmente por influência de sua mãe, Professora de educação Musical. Aprendeu trompete de forma autodidacta, tendo como referência os fonogramas do trompetista Harry James. A partir de 1946, integrou a Orquestra Ligeira da Emissora Nacional, tendo recebido o Prémio de melhor intérprete atribuído por esta instituição com a interpretação do Concerto para Trompete de Harry James.

Entre 1946 e 1952 integrou também a Orquestra Tavares Belo, constituída por outros solistas da Orquestra Ligeira da Emissora Nacional, como Domingos Vilaça (clarinete), Marques Dias (saxofone), Artur Machado (percussão), Esteves Graça (trombone), Rafael Couto (contrabaixo e violino), entre outros. A Orquestra apresentava-se principalmente no Casino da Figueira da Foz e no Salão de Chá do Café Chave d’Ouro, sendo as actuações de domingo à tarde neste estabelecimento transmitidas em directo pela Emissora Nacional.

Foi sócio-fundador do Hot Clube de Portugal, tendo tocado em sessões de jazz organizadas pelo Clube no Cinema Condes. Em 1953 formou o Conjunto Fernando Albuquerque, assumindo a sua direcção musical. Além dele, integravam a primeira formação do conjunto (que se manteve até 1956) Jorge Machado (piano), Tino (voz), Fernando Pinto (flauta e guitarra eléctrica), Alírio Covas (baixo eléctrico) e José Medina (bateria). Actuavam essencialmente em espaços de diversão nocturna, nomeadamente na Boîte Maxim’s, nas matines do já referido Salão de Chá do Café Chave d’Ouro e ainda em festas de estudantes (bailes de finalistas, queimas das fitas, entre outros).

Nestas actuações o Conjunto interpretava música de dança, música para cinema e jazz. Participou regularmente em programas de rádio, nomeadamente no programa Talismã (Rádio Clube Português) e em concertos realizados em estúdio no âmbito do programa televisivo TV Jazz (na década de 60).

Foi reconhecido pelos seus pares, sobretudo pela sua capacidade técnica e facilidade na improvisação.

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 1º Volume, A-C, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, Pág. 22)