Archive for Fevereiro, 2016|Monthly archive page

Alberto Ribeiro, Cantor e Actor, se fosse vivo, faria hoje 96 anos de idade.

 

Alberto Ribeiro, um Artista português, que tão bem soube divulgar e defender a nossa cultura, merece ser lembrado.

 

Alberto RibeiroALBERTO Dias RIBEIRO, Cantor e Actor, natural da Freguesia de Ermesinde (Valongo), nasceu a 29-02-1920 e faleceu a 26-06-2000. Foi Actor de Cinema, Tenor e Fadista. Foi um dos mais célebres Artistas portugueses entre as décadas de 40 e 60, detentor de uma significativa carreira internacional e de um vasto repertório de que resultaram masi de 200 fonogramas.

Começou a interpretar Canção de Coimbra aos sete anos de idade no Café Portugal (Porto) por influência do irmão (Cristiano Ribeiro). Aos 14 anos, e na sequência da morte do pais, veio para Lisboa, onde teve a oportunidade de interpretar o Fado Hilário no Café Luso, prestação qure lhe garantiu a contratação para actuar regularmente nesse espaço, o que viabilizou a sua profissionalização.

Estudou Canto com Maria Antónia Palhares e, posteriormente, com Elena Pellegrini (Canto Lírico).

Em 1937, iniciou-se no Teatro de Revista, actuando no Porto durante um ano. Já em Lisboa, continuou a trabalhar neste género teatral, e em operetas (Sinos de Corneville, Viúva Alegre, Alvorada do Amo e O Conde de Luxemburgo).

Em 1944, foi contratado por Célia Gamez (que tinha vindo a acompanhar a sua carreira em Lisboa) para integrar uma digressão em Espanha, como figura destacada na sua Companhia de Zarzuela e Opereta em peças como Yola, Ciniziena del Palace, Si Fausto fuera Faustina, Rumba e Pique e Fin de Semana. Ainda durante esta primeira incursão internacional, estreou-se no Cinema, protagonizando um dos papéis principais no filme Un Ladrón de guante blanco (1945), e gravou em Barcelona alguns dos seus fonogramas mais conhecidos, designadamente Marco do Correio; Balão, Balão; Olhos Negros; e Guadiana.

Este percurso reflectiu-se em Portugal; ao regressar, foi convidado para representar na opereta O Colete Encarnado e no filme O Homem do Ribatejo (1946), actuando regularmente na Emissora Nacional (que entretanto o contratara).

Em 1947 consolidou a sua carreira cinematográfica no filme Capas Negras, no qual contracenou com Amália Rodrigues e celebrizou a canção Coimbra (Letra de José Galhardo e Música de Raul Ferrão). Desde aí, tornou-se Produtor de filmes que viria a integrar.

Mudou-se para o Brasil em 1948, onde foi contratado pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, onde interpretou Música de vários Países, dando particular ênfase à Música tradicional e à Música tradicional portuguesa. Actuou em várias cidades deste País, em diversas estações radiofónicas, na televisão, em espectáculos de music-hall e no teatro, onde representou em revistas da Companhia de Chianca Garcia.

Por intermédio de Frederico Valério e seu irmão, actuou em 1949 num espectáculo para o Embaixador de Portugal em Nova Iorque. O impacto que causaou junto da comunidade americana desencadeou solicitações para actuar na BNC, no Carnegie Hall e em peças musicais da Broadway. Porém, não as chegou a concretizar. A sua recusa em apresentar-se como Actor brasileiro inviabilizou a sua continuação nos Estados Unidos da América.

Entre 1950 e 1953, ano em que veio a Portugal para promover o seu filme Rosa de Alfama, gravou oito Documentários Musicais em 1950, representou no filme Cantiga da Raua (1950, o argumento da sua personagem foi escrito especialmente para si) e formou uma Companhia Artística (Feira da Rádio-Organizações Alberto Ribeiro, 1951) com a qual efectuou digressões pelas (então) Províncias Africanas. Foi nesta altura que conheceu Elita Matos, Actriz e Cantora espanhola com quem se casou três anos depois e que contracenou consigo no filme O Homem do Dia (1958).

Depois de um grande espectáculo no Estádio do Maracanã organizado pelo Centro de Turismo Português a favor dos combatentes de Angola, regressou a Portugal em 1964, tendo actuado na reposição da opereta Nazaré.

