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Eugénio Salvador, Actor, Encenador e Jogador de Futebol

 

Eugénio Salvador, nasceu faz hoje 108 anos. Este grande Actor conhecido e admirado do povo, teve uma outra actividade, que muitos desconhecerão; Eugénio Salvador foi Jogador de Futebol do Benfica.

 

Aqui ficam alguns dados biográficos.

 

Eugénio Salvador2EUGÉNIO SALVADOR Marques da Silva. Actor, Bailarino, Dramaturgo e Encenador português. Nasceu em Lisboa, a 31-03-1908, e faleceu a 01-11-1992. Era filho de Luís Salvador Marques da Silva e de Eugénia Maria Dias. Foi futebolista do Sport Lisboa e Benfica, tendo alinhado nas camadas jovens e nas reservas do clube.

Optou depois por seguir a carreira de Actor, tendo completado o Curso do Conservatório. Em 1928, terminou o Curso de Arte de Representar do Conservatório Nacional de Lisboa. Estreou-se na peça O Grão de Bico, no Teatro Maria Vitória. Além de ter actuado em quase todos os teatros portugueses como encenador, director de cena, bailarino, ensaiador coreográfico e artista de variedades, fez, também, várias digressões no estrangeiro (Brasil, Moçambique, Angola) e outros países, integrado em diversas companhias.

Eugénio SalvadorTrabalhou amiudamente em cinema, tendo-se estreado em Lisboa, Crónica Anedótica (1930), de Leitão de Barros, a que se seguiram prestações em Maria Papoila (1937), também de Leitão de Barros, Fado, História Duma Cantadeira (1948) e Sonhar É Fácil (1951), ambos de Perdigão Queiroga, Eram Duzentos Irmãos (1952), de Constantino Esteves e A Maluquinha de Arroios (1970), de Henrique Campos. Permaneceu activo no Teatro de Revista até 1988, ano em que se retirou definitivamente. As suas últimas aparições artísticas foram feitas no programa televisivo Herman Circus (1990) e no filme Aqui D’El-Rei (1992), de António Pedro Vasconcelos.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica), Amadora, Cascais (Freguesia da Parede), Lisboa (Freguesia de Carnide, Edital de 07-09-1993), Montijo, Seixal, Odivelas (Freguesia da Pontinha), Oeiras (Freguesia de Queijas).

Fonte: “O Grande Livro dos Portugueses”, (Círculo de Leitores, 1990, Pág. 451)

Fonte: “Eugénio Salvador. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-05-12]”

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 465).

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Rocha Martins, um Escritor a re(descobrir)

 

Rocha Martins e os seus artigos publicados no jornal República, punham os Ardinas a gritar; fala o Rocha, Fala o Rocha e, em surdina, acrescentavam; e o Salazar à brocha.

 

Rocha MartinsFrancisco José da ROCHA MARTINS, Jornalista e Historiador, nasceu em Belém (Lisboa), a 30-03-1879, e faleceu em Sintra, a 23-05-1952. Era filho de José Dias Martins e Mariana da Rocha Martins. Frequentou o Instituto Industrial mas não concluiu o Curso.

Atraído pela actividade literária, começou a colaborar com contos e folhetins na imprensa periódica, tornando-se gradualmente conhecido. Frequentou também o Curso Superior de Letras.

Pela mão de Maglhães Lima entrou como folhetinista no jornal »A Vanguarda«, destacando-se pelas temáticas de natureza histórica. Vários dos seus contos/folhetins foram posteriormente publicados em volumes autónomos. Transferiu-se depois para o »Jornal da Noite«. Em 1903-1910 tornou-se Director da »Ilustração Portugueza«, em colaboração com Carlos Malheiro Dias. Colaborou em vários outros jornais. Na década de 20 dirigiu o ABC e, em 1932, fundou o »Arquivo Nacional«.

Em termos políticos, aderiu ao franquismo e à Causa Monárquica. Em 1918 foi eleito Deputado pelo círculo de Oliveira de Azeméis nas listas monárquicas. A partir de 1945 publicou muitos artigos no jornal »República« favoráveis à oposição democrática.

Nos anos quarenta, escreve no jornal República e o grito dos ardinas proclamava: fala o Rocha! Fala o Rocha! Seguido de, em surdina, Salazar está à brocha..

Entre a sua abundante obra, onde avultaram o romance histórico e a história narrativa e biográfica, podem citar-se títulos como: “Os grandes amores de Portugal”, em 1900, “Maria da Fonte”, em 1903, “Bocage”, em 1907, “Rei Santo”, 1907-1908, “A Corte de Junot em Portugal”, em 1910, “A Monarquia do Norte”, em 1922, “Dom Carlos, História do seu Reinado”, em 1926, “Dom Manuel II”, em 1916-1917, “Pimenta de Castro, os Grandes Vultos da Restauração”, em 1939, “Lisboa de Ontem e de Hoje”, em 1946, “Vermelhos, Brancos e Azuis”, em 1950, etc.

Pertenceu à Maçonaria, tendo sido iniciado em 1906 na loja Simpatia e União, mas não passando do grau 1.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada; Barreiro; Cartaxo (Freguesia de Vila Chã de Ourique); Cascais (Freguesia da Parede); Lisboa (Freguesia de Carnide); Loures (Freguesia de Camarate); Moita (Freguesia de Alhos Vedros); Porto; Sintra (Freguesias de Algueirão-Mem Martins e Belas).

