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“PAIS e FILHOS (à moda antiga); isto é: Pais também engloba Mães, Filhos e Filhas, na Toponímia”.

Maria Emília Barradas e Acácio Barradas, Mãe e Filho, na Toponímia de Setúbal.

 

Azeitão 1852MARIA EMÍLIA da Mota Negrão de Capelo BARRADAS, Benemérita, natural de Setúbal, nasceu a 09-03-1823 e faleceu a 11-02-1999. Era mãe do Jornalista Acácio Barradas. Tendo ficado sem herdeiros directos, depois da morte de seu marido (José Sérgio de Capeto Barradas) e de seu filho (Acácio Sérgio Negrão de Capeto Barradas), fundou, em memória do filho Acácio Barradas, o Asilo Acácio Barradas. Dedicou-se desveladamente à causa dos pobres.

Por sua determinação, em testamento, o Asilo Acácio Barradas fica a cargo dos testamenteiros, durante 6 anos, sendo depois entregue à Santa Casa da Misericórdia de Setúbal.

Deixou a familiares seus as suas quintas do Hilário, de cima e de baixo, junto ao antigo sítio do ferro de engomar; a quinta dos morcegos a Alfredo Miguéns; a casa da sua residência à sua afilhada D. Elisa Miguéns Rocha; as casas pequenas a D. Ermelinda de Castro Ramos; a propriedade da Rua Antão Girão seria vendida e o produto dividido por três senhoras amigas; dois olivais grandes existentes em Fronteira, a Manuel M. B. Castro; 1.000&000 réis a cada Freguesia da Cidade, para esmolas a viúvas e pobres recolhidos; 500$000 réis ao Asilo de Infância Desvalida; 1.000$000 réis à Escola da Vila de Fronteira; 5.000$000 réis a D. Carolina Paxeco; 1.000$000 réis a seu afilhado Henrique Costa; 49$000 réis a cada criado ou criada ao seu serviço; 1.000$000 réis a sua afilhada D. Maria E. P. Martins; 600$000 réis a D. Gertrudes Miguéns Lacerda; 2.000$000 réis a Inácio Guedes, e ao Asilo Acácio Barradas deixou 50.000$000 réis.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Setúbal (Azeitão).

Fonte: “Dicionário de Mulheres Célebres”, (de Américo Lopes de Oliveira, Lello & Irmão Editores, Edição de 1981, Pág. 116)

Fonte: “Setubalenses de Mérito”, (de João Francisco Envia, Edição de Autor, 2003, Pág. 353 e 354)

Setúbal 1864ACÁCIO Sérgio Negrão de Capelo BARRADAS, Lavrador e Benemérito, natural de Setúbal, nasceu a 08-10-1849 e faleceu a 02-08-1886. Era filho de Maria Emília da Mota Negrão de Capelo Barradas e de José Sérgio Capelo Barradas. Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra. Concluiu distintamente os Preparatórios e no Instituto Agrícola o Curso de Agronomia, em 1870. No ano seguinte matriculou-se em Direito na Universidade. Retirou-se depois para Fronteira, dedicando-se à lavoura e foi depois da morte de um tio, um dos maiores lavradores do Alto Alentejo.

Exerceu todos os cargos elevados da vida local com o maior desinteresse pessoal. Existe em Setúbal uma instituição de beneficência com o nome de “Asilo Acácio Barradas”, fundado por D. Maria Emília Negrão Barradas, em memória do filho.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Setúbal.

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 4, Pág. 253)

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“PAIS e FILHOS (à moda antiga); isto é: Pais também engloba Mães, Filhos e Filhas, na Toponímia”.

Pinto Quartin e Glicínia Quartin, Pai e Filha na Toponímia de Lisboa. A Família Pinto Quartin, em termos Toponímicos, não se fica por aqui, Deolinda Lopes Vieira Quartin, faz parte da Toponímia do Município do Seixal e o nome de Hélio Quartin, está plasmado na Toponímia do Município de Almada.

 

Ajuda 1819António Tomás PINTO QUARTIN, Jornalista e Político, nasceu no Rio de Janeiro (Brasil), a 15-01-1887, e faleceu em Lisboa, a 07-02-1970. Era filho de Brás Leão Soares Quartin, comerciante e natural de Viana do Castelo, e de Guilhermina Augusta Pinto Quartin, brasileira. Casou com Deolinda Lopes Vieira, de quem viria a ter dois filhos: Hélio Vieira Quartin (1916-2003) e Glicínia Vieira Quartin (1924-2006).