Desiludido com a falta de reconhecimento dos Artistas portugueses oela indústria de espectáculos, decidiu terminar a sua carreira artística e dedicar-se aos negócios pessoais e da família.

A sua última actuação teve lugar num Estádio de Futebol em Pretória, em 1970, onde actuou para mais de 50.000 espectadores.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Valongo (Freguesia de Ermesinde).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 448).

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 4º Volume, P-Z, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, Pág. 1115 e 1116)

Anúncios

Maria Manuel Cid, se fosse viva, faria hoje 94 anos de idade.

Maria Manuel Cid, uma Poetisa “chamusquense”, muito cantada por muitos dos grandes Artistas.

 

Maria Manuel CidMARIA MANUEL Frederico Seixas de Sousa CID Guimarães Neves e Castro, Poetisa, natural da Chamusca, nasceu a 29-02-1922 e faleceu a 08-06-1994. Era filha de Manuel José de Sousa Cid Carvão Guimarães e de Maria Adriana de Seixas

Apaixonada desde muito cedo pela escrita, cedo começou a esboçar as suas primeiras obras, apenas com doze anos de idade, Maria Manuel Cid ou D. Minela, como era conhecida, retratou como ninguém as vivências da Chamusca e das suas gentes, onde o toiro e o campo foram sempre fonte de inspiração para a sua vasta obra que nos deixou. Originária de uma família ligada aos toiros, seu bisavô foi proprietário de uma ganadaria, que após a morte deste, ficou à responsabilidade de seu avô e do seu tio Norberto.

Aficcionada ao toureio a cavalo e ao forcado, Maria Manuel Cid marcou presença constante nas praças de toiros, onde Mestre João Branco Núncio e Alberto Luís Lopes era figuras de cartaz e posteriormente, António Palha Ribeiro Teles, foi também um dos cavaleiros que muito apreciava.

Durante muitos anos foram muitos os artistas que com base em obras suas alcançaram êxito, nomeadamente Teresa Tarouca, Maria da Fé, Teresa Siqueira, Carlos Zel, Nuno da Câmara Pereira, João Braga, Rodrigo, Carlos Guedes de Amorim, António Melo Correia e António Moreira da Silva, foram alguns dos artistas que cantaram letras suas. Devido à sua grande personalidade e ao grande amor à Chamusca Maria Manuel Cid foi convidada pelo Grupo de Forcados Amadores da Chamusca para sua madrinha.

Figura emblemática de todo o Ribatejo, as suas obras literárias “O Meu Nome é Ninguém”; “Minha Terra, Minha Gente” e “Obras Completas de Maria Manuel Cid”, ficarão para sempre na memória de todos.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Chamusca.

Fonte: “Poesias de Cá”, (de Maria Manuel Cid, de 21 de Maio de 2011)

Fonte: “Chamusca e Chamusquenses”, (de João José Samouco da Fonseca, MG – Editores, 2ª Edição, Outubro de 2001, Pág. 178, 179, 180 e 181)

Mahatma Gandhi (Alma Grande), na Toponímia.

 

Mahatma Gandhi, Estadista e Pacifista, na Toponímia do Estoril por proposta minha. É pena a Placa Toponímica estar mal escrita, mas fica a homenagem a um homem que lutou pacificamente pela independência do seu País.

 

 

Cascais 1483MAHATMA GANDHI, (Alma Grande), Mohandas Karamchand Gandhi, de seu verdadeiro nome, nasceu em Porbandar (Índia), a 02-10-1869, e faleceu em Nova Déli (Índia), a 30-01-1948. Cresceu como filho tímido de uma família de uma casta intermédia (a dos Valsias, colocada entre as dos Sacerdotes e dos Guerreiros e as dos Artesãos e dos Camponeses). Os pais (um funcionário de Tribunal e uma doméstica) casaram-no, em 1882, com Kasturba, de quem teve quatro filhos.

Em 1888, partiu sozinho para Londres, a fim de estudar Direito. Da capital inglesa, onde deu sinais de plena integração no Império Britânico (vestiu fraque, usou bengala), regressou formado, em 1891, ano em que sofreu um desgosto: a morte da mãe.