Fonte: “Parlamentares e Ministros da 1ª Republica, (1910-1926”, (Coordenação de A. H. Oliveira Marques, Edições Afrontamento, Colecção Parlamento, Pág. 286 e 287).

Chefe Silva “Senhor Teleculinária”, se fosse vivo, faria hoje, 82 anos de idade

 

António Silva, mais conhecido por Chefe Silva, conhecido também na gúria por Sr. Teleculinária, foi um grande divulgador da culinária portuguesa, merece ser lembrado no dia em que faria 82 anos de idade.

Aqui ficam alguns dados biográficos.

 

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António Silva, Cozinheiro, mais conhecido por Chefe Silva, natural da Freguesia de Caldelas (Amares), nasceu a 29-03-1934 e faleceu a 14-10-2015. Estudou no Seminário de Santarém, mas abandonou o Seminário por não ter vocação. Foi ajudante de pedreiro e de ferreiro até que um dia decidiu ir para Lisboa, apenas com a roupa que tinha vestida e uma cesta de laranjas. Rapidamente arranjou trabalho como ajudante de cozinha. “Namoradeiro”, apaixonou-se por Maria da Graça, que viria a ser a sua mulher, apenas por a ouvir ao telefone (na tropa foi telefonista).

Foi trabalhar para Moçambique, onde ficou sete anos, durante os quais nasceram os dois filhos. Quando voltou para Portugal, em 1965, tornou-se segundo cozinheiro no Hotel Avenida Palace.

Aos 18 anos, o Chefe Silva mudou-se para Lisboa, trabalhou no atual Turim Suisso Atlântico Hotel e, depois, no Hotel Império. Com 24 anos, viajou até Lourenço Marques, onde se tornou chefe de cozinha do Hotel Girassol, do Hotel Xai-Xai e do restaurante do aeroporto local.

Um dos mais ilustres profissionais da gastronomia portuguesa. Assim que atingiu a maioridade, mudou-se para Lisboa para começar a trabalhar na área de hotelaria. Ao longo dos anos, desempenhou as funções de chefe de cozinha em locais ilustres como o Hotel Avenida Palace ou o Hotel Altis, e deu também aulas no Instituto Culinária Margarina Vaqueiro.

Mais tarde, inaugurou o restaurante Super Chefe, em Lisboa, e fundou a revista”Teleculinária”. Foi também autor de vários livros, foi Presidente da Associação de Cozinheiros e Pasteleiros de Portugal e ganhou vários prémios de carreira.

É autor de diversos livros, como por exemplo “Petiscos e Patuscadas” (2002), “Sabores Além-Mar” (2002), “Bacalhau à Portuguesa” (2003) ou “Bolos e Doces à Chefe Silva” (2004).

Fonte: “Jornal de Notícias”

Fonte: “Revista Visão”

Fonte: “Jornal Correio da Manhã”

Alexandre Herculano, o primeiro Presidente do Concelho de Belém

 

Alexandre Herculano, nasceu há 206 anos. Grande Escritor, foi também um Político e Autarca. Alexandre Herculano foi o primeiro Presidente do Concelho de Belém, criado em 1852.

 

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I

ALEXANDRE HERCULANO de Carvalho Araújo, nasceu no Pátio do Gil, à Rua de São Bento, Freguesia de São Mamede (Lisboa), a 28-03-1810, e faleceu em Vale de Lobos, Freguesia de Azóia (Santarém), a 13-09-1877. Era filho de Teodoro Cândido de Araújo e de Maria do Carmo de São Boaventura. Foi uma das maiores figuras do seu tempo, quer como intelectual, quer como cidadão interveniente na vida social e política do seu País.

A sua grandeza moral afirmou-se de forma ímpar, designadamente ao recusar honrarias e distinções, como ser Ministro, Par do Reino ou Comendador da Ordem da Torre e Espada.

Estudou com os Padres Oratorianos, às Necessidades, de 1820/1821 a 1825, onde fez os estudos prepraratórios para o ingresso na Universidade de Coimbra. Mas a falta de meios que atingiu a família, por causa da cegueira do pai, obrigou o jovem estudante a permanecer em Lisboa, onde frequentou a Academia de Marinha (1º ano) e a Aula de Comércio, bem como a cadeira de Diplomática, que funcionava na Torre do Tombo, ena qual se matriculou em 1830.

Nessa altura já escrevia poemas, provavelmente desde os dezoito anos, e convivia com Escritores, como o Morgado de Assentiz, António Feliciano de Castilho e a Marquesa de Alorna, cujos salões literários frequentava. Por influência desta ilustre figura de femme savante, Alexandre Herculano estudou a língua alemã e autores germânicos como Burguer, Klopstock, Schiller e Goethe.

Envolvido em 1831 no levantamento liberal de um regimento, refugiou-se em França, tendo frequentado a Biblioteca Pública de Rennes e a Biblioteca Nacional de Paris. Reuniu-se (1832) aos liberais exilados na Inglaterra e como soldado raso fez parte da expedição que desembarcou a sul do Mindelo.