A mãe encarregar-se-ia da educação de António Tomás, sabia tocar, com sentimento e agilidade, obras de Chopin e traduzir com correcção Dumas, Montepin e Ponsson du Terrail, mas ensina-lhe as primeiras letras com a cartilha João de Deus na mão esquerda e o chinelo na direita.

Órfão de pai, vem em 1894 para Portugal. Depois de passar por alguns Colégios, chega ao Liceu, cujo curso conclui no Funchal. Em 1905 matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, licenciatura que nunca terminou, devido à sua participação activa no conflito académico de 1907, foi expulso, não aceitou posteriormente o indulto régio.

Por esta altura, as convicções políticas que o levaram a filiar-se no Centro Republicano Académico estão abaladas pelo convívio com anarquistas e pela leitura de Tolstoi e Kropotkine. Abraçando o novo ideal, lança-se na sua divulgação, primeiro com a publicação do “Protesto”, em 1907, depois com a revista “Amanhã” (1909) e, por fim, com “Terra Livre”, surgida em 1913.

Em Junho deste ano, foi preso sob a acusação de incitar à violência através  dos seus escritos, na sequência dos acontecimentos ocorridos no cortejo de homenagem a Camões, onde deflagrou uma bomba. Foi na Cadeia Central de Lisboa que, em Agosto, fez uma “Exposição ao Ministro dos Estados Unidos do Brasil junto do Governo da República” pedindo a intervenção deste ao abrigo da nacionalidade brasileira que Pinto Quartin tinha.

Pinto Quartin deixou alguns relatos memorialistas acerca da  sua infância, recheados de apreciações sobre a educação familiar e escolar que recebeu. Jornalista de profissão, Pinto Quartin colaborou em diversos jornais, quer em diários de grande tiragem como O Século (de 1909 a 1923) ou O Primeiro de Janeiro (de 1945 a 1960), quer passando pela imprensa operária, como é o caso de A Batalha, ou ainda, de forma episódica, pela republicana, como A Capital e A Luta (1911), A Tarde e O Rebate (1927-1928).

Todavia, Pinto Quartin destacou-se ainda pelo papel desenvolvido na difusão das ideias anarquistas, tentando durante a I República levar a cabo vários projectos no âmbito de uma acção política e cultural. Naturalmente não passou ao lado da questão educativa, esteve envolvido na criação das poucas instituições conhecidas que, no campo da educação popular, são fundadas em obediência a um programa integralmente anarquista. De facto, o Ateneu Popular (1917-1921) figura como experiência singular numa época em que o ensino universitário popular para adultos se fazia por republicanos para operários.

Em 1917, um Grupo de Estudos Sociais de Alcântara, constituído por operários, e um núcleo de militantes anarquistas fundaram o Ateneu Popular. Entre a comissão organizadora estão Pinto Quartin, Teixeira Danton, Sebastião Eugénio, Artur Freitas e António Evaristo. Esta instituição de ensino universitário e livre para a educação do povo foi criada porque “obedeceu a uma necessidade psicológica há muito sentida no meio proletário manual e intelectual” e tinha como objectivo a difusão cultural.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia da Ajuda, Edital de 29-01-1979, ex-Impasse 3 do Bairro 2 de Maio).

Fonte: “A Oposição Libertária em Portugal, 1939-1974”, (de Edgar Rodrigues, Editora Sementeira, Lisboa, 1982, Pág. 147 e 148)

 

Glicínia QuartinGLICÍNIA Vieira QUARTIN, Actriz e Investigadora, natural de Lisboa, nasceu a 19-12-1924 e faleceu a 27-04-2006. Filha de António Tomás Pinto Quartin,  Jornalista e de Deolinda Lopes Vieira, Professora Primária. Começou por estudar Agronomia mas acabou por se Licenciar em Ciências Biológicas na Faculdade de Ciências de Lisboa.

Trabalhou, na área da investigação científica durante sete anos, tendo passado pela Noruega, Dinamarca e Inglaterra. Mesmo durante o período em que fez investigação, Glicínia Quartin foi fazendo sempre Teatro, até que, depois da sua estreia cinematográfica, em 1962, com “D. Roberto” de Ernesto de Sousa, decidiu dedicar-se definitivamente às artes do palco, frequentando um curso de teatro em Roma.