Os dois primeiros anos de exercício da profissão, em Bombaim, foram muito penosos: tímido, quase não teve clientes! Partiu, em 1893, para a África do Sul, onde, num curto espaço de tempo, se tornou um Advogado famoso, entre a comunidade indiana, quase tão desprezada como a negra.

Escreveu em 1896 o Panfleto Verde, um rol de queixas pela descriminação dos indianos na África do Sul. Incentivou, no entanto a comunidade do subcontinente asiático a apoiar os britânicos na guerra dos Bóers (1899) e na campanha Zulu (1906). Chefiou mil homens e foi condecorado.

Não foram precisos muitos anos para tomar consciência de que a estratégia de servir o Império para alcançar a igualdade de direitos estava errada. A Lei dos Negros, implementada em 1907 e dirigida também a mestiços e amarelos, chamou-o à razão. Criou a Satygraha, uma forma passiva de resistência. O facto de ter sido preso e espancado não o fez ceder.

Em 1914, viu os primeiros resultados da luta baseada na paciência e, perante as concessões feitas por Smuts, o Estadista branco da África do Sul, pôs fim à campanha Satygraha. Regressou à Índia no ano seguinte.

Da reflexão e da leitura, resultou a adopção definitiva de princípios como o amor ao próximo e a não violência. Os votos de Brahmacharya (cessação da actividade sexual) e da Aparigraha (renúncia a bens materiais) completaram o processo de criação de Mahatma (Grande Alma) Gandhi.

A 13 de Abril de 1919, o massacre de Amristar, no qual Soldados sob o comando inglês dispararam sobre milhares de participantes numa manifestação pacífica, provocando 379 mortos e 1200 feridos, marcou-o de tal forma que passou a contestar, abertamente, a soberania britânica.

Os anos seguintes foram de fervilhante actividade: defendeu a língua e os trajes locais, correu o país, transformou o congresso Nacional Indiano, defendeu os pobres, implementou a política de não-cooperação com os ingleses, foi preso, trabalhou para unir hindus e muçulmanos, etc.

A acção de Gandhi frutificou: no início dos anos 30, a independência da Índia integrava já a agenda política de Londres e, no final da II Guerra Mundial, a Inglaterra abdicou da soberarina sobre o subcontinente asiático.

Gandhi abraçou, ainda antes da independência, concretizada a 15 de Agosto de 1947, a causa da pacificação entre hindus e muçulmanos. Fez nova cruzada pelo País.

A tarefa era, no entanto, mais complicada do que a anterior. E foi interrompida, pouco depois das 17 horas do dia 30 de Janeiro de 1948, por Nathuram Godse, membro do fanático RSS hindu, que atribuía a Gandhi a culpa pela divisão da Índia em dois Estados e o acusava, ainda, de ajudar o Paquistão muçulmano. O fanático cravou-lhe três balas, quando percorria o curto caminho entre o quarto e o lugar das orações, ladeado por uma multidão e na companhia de duas netas.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Cascais (*Freguesia do Estoril); Lisboa (Freguesia do Lumiar, Edital de 18-05-1992).

Fonte: “Grande Enciclopédia do Conhecimento”, (Volume 7, Pág. 1151)

Olof Palme, um Político Suéco,assassinado faz hoje 30 anos.

 

Olof Palme, um Político que foi sempre amigo de Portugal, com uma visão do Mundo completamente diferente dos Políticos Europeus actuais.

 

Olof PalmeSven OLOF Joachim PALME, Político, natural de Estocolmo (Suécia), nasceu a 30-01-1927 e foi assassinado a 28-02-1986. Membro do Partido Trabalhista Social-Democrata da Suécia e membro do Governo desde 1967.

A carreira política de Olof Palme foi uma consequência natural da sua enorme vontade de servir, da sua sensibilidade e coragem colocadas ao serviço dos outros. A “coisa” e a “causa” públicas assumiram, na sua vida, um lugar de primordial importância.

Depois de ter sido líder da União Nacional dos Estudantes Suecos, director da Liga de Estudos da Juventude Social Democrata e presidente do Partido, Palme foi Deputado, Ministro dos transportes e comunicações (1965) (foi o responsável pela obrigatoriedade de se conduzir pela direita, na Suécia), Ministro da Educação e Cultura (1967), e finalmente Primeiro Ministro da Suécia em dois períodos distintos: 1969/76 e 1982/86.