Em 1833 passou a trabalhar como segundo Bibliotecário na Biblioteca Pública do Porto. Em 1836 fixou-se em Lisboa, começando por se dedicar ao jornalismo. Em 1839 Dom Fernando II designou-o Director da Real Biblioteca da Ajuda. De 1850 a 1860 exerceu intensa actividade política e jornalística. Em 1860 recusou o convite de Dom Pedro V para reger uma cadeira no projectado Curso Superior de Letras. Casou em 1866 e a partir de 1867 dedicou-se em excusivo à agricultura nos arredores de Santarém.

Com Almeida Garrett, foi o introdutor e divulgador do romantismo cultural e literário no nosso País.

Tendo aderido à Constituição conciliatória de 1838, opôs-se com veemência ao golpe cabralista que restaurou a Carta Constitucional em 1842. Assinou, em 1850, o protesto dos intelectuais portugueses contra a lei repressiva da liberdade de imprensa, e foi em sua casa que decorreram as reuniões preparatóprias do movimento político-militar da Regeneração que, em 1851, derrubou definitivamente o cabralismo do poder.

Alexandre Herculano já fora Deputado, eleito em 22 de Março de 1840, numa lista cartista, pelo círculo do Porto, para a Legislatura de 1840-1842.

Foi poeta, romancista, polemista e historiador. Estreou-se com os volumes de poesia: “A Voz do profeta”, em 1836, e “A Harpa do crente”, em 1838. Poeta romântico, nele se vieram a inspirar não só os ultra-românticos mas o próprio Antero de Quental. Ficcionista, introduziu em Portugal o romance histórico com “Eurico o Presbítero”, em 1844, “O Monge de Cister”, em 1848, e “Lendas e Narrativas”, em 1851.

Travou polémicas de natureza ideológica, política e anticlerical, reunidas em “Estudos Sobre o Casamento Civil”, em 1866, e nos 10 volumes dos “Opúsculos”, em 1873 e anos seguintes. Historiador, publicou a “História de Portugal”, de 1846 a 1853, em quatro volumes, e a “História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal”, de 1854 a 1859, em três volumes, e iniciou a publicação dos “Portugaliae Monumenta Historica”, em 1856. A sua História de Portugal continua a ser o ponto de partida indiscutível para o estudo dos primeiros séculos (XI-XIII) da nação portuguesa e o paradigma dos cultores da história em Portugal. Dentro de princípios, nem todos indiscutíveis, primou na obra (e na vida) pela coerência da integridade.

Morreu com uma pneumonia em 13 de Setembro de 1877, em Vale de Lobos. O seu cadáver foi levado muito modestamente para um cemitério rústico. A Câmara dos Deputados promoveu, em 1879, a construção urgente de um mausoléu, no cemitério Ocidental de Lisboa, à memória do Histpriador, para o qual foram depois trasladados os seus restos mortais. Mais tarde, em Março de 1884, o Deputado Mariano de Carvalho propôs, em sessão da Câmara, nova trasladação, que se concretizou, com o paio do Minsitro das Obras Públicas, António Augusto de Aguiar, para uma capela especial do Mosteiro dos Jerónimos, em 27 de Junho de 1888, foi uma consagração nacional da grande figura de Homem e de Português que foi Alexandre Herculano.

Alexandre Herculano foi, ainda, o primeiro Presidente da Câmara Municipal de Belém, eleito em 1853. (Município este que abrangia uma vasta área, incluindo a zona de Benfica). Este Concelho foi extinto em 18 de Junho de 1885.