Como Actriz iniciou a sua carreira profissional, em 1965, no Teatro Experimental do Porto, tendo passado por várias companhias de Lisboa, como a Casa da Comédia, Teatro da Trindade, Teatro Nacional D. Maria II, Grupo de Acção Teatral, Cornucópia e Teatro Experimental de Cascais. Com o último grupo etatral a que pertenceu, os Artistas Unidos, Glicínia Quartin, representou em “O fim tende misericórdia de nós”, de Jorge Silva Melo, “Terrorismo”, dos irmãos Presniakov e “Não posso adiar o coração”, de António Ramos Rosa.

No cinema trabalhou com realizadores como Manoel de Oliveira, em “A Caixa”, João Botelho em “Conversa Acabada”, João César Monteiro em “A Comédia de Deus”, Jorge de Sena em “Sinais de Fogo” e Jorge Silva Melo, em “António, um Rapaz de Lisboa”. Na passagem do seu 80º aniversário, a RTP exibiu um documentário “Conversas com Glicínia” da responsabilidade de Jorge Silva Melo.

Ao longo da sua carreira recebeu vários prémios, entre os quais o Prémio Revelação da Casa da Imprensa, em 1966, o prémio da Crítica, ex-aequo com Eunice Munhoz e Lurdes Norberto, pela interpretação em “As Criadas”, de Jean Genet, em 1972, a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, em 2004.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de Santa Clara).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 434).

“PAIS e FILHOS (à moda antiga); isto é: Pais também engloba Mães, Filhos e Filhas, na Toponímia”.

Mário Moutinho e Henrique Moutinho, Pai e Filho, dois Oftalmologistas na Toponímia de Lisboa.

 

Belém 1810MÁRIO MOUTINHO, Médico, nasceu em Angra do Heroísmo, a 28-05-1877, e faleceu em Lisboa, a 18-01-1961. Mário Moutinho foi aluno do Colégio Militar de 1888 a 1894, formou-se como Médico-Cirurgião na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa e ainda completou o curso de Oftalmologia do Prof. Gama Pinto.

Este Médico Militar Oftalmologista integrou o Corpo Expedicionário Português em França em 1917 e 1918, onde desempenhou o cargo de Chefe dos Serviços de Oftalmologia e por isso foi condecorado com a Medalha de Bons Serviços em Campanha.

O Tenente Coronel Médico Mário Moutinho havia fundado em 1905 a Cclínica Oftalmológica no Hospital Militar Principal de Lisboa, no Largo da Estrela, serviço que dirigiu a partir de 1909. A partir de 1918 foi mesmo Subdiretor e depois Director deste Hospital pelo que teve de abandonar a Clínica Oftalmológica Militar e assim resolveu fundar uma nova Clínica no Asilo-Escola de Cegos A. F. de Castilho (1935) e a Liga Portuguesa de Profilaxia da Cegueira (1936), a que presidiu, e a partir da qual desenvolveu o seu plano de criar uma Clínica de reeducação de diminuídos visuais em Portugal, o que veio a concretizar em 1955, com o seu filho, o também Oftalmologista Dr. Henrique Moutinho (existe a Rua Henrique Moutinho na Freguesia de Belém desde a publicação do Edital de 03/07/2008), o PsiquiatraDr. João dos Santos  e a Pedagoga Drª Maria Amália Borges, que a partir do ano seguinte teve o nome de Centro Infantil Helen Keller, sediado no nº 20 desta que viria a ser a Avenida Dr. Mário Moutinho.

Quando em Março de 1956 Helen Keller veio a Portugal a convite da LPPC, passou a designar-se Centro Infantil Helen Keller.

Mário Moutinho foi agraciado com a Ordem de Sant’Iago da Espada (1928) e as Comendas de Avis (1928) e de Mérito (1932).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de Belém, Edital de 17-02-1970, ex-Rua CD à Avenida das Descobertas).

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

 

HENRIQUE MOUTINHO, Médico, natural de Lisboa, nasceu a 30-07-1907 e faleceu a 05-11-1978. Médico Militar, Assistente da Faculdade de Medicina, distinto Oftalmologista e Publicista. Era filho de outro Oftalmologista, e Dr. Mário Moutinho. Foi educado no Colégio Militar de 1918 a 1924, e ali terminou o Curso Liceal.

Licenciado em Medicina e Cirurgia desde 1931, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Possuía o Curso de Cirurgia Ocular pela Faculdade de Medicina de Paris. Foi Assistente, após concurso, de Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina de Lisboa e foi Chefe da Clínica Oftalmológica do Hospital Militar Principal. Pertenceu ao quadro permanente de Oficiais Médicos do Exército desde 1934, e foi, desde 1937, Oftalmologista do Hospital Militar da Estrela.