Primeiro-ministro (1969-1976 e 1982-1986), líder social-democrata sueco e dirigente da Internacional Socilaista (IS), foi dos políticos que mais contribuíram para a consolidação do sistema social do seu país, apontado como modelo pela esquerda não comunista.

Mesmo quando, entre 1976 e 1982 o seu partido ficou fora do Governo após 44 anos de poder, aproveitando o facto de desde cedo ter executado funções em actividades internacionais, Olof Palme foi chamado ao Concelho Nórdico para a Paz e Cooperação, foi enviado pela ONU para mediar o conflito entre o Irão e o Iraque, e assumiu a liderança da Comissão Independente para o Desenvolvimento e Segurança, com sede em Genéve.

Nos anos 70, a sua política externa pautou-se pelo apoio aos movimentos anticoloniais, incluíndo os das colónias portuguesas.

Foi assassinado ao sair de um cinema, em condições nunca esclarecidas. Olof Palme, amigo pessoal de Mário Soares, foi muito importante a sua intervenção na adesão de Portugal à, então, CEE.

Fonte: Grande Enciclopédia do Conhecimento”, (Volume 12, Pág. 2012)

Fonte: “Biosofia.net”

Ruas que já tiveram outros nomes.

CAMPO DOS MÁRTIRES DA PÁTRIA, pertence à Freguesia de Arroios, antes pertencia à Freguesia da Pena.

 

Mártires da PátriaO Campo dos Mártires da Pátria, que antes do terramoto de 1755, se designava por Campo do Curral, assim desugnado por ser um local de troca e venda e abate de gado,  depois passou a designar-se Campo de Santana (ou Campo de Sant’Ana). Por Edital de 11-07-1879, passou a designar-se de Campo dos Mártires da Pátria, em memória dos 11 companheiros de Gomes Freire de Andrade, suspeitos de conspiração contra o General Beresford, que neste local foram enforcados a 18 de Outubro de 1817.

O espaço do Jardim Braamcamp Freire, já serviu de Matadouro, de Praça de Touros, de Feira da Ladra e de Mercado de Hortaliças.

A Feira da Ladra que começou por ser na Praça da Alegria, onde funcionou durante alguns meses, voltou ao, então, Campo de Santana, onde se conservou até 1882. O que quer dizer que a Feira da Ladra, funcionou com as duas designações: Campo de Santana e Campo dos Mártires da Pátria.

Aqui ficam os nomes dos “Mártires da Pátria ou Heróis da Liberdade”. Companheiros do General Gomes Freire de Andrade, este, foi morto no Forte de São Julião da Barra:

José Joaquim Pinto da Silva;

José Campelo de Miranda;

José Ribeiro Pinto;

Manoel Monteiro de Carvalho;

Henrique José Garcia de Moraes;

José Francisco das Neves;

António Cabral Calheiros Furtado e Lemos;

Pedro Ricardo Figueiró;

Manoel de Jesus Monteiro;

Manuel Inácio de Figueiredo;

Maximiano Dias Ribeiro.

A Lápide, é de autor desconhecido, e foi mandada colocar pela Câmara Municipal de Lisboa, no Centenário do triste acontecimento, isto é: 18 de Outubro de 1917.

Nesta Artéria já funcionaram algumas instituições e viveram algumas personalidades:

Acção Católica Portuguesa, no nº 43 (oficialmente criada, pela mão do “duo” Oliveira Salazar e Gonçalves Cerejeira, a 10 de Novembro de 1933, durou até ao 25 de Abril de 1974).

Associação Protectora das Florinhas da Rua, no nº 67 (Instituição criada em 1917, pelo Arcebispo D. João Evangelista de Lima Vidal), cujo lema é: Cuidar e Crescher.

Embaixada da República Federal da Alemanya, no nº 38

Faculdade de Direito de Lisboa

Faculdade de Medicina de Lisboa

Goethe-Institut Portugal, Localização Lisboa, no nº 37

Instituto Geral de Higiene Dr. Ricardo Jorge, nº 91.

Goethe-Institut Portugal, Localização Lisboa, no nº 37

Ministério da Educação Nacional (com este ou com outro nome)

Patriarcado de Lisboa, no nº 45

Estátua do Dr. Sousa Martins

Personalidades como:

Luís Vasco Navarro Soeiro – Médico (no nº 26-3º)

Sebastião Cabral da Costa Sacadura – Médico, no nº 69-3º

Fernando Alvim, o Músico, faz hoje um ano que nos deixou.