Obras principais: A Voz do Profeta, (1836); O Monge de Cister, (1841); O Bobo, (1843); Eurico, O Presbítero, (1844); Lendas e Narrativas, (1851); História de Portugal, (1853); História e Origem da Inquisição em Portugal, (1859).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Abrantes (Freguesias de Abrantes e Tramagal); Alandroal, Albufeira, Alcácer do Sal; Alcanena (Freguesias de Alcanena, Malhou e Minde); Alcobaça; Alenquer (Freguesia do Carregado); Aljustrel, Almada (Freguesias de Almada e Sobreda); Almeirim (Freguesias de Almeirim e Benfica do Ribatejo); Alvito (Freguesias de Alvito e Vila Nova da Baronia), Amadora; Amarante (Freguesias de Amarante e Lufrei); Arouca, Arraiolos, Aveiro, Barcelos (Freguesias de Barcelos e Carvalhal), Barreiro (Freguesias do Barreiro e Santo António da Charneca); Beja, Benavente (Freguesia de Samora Correia); Braga, Bragança, Cadaval (Freguesia da Vermelha); Caldas da Rainha (Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo Deliberação de 13-04-1910); Caminha (Freguesia de Vila Praia de Âncora); Cartaxo (Freguesias de Ereira e Vila Chã de Ourique); Cascais (Freguesias de Alcabideche, Carcavelos, Cascais, Estoril e São Domingos de Rana); Castelo Branco (Freguesia de Alcains), Castelo de Vide; Castro Verde, Coimbra, Constância; Coruche (Freguesia de São José da Lamarosa); Covilhã, Entroncamento; Estremoz, Évora, Fafe (Freguesias de Fafe e Regadas), Faro, Felgueiras; Ferreira do Alentejo, Figueira da Foz, Gondomar (Freguesias de Rio Tinto e Valbom); Guarda; Guimarães, Idanha-a-Nova (Freguesia de Penha Garcia), Lagoa, Lagos (Freguesias de Lagos e Odiáxere); Lamego; Leiria (Freguesias de Arrabal e Leiria); Lisboa (Freguesias de); Loulé (Freguesias de Almancil, Loulé e Quarteira); Loures (Freguesias de Bobadela, Bucelas, Sacavém, Santa Iria da Azóia, Santo Antão do Tojal, Santo António dos Cavaleiros, São João da Talha e Unhos); Macedo de Cavaleiros, Maia; Mangualde; Marinha Grande; Matosinhos (Freguesia de Custóias); Mealhada; Mirandela, Moita (Freguesias de Alhos Vedros, Baixa da Banheira, Gaio-Rosário e Sarilhos Pequenos); Monchique, Montemor-o-Novo, Montijo; Mora (Freguesia de Cabeção), Murtosa; Nazaré; Nelas; Nisa; Odemira (Freguesias de Odemira, São Luís e São Teotónio), Odivelas (Freguesias de Caneças, Famões, Odivelas, Póvoa de Santo Adrião e Ramada); Oeiras (Freguesias de Linda-a-Velha, Oeiras e Porto Salvo); Olhão; Oliveira de Azeméis (Freguesia de Vila de Cucujães); Oliveira do Hospital; Ourém; Ourique; Ovar; Palmela (Freguesias de Palmela, Pinhal Novo, Poceirão e Quinta do Anjo); Penafiel (Freguesias de Novelas e Paredes); Penalva do Castelo; Peniche (Freguesias de Atouguia da Baleia e Peniche); Peso da Régua; Pinhel; Pombal; Ponte de Lima; Ponte de Sor (Freguesias de Foros de Arrão e Ponte de Sor); Portalegre; Portimão; Porto; Póvoa de Varzim; Redondo, Reguengos de Monsaraz, Sabugal; Salvaterra de Magos (Freguesia de Muge); Santa Comba Dão; Santa Cruz (Freguesia do Caniço); Santa Maria da Feira (Freguesias de Arrifana, Fiães, Lourosa e Santa Maria da Feira), Santarém (Freguesias de Alcanhões, Amiais de Baixo e Santarém); Santiago do Cacém; Santo Tirso (Freguesias de Areias, Roriz e Santo Tirso); São Brás de Alportel; São João da Madeira; Seia; Seixal (Freguesias de Amora e Corroios); Sesimbra (Freguesias de Quinta do Conde e Sesimbra); Setúbal; Silves (Freguesias de Pêra e Silves); Sines; Sintra (Freguesias de Agualva, Algueirão-Mem Martins, Almargem do Bispo, Belas, Casal de Cambra, Queluz e Rio de Mouro); Soure, Sousel (Freguesia do Cano); Tábua; Tavira; Tomar; Torres Novas; Torres Vedras; Trancoso; Trofa (Freguesias de Guidões e Trofa); Valongo (Freguesias de Alfena, Campo, Ermesinde e Valongo); Vendas Novas; Viana do Alentejo (Freguesia de Alcáçovas); Vila do Conde (Fregueisas de Mindelo e Vila do Conde); Vila Franca de Xira (Freguesias de Alverca do Ribatejo, Forte da Casa, Póvoa de Santa Iria e Vialonga); Vila Nova da Barquinha (Freguesias de Atalaia e Vila Nova da Barquinha); Vila Nova de Gaia (Freguesias de Oliveira do Douro, Pedroso e Santa Marinha); Vila Real; Vila Viçosa; Viseu.

Fonte: “Dicionário Biográfico Parlamentar, 1834-1910”, (Vol I, de A-C), Coordenação de Maria Filomena Mónica, Colecção Parlamento, Pág. 199, 200, 201, 202 e 203”.

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 13, Pág. 111, 112, 113 e 114)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 269 e 270).

Comemora-se hoje o “Dia Mundial do Teatro”

A data foi criada, em 1961, pelo Instituto Internacional do Teatro. Neste dia várias organizações culturais apresentam espectáculos teatrais para comemorar a efeméride, permitindo o acesso gratuito.

 

Neste Dia Mundial do Teatro, muitos são os nomes que poderia destacar, na impossibilidade de os mencionar todos, deixo aqui, apenas, dois nomes, para representar todo o Teatro; Amélia Rey-Colaço e Robles Monteiro; dois grandes Actores e Empresários, e que, até foram casados.

 

 

Carnaxide 0195AMÉLIA Schmidt Lafourcade REY COLAÇO Robles Monteiro, Actriz e Empresária, natural de Lisboa, nasceu a 02-03-1898 e faleceu a 08-07-1990Era filha de Alexandre Jorge Maria Idalécio Raimundo Rey Colaço e de Alice Schmidt Constant Lafourcade.

Cresceu num ambiente economicamente confortável e culturalmente rico, em contacto com uma elite intelectual e artística. Em Dezembro de 1911 foi com a irmã Maria para Berlim, para casa da avó materna, com o objectivo de estudarem música. Também aqui encontrou ambiente cultural estimulante, nas constantes tertúlias em casa da sua vó, Madame Kirsinger, frequentadas por vários artistas da capital alemã. Foram nas suas estadias em Berlim, que atraíram Amélia para a carreira de Actriz.