De 1941 a 1944 dirigiu o Serviço de Oftalmologia dos Hospitais Militares dos Açores, onde esteve mobilizado. Dirigiu, em 1948, a Clínica Oftalmológica do Hospital Militar Principal e foi Chefe de Clínica da Fundação Oftalmológica do Asilo Feliciano de Castilho.

Foi Delegado em Portugal de várias sociedades e institutos científicos estrangeiros, como da Société Française d’Ophtalmologie, da Société Belge d’Ophtalmologie, membro do Comité da Union Latine d’Ophalmologie, membro do Comité International da AIPC e do Tracoma. Colaborou muito na Imprensa, principalmente na científica.

Era membro redactor da Excerpta Médica, Resegna Oftalmológica, Annales d’Oculistique, etc. Publicou, sob a sua direcção: Arquivos da Clínica Oftalmológica do Hospital Militar Principal de Lisboa e Boletim da Liga Portuguesa de Profilaxia da Cegueira, de que foi o organizador e foi Secretário-Geral. Representou Portugal em diversos Congressos Internacionais de Oftalmologia.

Escreveu, entre outros, os seguintes trabalhos: Sobre um caso de saroma melânico da coróidea; Sobre um caso de carcinoma wolfiano do testículo; Sobre um caso de divertículo de Meckel; Sobre um caso de deslocamento da retina; Melano-cancers de l’oeil; Quistos retinianos de deslocamento da retina; Problemas terapêuticos de circulação retiniana; Traumatologia ocular nos desastres do trabalho; Estudo experimental da acção; Vaso-dilatadora cerebral do ácido nicotínico e de outros fármacos, etc.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de Belém, Edital de 03-07-2008).

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 18, Pág. 38)

Faz hoje 28 anos que ardeu o Chiado

 

No dia em que faz 28 anos sobre o incêndio do Chiado, em Lisboa, lembranos aqui o Bombeiro Catana Ramos, que morreu em consequência desse incêndio, assim como todos quantos combateram e combatem os incêndios neste País.

 

Campo de Ourique 0183Joaquim Diogo CATANA RAMOS, Bombeiro, nasceu em Castelo Branco, a 21-02-1957, e faleceu em consequência dos ferimentos provocados no combate ao incêncio do Chiado, em Lisboa, a 02-09-1988.

A 20 de dezembro de 1982 celebrou contrato como sapador bombeiro recruta, tendo sido colocado na 2.ª classe de comportamento exemplar. A 15 de julho de 1983 foi promovido a bombeiro sapador.

A título póstumo foi promovido a subchefe por distinção a 19 de dezembro de 1988 e recebeu a Medalha Municipal de valor altruísmo, em 27 de janeiro de 1989.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Castelo Branco; Lisboa (Freguesia de Santo Condestável, era a antiga Rua Particular).

Fonte: “Jornal Reconquista, Semanário Regionalista da Beira Baixa”

“PAIS e FILHOS (à moda antiga); isto é: Pais também engloba Mães, Filhos e Filhas, na Toponímia”.

Fernanda de Castro e António Quadros, Mãe e Filho, na Toponímia dos Municípios de: Cascais, Lisboa e Oeiras.

 

Belém 1828Maria FERNANDA Teles DE CASTRO e Quadros Ferro, Escrutira, natural de Lisboa, nasceu a 08-12-1900 e faleceu a 19-12-1994. Filha de um Oficial da Marinha, ficou órfão de mãe aos 12 anos de idade. Estudou em Portimão, Figueira da Foz e Lisboa, tendo frequentado, nesta cidade, os Liceus D. Maria Pia e Passos Manuel. Foi esposa e colaboradora do jornalista António Ferro. Fundou a Associação Nacional dos Parques Infantis.

Publicou romances como “O Veneno do Sol”, (1928), novelas infantis como “As Aventuras de Mariazinha”, (1935), e “Mariazinha em África”, (1959), peças de teatro (algumas delas representadas com grande êxito, como “Náufragos”, (1925), e “Pedra do Lago”, (1942)), e principalmente poemas, tendo-se estreado com “Antemanhã” (1919).