 

Fernando Alvim, o grande Músico, companheiro de Carlos Paredes, deixou-nos faz hoje um ano.

Aqui fica a homenagem e o conselho de que vale a pena ouvir a sua música.

 

Fernando AlvimFERNANDO Gui Sampaio Sousa ALVIM, Músico, nasceu em Cascais, a 06-11-1934, e faleceu em Lisboa, a 27-02-2015. Um dos principais Violistas da segunda metade do Século XX. Ingressou aos oito anos de idade na Escola de Música Viveiro Musical, em Lisboa, onde estudou Viloncelo até aos 12 anos de idade, com o Professor António Simões.

Iniciou-se na música através do violoncelo e, já na juventude, dedicou-se ao estudo de guitarra clássica na Escola de Guitarra do Prof. Duarte Costa em Lisboa, tendo posteriormente frequentado no Conservatório Nacional cursos de Guitarra Clássica. Aos 21 anos inicia a carreira, tocando como acompanhante em casas de fado

Aos 14 anos de idade, começou a interessar-se por Fado, tendo inciado comPedro Araújo a aprendizagem de acompanhamento deste género musical à Viola.

Fernando AlvimEm 1952, ingressou na Escola de Guitarra Clássica de Duarte Costa, de Lisboa, na qual veio a leccionar Viola Clássica entre 1954 e 1957. Ainda em 1954, ingressou no Conservatório Nacional, tendo estudado Formação Musical e Solfejo. Participou igualmente nos Cursos de Verão de Guitarra Hispânica, com Emílio Pujol, ao longo da segunda metade da década de 50.

Simultaneamente, começou a tocar em várias Casas de Fado (Tipóia, Café Luso, A Severa, Timpanas, Café Salvaterra, Viela, Adega Mesquita, entre outras), tendo iniciado o seu percurso enquanto acompanhador de Fado a partir desta década (actuando com Vicente da Câmara, Frei Hermano da Câmara, Tresa Tarouca, entre outros).

A partir dos anos 50, começou a interessar-se por Jazz, tendo-se feito sócio do Hot Clube de Portugal, onde conheceu a música de guitarristas de Jazz (Barney Kessel, Wes Montgomery, Joe Pass, Herb Ellis, Jim Hall, entre outros), através da audição de fonogramas.

Por influência de Luís Villas-Boas, passoua frequentar assiduamente o Hot Clube de Portugal, tendo participado em inúmeros concertos e Jam Sessions com Músicos amadores de Jazz da época.

Em 1957, travou conhecimento com o grupo de Jograis de São Paulo (Brasil) e, com o Guitarrista desta formação, desenvolveu a aprendizagem da bossa nova, temdo sido um dos primeiros divulgadores deste género musical em Portugal.

Em 1959 foi convidado por Carlos Paredes para seu acompanhador, iniciando, com a gravação do documentário Filigranas Portuguesa (1960), uma colaboração que dourou até 1984, tendo efectuado concertos em diversas partes do Mundo e participado na maioria dos fonogramas por ele gravados. Os seus acompanhamento fornecem uma sólida base rítimica e um apoio harmónico que complementa e realça as melodias do Guitarrista. Manteve uma actividade diversificada, tocando em Casas de Fado, programas radiofónicos, televisivos, entre outros.

Em 1960, formou o Conjunto Nova Onda, para actuar na Emissora Nacional. Com base num repertório constituído pelos sucessos da época em diferentes domínios musicais, estre grupo apresentava duas formações, sempre com Fernando Alvim enquanto Violista; a primeira ensaiava no Hot Club de Portugal e actuava em concertos com repertório de Jazz e de Bossa Nova, sendo constituído por I. Mayer r J. Canelhas (piano), Bernardo M. Moreira (contrabaixo) e P. Gil (bateria); a segunda

Interpretava sobretudo os êxitos da música ligeira da época (designadamente os sucessos italianos) em concertos, bailes e festas particulares, sedno constituída por Bernardo d’Orey (piano), António Roquete (bateria) e Gonçalo Lucena (voz).