A grande amizade entre o pai de Amélia e Augusto Rosa (Actor, co-fundador da Companhia Rosas & Frazão) determinou que fosse este a iniciar Amélia na Arte Teatral, com lições particulares de exigente disciplina. Paralelamente, era frequente a participação das irmãs Rey Colaço em récitas de caridade ou particulares, foi notória a sua ida a Madrid em 1915, onde recitaram para D. Afonso XIII e Corte, o que familiarizou a jovem com a presença em público. Na sua formação foram essenciais, além dos ensinamentos de Augusto Rosa, os conselhos e acompanhamento de outras figuras que de certo modo apadrinharam Amélia, como é o caso de Afonso Lopes Vieira, com quem a Actriz frequentemente discutia o seu trabalho. Todo este contexto ajudou Amélia a desenvolver um estilo próprio de representação, diferente do academismo romântico em que Rosa se havia formado.

Cedo se notabilizou em recitais, em especial na interpretação de “cantares galegos”. Decidida a abraçar a carreira do teatro, passou a pisar os palcos a partir de 17-11-1917, tendo-se estreado na peça “Marinela” de Perez Galdós; a sua actuação foi considerada o maior acontecimento artístico da temporada.

Com seu marido o Actor Robles Monteiro (1898-1958), fundou, em 1929 a empresa que durante mais de 40 anos teve a seu cargo o Teatro Nacional. Além de Actriz versátil, que fez dela a grande “senhora” do teatro até à sua despedida do palco em 1974.

Voltou a surgir na televisão na série “Gente Fina é Outra Coisa”, em 1982, como directora de companhia e como encenadora foi a inteligente e culta pedagoga teatral.

Em 1998, ano em que se comemorou o centenário do seu nascimento, a Actriz foi objecto de uma grande homenagem no Teatro Nacional Dona Maria II, onde tem desde então um busto, da autoria de Lagoa Henriques.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Abrantes; Almada; Amadora; Cascais (Fregueisas de Cascais e São Domingos de Rana); Guarda; Lisboa (Freguesia de Benfica); Loures (Freguesias da Portela, Santa Iria de Azóia e São João da Talha); Maia; Matosinhos (Freguesia da Senhora da Hora); Montijo; Odivelas (Freguesias de Famões, Odivelas e Pontinha); Oeiras (Freguesia de Carnaxide); Palmela (Freguesia de Pinhal Novo); Portalegre; Seixal (Freguesia de Corroios); Sesimbra (**); Setúbal (Azeitão); Sintra (Freguesia de Algueirão-Mem Martins); Vila Franca de Xira (Freguesis de Alverca do Ribatejo, Forte da Casa, Póvoa de Santa Iria, Vialonga e Vila Franca de Xira); Vila Nova de Famalicão.

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 156 e 157).

Fonte: “Instituto de Camões”

 

 

 

Felisberto Coelho Teles Jordão ROBLES MONTEIRO, Actor e Empresário, nasceu na Freguesia de São Vicente da Beira (Castelo Branco), a 09-09-1888, e faleceu em Lisboa, a 28-11-1958. Era filho de Felisberto Coelho Teles Jordão Monteiro e de Mariana Augusta Ribeiro Robles. Concluído o curso no Seminário da Guarda, após breve experiência como jornalista abraçou a carreira do teatro, tendo ocorrido a sua estreia em 27-12-1913, no Teatro de Dona Amélia. Integrado na Companhia de Lucinda Simões passou depois para o Ginásio e, posteriormente, para o Politeama, onde se tornou Actor-Empresário. Com sua esposa, Amélia Rey Colaço, fundou a Companhia Teatral que a partir de 1929 (e para além da sua morte) foi a concessionária do Teatro Nacional de Dona Maria II. Teve também fugaz actuação no cinema, tendo sido o protagonista de O Primo Basílio, 1923.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Amadora; Castelo Branco; Lisboa (Freguesia de Benfica); Montijo; Sintra (Freguesia de São João das Lampas).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 369).

 

José Maria da Fonseca “o pai da periquita”

 

José Maria da Fonseca, faleceu há 130 anos, mas a sua obra continua. Não vou falar de vinhos, não só porque não bebo, mas, também, especialmente, porque nada sei sobre vinhos. Quero apenas deixar aqui uma pequena biografia de José Maria da Fonseca, o criador do famoso néctar “periquita”.

 

PeriquitaJOSÉ MARIA DA FONSECA, nasceu na Freguesia do  Vilar Seco (Nelas), em 1804, e faleceu em Vila Nogueira de Azeitão (Setúbal), a 26-03-1886. Era filho de José António Fonseca, comerciante no Casis do Sodré. Estudou na Universidade de Coimbra entre 1822 e 1825.