Outros livros de poesia: “Danças de Roda” (1921), “Jardim” (1928), “Daquém e dalém-alma” (1935), “Exílio” (1952), “Altar sem Culto” (1954), “Asa no Espaço” (1955), “Poesia I e II (Prémio Nacional de Poesia em 1969), e “Urgencia” (1989). A sua poesia evoca os sonhos e ambições que quebram a rotina da vida, e, na última fase da sua produção, celebra o passado vivido com afecto e grandeza. Publicou ainda “Ao Fim da Memória: Memórias” (1906-1939-1936). Era avó da Escritora Rita Ferro.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica);  Cascais (Freguesia de São Domingos de Rana); Lisboa (Freguesia de Belém, Edital de 30-07-1999); Oeiras (Freguesia de Porto Salvo); Seixal (Freguesia da Amora); Sintra (Freguesia de Algueirão-Mem Martins).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. IV, Organizado pelo Instituto do Livro e das Bibliotecas, Coordenado por Ilídio Rocha, Publicações Europa América, Março de 1998, Pág. 52 e 53)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 139).

 

Lumiar 1344ANTÓNIO Gabriel de QUADROS Ferro, Escritor e Pensador português, natural de Lisboa, nasceu a 14-07-1923 e faleceu a 21-03-1994. Era filho do Jornalista António Joaquim Tavares Ferro e da Escritora Maria Fernanda Teles Castro e Quadros. Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas.

Foi fundador e director do Instituto de Artes e Design (IADE), em Lisboa, onde foi, também Professor, funções que exerceu com largo espírito liberal, e a Sociedade Portuguesa de Escritores. Foi director das revistas Acto, 57 e Espiral, nos anos 50. Influenciado por Leonardo Coimbra, esteve ligado ao movimento da chamada »filosofia portuguesa«. Romancista, poeta e ensaísta, distingui-se sobretudo nesta última área com os estudos sobre filosofia, história, figuras e mitos importantes da cultura portuguesa (como o sebastianismo), analisados numa persprctiva especulativa, pontuada por um certo misticismo. Um dos temas que mais atenção lhe mereceram foi o da vida e obra de Fernando Pessoa, que muito o marcou.

Estreou-se, em 1947, com o ensaio »Modernos de Ontem e Hoje«. Trabalhou no Serviço de Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian (1958-1981); foi Professor de Deontologia de Comunicação, na Universidade Católica de Lisboa; membro fundador e dirigente da extinta Sociedade Portuguesa de Escritores (1957-1959) e Vice-Presidente da Fundação Lusíada; pertenceu à direcção do Círculo Eça de Queirós; participou de inúmeros congressos e simpósios, no País e no estrangeiro; fez parte da comissão organizadora da Associação portuguesa de Escritores; foi sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa (Classe de Letras), sócio efectivo da Academia Internacional de Cultura Portuguesa e sócio efectivo e perpétuo da Academia Brasileira de Filosofia. Foi condecorado com a Ordem Britânica da Rainha Vitória. Tradicionalmente conotado com as teses sebastianistas do «Quinto Império» e genuinamente preocupado com «uma ideia de Portugal», a sua obra impo-se pelo carácter especulativo e tolerante.

Obras principais: Pensamento e teroria da cultura: A Aungústia do Nosso Tempo e a Crise da Universidade, (1956); O Movimento do Homem, (1963); A Teoria da História em Portugal, (2 volumes, 1967-1968); Introdução à Filosofia da História, (1982); Poesia e Filosofia do Mito Sebastianista, (Prémio de Ensaio da Câmara Municipal de Lisboa, 2 volumes, 1982-1983); Uma Arqueologia de Tradição Portuguesa, (1º volume de Portugal, razaão e Mistério, 1986); O Projecto Áureo ou o Império do espírito Santo, (2º volume, 1987); A Filosofia Portuguesa, de Bruno à Geração de 1857, (1987); O Primeiro Modernismo Português, 81989); A Ideia de Portugal na Literatura Portuguesa dos Últimos 100 anos, (1989); Memória das Origens, Saudade do Futuro, (1992). História e Filosofia Política: Portugal, entre Ontem e Amanhã, (1970); A Arte de Continuar Português, 81978). Ensaio Literário: Modernos de Ontem e de Hohe, (1947); Crítica e Verdade, (1957); A Existência Literária, (1959); Ficção e Espírito, (1971); Estruturas Simbólicas do Imaginário na Literatura Portuguesa, (1992). Ensaio de Estética: Introdução a uma Estética Existencial, (1954); Carlos Botelho, (1965). Ficção: Anjo Branco, Anjo Negro, (1960); Histórias do Tempo de Deus, (Prémios Ricaedo Malheiros e de Novelística, 1965). Contos Infantis: Pedro e o Mágico, (Prémio Nacional de Literatura Infantil, 1973). Poesia: Além da Noite, (1949); Viagem Desconhecida, (1952); Imitação do Homem, (1966); Ó Portugal, Ser Profundo, (1980); Trovas Para o Menino Imperador do Espírito Santo, (1991). Monografia: Fernando Pessoa, (1960, a 4ª edição, refeita em 1992, obteve o Prémio de Ensaio da Câmara Municipal de Lisboa); António Ferro, (1963); Leonardo Coimbra e os Seus Discípulos, (1988). Reportagem: Uma Viagem à Rússia, (1969). Crónica: Franco-Atirador, (1970).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Cidade de Almada e Freguesia da Charneca de Caparica); Amadora; Cascais; Lisboa (Freguesia do Lumiar); Oreiras (Freguesia de Barcarena); Sesimbra.

