Sabe quem foi Francisco Manuel Álvares Botelho? Álvares Botelho, foi um dos precursores e ideólogoo Montepio Geral, uma Associação Mutualista, que é a base da Segurança Social.

 

Álvares Botelho, um dos fundadores do Montepio Geral, nasceu faz hoje 214 anos.

amadora-0002Francisco Manuel ÁLVARES BOTELHO, Mutualista, nasceu em Tavira, a 30-01-1803, e faleceu em Lisboa, em 1875. Era filho de um ilustre Professor de Latim e que em 1835 foi Presidente da Câmara Municipal de Tavira.

Álvares Botelho, veio muito cedo para Lisboa, foi Professor do Colégio dos Nobres, onde leccionou a Cadeira de Primeiras Letras e Gramática Portuguesa.

Inseguro quanto ao futuro, pois vivia apenas dos rendimentos do trabalho, debruçou-se sobre um projecto que tinha por objecto proteger contra certos riscos, inerentes à vida, o grupo social a que pertencia. Este projecto mereceu o apoio régio de D. Maria II, e Álvares Botelho, que dedicou todas as horas da sua vida a uma luta de raiz social e económica, ajudou a implantar no País a primeira Caixa Económica. Concebeu o Pelicano como símbolo do projecto, pela seu significado mitológico de expoente máximo de altruísmo, retirando de si para dar às crias.

Empregado do Tesouro, e outros seus colegas, convocaram uma reunião de Funcionários Públicos que contou com a participação de 270 pessoas, onde foi exposto o plano de constituição de um Montepio. A 24 de Agosto de 1840 foi concedido por Carta Régia o alvará que permitiu o início do seu funcionamento.

Francisco Manuel Álvares Botelho, foi o fundador da Associação Mutualista. Ele foi um precursor e ideólgo de um sistema de Segurança Social.

Mas como Montepios anteriores tinham gerado uma certa descrença popular, porque não tinham apresentado viabilidade, os fundadores do Montepio Geral previram, desde logo, a criação de uma instituição de crédito anexa com a finalidade dupla de estimular hábitos de poupança e previdência, assegurando, simultaneamente, o êxito do projecto, uma vez que as operações financeiras efectuadas poderiam melhorar as pensões destinadas àqueles que se vissem privados da protecção dos seus familiares.

Quatro anos depois da fundação do Montepio Geral surge a Caixa Económica que, desde logo, garantiu a continuação dos pagamentos de pensões às viúvas e órfãos dos seus associados falecidos.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Amadora (Freguesia de Alfragide); Tavira.

Fonte: “Jornal Notícias da Amadora, Edição de 29-04-1999”

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