Mudou-se para Azeitão, onde começou por adquirir a Quinta da Bassaqueira, em 1824, e posteriormente outras quintas na área. Veio a estabelecer-se em 1830 e a fundar o seu negócio de vinhos. Rapidamente, a sua personalidade extravagante causou impacto no meio político e empresarial da época. Primeiro, porque levou a cabo inovações tecnológicas nunca antes vistas na vitivinicultura da região, depois, porque conhecia bem os produtos, os mercados e as estratégias a adoptar para atrair o consumidor. José Maria da Fonseca não se contentou em ser apenas mais um agricultor e produtor de vinhos. Queria desenvolver, sobressair. As suas iniciativas foram amplamente divulgadas e elogiadas na época, assim como foi o responsável pela introdução de novas castas na região, de que é exemplo a Castelão Francês – à qual José Maria da Fonseca deu o nome de Periquita – que trouxe da Estremadura, e as melhorias realizadas na produção do Moscatel de Setúbal. A prosperidade da casa de vinhos e licores de José Maria da Fonseca, que produzia significativa quantidade para exportação, valeu-lhe em 1856, a mais alta condecoração portuguesa: Cavaleiro da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, entregue pelo Rei D. Pedro V.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Nelas; Setúbal (Vila Nogueira de Azeitão).

Fonte: “Câmara Municipal de Palmela”

Mirita Casimiro, uma grande Actriz

 

Mirita Casimiro, deixou-nos faz hoje 46 anos. Mirita Casimiro, embora toda a sua família seja natural de Viseu, nasceu, por acaso, em Espinho, onde a família se encontrava a passar férias.E talvez por isso, seja pouco conhecida em Viseu, sua terra natal, e em Espinho, onde nasceu.

O nome de Mirita Casimiro, será sempre um enriquecimento cultural, em qualquer Município, assim os Autarcas o queiram.

 

Mirita CasimiroMIRITA CASIMIRO, Maria Zulmira Casimiro de Almeida, de seu nome completo, nasceu em Espinho, onde a família se encontrava de férias, a 14-10-1914, e faleceu em Cascais, a 25-03-1970. Filha do Cavaleiro Tauromáquico José Casimiro de Almeida, grande Cavaleiro Tauromáquico, natural de Viseu. Já o avô de Mirita Casimiro, Manoel Casimiro de Almeida fora um famoso cavaleiro tauromáquico de grande popularidade nos finais do século IXX, tendo actuado em homenagem ao Rei D. Afonso XII em Espanha.

Mirita e os seus irmãos gozavam de grande prestígio e popularidade pelas festas e récitas que organizavam para instituições humanitárias.

Em 1927 num sarau literário musical realizado pelas alunas do Grande Colégio Português (no já desaparecido Teatro Viriato em Viseu) a pequena Zulmira surpreende todos vestindo a pele dum travesti na comédia denominada Os Sustos da autoria de Rangel Lima.

Viveu até à maioridade em Viseu, tornando-se conhecida pelas suas interpretações de canções da música tradicional beirã, que apresentou na sua estreia em Teatro como «atracção» da revista Viva a Folia! (Teatro Municipal de Viseu, 1935). O sucesso alcançado valeu-lhe, na revista seguinte (Milho-Rei, texto de Rodrigo de Mello e Manuel Caiola, música de Fernandio Guimarães, Rafael Medina, Jaime Mendes e Frederico Valério), vários números declamados e cantados qyue foram reconhecidos pelo público e pela crítica.

A partir daí, o seu nome encabeçou, ao lado do Actor Vasco Santana, com quem entretanto se casou, o cartaz de várias Revistas (Olaré que Brinca, 1940; Alto lá com o Charuto”, 1945); operetas (O Colete Encarnado, 1940; A Invasão, 1945) e comédias musicais (João Ninguém, 1936, e Os Ardinas, 1937).

As canções Eu quero! Em João Ninguém; Lisboa, não sejas francesa, em A invasão e a Java de Paris, em Alto lá com o charuto, marcaram os principais momentos da sua carreira artística, que entrou em declínio após a dissolução do seu casamento.

Até 1954 interveio, espaçadamente, em várias revistas, partindo pouco tempo depois para o Brasil, de onde regressou em 1966 para uma breve incursão na cena declamada, integrando o elenco do Teatro Experimental de Cascais (A maluquinho de Arroios, de André Brun, e A Casa de Bernarda Alba, de Garcia Lorca, 1966; Mar, de Miguel Torga, e D. Quixote, de Yves Jamiaque, 1967; O Comissário de Polícia, de Gervásio Lobato, 1968).

Aproveitando a sua popularidade no Teatro, o Cinema utilizou-a como protagonista de Maria Papoila (1937), realização de Leitão de Barros, em que interpretou uma das suas canções predilectas do público (Adeus ó Serra, música de Raul Portela, Raul Ferrão e Fernando de Carvalho). Em 1968, um acidente de viação incapacitou-a para a cena.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Albufeira; Almada (Freguesia da Charneca de Caparica); Cascais (Freguesias de Cascais e São Domingos de Rana); Odivelas; Seixal (Freguesia de Fernão Ferro); Sintra (Freguesia de Algueirão-Mem Martins).

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 1º Volume, A-C, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, Pág. 265 e 266)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 135).

“Esquecidos da História”

Branca Rumina, uma Médica que dedicou toda a sua vida profissional aos problemas da natalidade e da mortalidade infantil. Apesar de todo o seu trabalho em prol dos Lactários e dos problemas ligados à infância, quem sabe quem foi Branca Rumina?