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. V, Publicações Europa América, Organizado pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, Coordenação de Ilídio Rocha, Edição de Julho de 200, Pág. 292, 293, 294 e 295)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 434).

Artur Varatojo, o “Arthur Conan Doyle” português, ou a versão masculina de “Agatha Christie” masculina.

 

Artur Varatojo, mais conhecido como “Inspector Varatojo”, se fosse vido, faria hoje 90 anos de idade. Aqui ficam alguns dados biográficos deste Escritor e Criminologista.

 

Artur VaratojoARTUR Francisco VARATOJO, Advogado e Escritor, nasceu na Freguesia de Santa Catarina (Lisboa), a 21-08-1926, e faleceu no Hospital de Santa Cruz, em Carnaxide (Oeiras), a 28-10-2006. Fez os estudos secundários no Liceu Passos Manuel e licenciou-se em Finanças, no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, em 1950. Mais tarde, em 1975, licenciou-se em Direito, pela Universidade Clássica de Lisboa, área pela qual viria a enveredar profissionalmente.

Era membro da Crime Writers Association, da Mistery Writers of América, da Sociedade de Ciências Médicas (na qualidade de agregado) e da Société International de Criminologie. Artur Varatojo foi um profundo apaixonado e estudioso de todos os assuntos de criminologia e técnica policial.

Colaborou em diversos jornais e revistas, como: O Século Ilustrado, Norte Desportivo, Diário Popular, Diário de Lisboa e A Capital, neste último, assinou uma crónica semanal, “O Crime visto por Varatojo”, que se prolongou por dezoito anos. Dirigiu a revista quinzenal “Crime” (doze números, de 1974 a 1975). Colaborou esporadicamente com revistas estrangeiras, das quais de destaca “Jour de France”. Apresentador de Televisão foi outra das suas facetas, destacando-se os programas “Porta Aberta”, “Selecção Policial” e “Verdade ou Mentira”, que lhe trouxeram notoriedade pública e o projectaram como especialista em criminologia. Foi colaborador da Rádio, destacando-se o espaço “Na Pista do Crime”, transmitido no Rádio Clube Português que assinava com o pseudónimo de “Dr. Fantasma” e a adaptação de “A Ala dos Namorados”, de Campos Júnior (que resultou depois também numa banda desenhada, em colaboração com J. M. Soares, 1985), e o folhetim “O Caso das Crianças Desaparecidas”. Artur Varatojo, teve ainda, sob o pseudónimo “Inspector Varatojo”, uma rubrica de grande sucesso, “Quinto Programa”, na Ex-Emissora Nacional. Foi ainda autor de um documentário filmado sobre “O Centenário de Conan Doyle”, distribuído pela United Press e que meeceu honras de exibição em várias cadeias de televisão mundiais. Organizou e compilou os seis volumes de “ABC Policial” (1954-1976).

Obras principais: “O Mistério do Lenço”, novelas policiais, 1946; “ABC Policial”, 6 volumes, 1954 a 1976; “Varatojo Conta-lhe”, crónicas, 4 volumes, 1961 a 1985; “O Inspector Varatojo Investiga”, contos, 1967; “Crimonosos Portugueses”, biografia, 1970; “ABC Criminal”, 1983; “O Crime Visto por”, 1984; “Aos Policiais e Ladrões”, 1985; “Consersas com Sherlock Holmes”, 1989; “Na Pista de Jack, o Estripador”, 1989; “Aprendiz de Sherlock Holmes”, 2 volumes, 1991; e “Os Grandes Criminosos em Portugal”, 1998.