Fernando Alvim, foi um dos Músicos residentes do programa Zip-Zip da RTP, em 1969, fazendo com Pedro Caldeira Cabral a selecção e os arranjos das canções dos candidatos.. Ainda em 1969, formou o Conjunto de Guitarras Fernando Alvim, que integrava Pedro Caldeira Cabral (guitarra) e Edmundo Silva (viola baixo), com quem gravou três fonogramas.

Ao longo da sua carreira acompanhou alguns dos mais importantes Guitarristas de Coimbra e de Lisboa (António Brojo, António Chainho, António Luís Gomes, Artur Paredes, Carlos Gonçalves, José Fontes Rocha, Jaime Santos,João Torre do Vale, josé Nunes, entre outros); Fadistas (Alfredo Marceneiro., Amália Rodrigues, Luz Sá da Bandeira,Mísia, Teresa Silva Carvalho, entr eoutros), e intérpretes de vários estilos musicais (Manuel Freire, 1969; Vinicius de Morais, 1969; Caetano Veloso e Chico Buarque, década de 70; Adriano Correia de Oliveira, Luiz Goes e José Afonso, década de 60 e 70; Filipa Pais, Marta Dias, Teresa Salgueiro, década de 90).

Em 07 de Junho de 2005 recebeu a Medalha de Mérito Cultural atribuída pela Câmara Municipal de Cascais. Em 2012, Alvim recebeu a Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores.

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 1º Volume, A-C, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, Pág. 36 e 37)

Travessa do Abarracamento de Peniche, uma Artéria ligada ao Terramoto de 1755

ABARRACAMENTO DE PENICHE, designação Toponímica, ligada ao Terramoto de 1755 e ao Professor Agostinho da Silva.

 

Abarracanento de PenicheLogo no dia seguinte ao terramoto, em 02 de Novembro de 1755, o Marquês de Pombael determinou que marchassem em socorro de Lisboa as seguintes forças Militares: O Regimento de Infantaria de Peniche; o Regimento de Infantaria de Olivença; o Regimento de Infantaria de Elvas; os Dragões de Évora.

A sua missão foi a que hoje se chama «Serviço de Protecção Civil», ajuda em época de calamidade pública e de ordem pública, prevenção de crimes e latrocínios que tais situações de desastre causam nas populações em pânico.

Essas tropas montaram também guarda aos Ministros, faziam com que fossem obedecidos nas suas ordens, impediam desmandos e a fuga das populações, e ainda prestavam ajudas nos desentulhos.

Sebastião José de Carvalho e Melo que era Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, futuro Marquês de Pombal. O Marquês organizou imediatamente socorros, mandou distribuir alimentos e a ordem reinou.

As Forças Militares ocupar, portamto, locais nos limites da Cidade e seguindo as ordens, nas seguintes zonas: Cotovia de Cima, ao Príncipe Real, onde ficou aquartelado (abarracado) o Regimento de Infantaria de Peniche; daí o nome atribuído a uma das artérias: Travessa do Abarracamento de Peniche.

Nesta Travessa residiu o Professor Agostinho da Silva, desde o seu regresso a Portugal, em 1969.

Bibliografia: Dicionário da História de Lisboa”, (Direcção de Francisco Santana e Eduardo Sucena, Edição de 1994, Pág. 1 e 2)

Hugo Ribeiro, Pedagogo e Matemático, faleceu faz hoje 28 anos.

 

Hugo Ribeiro, mais um  Professor que só pôde ensinar em Portugal, depois do 25 de Abril de 1974.

Matemático e Pedagogo, apenas é conhecido pelos seus pares, é mais um ilustre desconhecido do povo português.

Aqui deixo alguns elementos sobre Hugo Ribeiro.

 

hugo RibeiroHUGO Baptista RIBEIRO, Professor e Pedagogo, nasceu em Lisboa, a 16-06-1910, e faleceu em Bicesse (Cascais), a 26-02-1988. Matemático da chamada geração de quarenta, fez os seus Estudos Secundários no Instituto dos Pupilos do Exército. Foi um dos mais brilhantes Matemáticos portugueses, tanto como Investigador, como enquanto dotado divulgador e Pedagodo. Participou activamente, desde estudante, no Movimento Matemático; na fundação da Revista Portugaliae Mathematica e da Gazeta de Matemática, e nos trabalhos da Sociedade Portuguesa de Matemática e dos Centros de Estudos Matemáticos de Lisboa e do Porto.