 

Branca RuminaBRANCA Fernandes RUMINA, natural de Lisboa, nasceu a 24-03-1898 e faleceu em 1988. Era filha do Odontologista Joaquim José da Luz Rumina. Doutora em Medicina e Cirurgia pela Universidade de Lisboa. Possuía ainda os Cursos Superiores de Higiene e de especialização das Universidades de Paris e Bordéus.

Foi Médica dos Lactários da Câmara Municipal de Lisboa e dos Lactários e das Creches da Misericórdia de Lisboa e Directora do Posto de Puericultura nº 4 da Junta Geral do Distrito de Lisboa. Desenvolveu uma intensa actividade de propaganda no âmbito da higiene e assistência infantil.

Em 1930, concorreu a Médica Escolar com um trabalho sobre Cantinas Escolares. Leccionou a Cadeira de Higiene Social da Infância no Instituto de Serviço Social. Colaborou em periódicos Médicos e Pedagógicos (assiduamente nos primeiros anos da revista Os Nossos Filhos), proferiu conferências sobre Higiene, Assistência Infantil, Serviço Social e Puericultura, e participou nos 2º e 3º Congressos das Misericórdias, realizados no Porto (1930) e em Setúbal (1932).

Numa altura em que a mortalidade infantil ainda constituía uma séria preocupação médica e social, Branca Rumina promoveu, à semelhança de outros profissionais da sua geração, uma importante acção de divulgação pedagógica junto das grávidas, das mães e das mulheres em geral, ministrando-lhes conhecimentos práticos e úteis sobre a alimentação, a higiene e a saúde das crianças, desde o nascimento até à adolescência.

Através de conferências e de textos simples, claros, incisivos, e geralmente ilustrados, procurando dotar as mães de uma competência técnica e educativa no tratamento dos seus filhos. No livro O Guia das Mães, consagra um capítulo à enfermagem maternal.

Depois de apresentar uma lista do material farmacêutico indispensável em todas as casas, explica como se deve tirar a temperatura, dar um clister, preparar cataplasmas, alimentar uma criança doente, prestar os primeiros cuidados em caso de contusões, feridas, picadas de insectos, queimaduras solares, frieiras, diarreias, tosse febre, etc. Ciente de que a saúde das crianças pode ser influencidada pela dos pais antes do nascimento, dedica alguma atenção à puericultura pré-natal.

No que respeita à protecção da criança depois do nascimento, considera que «no estado actual da nossa aparelhagem de combate a favor da saaúde da 1ª infância», são, sobretudo, importantes os Lactários da Misericórdia de Lisboa, os postos de puericultura da Junta Geral do Distrito de Lisboa, o posto de Protecção à Infância da Direcção-Geral de Saúde, o Dispensário do Porto para crianças pobres e o Dispensário de Protecção à grávida e defesa da criança, de Coimbra.

Fonte: “Dicionário de Educadores Portugueses”, (Direcção de António Nóvoa, Edições Asa, 1ª Edição, Outubro de 2003, Pág. 1221 e 1222)

Matos Maia e a “Invasão dos Marcianos”

 

Matos Maia, se fosse vivo, faria hoje (24-03-2016) 85 anos de idade. Aqui fica uma breve homenagem a este Radialista que chegou a ser preso pelo programa radiofónico “A Invasão dos Marcianos”

 

matosMaiaJosé de MATOS Fernandes MAIA, Radialista e Jornalista, natural de Lisboa, nasceu a 24-03-1931 e faleceu a 04-03-2005. Como aluno da Escola Comercial Rodrigues Sampaio, em Lisboa, foi autor de vários textos para programas policiais na emissora do Liceu Pedro Nunes, a pedido de alguns estudantes seus amigos, isto aconteceu aos 15 anos de idade. Colaborou, depois quase sempre como produtor e realizador, em todas as emissoras da Grande Lisboa: Rádio Peninsular, Voz de Lisboa, Rádio Graça, Clube Radiofónico de Portugal e Rádio Restauração. No Clube Radiofónico de Portugal realizou e apresentou alguns programas que, na época, tiveram bastamte sucesso, como foram os casos de “Alfinetadas”, “Gazeta Policial”, e “Satisfaça o Seu Desejo”. Em 1956 a Rádio Renascença convidou-o para colaborar com esta estação, onde se manteve até 1960, tendo realizado, apresentado e colaborado com programas importantes: “Pátio das Canções”; “Programa Alvo”, “A 23ª Hora”, “Coisas que a Noite Traz” e tantos outros.  Em 1959 a ex-Emissora Nacional convidou-o para realizar o seu programa da manhã das quartas-feiras, por um período de seis meses. O contrato prolongou-se por seis anos.