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Volume V, Organizado pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, Publicações Europa América, Coordenação de Ilídio Rocha, Edição de Julho de 2000, Pág. 500, 501 e 502)

“Os Centenários”

 

Leão Penedo, Jornalista e Escritor, ficou mais conhecido como Argumentista, se fosse vido, faria hoje 100 anos de vida.

 

Porto Salvo_0839LEÃO do Nascimento PENEDO, Jornalista e Escritor, nasceu em Faro, a 13-08-1916, e faleceu em Lisboa, a 22-01-1976. Após estudos no Instituto Industrial de Lisboa, trabalhou como Jornalista e exerceu os cargos de Secretário de Legação da Finlândia e da Jugoslávia em Portugal. Fundou, com Rogério de Freitas, em Lisboa, uma casa editora que deu um importantíssimo impulso à historiografia da arte portuguesa, para além de ter revelado, através de hábeis antologias, alguns autores estrangeiros então no Índex da Ditadura. Romancista de cariz neo-realista, impondo-se pela criação de algumas personagens, as suas obras adquiriram projecção europeia. Foi um dos Escritores portugueses mais intimamente ligados ao cinema, nomeadamente através da criação, com Gentil Marques, de uma colecção de livros extraídos dos guiões e diálogos dos filmes então mais em voga. Do seu romance Circo foi extraído um filme, em 1951, pelo realizador Manuel Guimarães, com o título Saltimbancos. Adoeceu em 1961, ano em que cessou toda a sua actividade literária.

Obras principais: A Carroça Fantasma, (versão portuguesa de uma obra de Selma Lagerlöf, 1941); Multidão, (1942); Caminhada, (1943, 2ª edição, refundida, 1956); Circo, (1945); A Raiz e o Vento, (s(d); O Homem Enjaulado, (extraído de A Raiz e o Vento, s/d).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Faro; Loulé; Oeiras (Freguesia de Porto Salvo).

Fonte: “Quem Foi Quem?” (200 Algarvios do Século XX, de Glória Maria Marreiros, Edições Colibri, 2001, Pág. 391)

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. IV, Organizado pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, Publicações Europa América, Coordenação de Ilídio Rocha, 1998, Pág. 619)

Fonte: “Quem É Quem Portugueses Célebres, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 411).

“Cáceres Monteiro, Jornalista e Escritor, se fosse vivo, faria hoje 68 anos de idade”

 

 

Algés 025Carlos Alberto CÁCERES MONTEIRO, Jornalista e Escritor, natural da Freguesia do Socorro (Lisboa), nasceu a 09-08-1948 e faleceu a 03-01-2005. Era filho de António Terreiro Monteiro, natural de Malpartida (Almeida) e de Júlia Cáceres, natural de Malpartida (Almeida). Frequentou a Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa, onde foi dirigente associativo, mas não terminou o curso. Dedicou-se ao jornalismo, tendo iniciado a sua carreira como repórter nas revistas Flama e Século Ilustrado, ambas já desaparecidas. Foi subchefe de redacção em A Capital e editor de política nacional do Diário de Notícias. Foi correspondente em Lisboa da revista espanhola Câmbio 16 e director do jornal Sete.

Co-fundador de O Jornal, em 1975, foi também seu director-adjunto. De 1975 a 2003 cobriu várias guerras e conflitos regionais, entre os quais a Guerra do Golfo, a Guerra do Iraque e o conflito Israel-Árabe. Actualmente desempenhava as funções de director da revista Visão, desde a sua fundação, em 1983. Foi, durante muito tempo, analista político regular na RTP, SIC Notícias, TSF e Antena 1 (RDP). Cáceres Monteiro foi, ainda, Presidente do Sindicato dos Jornalistas entre 1977 e 1981 e, entre 1994 e 1995, foi Director-Geral da Comunicação Social.

Publicou, entre outros títulos: Angola, País de Vida ou de Morte (1975); Fast Lane (1984); O Mundo em AZERT (1985); China, Contra-Revolução Tranquila 81986); Amazónia Proibida (1987); Apogeu e Queda de Bernardo Malaquias (1989); O Enviado Especial (1991); Hotel Babilónia (2004), e Mistérios da Amazónia – Cadernos de uma Expedição nas Guianas e no Brasil (2002), em co-autoria. Recebeu o “Prémio Gazeta 1985”, do Clube dos Jornalistas, pelas suas reportagens na China.

Em 2002 recebeu o Prémio Jornalista do Ano, do Clube Português de Imprensa.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Oeiras (Freguesia de Algés).

Fonte: “Dicionário do 25 de Abril”; (Verde Fauna, Rubra Flor, de John Andrade, Editora Nova Arrancada, Sociedade Editora, S.A.. 1ª Edição, Setembro de 2002, Pág. 55).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 369).

