“Marido e Mulher”, na Toponímia do mesmo Município.

 

Ema Reis e Luís da Câmara Reis, Mulher e Marido, na Toponímia do Município de Almada.

 

ema-reisEMA Romero Santos Fonseca da Câmara REIS, Escritora e Musicóloga, nasceu em Faro, a 18-08-1897, e faleceu em Lisboa, a 24-08-1968. Era filha de António dos Santos Fonseca, militar, natural de Faro e de D. Marina Romero Santos Fonseca. Casou com o Professor, Escritor e Jornalista Luís da Câmara Reis. Fez estudos musicais com a Srª de Rangel Baptista e José Henrique dos Santos, e de Canto, com D. Eugénia Mantelli.

Desde muito nova, deu a conhecer, aos portugueses, diversos Compositores nacionais e estrangeiros, muitos deles cujas obras, só por seu intermédio, foram ouvidas pela primeira vez no nosso País.

Organizou, a expensas suas, um grupo de polifonia vocal, «a capella», único então existente, ao qual deu a sua colaboração os melhores nomes de artista portugueses.

Cultivou como amadora a arte vocal, tendo interpretado óperas de autores de renome como »Zanetto«, de Mascagni, e »Portrait de Manon«, de Massenet. Promoveu centenas de concertos de câmara, nos quais revelou um grande número de obras inéditas em Portugal. Organizou, a expensas suas, um grupo de polifonia vocal »a capella«, único então existente no País, e divulgou o Lied.

Colaborou em : Imprensa Nova, Diário de Notícias, A Monarquia, Nacção Portuguesa, Música Contemporânea e Vida Mundial.

Testemunham a sua vasta actividade cultural mecenática os cinco volumes da “Divulgação Musical”. Além de colaboração dispersa em publicações periódicas, deu ainda a lume: “Folhas Dispersas”, em 1923, “À Luz da Minha Alma”, em 1924, e “Arte do Canto”, em 1927.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica), Faro, Seixal (Freguesia de Corroios e Fernão Ferro).

Fonte: “Quem Foi Quem? 200 Algarvios do Século XX”, (de Glória Maria Marreiros, Edições Colibri, 1ª Edição, Dezembro de 2000, Pág. 431 e 432)

Fonte: “Dicionário de Mulheres Célebres, de Américo Lopes de Oliveira, Lello & Irmão Editores, Edição de 1981, Pág. 189”

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 444).

 

luis-da-camara-reusLUÍS DA CÂMARA REIS, Professor, Jornalista e Escritor, nasceu na Freguesia de Santa Isabel (Lisboa), a 20-04-1885, e faleceu na Freguesia do Estoril (Cascais), a 27-10-1961. Em 1907 conclui o curso da Faculdade de Direiro de Coimbra. Figura de destaque dos meios intelectuais republicanos de oposição ao salazarismo. Dedicou a sua vida à cultura e à política portuguesas.Foi casado com a Musicóloga Ema Reis.

Foi Professor do Ensino Secundário, no Liceu de Setúbal e, em Lisboa, nos Liceus Camões e Gil Vicente, na Casa Pia de Lisboa e na Escola Normal. Sempre se interessou, aliás, pelas questões do Ensino e logo em 1908 assinou o programa da Liga de Educação Nacional, que se propunha «regenerar a sociedade portuguesa» pela educação. Além de ter publicado vários trabalhos, como A Crise da Universidade, (1933); A Didáctica da Matemática ou Métodos Geométricos. Teve grande actividade como Conferencista, designadamente na Universidade Popular, desde a sua fundação, e como colaborador de diversos jornais e revistas, como Mocidade (1899-1905); A República Portuguesa (1910-1911); Ilustração Portuguesa; Lucta; República; Capital e O País.

Exerceu funções directivas na revista Seara Nova, de 1921 a 1961 (da qual foi um dos fundadores e proprietário) escreveu livros escolares e fez palestras de crítica, de pedagogia e de cultura musical. Jornalista, foi Director (1910-1911) de “A República Portuguesa”.

Pertenceu a vários movimentos oposicionistas ao Estado Novo, designadamente ao Movimento de Unidade Democrática, de que foi um dos fundadores e de cuja primeira Comissão Central fez parte.

Em Outubro de 1945 integra a primeira comissão central do MUD, do qual foi membro fundador. Foi também Vogal da junta consultiva do MUD em 1946 e membro da Comissão Central dos serviços de candidatura do General Norton de Matos à presidência da República em 1949. nove anos depois será um dos apoiantes da candidatura de Arlindo Vicente às eleições para a presidência da República de 1958, antes da desistência deste a favor do General Humberto Delgado.

Foi candidato a Deputado, pelo círculo de Lisboa, nas eleições de 1953 e 1957 e pelo círculo de Santarém em 1961, tendo falecido repentinamente durante a campanha eleitoral.

Obras principais: Contos de Março (Lisboa, 1909); Aspectos da Literatura Portuguesa, (Lisboa, 1919); Infinitismo, (1932); As Questões Morais e Sociais na Literatura, (1940-1943, em 6 volumes); Ao Serviço da Democracia, (Lisboa, 1945); Divagações Musicais (dos Trovadores a Vila-Lobos), (1944).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica); Amadora; Lisboa (Freguesia de Santa Maria dos Olivais).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. III, Publicações Europa América)

Fonte: “Candidatos da Oposição à Assembleia~Nacional do Estado Novo (1945-1973). Um Dicionário”, (de Mário Matos e Lemos, Luís Reis Torgal, Coordenador, Colecção Parlamento, Edição da Assembleia da República, 1ª Edição, Lisboa, Outubro de 2009, Pág. 240).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. e 445).

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