Em 1958 realizou na Rádio Renascença a emissão que foi considerada a “grande pedrada no charco”. “A Invasão dos Marcianos”, baseada no romace de Herbert George Wells, “A Guerra dos Mundos”. A emissão foi interrompida pela PSP, foi levado, sob escolta, para o Governo Civil onde esteve preso, numa cela, cerca de três horas. Uma semana depois foi interrogado pelo inspector Ferreira da Costa, da ex-PIDE. Em 1960 foi convidado a ingressar nos quadros do ex-Radio Clube Português e, a partir daí, passou a ser profissional a tempo inteiro. No Rádio Clube Português desempenhou várias funções, desde realizador a Coordenador Geral, onde realizou programas que fizeram história, nomeadamente: “Quando o Telefone Toca”, “Bossa Nova”, “Lisboa e o Tejo”, “No Mundo Aconteceu”, “Bom Dia Manhã”, “Clube à Gô-Gô”, “Meia-Noite”, “Sintonia 63”; “Discoteca”, “Hoje Convidamos” e, “Mistério e Fantasia”. Adaptou e realizou dois folhetins, baseados nos romances “A Queda de Um Anjo”, de Camilo Castelo Branco e “Quando os Lobos Uivam”, de Aquilino Ribeiro. Em 1966 tirou um curso geral de realização na BBC; em 1976 idêntico curso na RDP e em 1982 um curso geral de monitor, igualmente na RDP. Em 1968 foi premiado, em Espanha, pela Cadena SER com o Prémio Ondas, pelo seu programa “Lisboa e o Tejo”. De 1976 a 1979 dirigiu dois canais da RDP. Em 1980 participou na construção da Rádio Comercial, onde foi chefe dos Departamentos de Produção, dos Emissores Regionais, passando, depois, a assessor. Em 1991 ganhou um Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores pelo seu trabalho em teatro radiofónico, tendo adaptado e dirigido, na Rádio Comercial, folhetins baseados nos romances “A Cidade e As Serras”, de Eça de Queirós; “A Escola do Paraíso”, de José Rodrigues Miguéis, “Seara de Vento”, de Manuel da Fonseca e, “Mau Tempo no Canal” de Vitorino Nemésio. Foi Director da Sociedade Portuguesa de Autores, membro da Comissão da Rádio e dinamizador e coordenador de uma série de Colóquios sobfre Rádio, realizados entre 1993 e 1994. Matos Maia é, ainda, autor de letras para canções e fados, alguns gravados por artistas conhecidos, como: Lídia Ribeiro, Tristão da Silva, Lucília do Carmo, Agostinho dos Santos e outros.

Publicou três livros: “Aqui, Emissora da Liberdade”, relato pormenorizado da ocupação do ex-Rádio Clube Português, “Telefonia, História da Rádio em Portugal”,“A Invasão dos Marcianos” e, “Uma Página, Págia e Meia”. Em 1998, 1999 e 2000 escreveu, dirigiu e encenou 3 revistas populares para o Grupo de Teatro Amador de Quarteira

Obras principais: Aqui Emissora da Liberdade, (1975); Telefonia, (1995); A Invasão dos Marcianos + 3 Fantasias Radiofónicas, (1996).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Organizado pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, Vol. VI, Publicações Europa América, Pág. 77 e 78)

Fonte: “Dicionário do 25 de Abril”; (Verde Fauna, Rubra Flor, de John Andrade, Editora Nova Arrancada, Sociedade Editora, S.A.. 1ª Edição, Setembro de 2002, Pág. 227 e 228).

Frederico de Brito e o Fado

 

No dia em que faz 39 anos sobre a morte de Frederico de Brito, vamos lembrar aqui quem foi Frederico de Brito.

Todos nós, gostemos ou não de Fado, já ouvimos o Fadista Carlos do Carmo cantas “Canoas do Tejo”, o que poucos saberão é que esse bonito fado é da autoria (letra e música) de Frederico de Brito.

 

Carnaxide 0147Joaquim FREDERICO DE BRITO, Poeta Popular e Músico, nasceu na Freguesia de Carnaxide (Oeiras), a 15-09-1894, e faleceu em Lisboa, a 24-03-1977, ficou conhecido com o diminutivo de Britinho. Muito cedo começou a versejar e de tal sorte, que na Escola Primária já tinha a alcunha de “O Poeta”, de que o pequeno Joaquim não gostava por pensar tal ser ofensivo. E isso fez com ele se retraísse perante os colegas e só em casa lesse os seus versos à Mãe e ao irmão, que constituíam o seu único público. Só aos 14 anos Frederico de Brito começou a compreender que tal alcunha não era afinal tão ofensiva como julgara. Mas depois sucede o imprevisto. Ele que perdera a tibieza de passar por poeta, encontra o obstáculo de não acreditaram ser ele o autor dos seu próprios versos. Então, só encontrou uma saída para que o escutassem: dizer que os versos que cantava de “improviso” eram previamente feitos por um amigo dele que morava na sua rua e se chamava Frederico de Brito. E, certo dia, glosou de improviso os motes que foram propostos, com tal destreza e perfeição que no final e já à porta do Pátio do Martelo, o outro improvisador, Quintinha Bombeiro, pediu-lhe para apresentar ao seu amigo os parabéns e para lhe marcar um encontro. Estava ganha a primeira batalha. Desde aí nunca mais parou de fazer versos. Uns seriam posteriormente musicados, gravados e muitos deles premiados, outros iriam constituir o conteúdo de dois livros “Musa ao Volante” e “Terra Brava”. Frederico de Brito foi, ao longo da sua vida, além de poeta popular e compositor, chauffeur, motorista e táxi e, quando se reformou, empregado da companhia petrolífera Atlantic.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Sobreda); Lisboa (Freguesia de Santa Clara, Edital de 16-09-2009); Moita (Freguesia de Alhos Vedros); Oeiras (Freguesia de Carnaxide).

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 1º Volume, A-C, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, Pág. 185)