“PAIS e FILHOS (à moda antiga); isto é: Pais também engloba Mães, Filhos e Filhas, na Toponímia”.

Pedro Reinel e Jorge Reinel, Pai e Filho, uma família de Cartógrafos na Toponímia de Cascais.

 

Linda-a-Velha 140PEDRO REINEL, Cartógrafo, natural de Lisboa (Séculos XV-XVI). Foi Mestre de Cartas e Agulhas de Marear nos reinados de Dom João II, Dom Manuel I e Dom João III e pai do Cartógrafo Jorge Reinel. É o primeiro dos Cartógrafos portugueses com obras identificadas e assinadas. O seu primeiro trabalho cartográfico data de cerca de 1485. Ainda vivia em 1542. Conhecem-se seis cartas da sua autoria, além de outra que lhe é atribuída, Carta Atlântica até ao limite dos descobrimentos de Diogo Cão (cerca de 1485, Carta Atlântica com um meridiano graduado (cerca de 1500), autoria duvidosa, Carta Atlântica com uma oblíqua de latitudes para a Terra Nova (cerca de 1504), carta do Oceano Índico (cerca de 1522), carta do hemisfério austral em projecção polar (cerca de 1522) e Carta Atlântica (1535).

Foi Pedro Reinel quem designou na esfera e na Carta a posição das Ilhas Molucas, problema geográfico que depois foi objecto de tão longas discussões diplomáticas. Foi na intervenção dos Reineis, pai e filho, que a Espanha encontrou o melhor fundamento, ou pelo menos o ponto de partida para sustentar as suas pretensões à posse daquelas Ilhas. D. João III concedeu-lhe também, em 1528, como a seu filho, uma tença anual de quinze mil reais.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica); Cascais (*); Oeiras (Freguesia de Linda-a-Velha *).

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 24, Pág. 880)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 442).

 

Cascais 1435JORGE REINEL, Cartógrafo, natural de Lisboa (Séculos XV-XVI). Era filho de Pedro Reinel. Cartógrafo português de grande nomeada. Em 1519 encontrava-se homiziado em Espanha, onde seu pai o foi buscar, os dois concluíram nesse ano o Globo e o Planisfério que serviu a Fernão de Magalhães para o estudo da sua viagem de Circum-Navegação. Segundo diz o Dr. Armando Cortesão, na sua notável obra intitulada Cartografia e Cartógrafos Portugueses dos Séculos XV e XVI, teve de concluir os trabalhos que aquele tinha entre mãos.

A localização das ilhas Molucas, por eles feita, serviu de base às pretensões de Espanha sobre aquele arquipélago do Estremo Oriente. Tendo regressado a Portugal, foi longos anos Mestre de Cartas e Agulhas de Marear. Ainda vivia em 1572.

Na Biblioteca de Wolfenbüttel existe uma carta do Oceano Índico (1510) da sua autoria, e em Florença uma carta atlântica, de 1540. No Arquivo de Munique havia também um planisfério de 1519, desaparecido durante a Segunda Grande Guerra.. Em 1528 foi-lhe dada uma tença anual de dez mil reais.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Cascais (*); Porto.

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 24, Pág. 879)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 442).

“Centenários”

O Actor Óscar Acúrsio, se fosse vivo, faria hoje 100 anos de idade.

 

 

Óscar AcúrsioÓSCAR ACÚRSIO da Silva Pereira, Actor, natural de Lisboa, nasceu a 07-08-1916 e faleceu a 11-06-1990. Era filho do Jornalista Acúrsio Pereira. Desde 1935, ano em que iniciou a sua carreira cinematográfica como Assistente de Realização de Leitão de Barros no filme “As Pupilas do Senhor Reitor”, e participou, como Actor, em algumas dezenas de filmes, evidenciando-se principalmente a partir de João Ratão, (1940, de Bruno do Canto), Pão Nosso (Armando Miranda), e Ala-Riba, (1942, de Leitão de Barros). Também actuou sob as ordens de Realizadores estrangeiros (Perla, José Ferrer, Cliff Owen, etc.). Em Teatro distinguiu-se, sobretudo, na Revista.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada; Cascais (Freguesia de São Domingos de Rana); Seixal (Freguesia de Fernão Ferro).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 10).

Fonte: “Luciano Reis – Personalidades Artísticas”, (Século XX, 1º Volume, Editora Fonte da Palavra)