Em 1939 fez a Licenciatura em Ciências Matemáticas na Faculdade de Ciências de Lisboa e em 1946 doutorou-se na Escola Politécnica Federal de Zurique. Pelos seus estudos sobre «Teoria dos Espaços Topológicos», publicados de 1940 a 1944 na Portugaliae Mathematica, obteve o Prémio Artur Malheiros da Academia das Ciências de Lisboa.

Foi impossibilitado pelo Estado Novo de seguir carreira académica em Portugal e, em 1947 encontrava-se a leccionar na Universidade da Califórnia; em 1950 passa à categoria de Professor na Universidade do Nebraska e da Pensilvânia e, pontualmente, pela Universidade Federal de Pernambuco.

Volta para Portugal após o 25 de Abril de 1974, para leccionar, juntamente com sua mulher, Maria Pilar Ribeiro, também uma Matemática brilhante, na Faculdade de Ciêcnias da universidade do Porto.

e, na Universidade do Porto, faz os primeiros cursos e seminários de Lógica no nosso país, em regime de voluntariado.

Hugo Ribeiro teve intensa actividade ao nível da divulgação e da melhor preparação dos estudantes de Matemática, mais tarde Professores, assim, funda, com Bento Graça, António Monteiro, José da Silva Paulo, e Zaluarte Nunes, a Gazeta da Matemática em 1940.

Pedagogicamente, Hugo Ribeiro teve duas grandes preocupações; a divulgação das mais recentes correntes matemáticas, criando na Gazeta da Matemática a secção “Movimento Matemático”; em segundo, é fornecido o conhecimento da estrutura moderna da Matemática; por último os alunos são levados a investigar nos mais recentes campos da Matemática.

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 450)

Fonte: “A Perseguição aos Professores”, (de Fernando Rosas e Cristina Sizifredo, Editado pela Tinta da China, 1ª Edição, Setembro de 2013, Pág. 106 e 107)

O Actor Joaquim Rosa, deixou-nos ontem, tinha 89 anos de idade.

 

O Actor Joaquim Rosa, que se chamava, de facto, Ildmo Joaquim Rosado, tinha um voz “de teatro”, tinha sido Carteiro dos CTT.

 

Joaquim RosaJOAQUIM ROSA, Ildmo Joaquim Rosado de seu verdadeiro nome, nasceu em Évora, a 06-06-1926, e faleceu na Casa do Artista, em Lisboa, a 24-02-2016. Filho de José Inácio Rosado e de Matilde Garção Rosado. Estreou-se como Actor amador em 1938, na Sociedade Operária Instrução e Recreio Joaquim António de Aguiar, na comédia «Casar para ter dinheiro». Joaquim Rosa, é sem contestação, um excelente Actor, já consagrado pela crítica e pelo público. Tem uma personalidade própria no palco, muito sua, que nos prende desde o primeiro momento ao último das suas interpretações, pela facilidade e brio profissional como intérprete dos seus personagens.

Sendo um modesto profissional dos CTT, um dia solicitou uma licença ilimitada, a fim de frequentar as aulas do Conservatório, cujo curso veio a concluir com brilhantismo.

Mudou-se para Lisboa ingressou no profissionalismo, em 1947, no Teatro Avenida, com a pela «Os Dias Felizes», e depois na Companhia do Teatro Popular, no Teatro Estúdio de Lisboa, no qual se tornou notado desde logo como um autêntico valor no teatro nacional.

Foi distinguido com o Prémio Eduardo Brazão, atribuído pelo Secretariado de Informação, pela melhor interpretação masculina no período de Maio 1966 a 1967. Algumas das peças em que entrou: Novos Patrões, Farsa de Amor, Luz  Sem Fim, Dom Duardo, Luiz da Beira, Castro, O Traído Imaginário, Dias Felizes, Pomar das Cerejeiras, Cama dos Comuns, etc. Fez ainda teatro radiofónico.

Participou, entre outros, nos seguintes filmes: O Dinheiro dos Pobres, (1956, de Artur Semedo); Á Porta da Rua, (1960, de Herlander Peyroteo); Caminhos Traçados, (1961, de Artur Ramos); O Moinho Eterno, (1962, de Herlander Peyroteo); O Roubo do Colar, (1964, de Herlander Peyroteo); O Rapto, (1964, de Fernando Frazão); A Recompensa, (1964, de Ruy Ferrão); Fado Corrido, (1964 de Jorge Brum do Canto); Vinte e Nove Irmãos (1965, de Augusto Fraga); Anatomia De Uma História de Amort, (1970); Um Auto de Gil Vicente, (1972, de Luís Miranda); Doze Homens e Um Conflito, (1973 de Artur Ramos); Alves e Companhia, (1976, de Bento Pinto da França); Manhã Submersa, (1980, de Lauro António); Um Táxi na Cidade, (1981); ; Volpone, (1986, de Norberto Barroca); O Jardim das Cerejas, (1987); Os Emissários de Khalom, (1988, de António de Macedo); O Processo de Camilo, (1990).

Joaquim Rosa, participou ainda em Televisão, em séries e novelas, como: A Viúva do Enforcado; A Banqueira do Povo; e Médicos de Família. Fez ainda uma participação especial na novela da TVI, Flor do Mar, entre 2008 e 2009, na personagem “Padre Mariano”.

Fonte: “Dicionário Histórico e Biográfico de Artistas e Técnicos Eborenses”, (de Gil do Monte, 2º Volume, Évora, 198, Pág. 113 e 114).

Fonte: “Diário de Notícias”

Rogério Paulo, deixou-nos faz hoje 23 anos.

 

Rogério Paulo, um grande Actor e um Homem sempre preocupado com questões sociais e de liberdade.

Aqui fica a minha homenagem a este Actor.

 

Rogério PauloROGÉRIO PAULO, aliás, Rogério Gomes Lopes Ferreira de seu verdadeiro nome, Actor e Político, nasceu em Silva Porto (Angola), a 17-11-1927, e faleceu em Lisboa, a 25-02-1993. Frequentou a Faculdade de Medicina de Lisboa, mas optou pela carreira teatral, tendo-se estreado em 1949.

Iniciou a carreira artística no Teatro-Estúdio do Salitre. Fundou e dirigiu o Teatro Moderno de Lisboa, de 1961 a 1964. Actuou também no cinema e na televisão. Principais filmes: “A Garça e a Serpente”, em 1952, “O Costa de África”, em 1954, “Encontro com a Vida”, em 1960, “O Crime da Aldeia Velha”, em 1964, “Recompensa”, em 1977, “Retalhos da Vida de Um Médico”, em 1980, e “Sem Sombra de Pecado”, em 1982. Como encenador teatral salientou-se em “As Raposas”, de L Hellman.

Era membro do Partido Comunista Português desde 1953. Conhecido como opositor ao Estado Novo, esteve ligado ao MUD Juvenil e veio a ser impedido de actuar na Emissora Nacional e na Rádio Televisão Portuguesa durante anos.

Foi candidato às eleições de 1957 pela Oposição Democrática. Esteve ligado à prepração da fuga de Álvaro Cunhal do Forte de Peniche.

Leccionou na Universidade de Havana, de 1972 a 1973 e escreveu “Introdução ao Teatro Cubano”, em 1971, “Um Actro em Viagem”, em 1972, e “As Portas Foram Abertas aos Bandidos”, em 1981.

Depois do 25 de Abril de 1974, foi dirigente sindical, membro da Comissão de Trabalhadores do Teatro Nacional, e Deputado à Assembleia Constituinte em 1975-1976.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica); Amadora; Loures (Freguesia de São João da Talha); Moita (Freguesia da Baixa da Banheira); Odivelas (Freguesia de Odivelas e Ramada); Oeiras (Freguesia de Barcarena); Seixal; Vila Franca de Xira (Freguesia de Vialonga).

Fonte: “Dicionário do 25 de Abril”; (Verde Fauna, Rubra Flor, de John Andrade, Editora Nova Arrancada, Sociedade Editora, S.A.. 1ª Edição, Setembro de 2002, Pág. 296).

Fonte: “Candidatos da Oposição à Assembleia~Nacional do Estado Novo (1945-1973). Um Dicionário”, (de Mário Matos e Lemos, Luís Reis Torgal, Coordenador, Colecção Parlamento, Edição da Assembleia da República, 1ª Edição, Lisboa, Outubro de 2009, Pág. 220).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 405).